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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Rodas aciona PM para desocupar moradia na USP: 12 alunos presos

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19 de fevereiro de 2012 às 12:25 no Blog VIOMUNDO de Luiz Carlos Azenha
do Blog da Assembleia Nacional dos Estudantes Livre – SP, por sugestão  do professor Caio Toledo e de Ricardo Maciel

 
Nesta manhã de domingo de carnaval, mais um triste fato marca a história da Universidade de São Paulo. Por volta das 5h da manha, mais uma vez o Reitor Rodas acionou a Polícia Militar para sitiar a Universidade, dessa vez para acabar com a ocupação da moradia Retomada. 12 estudantes foram presos, apesar de não terem resistido. Lutar não é crime! Repudiamos categoricamente a ação truculenta de Rodas e da PM! Defendemos liberdade imediata aos 12 colegas presos e exigimos anistia completa de todos os estudantes!
Infelizmente, a truculência e a falta de diálogo tem sido a marca da Reitoria da Universidade de São Paulo. Depois do dia que a USP amanheceu literalmente sitiada, com 400 homens do batalhão de choque para prender 73 estudantes, depois da tentativa de derrubar a sede do Núcleo de Consciência Negra, depois de expulsar 6 estudantes que participaram da luta pela Moradia Retomada,  depois de lacrar e retomar o espaço estudantil, Rodas mais uma vez mostrou a que veio: Reprimir para privatizar!
Em março 2010, diante da triste situação da assistência e permanência estudantil na USP, quando mais de 100 calouros que tiveram o alojamento emergencial negado pela Coordenadoria de Assistência Social, estudantes retomaram um espaço no Conjunto residencial da USP (CRUSP) que havia sido tomada pela Divisão de Promoção Social da COSEAS e pelo banco Santander, inviabilizando a utilização do espaço como moradia estudantil. A então Moradia retomada foi uma forma de viabilizar moradia a estudantes que não conseguiam passar pelo “pente fino” da Reitoria para garantir o que deveria ser um direito: a moradia estudantil assegurada pela Universidade.
A realidade atual da Universidade de São Paulo é de uma grande disputa entre aqueles que defendem uma Universidade pública, gratuita e de qualidade, autônoma, guardiã do livre pensar, e aqueles que querem o desmonte desse modelo.  Rodas comprou essa briga! A privatização e terceirização dos serviços tem sido o carro chefe da Reitoria. Todos os últimos acontecimentos na USP são a tentativa de garantir a adequação ao projeto do governo do PSDB, de uma larga adequação do ensino público as demandas essencialmente privadas. Por isso que o Reitor Rodas é ofensivo na batalha contra os movimentos sociais organizados na Universidade. Rodas quer calar os milhares de estudantes, professores e funcionários que acreditam e lutam para construir uma USP cada vez melhor, mais segura e moderna, defendendo também seu caráter público e gratuito.
Queremos qualidade de ensino e não repressão!
Tendo em vista que a educação, especialmente o ensino público, não tem sido prioridade dos governos, a assistência estudantil tem se tornado cada vez mais precarizada. No Estado de São Paulo essa situação é ainda mais grave uma vez que para adequar a educação pública as demandas privadas, os estudantes sem poder aquisitivo não tem vez. Com a tentativa de construir Universidades cada vez mais elitizadas, a Assistência Estudantil está sendo literalmente desmontada.
Em todas as Estaduais Paulistas o problema de falta de bolsas, falta de moradia e serviços de assistência estudantil fazem parte da realidade universitária. As Reitorias e o Governo do PSDB tratam como caso de polícia o que deveria ser tratado como um direito. Além do triste ocorrido na USP nessa manhã, somado a expulsão dos 6 estudantes em janeiro, na Unicamp 6 estudantes também acabam de serem suspensos por 6 meses, sem direito a nenhum vínculo com a Universidade, por terem participado de uma luta por moradia estudantil. A repressão no campus, através da presença ostensiva da PM, fecha, portanto, um ciclo do fim completo da democracia, transparência e autonomia universitária, adequando as Estaduais Paulistas a um largo projeto de elitização e privatização. A Assistência estudantil é um direito e deve ser tratada como tal.  Acreditamos que ela deve ser plena, gratuita e de qualidade e por isso lutamos que a qualidade de ensino seja associada a uma política efetiva de assistência em termos de moradia, alimentação, saúde, cultura, lazer e demais condições necessárias ao desenvolvimento pleno da formação acadêmica. Seguiremos na luta em defesa de uma USP pública, a serviço do povo pobre e trabalhador!
O apoio jurídico da CSP-Conlutas já se encontra na 14º DP para auxiliar os estudantes! Entre os 12 presos temos uma estudante grávida de 8 meses e um menor de idade! Chamamos as entidades e movimentos a prestarem solidariedade e a se somarem numa ampla campanha contra a ditadura de Rodas e do PSDB na USP!
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Alunos filmam agressão policial na USP




O verdadeiro motivo da PM na USP é finalmente documentado...PM, ao cumprir as designações antidemocráticas do reitor João Grandino Rodas, agride aluno arbitrariamente.

PM afasta sargento agressor, no episódio da USP


Do Brasil Atual

             Polícia admite "destempero" de agressor de rapaz na USP e sargento é afastado


Publicado em 09/01/2012, 18:40
Última atualização às 19:47
São Paulo – A Polícia Militar paulista anunciou o afastamento temporário do sargento André Luiz Ferreira, responsável pela agressão de um jovem no campus principal da Universidade de São Paulo. Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (9) na internet, o policial agride um jovem por duvidar que seja aluno da instituição.
entrevista coletiva convocada para a tarde desta segunda, Wellington Venezian, comandante da PM na zona oeste da capital paulista, classificou como “destempero emocional” o momento em que o sargento saca a arma do coldre, dá empurrões e ofende o jovem. Ele lembrou ainda que ser ou não estudante não faz qualquer diferença, já que a Cidade Universitária é um espaço público e que pode ser frequentado por quem desejar.
O afastamento vale enquanto durar o tempo da sindicância, que, segundo Venezian, costuma levar em torno de 60 dias, mas neste caso pode ser mais rápida pela existência de um vídeo que comprova o excesso. Neste período, os alunos que assistiram à cena serão ouvidos, e ficará afastado também o soldado Rafael Ribeiro Fazolin, que participou da operação que visava à desocupação do espaço utilizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), que o reitor João Grandino Rodas pretende reformar para dar outra destinação.
Sobre o fato de o policial militar ter apontado uma arma em direção ao estudante, o coronel afirmou não ser uma prática da PM em situações como a que ocorreu na USP, nesta manhã.  "É uma atitude que não é o padrão da  Polícia Militar de São Paulo. O que ocorreu foi um desequilíbrio emocional do sargento", afirma Venezian.
O coronel afirmou que manterá os nove policiais que fazem atualmente a ronda na USP, sendo que os dois afastados serão substituidos por novos PMs.
Questionado por jornalistas se o fato poderia macular a relação da PM com os estudantes da USP, que se opõem à presença policial, o coronel considerou que o caso desta manhã não foi considerado um retrocesso, pois "foram tomadas todas as atitudes necessárias para solucionar o caso", pontuou.