quinta-feira, 28 de março de 2013

A entrevista com Telhada e a demissão de jornalista; coordenador nega ligação

publicado em 23 de março de 2013 às 15:59


Lúcia Rodrigues recebendo o prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, em Porto Alegre

por Conceição Lemes
A jornalista Lúcia Rodrigues tem 19 anos de profissão. De 31 de janeiro de 2011 a 5 de março de 2013, trabalhou na Rádio Brasil Atual. Primeiro, como pauteira. Depois, repórter.
Nesse período, foi agraciada com dois prêmios por reportagens sobre a desocupação do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP). O 1º Prêmio Beth Lobo de Direitos Humanos das Mulheres, outorgado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo. E o 29º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, concedido pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos e Ordem dos Advogados do Brasil – seção Rio Grande do Sul (OAB-RS).
No último dia 4, Lúcia entrevistou por mais de uma hora o coronel Paulo Adriano Telhada, ex-comandante da Rota, atualmente vereador do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo.
O foco da matéria era principalmente a contratação de dois doadores de campanha para trabalhar como assessor no gabinete. Os nomes aparecem na lista do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. Um doou quase R$ 40 mil e o outro, cerca de R$ 19 mil. Segundo o site da Câmara dos Vereadores, o primeiro assessor recebeu, em janeiro, mais de R$ 21 mil de salário; o segundo, quase R$ 18 mil. O coronel contratou, ainda, um primo para a assessoria de imprensa do gabinete.
O clima esquentou quando a repórter, ao abordar a contratação de parentes, perguntou se era legal contratar primos. Embora não seja moral nem ético, a lei permite. Lúcia não tinha certeza e disse que iria consultar advogados. O coronel reage com uma ameaça:
Eu aconselho você a tomar cuidado com o que você vai publicar, porque a paulada vem depois do mesmo jeito, no mesmo ritmo.
Ouça aqui todo o diálogo:

Ao coronel são imputadas 36 mortes durante o período em que atuou no Tático Móvel e depois como policial da Rota:
Você quer que eu conte quantos eu matei, eu não sei. Filha, eu sou um policial de 34 anos de serviço. Você sabia quantas vezes eu fui baleado? Você nunca perguntou… Vocês querem saber quantos eu matei, mas nunca perguntaram quantas vezes eu fui baleado. Você sabe quantas alças de caixão de policial eu já carreguei? Nunca perguntaram. Isso não interessa. Isso não interessa para vocês… O que interessa é que o coronel é um assassino, o coronel matou 48, 50 alguns falam 36, não sei onde arrumaram esse número… Eu não sei, eu nunca contei.
Questionado sobre o paradoxo entre matar e frequentar igreja, Telhada afirma:
Eu estou em paz. Todos os caras que eu matei eram bandido. Não foi nenhum inocente. Essas mãos, aqui, filha, estão suja…de lama e sangue…Não tem nenhum sangue de inocente aqui.
Ouça aqui todo o diálogo:

A reportagem foi ao ar na manhã do dia seguinte, 5 de março. Dos dois áudios postados até aqui, apenas o primeiro entra de passagem.
Ouça aqui o que foi ao ar na Rádio Brasil Atual. Lúcia ouviu também o juiz José Henrique Rodrigues Torres, presidente da Associação Juízes para a Democracia (AJD).

DEMISSÃO POUCAS HORAS DEPOIS DE A ENTREVISTA COM TELHADA IR AO AR
À tarde, nesse dia, a jornalista foi demitida pelo próprio coordenador da Rede Brasil Atual, Paulo Salvador. Habitualmente ele não trabalha no mesmo espaço da Rádio; foi até o local apenas para exonerar Lúcia:
Ele me demitiu no estacionamento do prédio. Perguntei várias vezes o motivo. Ele disse que não iria falar. A única coisa que chegou a dizer é que não havia mais espaço para mim na firma com a mudança para a Paulista [a nova sede será na rua Carlos Sampaio]. Perguntei de quem era a decisão. Disse que era dele.
Em 18 de março, portanto 13 dias após a demissão de Lúcia, Paulo Salvador publicou no seu blog, uma nota de esclarecimento (na íntegra, tal como foi postada, aqui). Sobre o local e a forma como isso ocorreu, diz:
Como o estúdio é improvisado, sem salas, onde todos trabalham em um salão, sem o famigerado “aquário” de diretoria. Propus que fôssemos a um local isolado, o espaço entre a escada e o estacionamento.… Como se vê, o comunicado não foi truculento, ao contrário, transcorreu dentro de um diálogo embora tenso, mas educado…
….
Disse-lhe que havia iniciado uma reestruturação da equipe tendo em vista a mudança para o novo estúdio, na rua Carlos Sampaio, levando em consideração a sinergia das equipes produtoras de conteúdo.
….
No Facebook ela escreveu que não sabe o motivo, que não foi informada. Mais uma falsificação, pois foi informada sim que o desligamento seria por reestruturação e que ficariam os que trabalham em equipe.
Em resposta ao Viomundo, Paulo Salvador bate na mesma tecla:
A Lúcia foi demitida dentro de um processo de reestruturação da rádio para transferência para um novo estúdio na paulista. Há um ano avaliamos que ela falha no trabalho em equipe, não discute com os coordenadores, envia áudio pronto para a técnica. E, ainda, que na reestruturação ficariam os que priorizam esse trabalho em equipe.
Na nota de esclarecimento, Paulo informa também que a “decisão pelo desligamento [de Lúcia] foi protelada por um ano”:
Desde janeiro de 2012, após o episódio do Pinheirinho e da publicação de uma matéria sobre acordos especiais de trabalho, a coordenação da rádio discutiu com a jornalista mudanças de postura, atitude e enfoque em seu trabalho por considerá-los individualistas, exagerados, provocadores e desrespeitosos, que tais formatos de entrevistas e matérias prejudicavam a imagem da Rede, criavam embaraços para outros jornalistas que viam seus pedidos de entrevistas negados com o argumento de que a rádio mandava repórteres provocadores.
A coordenação direta da rádio propôs-lhe mudança de editoria, mudanças de trabalho, alertou que o estilo era de blogueira e não de reportagem da rede. A própria jornalista sentia que sua situação era precária por, ao ser abordada sobre o trabalho, sempre perguntava se estava demitida.
Os dois primeiros meses de 2013 foram de agravo da postura onde em vários eventos a jornalista acentuava sua predileção por esculhambar entrevistas e entrevistados, sem que a redação e chefias tivessem discutido linhas de abordagens.
Perguntei à Lúcia se tinha sido advertida antes:
Nunca recebi nenhuma advertência. Como poderia ser advertida pelas reportagens sobre o Pinheirinho, se elas renderam dois prêmios à Rádio e a mim?
Mas ao citar a matéria sobre acordos especiais de trabalho, me fez lembrar de uma coisa. Realmente fiquei sabendo que financiadores da Rede haviam ficado furiosos com a matéria sobre o ACE, Acordo Coletivo Especial.Os metalúrgicos do ABC queriam liberdade para negociar acordos com os patrões. Mas dois renomados especialistas na área do trabalho criticaram muito o projeto, que alguns sindicatos queriam ver aprovado em Brasília. Eu fiz a matéria que me pediram. Mostrei os dois lados.
Mas, a partir desse episódio, meu chefe me pediu para fazer menos matérias sobre direitos humanos, porque alguém teria comentado que estava entrando muitas matérias sobre temas ligados à ditadura militar e à Comissão da Verdade. Nunca foi proposto mudança de editoria, porque simplesmente não existe essa divisão na Rádio Brasil Atual. A equipe é pequena e se desdobra para dar conta das pautas.
Eu quero que o Paulo Salvador aponte um único entrevistado que eu tenha destratado. Sei preservar os limites do profissionalismo. O que houve, isto, sim, foi censura a duas matérias.
Em dezembro do ano passado, fui à USP para a coletiva de imprensa que o governador Geraldo Alckmin deu na reitoria da Universidade. A minha pauta era sobre os processos do reitor João Grandino Rodas contra os estudantes que ocuparam a reitoria em 2011. Fiz a pergunta, o governador respondeu.
Esperei os demais colegas perguntarem e fiz mais uma segunda pergunta. Foi sobre o caso do jornalista André Caramante, da Folha de S. Paulo. Alckmin optou por ficar em silêncio.
A matéria foi postada no site da Rádio. No dia seguinte, deveria ir ao ar no jornal da manhã. Mas não foi. Paulo Salvador telefonou, proibindo que fosse veiculada. Mas o Portal Imprensa repercutiu a matéria.
A outra matéria que ele proibiu fosse postada no site e fosse ao ar no dia seguinte na Rádio foi a entrevista com Alckmin e Rodas sobre os processos contra os estudantes que ocuparam a reitoria. Tenho uma cópia da matéria comigo.
Diante disso, questionei Paulo: você proibiu alguma matéria da Lúcia de ir ao ar? Resposta:
Essa matéria do Alckmin não entregou no programa, ficou só nas redes. Essa decisão foi tomada em consulta com os editores da rádio, revista e site. Eu não cuido das matérias. Sugiro assuntos, pautas, entrevistas e comento o publicado.
O “essa matéria do Alckmin” refere-se à reportagem mencionada em e-mail anterior, onde ele diz:
Ela foi cobrir uma coletiva do governador na USP Butantã sobre a passarela da Cidade Universitária com o Villa Lobos. A repórter pergunta do Camarante, o governador não responde, ela provoca e a assessora de imprensa diz que ela havia ido lá para tumultuar. Tudo isso está no áudio.
Lúcia rechaça:
Primeiro, a matéria que ficou só no site foi a sobre o Caramante. A outra sobre os processos contra os estudantes da USP, em que entrevisto Alckmin e o reitor João Grandino Rodas, nem chegou a ser postada no site e também não foi ao ar na Rádio. Ele proibiu…
Segundo, a coletiva foi convocada para o governador falar da passarela ligando a Cidade Universitária ao Villa Lobos. Só que, como acontece em toda coletiva, boa parte dos jornalistas perguntam sobre outros temas que não o proposto pela assessoria de imprensa. Eu perguntei sobre os processos contra os alunos e sobre o caso do Caramante.
Terceiro, ao perguntar ao Alckmin sobre o Caramante, eu apenas cumpri o meu papel de jornalista. A assessora de imprensa do governador estava no dela, que é, entre outras coisas, de protegê-lo de perguntas embaraçosas. Lembra-se de que na eleição para a prefeitura, em 2012, o Serra se recusou a responder sobre plano de governo e chamou o repórter da Rede Brasil Atual de ‘sem-vergonha? Nosso papel é perguntar para esclarecer.
Ouça o áudio da matéria sobre o Alckmin e o Caramante:

Aí, fiz a pergunta óbvia a ambos: teria havido interferência, pressão, do coronel Telhada para a demissão?
Paulo Salvador descarta:
A relação da entrevista com o Telhada e a demissão é apenas uma ‘vitimização’ dela, uma expressão de contiguidade ginasiana. Tanto é que a matéria foi ao ar.
Lúcia estranha:
Sinceramente não acho que o coronel Telhada tivesse poder para interferir na minha demissão. O que surpreende é o fato de ter ocorrido na sequência da veiculação de uma matéria sobre o vereador e ex-chefe da Rota. A reportagem foi ao ar no dia 5 pela manhã e na tarde do mesmo dia fui sumariamente demitida. Me surpreende mais ainda a demissão ocorrer após o coronel Telhada ter me ameaçado no meio da entrevista.
PAULO DIZ QUE FOI OFERECIDA RECOLOCAÇÃO, LÚCIA DIZ QUE NÃO
No início da semana passada, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo convocou Paulo Salvador para uma reunião, na tentativa de reverter a demissão de Lúcia. Lúcia também foi convidada a participar da conversa.
Ele diz:
Em intermediação no Sindicato dos Jornalistas, foi oferecida a possibilidade de uma recolocação, o que foi recusada pela jornalista.
Ela rebate:
É mentira! As duas sindicalistas que acompanharam a reunião – Cândida Vieira e Lilian Parise — estão de prova. Paulo Salvador disse que até tinha pensado em buscar uma realocação para mim, mas depois mudou de ideia.
Aliás, ao contrário do que o Paulo Salvador afirma, eu só fiquei sabendo o motivo da minha demissão na reunião convocada pela direção do Sindicato dos Jornalistas.
Na reunião, ele deixou claro que não gostava das minhas matérias e disse que ninguém me mandara enfrentar o coronel Telhada. Falou que eu insistia em fazer matérias batendo na polícia, mas que eu deveria falar sobre os latrocínios que ocorrem no Estado.
Paulo falou ainda na frente das duas sindicalistas que se arrependia de não ter fechado a Rádio quando ela saiu do ar (ficamos operando por um período somente na web) e ter mandado todo mundo embora.
Questionei-o. Perguntei se um ex-sindicalista não tinha pudor em falar uma coisa daquelas. Indaguei o que faria se escutasse a mesma afirmação de um dirigente do Banespa [ele trabalhou no banco]. Ele respondeu que as coisas não funcionavam assim no Banespa. Refiz a pergunta. Questionei o que ele faria se estivesse na minha posição e eu na dele. Ele silenciou.
Causa-me ainda espanto a forma pejorativa como ele se refere ao trabalho dos blogueiros na nota de esclarecimento. No intuito de me atingir, acaba por atacar todas as pessoas que exercem o legitimo direito a essa forma de comunicação. É triste constatar que seu discurso em defesa democratização da mídia se esvai em preconceitos tolos.
A propósito. Indagado pelo Viomundo sobre o período em que Lúcia Rodrigues atuou na Rede Brasil Atual, Paulo Salvador informa: ” Trabalhou de janeiro de 2011 a 5 de março de 2013, sendo até março de 2012 vinculada à produtora Berlim, que produzia e geria o programa; depois, a partir de abril, na Editora Gráfica Atitude Ltda, que assumiu o programa”.
Lúcia precisa: “Foi de 31 de janeiro de 2011 a 5 de março de 2013. Só que até março de 2012 trabalhei sem estar registrada, como acontece até hoje com outros colegas da Rádio”.

domingo, 10 de março de 2013

Entenda porque Hugo Chávez é tão amado por seu povo e odiado pela mídia internacional

Mostre para os trolls: Completo e atualizado: Do Opera Mundi: 50 verdades sobre Hugo Chávez e a Revolução Bolivariana que você nunca verá na velha mídia brasileira


Razões pelas quais o chefe de Estado venezuelano marcou para sempre a história da América Latina


1. Jamás en la historia de América Latina, un líder político alcanzó una legitimidad democrática tan irrefutable. Desde su llegada al poder en 1999, hubo 16 elecciones en Venezuela. Hugo Chávez ganó 15, de las cuales la última fue el 7 de octubre de 2012. Siempre derrotó a sus rivales con una diferencia de 10 a 20 puntos.


2. Todas las instancias internacionales, desde la Unión Europea hasta la Organización de Estados Americanos, pasando por la Unión de Naciones Suramericanas y el Centro Carter, se mostraron unánimes al reconocer la transparencia de los escrutinios.


3. James Carter, antiguo presidente de Estados Unidos, incluso declaró que el sistema electoral de Venezuela era “el mejor de mundo”.


4. La universalización del acceso a la educación instaurada en 1998 tuvo resultados excepcionales. Cerca de 1,5 millones de venezolanos aprendieron a leer y escribir gracias a la campaña de alfabetización denominada Misión Robinson I.


5. En diciembre de 2005, la UNESCO decretó que se había erradicado el analfabetismo en Venezuela.


6. El número de niños escolarizados pasó de 6 millones en 1998 a 13 millones en 2011 y la tasa de escolarización es ahora de 93,2%.


7. La Misión Robinson II se lanzó para llevar al conjunto de la población a alcanzar el nivel secundario. Así, la tasa de escolarización en la enseñanza secundaria pasó de un 53,6% en 2000 a un 73,3% en 2011.


8. Las Misiones Ribas y Sucre permitieron a decenas de miles de jóvenes adultos emprender estudios universitarios. Así, el número de estudiantes pasó de 895.000 en 2000 a 2,3 millones en 2011, con la creación de nuevas universidades.


9. Con respecto a la salud, se creó el Sistema Nacional Público para garantizar el acceso gratuito a la atención médica a todos los venezolanos. Entre 2005 y 2012 se crearon 7.873 centros médicos en Venezuela.


10. El número de médicos pasó de 20 por 100.000 habitantes en 1999 a 80 por 100.000 en 2010, o sea un aumento del 400%.


11. La Misión Barrio Adentro I permitió realizar 534 millones de consultas médicas. Cerca de 17 millones de personas pudieron ser atendidas, mientras que en 1998, menos de 3 millones de vidas tenían acceso regular a la salud. Se salvaron 1,7 millones de vidas entre 2003 y 2011.


12. La tasa de mortalidad infantil pasó de un 19,1 por mil en 1999 a un 10 por mil en 2012, o sea una reducción de un 49%.


13. La esperanza de vida pasó de 72,2 años en 1999 a 74,3 años en 2011.


14. Gracias a la Operación Milagro lanzada en 2004, 1,5 millones de venezolanos víctimas de cataratas u otras enfermedades oculares, recobraron la vista.


15. De 1999 a 2011, la tasa de pobreza pasó de un 42,8% a un 26,5% y la tasa de extrema pobreza de un 16,6% en 1999 à un 7% en 2011.


16. En la clasificación del Índice de Desarrollo Humano (IDH) del Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD), Venezuela pasó del puesto 83 en el año 2000 (0,656) al puesto 73 en 2011 (0,735), y entró en la categoría de las naciones con el IDH elevado.


17. El coeficiente GINI, que permite calcular la desigualdad en un país, pasó de 0,46 en 1999 a 0,39 en 2011.


18. Según el PNUD, Venezuela ostenta el coeficiente GINI más bajo de América Latina, es el país de la región donde hay menos desigualdad.


19. La tasa de desnutrición infantil se redujo en un 40% desde 1999.


20. En 1999, el 82% de la población tenía acceso al agua potable. Ahora es un 95%.


21. Durante la presidencia de Chávez, los gastos sociales aumentaron en un 60,6%.


22. Antes de 1999, sólo 387.00 ancianos recibían una pensión. Ahora son 2,1 millones.


23. Desde 1999, se construyeron 700.00 viviendas en Venezuela.


24. Desde 1999, el gobierno entregó más de un millón de hectáreas de tierras a los pueblos aborígenes del país.


25. La reforma agraria permitió a decenas de miles de agricultores ser dueños de sus tierras. En total, se distribuyeron más de 3 millones de hectáreas.


26. En 1999, Venezuela producía el 51% de los alimentos que consumía. En 2012, la producción es de un 71%, mientras que el consumo de alimentos aumentó en un 81% desde 1999. Si el consumo de 2012 fuera similar al de 1999, Venezuela producirían el 140% de los alimentos consumidos a nivel nacional.


27. Desde 1999, la tasa de calorías que consumen los venezolanos aumentó en un 50% gracias a la Misión Alimentación que creó una cadena de distribución de 22.000 almacenes de alimentos (MERCAL, Casas de Alimentación, Red PDVAL), donde se subvencionan los productos a la altura de un 30%. El consumo de carne aumentó en un 75% desde 1999.


28. Cinco millones de niños reciben ahora alimentación gratuita a través del Programa de Alimentación Escolar. Eran 250.000 en 1999.


29. La tasa de desnutrición pasó de un 21% en 1998 a menos del 3% en 2012.


30. Según la FAO, Venezuela es el país de América Latina y del Caribe más avanzado en la erradicación del hambre.


31. La nacionalización de la empresa petrolera PDVSA en 2003 permitió a Venezuela recuperar su soberanía energética.


32. La nacionalización de los sectores eléctricos y de telecomunicación (CANTV y Electricidad de Caracas) permitió poner término a situaciones de monopolio y universalizar el acceso a estos servicios.


33. Desde 1999, se crearon más de 50.000 cooperativas en todos los sectores de la economía.


34. La tasa de desempleo pasó de un 15,2% en 1998 a un 6,4% en 2012, con la creación de más de 4 millones de empleos.


35. El salario mínimo pasó de 100 bolívares (16 dólares) en 1998 a 247,52 bolívares (330 dólares) en 2012, o sea, un aumento de más del 2.000%. Se trata del salario mínimo más elevado de América Latina.


36. En 1999, el 65% de la población activa cobraba el salario mínimo. En 2012 sólo el 21,1% de los trabajadores disponen de este nivel salarial.


37. Los adultos de cierta edad que nunca trabajaron disponen de un ingreso de protección equivalente al 60% del salario mínimo.


38. Las mujeres desprotegidas así como las personas discapacitadas reciben una ayuda equivalente al 80% del salario mínimo.


39. El horario laboral se redujo a 6 horas diarias y a 36 horas semanales sin disminución del salario.


40. La deuda pública pasó de un 45% del PIB en 1998 al 20% en 2011. Venezuela se retiró del Fondo Monetario Internacional y del Banco Mundial rembolsando con anticipación todas sus deudas.


41. En 2012, la tasa de crecimiento de Venezuela fue del 5,5%, una de las más elevadas del mundo.


42. El PIB por habitante pasó de 4.100 dólares en 1999 a 10.810 dólares en 2011.


43. Según el informe anual World Happiness de 2012, Venezuela es el segundo país más feliz de América Latina, detrás de Costa Rica, y el decimonoveno a nivel mundial, delante de Alemania o España.


44. Venezuela ofrece un apoyo directo al continente americano más importante que Estados Unidos. En 2007, Chávez dedicó más de 8.800 millones de dólares a donaciones, financiaciones y ayuda energética contra sólo 3.000 millones de la administración Bush.


45. Por primera vez en su historia, Venezuela dispone de sus propios satélites (Bolívar y Miranda) y es ahora soberana en el campo de la tecnología espacial. Hay Internet y telecomunicaciones en todo el territorio.


46. La creación de Petrocaribe en 2005 permite a 18 países de América Latina y del Caribe, o sea 90 millones de personas, adquirir petróleo subvencionado a la altura del 40% al 60%, y asegurar su abastecimiento energético.


47. Venezuela brinda también ayuda a las comunidades desfavorecidas de Estados Unidos proporcionándoles combustible con tarifas subvencionadas.


48. La creación de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de nuestra América (ALBA) en 2004 entre Cuba y Venezuela asentó las bases de una alianza integradora basada en la cooperación y la reciprocidad, que agrupa a 8 países miembros, y que ubica al ser humano en el centro del proyecto de sociedad, con el objetivo de luchar contra la pobreza y la exclusión social.


49. Hugo Chávez está en el origen de la creación en 2011 de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC) que agrupa por primera vez las 33 naciones de la región, que se emancipan así de la tutela de Estados Unidos y de Canadá.


50. Hugo Chávez desempeño un papel clave en el proceso de paz en Colombia. Según el presidente Juan Manuel Santos, “si avanzamos en un proyecto sólido de paz, con progresos claros y concretos, progresos jamás alcanzados antes con las FARC, es también gracias a la dedicación y al compromiso de Chávez y del gobierno de Venezuela”.


*Doctor en Estudios Ibéricos y Latinoamericanos de la Universidad Paris IV-Sorbonne, Salim Lamrani es profesor titular de la Universidad de la Reunión y periodista, especialista de las relaciones entre Cuba y Estados Unidos. Su último libro se titula Etat de siège. Les sanctions économiques des Etats-Unis contre Cuba, París, Ediciones Estrella, 2011, con un prólogo de Wayne S. Smith y un prefacio de Paul Estrade.


Contacto: lamranisalim@yahoo.fr ; Salim.Lamrani@univ-reunion.fr



sexta-feira, 8 de março de 2013

Os que festejam a morte de Chávez

Por Altamiro Borges
Logo após o anúncio da morte de Hugo Chávez, um grupo de venezuelanos residentes nos EUA saiu às ruas de Doral, subúrbio de Miami, para festejar. No ato macabro, que evidencia todo o reacionarismo das elites, eles aplaudiram e esbravejaram contra o líder bolivariano. Segundo a agência Associated Press, eram poucas pessoas, mas com forte sentimento anti-Chávez. “Estamos festejando a abertura de uma nova porta, de esperança e transformações”, justificou Ana San Jorge, uma das manifestantes histéricas.
Miami possui a maior concentração de venezuelanos residentes nos EUA – cerca de 190 mil. Parte deles migrou para a cidade após as primeiras medidas de Hugo Chávez favoráveis aos setores mais excluídos do país e contra os privilégios dos ricaços. O próprio prefeito de Doral, Luigi Boria, é um venezuelano radicado nos EUA, filiado ao Partido Republicano e famoso por suas posições reacionárias. Ele participou da festa e afirmou que a morte de Hugo Chávez possibilitará que oposição oligárquica retome ao poder na Venezuela.
A festança da direita em Miami é a expressão do ódio de classe. Ela gerou indignação inclusive no escritor brasileiro Paulo Coelho, que enviou mensagem na sua conta no twitter: “¿Murió Hugo Chávez y hay gente que se alegra? La burla al dolor ajeno, sólo demuestra la pobreza y miseria humana”. Fora de Miami, nas redes sociais e nas redações de alguns veículos midiáticos do Brasil, outras figuras patéticas e elitistas também devem estar festejado a morte do líder bolivariano, que tanto medo causava aos ricaços.

FHC X FHC

Fernando Henrique Cardoso tem que tomar cuidado para não repetir a trajetória de Carlos Lacerda.
Paulo Nogueira - Diário do Centro do Mundo
FHC_TL_AEFernando Henrique Cardoso está diminuindo com o correr dos anos. Não na mesma velocidade de  José Serra, é certo, mas com constância.
Dona Rute faz falta? É possível. Talvez ela mitigasse a dificuldade com que a vaidade de FHC enfrenta a vantagem que Lula vai levando no combate pelo tamanho na história do Brasil diante da posteridade.
A despeito da mídia em seu ultraconservadorismo, forma-se um consenso segundo o qual entre FHC e Lula foi este último quem realmente inovou no combate ao que é claramente o maior mal do Brasil: a miséria, decorrente da abjeta distribuição de renda.
FHC acabou com a inflação, e isso é uma conquista gigantesca. Mas em políticas  sociais suas realizações foram pequenas, até porque ele estava cercado de economistas que as desprezavam.
Eram economistas profundamente influenciados pela Universidade de Chicago,  dominada pelas ideias do Nobel Milton Friedman, um economista de grande influência mundial nos anos entre os anos 1970 e 2000.
Friedman demonizava as políticas sociais como esmolas, e defendia um Estado mínimo e desregulamentado. Reagan, nos Estados Unidos, e Thatcher, na Inglaterra, foram os maiores propagandistas do ideário de Friedman.
Vista na época de FHC como uma receita infalível para fortalecer economias, a doutrina friedmaniana se revelaria, com os anos, um fracasso colossal. Ela está na origem da crise econômica mundial que castiga a humanidade desde 2007.
Um pequeno grupo se beneficiou do friedmanismo, o chamado 1% para usar a memorável expressão do Ocupe Wall St. E os 99% restantes, como dizia meu Tio Lau, se estreparam.
FHC é filho de seu tempo. Ele estava engaiolado, como era tão comum nos dias em que foi presidente, dentro da crença de que o friedmanismo era infalível. Nem os trabalhistas britânicos sob Tony Blair ousaram contestá-lo, e consequentemente se movimentaram para a direita.
Lula chegou em outro momento. No início da década de 2 000 o modelo de Friedman começava já a estertorar. A iniquidade social se revelou insustentável.  A maioria pilhada começou a protestar de forma cada vez mais intensa.
FHC não pecou lá para trás, porque o cenário era muito diferente.
Mas peca agora, ao não entender – ou ao fingir não entender – o mundo que está aí. E então ele parece querer ser maior que Lula no grito. Alinha-se ao conservadorismo nacional para tentar recriar o cínico  “Mar de Lama”  que tanto contribuiu para o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954.
FHC fala agora em “crise moral”, como se não tivesse feito coisas como se outorgar por meios obscuros um segundo mandato não previsto na Constituição.
A direita gosta, naturalmente. Mas isso não impede que FHC vá se aproximando de Carlos Lacerda, o mentor celerado do “Mar de Lama”, e mais tarde um personagem central no golpe militar de 1964.
Lacerda foi para a lata de lixo da história, merecidamente. Faça uma estátua para ele e ela será prontamente esculachada.
FHC ainda tem chance de não repetir a trajetória de Lacerda. Mas tem que se mexer.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Santayana: Dispensamos os avisos prepotentes da sra. Sánchez

publicado em 25 de fevereiro de 2013 às 16:25

Cuba, seu povo, seus sonhos
por Mauro Santayana, em seu blog
Podemos discordar do regime político de Cuba, que se mantém sob o domínio de um partido único. Mas é preciso seguir o conselho de Spinoza: não lisonjear, não detestar, mas entender. Entender, ou procurar entender. A história de Cuba – como, de resto, de quase todo o arquipélago do Caribe e a América Latina – tem sido a de saqueio dos bens naturais e do trabalho dos nativos, em benefício dos colonizadores europeus, substituídos depois pelos anglo-saxões.
E, nessa crônica, destaca-se a resistência e a luta pela soberania de seu povo não só contra os dominadores estrangeiros, mas, também, contra seus vassalos internos.
Já se tornou lugar comum lembrar que, sob os governos títeres, Havana se tornara o maior e mais procurado bordel americano. A legislação, feita a propósito, era mais leniente, não só com o lenocínio, e também com o jogo, e os mais audazes gangsters de Chicago e de Nova Iorque tinham ali os seus negócios e seus retiros de lazer. E mais: as mestiças cubanas, com sua beleza e natural sensualidade, eram a atração irresistível para os entediados homens de negócios dos Estados Unidos.
A Revolução Cubana foi, em sua origem, o que os marxistas identificam como movimento pequeno burguês. Fidel e seus companheiros, no assalto ao Quartel Moncada – em 1953, já há quase 60 anos – pretendiam apenas derrocar o governo ditatorial de Fulgêncio Batista, que mantinha o país sob cruel regime policial, torturava os prisioneiros e submetia a imprensa à censura férrea. A corrupção grassava no Estado, dos contínuos aos ministros. O enriquecimento de Batista, de seus familiares e amigos, era do conhecimento da classe média, que deu apoio à tentativa insurrecional de Fidel, derrotada então, para converter-se em vitoria menos de 6 anos depois. Os ricos eram todos associados à exploração, direta ou indireta, da prostituição, disfarçada no turismo, e do trabalho brutal dos trabalhadores na indústria açucareira.
Foi a arrogância americana, na defesa de suas empresas petrolíferas, que se negaram a aceitar as novas regras, que empurrou o advogado Fidel Castro e seus companheiros, nos dois primeiros anos da vitória do movimento, ao ensaio de socialismo. A partir de então, só restava à Ilha encampar as refinarias e aliar-se à União Soviética.
Os americanos, sob o festejado Kennedy – que o reexame da História não deixa tão honrado assim – insistiram nos erros. A tentativa de invasão de Cuba, pela Baía dos Porcos, com o fiasco conhecido, tornou a Ilha ainda mais dependente de Moscou, que se aproveitou do episódio para livrar-se de uma bateria americana de foguetes com cargas atômicas instalada na Turquia, ao colocar seus mísseis a 100 milhas da Flórida, no território cubano.
A solução do conflito, que chegou a assustar o mundo com uma guerra atômica, foi negociada pelo hábil Mikoyan. Kruschev retirou os mísseis de Cuba e os Estados Unidos desmantelaram sua bateria turca, ao mesmo tempo em que assumiram o compromisso de não invadir Cuba – mas mantiveram o bloqueio econômico e político contra Havana.
Enfim, ganharam Moscou e Washington, com a proteção recíproca de seus espaços soberanos – e Cuba pagou a fatura com o embargo.
O malogro do socialismo cubano nasceu desse imbróglio de origem. Tal como ocorrera com a Rússia Imperial e com a China, em movimentos contemporâneos, o marxismo serviu como doutrina de empréstimo a uma revolução nacional. O nacionalismo esteve no âmago dos revolucionários cubanos, tal como estivera entre os social-democratas russos, chefiados por Lenine e os companheiros de Mao.
Os cubanos iniciaram reformas econômicas recentes, premidos, entre outras razões, pelo fim do sistema socialista. Ao mesmo tempo tomaram medidas liberalizantes, permitindo as viagens ao exterior de quem cumprir as normas habituais. É assim que visita o país a dissidente Yoani Sánchez (que mantém seu blog na internet de oposição ao governo cubano).
Ocorre que ela não é tão perseguida em Havana como proclama e proclamam seus admiradores. Tanto assim é que, em momento delicado para a Ilha, quando só pessoas de confiança do regime viajavam para o Exterior, ela viveu 2 anos na Suíça, e voltou tranquilamente para Havana.
É sabido que ela mantém encontros habituais com o escritório que representa os interesses norte-americanos em Cuba, como revelou o WikiLeaks.
Há mais. Ela proclama uma audiência que não tem, como assegura o sistema de registro mais confiável, o da Alexa.com. (citado por Altamiro Borges em seu site) em que ela se encontra no 99.944º lugar na audiência mundial, enquanto o modesto jornal O Povo, de Fortaleza, se encontra na 14.043ª posição, ou seja, dispõe de sete vezes mais seguidores do que Yoani.
Ela ainda afirma que tem 10 milhões de acessos por mês, o que contraria a lógica de sua posição no ranking citado. O site de maior tráfego nos Estados Unidos é o do New York Times, com 17 milhões de acessos mensais.
Apesar de tudo isso, deixemos essa senhora defender o seu negócio na internet. É seu direito dizer o que quiser, mas não podemos tolerar que exija do Brasil defender os direitos humanos, tal como ela os vê, em Cuba ou alhures.
Um dos princípios históricos do Brasil é o da não interferência nos assuntos internos dos outros países. O problema de Cuba é dos cubanos, que irão resolvê-lo no dia em que não estiverem mais obrigados a se defender da intervenção dos estrangeiros, que vêm sofrendo desde que os espanhóis, ainda no século 16, ali se instalaram. Foram substituídos pelos Estados Unidos, depois da guerra vitoriosa de Washington contra o frágil governo da Regente Maria Cristina da Espanha. Enfim, o generoso povo cubano, tão parecido ao nosso, não teve, ainda, a oportunidade de realizar o seu próprio destino, sem as pressões dos colonizadores e seus sucessores.
Dispensamos os conselhos da Sra. Sánchez. Aqui tratamos, prioritariamente, dos direitos humanos dos brasileiros, que são os de viver em paz, em paz educar-se, e em paz trabalhar, e esses são os direitos de todos os povos do mundo. Ela, não sendo cidadã de nosso país, não deve, nem pode, exigir nada de nosso governo ou de nosso povo. Dispensamos seus avisos mal-educados e prepotentes, e esperamos que seja festejada pela direita de todos os países que visitará, à custa de seus patrocinadores (como o Instituto Millenium), iludidos pelo seu falso prestígio entre os cubanos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Uma leitura com lupa da penúltima Veja

Por Aldo Cardoso

Nassif,

Lhe envio o que considero ser uma leitura com lupa da penúltima VEJA:

Do blog da revista Espaço Acadêmico

“Veja” contra os infiéis

ELOÉSIO PAULO*
Freud pode ter cometido muitos erros, mas seus grandes acertos vão garantir-lhe sempre um lugar de grande pensador. Um desses acertos é a postulação de que os atos falhos revelam verdades que talvez preferíssemos manter ocultas. A revista “Veja”, expoente maior do PIG (Partido da Imprensa Golpista), cometeu um desses lapsos na sua matéria de capa intitulada “As soluções instantâneas capazes de fazer o Brasil virar um foguete”.
A reportagem é dividida em 11 temas que vão da economia à educação, da previdência social às obras de infraestrutura. Cada um deles é dividido em quatro tópicos: “Que problema resolveria”, “Efeito positivo imediato”, “Quem é contra” e “Como convencer os incrédulos”. Pronto, aqui está o ato falho: quem discordar da revista e de seus ilustres entrevistados é “incrédulo”, não uma pessoa que pense criticamente, pois as “soluções radicais e eficientes” que eles propõem seriam baseadas em “estudos independentes, abrangentes, irrefutáveis (…) que podem ser encomendados ao Banco Mundial”. É o que diz Edmar Bacha, que tem o inegável mérito de ter sido um dos formuladores do Plano Real, mérito que, no entanto, está longe de transformar sua fala em revelação da Palavra do Senhor.
Evidentemente os que não crerem que o Banco Mundial é independente e irrefutável fazem parte dos infiéis a serem convertidos. E nem é necessário dizer que os entrevistados formam um coro muito afinado entoando a velha melodia liberal, aquela mesma que, abençoada pelo Banco Mundial, recentemente levou à quebra da Europa e à crise norte-americana, com a qual Obama imprimiu 600 bilhões de dólares pressas, pressionando para baixo, no mundo inteiro, o valor da moeda mais sem lastro que já existiu em qualquer galáxia. É que desde Nixon, sabem?, o lastro do dólar é unicamente militar, o que acaba dando alguma razão às atitudes de ditadores paranóicos como Castro e Chávez.
Ouvindo a voz divina no monte Sinai, a “Veja” produziu um quase-decálogo. Talvez para evitar essa comparação, os tópicos da matéria são 11. Sim, porque nem tudo é ato falho na revista: não chamemos assim a foto de Aécio Neves na página 36, maior que a da presidente Dilma, esta com o rosto acabrunhado e cara de piedade, enquanto o pré-candidato do PSDB é retratado sorridente, de modo a transmitir confiança e larga visão do futuro. A velha lição de Goebbels… Falamos da mesma revista que, nos idos de 1988, publicou na capa o então candidato Collor carregado em triunfo por populares alagoanos, com o título de “O caçador de marajás”, e há poucos anos, também na capa, caracterizou João Pedro Stédile, do MST, como o Diabo.
A desfaçatez de “Veja” é particularmente escandalosa nas soluções infalíveis dadas para a educação. Uma senhora chamada Maria Helena Guimarães Castro, que ostenta o glorioso título de ex-secretária da Educação de São Paulo – e, como se sabe, a educação pública paulista tornou-se uma verdadeira maravilha em sua gestão –, propõe concentrar o poder nas mãos dos diretores de escolas, que seriam diretamente responsabilizáveis por resultados negativos do aprendizado. Nenhuma palavra sobre a qualificação dos professores. Sobretudo, nenhuma palavra sobre salários decentes, apesar de todos saberem que na Finlândia e no Canadá, países sempre citados como exemplo de educação eficiente, a carreira de professor ser uma das mais disputadas, e evidentemente não por aqueles lugares terem sido abençoados com um número maior de jovens vocacionados ao martírio: professores, lá, ganham bem, são respeitados pela sociedade e têm uma carreira na qual é possível crescer como profissionais e como seres humanos.
É claro que figuram na reportagem propostas boas, como a dos “castigos” para políticos, que se tornariam inelegíveis se determinadas metas econômicas e sociais não fossem cumpridas. Mas “Veja” se esquece de que, na democracia brasileira, nenhuma solução “radical e eficiente” é possível sem passar pelo Congresso, que costuma não ser nada radical (felizmente) e nem um pouco (ó, lástima!) eficiente. Talvez a revista tenha saudade da ditadura, por sinal apontada por Raul Velloso, mais um economista, como a idade de ouro dos investimentos no setor de transportes: naquele tempo era possível fazer as coisas de uma canetada, e exatamente por isso a rodovia Transamazônica, até hoje sem asfalto, é um ótimo exemplo de eficiência administrativa. Além disso, todos sabem que na ditadura não havia roubalheira, não é mesmo?
O brilhante democrata Armínio Fraga, tão importante na história política do Brasil, propõe a solução mais criativa: as mães poderiam votar, nas eleições, tantas vezes quantos filhos menores de 16 anos tivessem. O argumento é que só as mulheres teriam uma visão de futuro, dada a sua responsabilidade pela felicidade dos filhos. No mundo de Armínio não existem, supostamente, mães que jogam filhos recém-nascidos no bueiro, nem pais que dedicam a vida à felicidade das crianças que puseram no mundo. Esse é o mundo da economia fundamentalista; nele tudo é muito claro e previsível. É pena que a realidade seja tão diferente, e que mais uma vez, para fazer vingar a regra tão visionária imaginada pelo ex-presidente no Banco Central, fosse necessário aprovar uma lei no Congresso Nacional, onde o consenso é tão difícil e onde as barganhas passam necessariamente por ilustres políticos muito queridos de “Veja”.
Enfim, a revista nos dá um exemplo magnífico do jornalismo tal como se pratica hoje no Brasil. Manda às favas qualquer pretensão de imparcialidade, assume-se como partido político informal, demonstra abertamente que a comunicação de massa é um negócio e nada mais. Seria, por sinal, bem instrutivo verificar quantas das cabeças coroadas, entre as que opinam na matéria em questão, têm ou tiveram alguma ligação com o governo Fernando Henrique ou outras administrações do PSDB. De cabeça é possível citar quatro: Gustavo Franco (cuja gestão no Banco Central foi um desastre) e os citados Bacha, Armínio Fraga e senhora Guimarães Castro.
É um belo serviço esse que “Veja” presta à sociedade brasileira. Na maioria impraticáveis numa democracia, as sugestões apontadas, e especialmente o método usado para coligi-las, evidenciam o quanto o jornalismo está longe de ser o que as pessoas comuns imaginam. Apesar da urticária que a revista semanal dos Civita tem ao PT, em momentos assim ela se ombreia com o partido de Lula, o qual talvez tenha sepultado para sempre, no Brasil, a infeliz ideia de que um partido pode ser uma congregação monolítica de pessoas honestas e bem-intencionadas, capaz, por isso mesmo, de deter o monopólio da Verdade.
P.S.: Numa incrível demonstração de sua parcialidade, a Veja estampou em sua próxima edição, de 16/01, nada menos que dez cartas sobre as soluções mágicas. Nove delas elogiando e concordando, uma apenas – e muito timidamente – discordando da reportagem.

* ELOÉSIO PAULO é professor da Universidade Federal de Alfenas (MG) e autor do livro Os 10 pecados de Paulo Coelho (Editora Horizonte)

Anonymous fará 'Operação Abaixo Rede Globo' dia 23


Adalberto Ribeiro
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Do blog Os Amigos do presidente Lula

Anonymous fará 'Operação Abaixo Rede Globo' dia 23 Reproduzimos a nota do coletivo ciberativista Anonymous, chamando para um "esculacho" na Rede Globo, no dia 23/02: 


Procure o evento da sua cidade confirme sua participação:https://www.facebook.com/events/177275789063187Informações sobre a Rede Globo
http://www.anonymousbrasil.com/?p=5038Recomendamos assistir os vídeos:https://www.youtube.com/watch?v=O7ENcMpcz1o
http://www.youtube.com/watch?v=R8p4eW1gGKI
http://www.youtube.com/watch?v=5iQXqUdTYIo
http://www.youtube.com/watch?v=VrpurEkmJkU
http://www.youtube.com/watch?v=ObW0kYAXh-8
http://www.youtube.com/watch?v=NrBZyKYebJc
http://www.youtube.com/watch?v=049U7TjOjSA
http://www.youtube.com/watch?v=GwHrQBIoFIgO golpe do roberto marinho pra desvalorizar as ações da nec e ganhar assim R$30 milhões
http://www.youtube.com/watch?v=rmKDR-LftG4Rede Globo expulsa no protesto dos Bombeiros RJ
http://www.youtube.com/watch?v=zpTChGDVHW8O MST aos olhos da Rede Globo
http://www.youtube.com/watch?v=D651ZSECHu0Ei Globo, Vai toma no C#
http://www.youtube.com/watch?v=7Vi8Zqr7-k8Jornal “O Globo” distorce fala de Lula e recebe critica de Ricardo Boechat
http://www.youtube.com/watch?v=KvIcddEn7NgJô Soares desabafa contra a Globo – Troféu Imprensa 87
http://www.youtube.com/watch?v=frP0TLlLnrATexto do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=oLIAh8jdlVE&feature=player_embedded
 Saudações ao povo brasileiro.
Estamos aqui para mostrar que vocês estão sendo enganados, manipulados, tratados como fantoches, foram submetidos à alienação, a imposição de uma mídia que só visa influenciar vocês, estamos aqui para abrir os seus olhos, mostrar como a Globo tem agido há anos, manipulando tudo o que tem chegado até vocês. A final todos tem direito à uma mídia sem máscaras, uma mídia que não seja parcial, seja justa. Nós não podemos deixar que ocorram casos como o do Serra nas ultimas eleições. A Globo chegou a dizer que uma pedra atingiu o candidato Serra na cabeça, mas na verdade ele tinha sido atingido por uma bolinha de papel. Este caso mostrou como ela manipula a verdade por trás dos verdadeiros fatos.
Essa gigante está sempre inundando a cabeça das pessoas com futilidades e coisas inúteis, agindo como um filtro entre os reais acontecimentos e o que é passado para a população, mostrando somente o que ela quer que o povo veja. E assim ela segue com essa atitude inescrupulosa. Este vídeo serve como aviso e é para mostrar a vocês somente um pouco de como ela age, um pouco do que ela faz com vocês todos os dias, nas suas casas, no seu trabalho, na sua vida, penetrando na sua mente e implantando toda essa cultura inútil não deixe que ela pense por você, que ela te influencie, que ela dite padrões de como você deve agir, que ela diga o que você tem que comprar, o que você deve comer, o que você deve vestir.Esta Operação será realizada no dia 23/02/13 e nós estamos convocando a todos para lutarem do nosso lado contra essa manipulação descarada da rede globo, vamos dar um grito de basta não aceitaremos mais o lixo cultural que eles nos empurram, vamos questionar suas notícias, vamos cortar a alienação pela raiz. Vamos todos no dia 23/02/13 para a porta de suas sedes e afiliadas no Brasil gritar contra a alienação na qual eles prendem nosso povo. Vamos espalhar esta notícia, criem vídeos, criem eventos em suas cidades e chamem a todos para dar um fim neste controle exagerado da rede globo. Vocês estão sendo convidados a nos ajudar, venham conosco mostrar a eles, o que eles não veem, o que eles não percebem, o que a Globo faz com a nossa gente.> Nós somos Anonymous.
> Nós somos Legião.
> Nós não perdoamos.
> Nós não esquecemos.
> Esperem por nós