Mostrando postagens com marcador PIG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PIG. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Professor demonstra manipulação de O Globo sobre Venezuela

17 de Abril de 2013 - 15h19  do Vermelho

Diante da manipulação da informação nos jornais da Rede Globo, como O Globo, sobre a situação econômica da Venezuela, depois da confirmação de que o candidato Nicolás Maduro,  Partido Socialista Unido da Venezuela (Psuv) venceu a eleição no domingo (14), o professor de economia Victor Leonardo enviou carta ao impresso manifestando sua indignação. No domingo, uma onda de violência foi iniciada pela oposição.


Globo ataca governo venezuelano com dados manipulados

Prezada Senhora Sandra Cohen

Editora de Mundo de O Globo

Já é sabido que o jornal O Globo não nutre qualquer simpatia pelo governo do presidente venezuelano Hugo Chávez, e tem se esforçado a formar entre os seus leitores opinião contrária ao chavismo – por exemplo, entrevistando o candidato Henrique Caprilles sem oferecer ao leitor entrevista com o candidato Nicolás Maduro em igual espaço. Isto por si já é algo temerário, mas como eu não tenho a capacidade de modificar a linha editorial do jornal, resigno-me. O problema é que o jornal tem utilizado sistematicamente dados um tanto quanto estranhos na sua tarefa de formar a opinião do leitor. Sou professor de Economia da Universidade Federal Fluminense e, embora não seja “especialista” em América Latina, conheço alguns dados sobre a Venezuela e não poderia deixar de alertá-la quanto aos erros que têm sido sistematicamente cometidos.

Como parte do esforço de mostrar que o governo Chávez deixou a economia “em frangalhos”, o jornalista José Casado, em matéria publicada em 15/04/2013 (“Economia em frangalhos no caminho do vencedor”) informa que o déficit público em 2012 foi de 15% do PIB. Infelizmente, as fontes desta informação não aparecem na reportagem (apenas uma genérica referência a “dados oficiais e entidades privadas”!!!), uma falha primária que nem meus alunos não cometem mais em seus trabalhos. Segundo estimativas apresentadas para o ano de 2012 no “Balanço Preliminar das Economias da América Latina e Caribe”, da conceituada Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), o déficit foi de 3,8% do PIB, ligeiramente menor do que no ano anterior, mas muito inferior ao apresentado pelo jornal. Caso o jornalista queira construir a série histórica para os resultados fiscais para a Venezuela (e qualquer outro país do continente), pode consultar também as várias edições do “Estudio Económico” também da Cepal. Para poupar o seu trabalho: a Venezuela registrou superávit primário de 2002 a 2008: 1% do PIB; 2003: 0,3; 2004: 1,8; 2005: 4,6; 2006: 2,1; 2007: 4,5; 2008: 0,1; e déficit nos anos seguintes: 2009: -3,7% do PIB; 2010: -2,1; 2011: -1,8; 2012: -1,3. O déficit é decrescente, mas bem distante dos 15% do PIB publicados na matéria. Afirmar que o déficit público na Venezuela corresponde a 15% do PIB tem sido um erro recorrente, e também aparece na matéria intitulada “Onipresente Chávez”, publicada na véspera, também no caderno “Mundo” do jornal O Globo em 13/04/2013. A este propósito, tenho uma péssima informação a lhe dar: diante de um quadro fiscal tão saudével, o presidente Nicolás Maduro não precisará realizar ajuste fiscal recessivo, e terá condições de seguir com as políticas de seu antecessor.

A matéria do dia 15/04/2013 possui ainda outros erros graves. O primeiro é afirmar que existe hiperinflação na Venezuela, e crescente. Não há como negar que a inflação é um problema grave na Venezuela, mas O Globo não tem dispensado o tratamento adequado para informar os seus leitores. A inflação na Venezuela tem desacelerado: foi de 20% em 2012, contra 32% em 2008 (novamente utilizo os dados da Cepal). Tudo indica que o jornalista não possui conhecimento em Economia, pois a Venezuela não se enquadra em qualquer definição existente para hiperinflação – a mais comumente utilizada é de 50% ao mês; outras, mais qualitativas, definem hiperinflação a partir da perda da função de meio de troca da moeda doméstica, situações bem distantes do que ocorre na Venezuela.

Outro equívoco é afirmar que “não há divisas suficientes para pagar pelas importações”. A Venezuela acumula superávits comerciais e em transações correntes (recomendo que procure os dados - os encontrará facilmente na página da Cepal). Esta condição é algo estrutural, e a Venezuela é a única economia latino-americana que pode dar-se ao luxo de não precisar atrair fluxos de capitais na conta financeira para financiar suas importações de bens e serviços. Isto decorre exatamente das exportações de petróleo.

O problema, Senhora Sandra Cohen, é que os erros cometidos ao expor a situação econômica venezuelana não se limitam à edição do dia 15/04, mas tem sido sistemáticos e corriqueiros. Como parte do esforço de mostrar que o governo Chávez deixou uma “herança pesada”, a jornalista Janaína Figueiredo divulgou no dia 14/04 (“Chavismo joga seu futuro”) que em 1998 a indústria respondia por 63% da economia venezuelana, e caiu para 35% em 2012. Infelizmente, a reportagem comete o erro primário que o seu colega José Casado cometeu: não cita suas fontes. Em primeiro lugar, a informação dada pelo jornal é que a Venezuela era a economia mais industrializada do globo terrestre no ano de 1998. Veja bem: uma economia em que a indústria representa 63% do PIB é super-hiper-mega-industrializada, algo que sequer nos países desenvolvidos foi observado naquele ano, nem em qualquer outro. E a magnitude da queda seria digna de algo realmente patológico. Como trata-se de um caso de desindustrialização bastante severo, procurei satisfazer a minha curiosidade, fazendo algo bastante corriqueiro e básico em minha profissão (e, ao que tudo indica, o jornalista não fez): consultei os dados. Na página do Banco Central da Venezuela encontrei a desagregação do PIB por setor econômico e lá os dados eram diferentes: a indústria respondia por 17,3% do PIB em 1998, e passa a representar 14% em 2012. Uma queda importante, sem dúvida, mas algo muito distante da queda relatada por sua jornalista. Caso a senhora, por qualquer juízo de valor que faça dos dados oficiais venezuelanos, quiser procurar em outras fontes, sugiro novamente a Cepal, (Comissão Econômica para América Latina e Caribe). As proporções mudam um pouco (21% em 1998 contra 18% em 2007 – os dados por lá estão desatualizados), mas sem adquirir a mesma conotação trágica que a reportagem exibe. Em suma: os dados publicados na matéria estão totalmente errados.

O erro cometido é gravíssimo, mas não é o único. A reportagem ainda sugere que a Venezuela é fortemente dependente do petróleo, respondendo por 45% do PIB. Novamente, a jornalista não cita suas fontes. Na que eu consultei (o Banco Central da Venezuela), o setor petróleo respondia por 19% do PIB em 1998, contra pouco mais de 10% em 2012. Como a Senhora pode perceber, a economia venezuelana se diversificou. Não foi rumo à indústria, pois, como eu mesmo lhe mostrei no parágrafo acima, a participação desta última no PIB caiu. Mas, insisto, a dependência do petróleo DIMINUIU, e não aumentou como o jornal tem sistematicamente afirmado.

A edição de 13/04/2012, traz outros erros graves. Eu já falei anteriormente sobre os dados sobre déficit público apresentados pela matéria assinada pelo jornalista José Casado (“Onipresente Chávez”). A mesma matéria afirma que a participação do Estado venezuelano representa 44,3% do PIB. O conceito de “participação do Estado na economia” é algo bastante vago, e por isso era importante o jornalista utilizar alguma definição e citar a fonte – mas isto é algo, ao que tudo indica, O Globo não faz. Algumas aproximações para “participação do Estado na economia” podem ser utilizadas, e as mais usuais apresentam números distantes daqueles exibidos pelo jornalista: os gastos do governo equivaliam a 17,4% do PIB em 2010 (contra 13,5% em 1997) e a carga tributária em 2011 era de 23% (contra 21% em 2000), nada absurdamente fora dos padrões latino-americanos.

Enfim, no afã de mostrar uma economia em frangalhos, O Globo exibe números que simplesmente não correspondem à realidade da economia venezuelana. Veja bem: eu nem estou falando de interpretação dos dados, mas sim de dados equivocados!

Seria importante oferecer ao leitor de O Globo uma correção dessas informações – mas não na forma de errata ao pé de página, mas em uma reportagem que apresente ao leitor a economia venezuelana como ela é, e não o caos que O Globo gostaria que fosse.

E, por favor, nos próximos infográficos, exibam suas fontes.

Atenciosamente,

Victor Leonardo de Araujo

Fonte: Rede Democratica

domingo, 10 de março de 2013

Entenda porque Hugo Chávez é tão amado por seu povo e odiado pela mídia internacional

Mostre para os trolls: Completo e atualizado: Do Opera Mundi: 50 verdades sobre Hugo Chávez e a Revolução Bolivariana que você nunca verá na velha mídia brasileira


Razões pelas quais o chefe de Estado venezuelano marcou para sempre a história da América Latina


1. Jamás en la historia de América Latina, un líder político alcanzó una legitimidad democrática tan irrefutable. Desde su llegada al poder en 1999, hubo 16 elecciones en Venezuela. Hugo Chávez ganó 15, de las cuales la última fue el 7 de octubre de 2012. Siempre derrotó a sus rivales con una diferencia de 10 a 20 puntos.


2. Todas las instancias internacionales, desde la Unión Europea hasta la Organización de Estados Americanos, pasando por la Unión de Naciones Suramericanas y el Centro Carter, se mostraron unánimes al reconocer la transparencia de los escrutinios.


3. James Carter, antiguo presidente de Estados Unidos, incluso declaró que el sistema electoral de Venezuela era “el mejor de mundo”.


4. La universalización del acceso a la educación instaurada en 1998 tuvo resultados excepcionales. Cerca de 1,5 millones de venezolanos aprendieron a leer y escribir gracias a la campaña de alfabetización denominada Misión Robinson I.


5. En diciembre de 2005, la UNESCO decretó que se había erradicado el analfabetismo en Venezuela.


6. El número de niños escolarizados pasó de 6 millones en 1998 a 13 millones en 2011 y la tasa de escolarización es ahora de 93,2%.


7. La Misión Robinson II se lanzó para llevar al conjunto de la población a alcanzar el nivel secundario. Así, la tasa de escolarización en la enseñanza secundaria pasó de un 53,6% en 2000 a un 73,3% en 2011.


8. Las Misiones Ribas y Sucre permitieron a decenas de miles de jóvenes adultos emprender estudios universitarios. Así, el número de estudiantes pasó de 895.000 en 2000 a 2,3 millones en 2011, con la creación de nuevas universidades.


9. Con respecto a la salud, se creó el Sistema Nacional Público para garantizar el acceso gratuito a la atención médica a todos los venezolanos. Entre 2005 y 2012 se crearon 7.873 centros médicos en Venezuela.


10. El número de médicos pasó de 20 por 100.000 habitantes en 1999 a 80 por 100.000 en 2010, o sea un aumento del 400%.


11. La Misión Barrio Adentro I permitió realizar 534 millones de consultas médicas. Cerca de 17 millones de personas pudieron ser atendidas, mientras que en 1998, menos de 3 millones de vidas tenían acceso regular a la salud. Se salvaron 1,7 millones de vidas entre 2003 y 2011.


12. La tasa de mortalidad infantil pasó de un 19,1 por mil en 1999 a un 10 por mil en 2012, o sea una reducción de un 49%.


13. La esperanza de vida pasó de 72,2 años en 1999 a 74,3 años en 2011.


14. Gracias a la Operación Milagro lanzada en 2004, 1,5 millones de venezolanos víctimas de cataratas u otras enfermedades oculares, recobraron la vista.


15. De 1999 a 2011, la tasa de pobreza pasó de un 42,8% a un 26,5% y la tasa de extrema pobreza de un 16,6% en 1999 à un 7% en 2011.


16. En la clasificación del Índice de Desarrollo Humano (IDH) del Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD), Venezuela pasó del puesto 83 en el año 2000 (0,656) al puesto 73 en 2011 (0,735), y entró en la categoría de las naciones con el IDH elevado.


17. El coeficiente GINI, que permite calcular la desigualdad en un país, pasó de 0,46 en 1999 a 0,39 en 2011.


18. Según el PNUD, Venezuela ostenta el coeficiente GINI más bajo de América Latina, es el país de la región donde hay menos desigualdad.


19. La tasa de desnutrición infantil se redujo en un 40% desde 1999.


20. En 1999, el 82% de la población tenía acceso al agua potable. Ahora es un 95%.


21. Durante la presidencia de Chávez, los gastos sociales aumentaron en un 60,6%.


22. Antes de 1999, sólo 387.00 ancianos recibían una pensión. Ahora son 2,1 millones.


23. Desde 1999, se construyeron 700.00 viviendas en Venezuela.


24. Desde 1999, el gobierno entregó más de un millón de hectáreas de tierras a los pueblos aborígenes del país.


25. La reforma agraria permitió a decenas de miles de agricultores ser dueños de sus tierras. En total, se distribuyeron más de 3 millones de hectáreas.


26. En 1999, Venezuela producía el 51% de los alimentos que consumía. En 2012, la producción es de un 71%, mientras que el consumo de alimentos aumentó en un 81% desde 1999. Si el consumo de 2012 fuera similar al de 1999, Venezuela producirían el 140% de los alimentos consumidos a nivel nacional.


27. Desde 1999, la tasa de calorías que consumen los venezolanos aumentó en un 50% gracias a la Misión Alimentación que creó una cadena de distribución de 22.000 almacenes de alimentos (MERCAL, Casas de Alimentación, Red PDVAL), donde se subvencionan los productos a la altura de un 30%. El consumo de carne aumentó en un 75% desde 1999.


28. Cinco millones de niños reciben ahora alimentación gratuita a través del Programa de Alimentación Escolar. Eran 250.000 en 1999.


29. La tasa de desnutrición pasó de un 21% en 1998 a menos del 3% en 2012.


30. Según la FAO, Venezuela es el país de América Latina y del Caribe más avanzado en la erradicación del hambre.


31. La nacionalización de la empresa petrolera PDVSA en 2003 permitió a Venezuela recuperar su soberanía energética.


32. La nacionalización de los sectores eléctricos y de telecomunicación (CANTV y Electricidad de Caracas) permitió poner término a situaciones de monopolio y universalizar el acceso a estos servicios.


33. Desde 1999, se crearon más de 50.000 cooperativas en todos los sectores de la economía.


34. La tasa de desempleo pasó de un 15,2% en 1998 a un 6,4% en 2012, con la creación de más de 4 millones de empleos.


35. El salario mínimo pasó de 100 bolívares (16 dólares) en 1998 a 247,52 bolívares (330 dólares) en 2012, o sea, un aumento de más del 2.000%. Se trata del salario mínimo más elevado de América Latina.


36. En 1999, el 65% de la población activa cobraba el salario mínimo. En 2012 sólo el 21,1% de los trabajadores disponen de este nivel salarial.


37. Los adultos de cierta edad que nunca trabajaron disponen de un ingreso de protección equivalente al 60% del salario mínimo.


38. Las mujeres desprotegidas así como las personas discapacitadas reciben una ayuda equivalente al 80% del salario mínimo.


39. El horario laboral se redujo a 6 horas diarias y a 36 horas semanales sin disminución del salario.


40. La deuda pública pasó de un 45% del PIB en 1998 al 20% en 2011. Venezuela se retiró del Fondo Monetario Internacional y del Banco Mundial rembolsando con anticipación todas sus deudas.


41. En 2012, la tasa de crecimiento de Venezuela fue del 5,5%, una de las más elevadas del mundo.


42. El PIB por habitante pasó de 4.100 dólares en 1999 a 10.810 dólares en 2011.


43. Según el informe anual World Happiness de 2012, Venezuela es el segundo país más feliz de América Latina, detrás de Costa Rica, y el decimonoveno a nivel mundial, delante de Alemania o España.


44. Venezuela ofrece un apoyo directo al continente americano más importante que Estados Unidos. En 2007, Chávez dedicó más de 8.800 millones de dólares a donaciones, financiaciones y ayuda energética contra sólo 3.000 millones de la administración Bush.


45. Por primera vez en su historia, Venezuela dispone de sus propios satélites (Bolívar y Miranda) y es ahora soberana en el campo de la tecnología espacial. Hay Internet y telecomunicaciones en todo el territorio.


46. La creación de Petrocaribe en 2005 permite a 18 países de América Latina y del Caribe, o sea 90 millones de personas, adquirir petróleo subvencionado a la altura del 40% al 60%, y asegurar su abastecimiento energético.


47. Venezuela brinda también ayuda a las comunidades desfavorecidas de Estados Unidos proporcionándoles combustible con tarifas subvencionadas.


48. La creación de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de nuestra América (ALBA) en 2004 entre Cuba y Venezuela asentó las bases de una alianza integradora basada en la cooperación y la reciprocidad, que agrupa a 8 países miembros, y que ubica al ser humano en el centro del proyecto de sociedad, con el objetivo de luchar contra la pobreza y la exclusión social.


49. Hugo Chávez está en el origen de la creación en 2011 de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC) que agrupa por primera vez las 33 naciones de la región, que se emancipan así de la tutela de Estados Unidos y de Canadá.


50. Hugo Chávez desempeño un papel clave en el proceso de paz en Colombia. Según el presidente Juan Manuel Santos, “si avanzamos en un proyecto sólido de paz, con progresos claros y concretos, progresos jamás alcanzados antes con las FARC, es también gracias a la dedicación y al compromiso de Chávez y del gobierno de Venezuela”.


*Doctor en Estudios Ibéricos y Latinoamericanos de la Universidad Paris IV-Sorbonne, Salim Lamrani es profesor titular de la Universidad de la Reunión y periodista, especialista de las relaciones entre Cuba y Estados Unidos. Su último libro se titula Etat de siège. Les sanctions économiques des Etats-Unis contre Cuba, París, Ediciones Estrella, 2011, con un prólogo de Wayne S. Smith y un prefacio de Paul Estrade.


Contacto: lamranisalim@yahoo.fr ; Salim.Lamrani@univ-reunion.fr



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Uma leitura com lupa da penúltima Veja

Por Aldo Cardoso

Nassif,

Lhe envio o que considero ser uma leitura com lupa da penúltima VEJA:

Do blog da revista Espaço Acadêmico

“Veja” contra os infiéis

ELOÉSIO PAULO*
Freud pode ter cometido muitos erros, mas seus grandes acertos vão garantir-lhe sempre um lugar de grande pensador. Um desses acertos é a postulação de que os atos falhos revelam verdades que talvez preferíssemos manter ocultas. A revista “Veja”, expoente maior do PIG (Partido da Imprensa Golpista), cometeu um desses lapsos na sua matéria de capa intitulada “As soluções instantâneas capazes de fazer o Brasil virar um foguete”.
A reportagem é dividida em 11 temas que vão da economia à educação, da previdência social às obras de infraestrutura. Cada um deles é dividido em quatro tópicos: “Que problema resolveria”, “Efeito positivo imediato”, “Quem é contra” e “Como convencer os incrédulos”. Pronto, aqui está o ato falho: quem discordar da revista e de seus ilustres entrevistados é “incrédulo”, não uma pessoa que pense criticamente, pois as “soluções radicais e eficientes” que eles propõem seriam baseadas em “estudos independentes, abrangentes, irrefutáveis (…) que podem ser encomendados ao Banco Mundial”. É o que diz Edmar Bacha, que tem o inegável mérito de ter sido um dos formuladores do Plano Real, mérito que, no entanto, está longe de transformar sua fala em revelação da Palavra do Senhor.
Evidentemente os que não crerem que o Banco Mundial é independente e irrefutável fazem parte dos infiéis a serem convertidos. E nem é necessário dizer que os entrevistados formam um coro muito afinado entoando a velha melodia liberal, aquela mesma que, abençoada pelo Banco Mundial, recentemente levou à quebra da Europa e à crise norte-americana, com a qual Obama imprimiu 600 bilhões de dólares pressas, pressionando para baixo, no mundo inteiro, o valor da moeda mais sem lastro que já existiu em qualquer galáxia. É que desde Nixon, sabem?, o lastro do dólar é unicamente militar, o que acaba dando alguma razão às atitudes de ditadores paranóicos como Castro e Chávez.
Ouvindo a voz divina no monte Sinai, a “Veja” produziu um quase-decálogo. Talvez para evitar essa comparação, os tópicos da matéria são 11. Sim, porque nem tudo é ato falho na revista: não chamemos assim a foto de Aécio Neves na página 36, maior que a da presidente Dilma, esta com o rosto acabrunhado e cara de piedade, enquanto o pré-candidato do PSDB é retratado sorridente, de modo a transmitir confiança e larga visão do futuro. A velha lição de Goebbels… Falamos da mesma revista que, nos idos de 1988, publicou na capa o então candidato Collor carregado em triunfo por populares alagoanos, com o título de “O caçador de marajás”, e há poucos anos, também na capa, caracterizou João Pedro Stédile, do MST, como o Diabo.
A desfaçatez de “Veja” é particularmente escandalosa nas soluções infalíveis dadas para a educação. Uma senhora chamada Maria Helena Guimarães Castro, que ostenta o glorioso título de ex-secretária da Educação de São Paulo – e, como se sabe, a educação pública paulista tornou-se uma verdadeira maravilha em sua gestão –, propõe concentrar o poder nas mãos dos diretores de escolas, que seriam diretamente responsabilizáveis por resultados negativos do aprendizado. Nenhuma palavra sobre a qualificação dos professores. Sobretudo, nenhuma palavra sobre salários decentes, apesar de todos saberem que na Finlândia e no Canadá, países sempre citados como exemplo de educação eficiente, a carreira de professor ser uma das mais disputadas, e evidentemente não por aqueles lugares terem sido abençoados com um número maior de jovens vocacionados ao martírio: professores, lá, ganham bem, são respeitados pela sociedade e têm uma carreira na qual é possível crescer como profissionais e como seres humanos.
É claro que figuram na reportagem propostas boas, como a dos “castigos” para políticos, que se tornariam inelegíveis se determinadas metas econômicas e sociais não fossem cumpridas. Mas “Veja” se esquece de que, na democracia brasileira, nenhuma solução “radical e eficiente” é possível sem passar pelo Congresso, que costuma não ser nada radical (felizmente) e nem um pouco (ó, lástima!) eficiente. Talvez a revista tenha saudade da ditadura, por sinal apontada por Raul Velloso, mais um economista, como a idade de ouro dos investimentos no setor de transportes: naquele tempo era possível fazer as coisas de uma canetada, e exatamente por isso a rodovia Transamazônica, até hoje sem asfalto, é um ótimo exemplo de eficiência administrativa. Além disso, todos sabem que na ditadura não havia roubalheira, não é mesmo?
O brilhante democrata Armínio Fraga, tão importante na história política do Brasil, propõe a solução mais criativa: as mães poderiam votar, nas eleições, tantas vezes quantos filhos menores de 16 anos tivessem. O argumento é que só as mulheres teriam uma visão de futuro, dada a sua responsabilidade pela felicidade dos filhos. No mundo de Armínio não existem, supostamente, mães que jogam filhos recém-nascidos no bueiro, nem pais que dedicam a vida à felicidade das crianças que puseram no mundo. Esse é o mundo da economia fundamentalista; nele tudo é muito claro e previsível. É pena que a realidade seja tão diferente, e que mais uma vez, para fazer vingar a regra tão visionária imaginada pelo ex-presidente no Banco Central, fosse necessário aprovar uma lei no Congresso Nacional, onde o consenso é tão difícil e onde as barganhas passam necessariamente por ilustres políticos muito queridos de “Veja”.
Enfim, a revista nos dá um exemplo magnífico do jornalismo tal como se pratica hoje no Brasil. Manda às favas qualquer pretensão de imparcialidade, assume-se como partido político informal, demonstra abertamente que a comunicação de massa é um negócio e nada mais. Seria, por sinal, bem instrutivo verificar quantas das cabeças coroadas, entre as que opinam na matéria em questão, têm ou tiveram alguma ligação com o governo Fernando Henrique ou outras administrações do PSDB. De cabeça é possível citar quatro: Gustavo Franco (cuja gestão no Banco Central foi um desastre) e os citados Bacha, Armínio Fraga e senhora Guimarães Castro.
É um belo serviço esse que “Veja” presta à sociedade brasileira. Na maioria impraticáveis numa democracia, as sugestões apontadas, e especialmente o método usado para coligi-las, evidenciam o quanto o jornalismo está longe de ser o que as pessoas comuns imaginam. Apesar da urticária que a revista semanal dos Civita tem ao PT, em momentos assim ela se ombreia com o partido de Lula, o qual talvez tenha sepultado para sempre, no Brasil, a infeliz ideia de que um partido pode ser uma congregação monolítica de pessoas honestas e bem-intencionadas, capaz, por isso mesmo, de deter o monopólio da Verdade.
P.S.: Numa incrível demonstração de sua parcialidade, a Veja estampou em sua próxima edição, de 16/01, nada menos que dez cartas sobre as soluções mágicas. Nove delas elogiando e concordando, uma apenas – e muito timidamente – discordando da reportagem.

* ELOÉSIO PAULO é professor da Universidade Federal de Alfenas (MG) e autor do livro Os 10 pecados de Paulo Coelho (Editora Horizonte)

Anonymous fará 'Operação Abaixo Rede Globo' dia 23


Adalberto Ribeiro
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Do blog Os Amigos do presidente Lula

Anonymous fará 'Operação Abaixo Rede Globo' dia 23 Reproduzimos a nota do coletivo ciberativista Anonymous, chamando para um "esculacho" na Rede Globo, no dia 23/02: 


Procure o evento da sua cidade confirme sua participação:https://www.facebook.com/events/177275789063187Informações sobre a Rede Globo
http://www.anonymousbrasil.com/?p=5038Recomendamos assistir os vídeos:https://www.youtube.com/watch?v=O7ENcMpcz1o
http://www.youtube.com/watch?v=R8p4eW1gGKI
http://www.youtube.com/watch?v=5iQXqUdTYIo
http://www.youtube.com/watch?v=VrpurEkmJkU
http://www.youtube.com/watch?v=ObW0kYAXh-8
http://www.youtube.com/watch?v=NrBZyKYebJc
http://www.youtube.com/watch?v=049U7TjOjSA
http://www.youtube.com/watch?v=GwHrQBIoFIgO golpe do roberto marinho pra desvalorizar as ações da nec e ganhar assim R$30 milhões
http://www.youtube.com/watch?v=rmKDR-LftG4Rede Globo expulsa no protesto dos Bombeiros RJ
http://www.youtube.com/watch?v=zpTChGDVHW8O MST aos olhos da Rede Globo
http://www.youtube.com/watch?v=D651ZSECHu0Ei Globo, Vai toma no C#
http://www.youtube.com/watch?v=7Vi8Zqr7-k8Jornal “O Globo” distorce fala de Lula e recebe critica de Ricardo Boechat
http://www.youtube.com/watch?v=KvIcddEn7NgJô Soares desabafa contra a Globo – Troféu Imprensa 87
http://www.youtube.com/watch?v=frP0TLlLnrATexto do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=oLIAh8jdlVE&feature=player_embedded
 Saudações ao povo brasileiro.
Estamos aqui para mostrar que vocês estão sendo enganados, manipulados, tratados como fantoches, foram submetidos à alienação, a imposição de uma mídia que só visa influenciar vocês, estamos aqui para abrir os seus olhos, mostrar como a Globo tem agido há anos, manipulando tudo o que tem chegado até vocês. A final todos tem direito à uma mídia sem máscaras, uma mídia que não seja parcial, seja justa. Nós não podemos deixar que ocorram casos como o do Serra nas ultimas eleições. A Globo chegou a dizer que uma pedra atingiu o candidato Serra na cabeça, mas na verdade ele tinha sido atingido por uma bolinha de papel. Este caso mostrou como ela manipula a verdade por trás dos verdadeiros fatos.
Essa gigante está sempre inundando a cabeça das pessoas com futilidades e coisas inúteis, agindo como um filtro entre os reais acontecimentos e o que é passado para a população, mostrando somente o que ela quer que o povo veja. E assim ela segue com essa atitude inescrupulosa. Este vídeo serve como aviso e é para mostrar a vocês somente um pouco de como ela age, um pouco do que ela faz com vocês todos os dias, nas suas casas, no seu trabalho, na sua vida, penetrando na sua mente e implantando toda essa cultura inútil não deixe que ela pense por você, que ela te influencie, que ela dite padrões de como você deve agir, que ela diga o que você tem que comprar, o que você deve comer, o que você deve vestir.Esta Operação será realizada no dia 23/02/13 e nós estamos convocando a todos para lutarem do nosso lado contra essa manipulação descarada da rede globo, vamos dar um grito de basta não aceitaremos mais o lixo cultural que eles nos empurram, vamos questionar suas notícias, vamos cortar a alienação pela raiz. Vamos todos no dia 23/02/13 para a porta de suas sedes e afiliadas no Brasil gritar contra a alienação na qual eles prendem nosso povo. Vamos espalhar esta notícia, criem vídeos, criem eventos em suas cidades e chamem a todos para dar um fim neste controle exagerado da rede globo. Vocês estão sendo convidados a nos ajudar, venham conosco mostrar a eles, o que eles não veem, o que eles não percebem, o que a Globo faz com a nossa gente.> Nós somos Anonymous.
> Nós somos Legião.
> Nós não perdoamos.
> Nós não esquecemos.
> Esperem por nós

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

As críticas do senador Aécio à Petrobras e uma resposta


publicado em 4 de fevereiro de 2013 às 14:14

O abismo de Aécio
(04/02/2013)
do Minas Sem Censura
Nosso “aparte” semanal ao senador Neves incide sobre sua pregação quase religiosa do fracasso do Brasil sob a presidência de Lula e Dilma.
Desta vez ele escreve sobre a perda de posição da Petrobrás, de maior petrolífera da América Latina para a colombiana Ecopetrol. Sua fonte é uma matéria do Financial Times, uma das fontes mais “respeitadas no mundo, na área financeira”, segundo ele.
A partir dessa informação, ele agrega, como argumento de autoridade e doutrina para a gestão pública e estatal, a análise feita por um obscuro “Instituto Acende Brasil”, em texto intitulado “Gestão Estatal: Despolitização e Meritocracia”, para o setor elétrico.
Vamos aos pedaços.
Em primeiro lugar, o citado artigo do Financial Times traz muito mais informações do que aquela pinçada pelo senador tucano. O índice usado para o artigo do jornal inglês foi a capitalização da Ecopetrol em 2012. Mas, no próprio texto vem a relativização do resultado, tanto por especialistas, quanto por gestores da estatal colombiana. Aliás, a matéria informa também que a Ecopetrol é 80% estatal. Detalhe omitido pelo discurso apologético ao gerencialismo privado. Algumas informações são relevantes para entender a atipicidade do crescimento da empresa colombiana, segundo o próprio jornal britânico:
a) o mercado de ações na Colômbia é muito pequeno e a Ecopetrol tornou-se uma espécie de porto seguro para todos os tipos de investidores do país;
b) os fundos de pensão colombianos sofrem forte restrição estatal, para especular no estrangeiro e, portanto, convergem seus recursos para a Ecopetrol, como forma de valorização de seu patrimônio;
c) fortes aportes estatais desde 2007 garantiram um regular fluxo de investimentos na empresa;
d) há consultores que desconfiam de sobrevalorização contábil de setores da própria empresa.
Finalmente, o próprio presidente da Ecopetrol, Javiér Gutiérrez, é comedido e não comemora o novo ranqueamento: “Não se pode realmente comparar, porque a Petrobrás é um gigante em muitas frentes. (…) A capitalização de mercado é simplesmente um reflexo da confiança que o mercado tem na Colômbia, em geral, e em particular a Ecopetrol, mas o mercado tem altos e baixos.”
Ou seja, Aécio pinçou uma informação de um texto, omitiu todo o resto e sustentou sua análise pessimista sobre a Petrobrás, baseado somente em suas posições ideológicas privatistas.
Ora, a Ecopetrol é exatamente o exemplo inverso do que ele defende: é mais “estatal” que a Petrobrás, opera num mercado de ações fraco (atraindo investimentos como um refúgio) e se beneficia com fundos de pensão daquele país, fortemente constrangidos a nela investir.
Tais “detalhes” não poderiam ser omitidos na análise de quem pretende ser presidente do Brasil. Seria desonestidade intelectual, se não conhecêssemos a superficialidade com que o senador trata esses temas. Leia abaixo a matéria original do Financial Times com os dados ignorados pelo senador.
Em segundo lugar, o tal “Acende Brasil” é uma instituição que expressa as opiniões e interesses dos acionistas privados nas estatais elétricas. Logo, seu discurso sobre meritocracia tem um olhar para os dividendos a serem pagos aos grandes acionistas e não à qualidade e economicidade dos serviços prestados ao povo.
Conclusão: Aécio até se esforça para se credenciar como alternativa da direita privatista e neoliberal do país; mas, convenhamos, com o seu “Control C, Control V” seletivo fica cada vez mais difícil, até para as tais elites dessa direita, acreditar na aposta de que ele possa liderar algum projeto de oposição.
*****
Ecopetrol overtakes Petrobras by market cap
By Ed Crooks and Pan Kwan Yuk in New York and Andres Schipani in Cartagena
do Financial Times
Colombia’s national oil group Ecopetrol has grown to become the largest listed company in Latin America, ahead of Brazil’s Petrobras, in one of the most dramatic moves in the global energy industry of the past year.
Colombia’s strong resource base and business-friendly policies have made it a favoured location for the international oil industry, and Ecopetrol, which is 80 per cent owned by the government, accounts for about four-fifths of the country’s production.
However, some investors and analysts believe the rise of more than 50 per cent in its shares over the past 15 months is not justified by the fundamentals of the business.
Ecopetrol’s market capitalisation of $129.5bn at Friday’s close was greater than Petrobras’s $126.8bn, even though the Brazilian company’s production is about three times greater.
Javier Gutiérrez, Ecopetrol’s chief executive, himself sounded cautious about the company’s valuation.
“One cannot really compare because Petrobras is a giant on many fronts,” he told the Financial Times.
“The market capitalisation is simply a reflection of the confidence the market has in Colombia in general, and Ecopetrol in particular, but the market has ups and downs.”
In spite of excitement over the huge oil discoveries off the coast of Brazil, Petrobras’s shares have lost 45 per cent of their value over the past three years, hit by disappointing financial results and concerns about the huge investment needed to develop those fields.
It has also faced persistent political intervention, including fuel-price regulation and action to claim additional tax payments.
Robin West of PFC Energy, the consultancy, argues that Colombia’s market-friendly policies have helped deliver a strong rebound in oil production since 2007, and Ecopetrol is well positioned to benefit from future growth.
However, other analysts and investors argue that investment flows are the most important factor behind Ecopetrol’s recent share price performance.
One private equity manager argued that restrictions on Colombian pension funds’ foreign investments were driving investment in Ecopetrol.
“The funds are getting more and more inflows every year and they need to invest this money,” he said.
“The local stock market is relatively small. Ecopetrol is the biggest stock on it so that is why you are seeing so much demand for the shares.”
Alexander Muromcew, emerging market equity portfolio manager at financial services group TIAA-CREF, said he believed funds flowing between Petrobras and Ecopetrol may have lifted the Colombian company’s shares.
“In our view, Ecopetrol’s gains are not supported by the company’s fundamentals,” he said. “While Ecopetrol was a good growth story in 2012, its recent earnings have been disappointing. The bloom may be coming off the rose on this one.”
Diego Usme, an analyst with Ultrabursátiles, a brokerage in Bogotá, said he considered the shares overvalued compared with other similar companies, and compared with its discounted cash flows.
One of the reasons, he said, was that “many investors, regular people, consider Ecopetrol as a sort of refuge; a safe bet”.
*****
04/02/2013 – 03h30
Ladeira abaixo
por Aécio Neves, na Folha.com
Além do aumento do preço da gasolina, anunciado pelo governo federal, a Petrobras voltou a entrar em evidência, semana passada, ao perder o posto de maior empresa da América Latina.
O jornal “Financial Times”, um dos mais respeitados no mundo na área financeira, colocou a colombiana Ecopetrol no topo do ranking das empresas de maior valor de mercado. As ações da Petrobras perderam 45% do valor ao longo dos últimos três anos, de acordo com a publicação britânica.
No decorrer de 2012, com perplexidade, o Brasil foi tomando conhecimento da existência das graves dificuldades na gestão da estatal, com aumento das importações, problemas de caixa, desvalorização de seus papéis no mercado, dentre outros.
Houve uma troca brusca no comando da empresa, para tentar colocá-la nos trilhos novamente.
Há um estudo recente que traz uma síntese digna de nota sobre os males capazes de corroer a vida de uma companhia pública. Intitulado “Gestão Estatal: Despolitização e Meritocracia”, o trabalho foi realizado pelo Instituto Acende Brasil para o setor elétrico, mas suas conclusões são válidas para a Petrobras e outras estatais mal gerenciadas, de uma maneira geral.
Dentre os entraves descritos na literatura econômica tratados no estudo, destaca-se a administração inepta: os dirigentes são nomeados pela sua lealdade aos governantes, desconsiderando-se as qualificações requeridas para o cargo.
As empresas sofrem também com o uso político que se faz delas. A falta de disciplina orçamentária pesa muito. Por terem como acionista majoritário o governo, muitas estatais vivem na expectativa de que eventuais deficits serão necessariamente cobertos por aportes oficiais. O processo decisório burocrático, típico da má administração pública, acaba sendo a cultura dominante, prejudicando a agilidade necessária.
O estudo cita uma estratégia para se bloquear o uso político das estatais, com uma “blindagem” contra as pressões externas. São medidas como recrutamento profissional e competitivo de diretores, uso de indicadores e metas, transparência nos resultados, prestação periódica de contas e aplicação de incentivos e penalidades por desempenho.
O governo federal está na contramão desses preceitos que poderiam oxigenar –e muito– a economia brasileira. De um lado, ocuparam-se as estatais existentes como se patrimônio do PT fossem. De outro, aumenta-se o número delas –levantamento divulgado ano passado mostra que o PT criou mais estatais que todos os governos pós-militares.
Parafraseando um dilema de outrora, a saúva do aparelhamento partidário pode acabar com o Brasil.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Globo elogia apagão de FHC e leitores da Folha pedem luz cara

 

Sem racionamento

 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Segundo Nassif, Eliane espalhou boato sobre apagão

:

Jornalista Luís Nassif afirma que nos grandes jornais a objetividade perdeu espaço para a guerra política e diz que a reunião sobre rumos do setor elétrico era rotineira, e não de emergência, como havia sido noticiado por Eliane Cantanhêde

9 de Janeiro de 2013 às 05:49

Barriga ou má fé do Estadão?

Gurgel nega investigação. Foi barriga do Estadão?

:
Em nota oficial, procurador-geral da República nega que tenha encaminhado pedido de investigação contra ex-presidente Lula ao Ministério Público Federal; decisão é esperada, mas ainda não aconteceu; jornal O Estado de S.Paulo, que achou ter dado furo em hiper manchete, produziu uma barriga histórica; nota diz que Gurgel sequer "iniciou a análise do depoimento de Marcos Valério"

9 de Janeiro de 2013 às 13:34

Instituto Lula desmente manchete do Estadão

publicado em 9 de janeiro de 2013 às 13:43
do Instituto Lula, via e-mail
“Em relação à manchete de primeira página do jornal O Estado de S. Paulo de hoje, segundo a qual o ‘MPF vai investigar Lula’, lamento profundamente que o jornal tenha induzido ao erro seus leitores e outros órgãos da imprensa, já que não há hoje nenhuma decisão oficial sobre o assunto por parte da Procuradoria-Geral da República, de acordo com manifestação oficial do órgão desmentindo a matéria. Estranho tal equívoco na primeira página de um jornal tão tradicional como O Estado de S. Paulo, e prefiro acreditar que não existiu nenhum viés mal-intencionado no ocorrido.”
Paulo Okamotto
Presidente do Instituto Lula
*****
do Stanley Burburinho
Do site do Ministério Público Federal – Procuradoria Geral da República
Nota de Esclarecimento sobre depoimento de Marcos Valério
9/1/2013
Ao contrário do que foi publicado nesta quarta-feira, 9 de janeiro, pelo jornal O Estado de São Paulo, a Secretaria de Comunicação do Ministério Público Federal informa que o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, ainda não iniciou a análise do depoimento de Marcos Valério, pois aguardava o término do julgamento da AP 470 (mensalão). Esclarece ainda que somente após a análise poderá informar o que será feito com o material. Portanto, não há qualquer decisão em relação a uma possível investigação do caso.
Secretaria de Comunicação Social
Procuradoria Geral da República
Leia também:
Estadão: Gurgel manda investigar Lula