Mostrando postagens com marcador psdb em ação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador psdb em ação. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Mídia e PSDB afundam por acharem que o eleitor é retardado



Por entender que a aliança entre o PSDB e a grande mídia é danosa ao país, talvez não devesse escrever este texto. Afinal, aqui será explicado por que essa aliança vem colhendo fracassos eleitorais cada vez mais retumbantes e essa explicação poderia salvar esse grupo político do haraquiri continuado que pratica cotidianamente.
Todavia, conto com a proverbial arrogância dessa gente para impedi-la de sequer refletir sobre o que direi. Afinal, foi só dizer que José Serra não deveria usar o “kit-gay” que ele mergulhou de cabeça em uma das “estratégias” políticas mais desastradas de que se tem notícia, a qual só perde para a bolinha de papel de 2010.
Vamos ao trabalho, pois. Ao fim da tarde de domingo, certo sadismo me fez sintonizar a televisão na Globo News e/ou na Band, de forma a assistir as coberturas que as emissoras faziam da reta final da eleição em São Paulo. Dirão, assim, que não sou sádico, mas masoquista.
Enganam-se. Cometi esse ato para ver as caras dos pistoleiros do PIG diante do fato de que Fernando Haddad dera uma sova eleitoral em José Serra. E não me decepcionei. Estavam mais do que abatidos, estavam desorientados. Sobretudo na Globo News. Literalmente não sabiam o que dizer, por mais que tentassem afetar naturalidade.
A cena de desorientação e abatimento daqueles jornalistas era tão ridícula que comecei a pôr mensagens no Facebook e no Twitter convocando pessoas a assistirem àquele espetáculo patético. Não tardou e as redes se incendiaram e posts sobre a Globo News começaram a aparecer na blogosfera.
Sobretudo porque a emissora levou para a bancada que pretendia analisar os resultados das eleições o indefectível Merval Pereira, Renata Lo Prete (Folha de São Paulo), Cristiana Lobo e Gerson Camarotti (Globo News).
Lobo era a mais desorientada, ainda que não fosse a única. Chegou a dizer que Lula conseguiu eleger Haddad “por sorte”. Mas o ponto alto foi quando todos eles concordaram que o mensalão tinha, sim, afetado a imagem do PT. Eis que um deles – não me lembro qual –, em um lampejo de lucidez, lembra que “não afetou eleitoralmente, mas afetou”.
Eu ria e falava sozinho. Perguntei à televisão: “Mas se o mensalão não afetou eleitoralmente o PT, afetou como? Entre quem? Em Higienópolis? Entre quem odeia o PT?”.
É piada, não?
O fato é que, como Cristiana Lobo estivesse catatônica, dizendo coisas cada vez mais sem sentido – tão sem sentido que Merval, justo ele, lançava-lhe olhares de incredulidade – e aquilo já me provocava vergonha alheia, decidi espiar a Band. Aí é que a coisa ficou mesmo divertida.
Quem falava era o senador paranaense Álvaro Dias. Se eu contar o que ele disse, se você não assistiu ao programa não irá acreditar. Para ele, o povo fez do PT o partido mais votado em 2012 porque “não ligou o nome à pessoa”. Ou seja: o povo votou no PT em todo país sem saber que estava votando no PT (?!).
Você não acredita? Então assista, abaixo, a declaração do tucano – e não se preocupe que o vídeo só tem pouco mais de um minuto. Continuo em seguida.

Se você pensa que foi só, enganou-se. O que veio em seguida foi ainda pior. Um dos jornalistas da Band disse, como se estivesse falando do clima, que o mensalão não foi suficientemente explorado…
Não é difícil entender, portanto, a razão pela qual o PT, sob esse bombardeio midiático e partidário incessante do julgamento do mensalão, disparou na preferência popular.
Quem pode ser tão retardado a ponto de assistir a 20 minutos ininterruptos de Jornal Nacional apresentando os “melhores momentos do julgamento do mensalão” sem perceber que aquilo visava a eleição que ocorreria menos de uma semana depois?
Quem pode ser tão desmemoriado a ponto de não se lembrar mais, após tão pouco tempo, das previsões de que Lula havia chegado ao seu ocaso e de que Haddad não tinha chance?
Quem pode ser tão cretino a ponto de achar normal que o procurador-geral da República, um ministro do Supremo e uma horda de jornalistas de Globo, Folha, Veja e Estadão torçam todos, juntinhos, para que um julgamento interfira em eleições?
Não resta dúvida de que julgam que este é um país de retardados independentemente de classe social e grau de instrução. Dessa maneira, insultam o brasileiro eleição após eleição. Dizem uma coisa aqui, eles mesmos – ou os fatos – desdizem logo ali e acham que ninguém nota. Por isso é que ninguém mais lhes dá bola.

domingo, 9 de setembro de 2012

FHC: Aécio Neves não tem comportamento de um presidenciável


Aécio parece que não gostou muito do que disse FHC
Aécio parece que não gostou muito do que disse FHC
(Copiado e colado do blog Histórias para Boi Acordar)
O blog de Josias de Souza na Folha de S. Paulo informa que FHC tem dedicado severas críticas à Aécio Neves em suas conversas privadas.
O jornalista diz que “na opinião de FHC, o comportamento de Aécio é incompatível com o desejo dele de ser candidato à Presidência da República”. FHC lamenta que Aécio Neves não participe da discussão sobre os temas mais relevantes do país e que não dialogue com os brasileiros.
O fato é que Aécio Neves não se apresenta para o debate simplesmente porque não tem competência para isso. Seu blábláblá é simplesmente eleitoreiro e só se sustenta com o forte aparato de marketing e de censura.
Só não vê quem realmente não quer: enquanto era governador, os gastos do estado com publicidade aumentaram 451% (isso mesmo, 451%, leia o post“choque de gestão” ou de marketing?); os casos de censura e controle da mídia ficaram nacionalmente conhecidos (veja aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui,aqui e aqui entre muitos outros)
Como senador e sem parte do controle da propaganda e das notícias que a cada dia revelam o estrago que seu governo fez em MG (se informe em outros posts deste e de outros blogs como andam os serviços públicos, as finanças e as maracutaias da Minas Gerais real), só resta a Aécio Neves contar com a sua própria competência, mas ela é quase nula.
Os mineiros já estão descobrindo isso: leia o post aécio neves se diz “preparado” para ser candidato à presidente, mas os mineiros discordam
Os paulistas também: leia o post coluna de aécio neves na folha de s. paulo revela aos paulistas a mediocridade do senador mineiro
A decepção de FHC só veio à tona agora, mas ela já era perceptível entre os correligionários de Aécio : leia o post bye, bye aécio: PSDB está de olho em eduardo campos para 2014
Mas a maior decepção deve ser mesmo dos eleitores de Aécio Neves: reconhecer que apostaram seu voto numa imagem vazia, construída a custa da liberdade de imprensa e do investimento de bilhões de reais em propaganda não deve ser nada fácil.

domingo, 15 de julho de 2012

Como a Delta pagou Perillo



UM RELATÓRIO DA POLÍCIA FEDERAL OBTIDO COM EXCLUSIVIDADE POR ÉPOCA COMPROVA OS ELOS ENTRE O ESQUEMA DE CARLINHOS CACHOEIRA E O GOVERNADOR DE GOIÁS

 DIEGO ESCOSTEGUY, COM MURILO RAMOS E MARCELO ROCHA

 

capitulo 1 (Foto: reprodução)

No dia 27 de junho, o Núcleo de Inteligência da Polícia Federal remeteu à Procuradoria-Geral da República um relatório sigiloso, contendo todas as evidências de envolvimento do governador Marconi Perillo com o esquema da construtora Delta e do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Como governador de Estado, Perillo só pode ser investigado pelo procurador-geral da República – e processado no Superior Tribunal de Justiça. O relatório, a que ÉPOCA teve acesso com exclusividade, tem 73 páginas, 169 diálogos telefônicos e um tema: corrupção.
O documento está sob os cuidados da subprocuradora Lindora de Araújo, uma das investigadoras mais experientes do Ministério Público. Ela analisará que providências tomar e terá trabalho: são contundentes os indícios de que a Delta deu dinheiro a Perillo.
Alguns desses 169 diálogos já vieram a público; a vasta maioria ainda não. Encontram-se nesses trechos inéditos as provas que faltavam para confirmar a simbiose entre os interesses comerciais da Delta em Goiás e os interesses financeiros de Perillo. Explica-se, finalmente, o estranho episódio da venda da casa de Perillo para Cachoeira, que não foi bem entendido. Perillo nega até hoje que tenha vendido o imóvel a Cachoeira; diz apenas que vendeu a um amigo. O exame dos diálogos interceptados fez a Polícia Federal, baseada em fortes evidências, concluir que:
1) assim que assumiu o governo de Goiás, no ano passado, Perillo e a Delta fecharam, diz a PF, um “compromisso”, com a intermediação do bicheiro Carlinhos Cachoeira: para que a Delta recebesse em dia o que o governo de Goiás lhe devia, a construtora teria de pagar Perillo;
2) o primeiro acerto envolveu a casa onde Perillo morava. Ele queria vender o imóvel e receber uma “diferença” de R$ 500 mil. Houve regateio, mas Cachoei¬ra e a Delta toparam. Pagariam com cheques de laranjas, em três parcelas;
3) Perillo recebeu os cheques de Cachoeira. O dinheiro para os pagamentos – efetuados entre março e maio do ano passado – saía das contas da Delta, era lavado por empresas fantasmas de Cachoeira e, em seguida, repassado a Perillo. Ato contínuo, o governo de Goiás pagava as faturas devidas à Delta;
4) a Delta entregou a um assessor de Perillo a “diferença” de R$ 500 mil;
5) a direção nacional da Delta tinha conhecimento do acerto e autorizou os pagamentos.
Para compreender as negociações, é necessário conhecer dois personagens, que chegaram a ser presos pela PF. Um é o tucano Wladmir Garcez, amigo de Perillo e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Goiânia. Garcez atua como uma espécie de embaixador de Perillo junto à Delta e à turma de Cachoeira: faz pedidos, cobra valores, entrega recados. O segundo personagem é Cláudio Abreu, diretor da Delta no Centro-Oeste e parceiro de Cachoeira no ataque aos cofres públicos de Goiás. Na hierarquia da Delta, Abreu detinha a responsabilidade de obter contratos públicos para a construtora e – o mais difícil, custoso – assegurar que os governantes liberassem os pagamentos em dia. A corrupção neste caso, como em tantos outros, nasce na oportunidade que o Poder Público oferece: um detém a caneta que pode liberar o dinheiro; outro detém o dinheiro que pode mover a caneta. Na simbiose entre a Delta e o governo de Goiás, Garcez e Abreu eram os sujeitos que se dedicavam a fazer o dinheiro girar, multiplicar-se. Não há caixa de campanha ou questiúncula política nessa história. O objetivo era ganhar dinheiro.
A mensagem
Para a Justiça
O relatório da PF traz indícios de que a Delta transferiu dinheiro a Perillo, e eles devem ser investigados
Para o eleitor
A investigação pode dar um novo norte à CPI do Cachoeira
A PF começou a monitorar as atividades ilegais das duas turmas, de Perillo e da Delta, em 27 de fevereiro do ano passado. Naquele momento, Perillo cobrava o pagamento do “compromisso” da Delta. Num diálogo interceptado pela PF às 20h06, Cachoeira pede pressa a Abreu. Disse Cachoeira: “E aquele trem (dinheiro) do Marconi (governador), hein? Marconi já falou com o Wladmir (Garcez), viu”. Abreu chora miséria, como bom negociante. “Vou falar amanhã que não tem jeito”, diz Cachoeira. “Mas não é 2 milhões e meio, não. Ele(Marconi) quer só a diferença.” Cachoeira refere-se, aqui, à operação de venda da casa, o assunto mais urgente naquele momento. Abreu faz jogo duro: “Pois é, doutor, eu não tenho como. Do mesmo jeito que o Estado tá com o orçamento fechado, eu também tô”. O jogo é simples: uma parte quer que a outra aja antes. Perillo quer o dinheiro antes de liberar a fatura; Abreu, da Delta, quer a fatura paga antes de liberar o dinheiro para Perillo.
AGILIDADE O bicheiro Carlinhos Cachoeira. Quando ele entrou no circuito, a negociação entre a Delta  e o representante  de Marconi Perillo passou a andar rápido  (Foto: Ailton de Freitas/Ag. O Globo)
Capítulo 2 (Foto: reprodução)
As negociações prosseguem, emperradas em alguns momentos por desconfianças mútuas. Numa ligação na mesma noite, Cachoeira certifica Abreu de que Garcez, o interlocutor de Perillo, não está pressionando a Delta sem motivos. “Não é o Wladmir, não. É ele (Marconi)que tem esse trem na cabeça, da diferença e não sei o quê, viu?”, diz. No dia seguinte, preocupado com a demora da Delta em liberar o dinheiro, Cachoeira pede a Garcez que dê “um aperto” em Abreu, de modo a garantir o negócio. Garcez liga para Abreu e reforça que a Delta deve pagar logo o “compromisso” com Perillo. Garcez explicara a Perillo que a Delta não conseguiria quitar o acerto logo. Diz Garcez, no diálogo com Abreu: “Tive lá no Palácio, conversei com o governador lá. Falei... ‘Olha, o compromisso que ele (Abreu) tinha feito com o senhor faltava 1 milhão e meio. (...) Ele (Abreu) vai ver se cumpre aquele compromisso com o senhor”. Diante da pressão, Abreu diz que tem “outros compromissos” em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul. Pede tempo.
Nervoso com a lentidão de Abreu, Cachoeira resolve dar prosseguimento ao negócio com Perillo – e cobrar depois da Delta. A partir daí, o acerto realiza-se com rapidez. Ainda no dia 28, Garcez informa a Cachoeira que Perillo quer cheques nominais. Combinam a entrega de três cheques para o dia seguinte, às 14 horas: dois de R$ 500 mil e um de R$ 400 mil, depositados no dia 1o de cada mês. Em seguida, no dia 1o de março, Cachoeira faz a operação: pede ao sobrinho que assine os cheques, avisa a Delta e manda entregar os cheques no Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás. Às 14h53, Garcez, que estava no Palácio, confirma a Cachoeira que os cheques foram entregues e avisa que levará a escritura do imóvel no dia seguinte. Doze minutos depois, Cachoei-ra já pede a contrapartida a Garcez: “O trem da Delta, aqueles 9 milhões que o Estado tem de pagar... Você levou para mostrar para ele (Perillo)?”. Garcez confirma: “Tá comigo aqui. Oito milhões, quinhentos e noventa e dois, zero quarenta e três”. Às 16h37, Garcez informa a Cachoeira que está no gabinete do governador, entregando os cheques. Em seguida, Garcez comunica a Abreu que os problemas da Delta acabaram. “(Perillo) falou que vai resolver: ‘Não, pode deixar que isso aqui eu resolvo’”. E resolveu: ainda no dia 1o de março, o governo de Goiás liberou R$ 3,2 milhões para a conta da Delta. No dia seguinte, o cheque de R$ 500 mil foi depositado na conta de Perillo.

No dia 3 de março, Cachoeira comemora com Abreu a “porta aberta” com Perillo. “Ele(Perillo) engoliu aqueles 500 mil... Ele (Perillo) responde em tudo, deu as contas para pagar”, afirma Cachoeira. Cachoeira pediu a seu sobrinho Leonardo Ramos, que costuma assessorá-lo, para que preparasse um contrato de compra e venda no nome de um laranja – e começou a chamar amigos para conhecer a linda casa que comprara de Perillo. No dia 25 de março, o governo de Goiás liberou mais um pagamento de R$ 3,2 milhões para a conta da Delta. Enquanto os pagamentos caíam nas contas da Delta, a Delta cobria, por meio de uma empresa laranja, os cheques dados por Cachoeira.
LUXO Andressa Mendonça, mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ela não queria deixar a prataria da casa para o novo morador  (Foto: Andre Dusek/AE)
O segundo cheque de R$ 500 mil foi compensado no dia 4 de abril. Cachoeira, sempre zeloso, checava tudo com seu contador. No dia 29 de abril, antes da compensação do último cheque, no valor de R$ 400 mil, Abreu voltou a reclamar com Cachoeira que as faturas da Delta haviam sido retidas novamente. Abreu foi claríssimo na contrapartida necessária para pagar o último cheque: “Deixa eu te contar uma amarelada que eu dei aqui. Wladmir(Garcez) tá me rodeando aqui. Eu falei: ‘Wladmir, tá bom: que dia vai me pagar? Tá prometido até sexta que vem, tá? Então vamos fazer o seguinte: eu pago os 400. Se ele (Perillo) não me pagar até sexta (...) você me devolve os 400’. Aí ele amarelou aqui”. Os dois reclamaram da demora de Perillo. Cachoeira disse: “Agora tem de tolerar porque nós já pusemos o pé na jaca”. Eles reclamam, reclamam, reclamam... mas no fim pagam. No dia 2 de maio, Cachoeira ordenou a seu contador que contatasse o pessoal de Perillo e descontasse o último cheque. “Aquele lá (o cheque) não podia falhar de jeito nenhum, né?”, diz o contador. O cheque foi descontado. E o que aconteceu? O governo de Goiás liberou mais uma parcela de R$ 3,2 milhões para a conta da Delta.
Não demorou para Cachoeira perceber que morar na antiga casa do governador de Goiás lhe traria problemas. Num diálogo com sua mulher, Andressa Mendonça, em 17 de maio (leia na página ao lado), Cachoeira compartilhou seu temor por telefone: “Esse trem não vai dar certo (da casa). Vão acabar sabendo que é minha”. Cachoeira começou, então, a procurar um modo de se desfazer do imóvel, apesar dos protestos de Andressa, que já decorara a casa e adorava o lugar. As conversas interceptadas pela PF mostram em detalhes como Cachoeira repassou a casa para um terceiro, o empresário Walter Santiago, sem aparecer. Para isso, recorreu à ajuda de Garcez, que coordenou a transação. Garcez assegurou ao empresário que a casa era de Perillo. No dia 12 de julho, Walter Santiago, rodando num carro blindado, encontrou-se com Garcez e lhe entregou R$ 2,1 milhões em dinheiro vivo. Cachoeira orientou Garcez pelo telefone: “Manda trazer o dinheiro aqui no Excalibur(prédio onde mora Cachoeira), entendeu? Manda o professor (Walter Santiago) trazer no Excalibur, porque ele tá com carro blindado”.
CONFORTO A casa onde  moraram o  governador Marconi  Perillo e o bicheiro Carlinhos Cachoeira.   Ela foi vendida  por R$ 2,1 milhões  em dinheiro vivo  (Foto: Fernando Gallo/AE)
Em seguida, Garcez informou a Cachoeira que Lúcio Fiúza, então assessor especial de Perillo, estava com eles no carro. Responde Cachoeira: “Então pega tudo e vem para casa. Dá só os quinhentos na viagem para o doutor Lúcio. (...) Já fala para o doutor Lúcio pegar os cem também (parte do assessor de Perillo). É dois e cem, viu (R$ 2,1 milhões, o dinheiro a ser entregue)? Pega os cem logo e já mata ele, ou então já fala a data que ele tem de entregar”. Não fica claro se os R$ 500 mil para Fiúza referem-se à parte de Perillo nessa segunda operação – ou se era um pagamento pendente por outra razão. Também nessa segunda operação, Cachoeira recebeu – e distribuiu a gente próxima a Perillo – mais dinheiro do que valia o imóvel.
Cachoeira confirma isso num diálogo com Andressa, ainda no dia 12. Andressa pergunta por quanto ele vendeu a casa. “Dois e cem”, diz Cachoeira. “Esse trem é do Marconi e não ia dar certo, não. Tem de passar logo esse trem para o nome dele (possivelmente o empresário Walter). Porque eu vou perder um trem de bilhões por causa de um negócio à toa.” Andressa não quer saber de negócios ou dinheiro. Quer saber da prataria da casa e das coisas bonitas e caras que comprou para decorá-la. “Você explicou para ele (empresário Walter) que roupa de cama, coisa pessoal, acessório de banheiro, nada disso vai, né?”, diz Andressa. Cachoeira se irrita: “Deixa a roupa de cama do jeito que tá lá. Não faça isso, não. Pega as pratarias que o Wladmir escondeu lá dentro”. “Eu não vou deixar roupa de cama de 400 fios para ele, não. Cê tá louco?”, diz Andressa. Cachoeira, então, confessa o preço real da casa e revela a existência da “diferença”. “Deixa do jeito que tá. Aquilo lá custou quanto? Afinal, eu comprei ela (a casa) por mil (R$ 1 milhão), vendi por mil e quinhentos (R$ 1,5 milhão). Tá bom, me ajudou a vender.” A conta é a seguinte, segundo a PF: o empresário Walter Santiago pagou R$ 2,1 milhões pela casa. Destes, R$ 100 mil foram para Fiúza, o assessor de Perillo, R$ 500 mil para Perillo, levados por Fiúza – e o restante, R$ 1,5 milhão, para Cachoeira.
Segundo Perillo, a Receita Federal atestou que seu patrimônio é compatível com seus rendimentos
O que Cachoeira fez depois de receber o R$ 1,5 milhão? Ligou para a Delta. Confirmou o recebimento do dinheiro e perguntou a Abreu se o contador da Delta já fora avisado. Abreu disse que estava ao lado de Carlos Pacheco, principal executivo da Delta, a quem Abreu chama de “chefe”. Abreu disse: “Eu falei com o chefe aqui, viu, amigo? Ele falou que era para você guardar esse dinheiro, era para você aplicar lá no entorno (entre Brasília e Goiás), no projeto. Que o projeto lá vai exigir uns 4 milhões e meio, mas eu falo com você pessoalmente”. A PF não descobriu que projeto seria esse. Mas a fala de Abreu deixa claro o que outros diálogos confirmam: a direção da Delta nacional não só sabia das operações de Cachoeira no Centro-Oeste, como coordenava algumas negociações. Até agora, a Delta insiste na versão segundo a qual Abreu agia sozinho.

E manteve sua linha de defesa, após ÉPOCA questionar a empresa sobre as novas evidências. Por meio de uma nota, a Delta afirma não ter conhecimento da apresentação de uma fatura da empresa ao governador Marconi Perillo, nem da visita de Wladmir Garcez ao Palácio de governo para resolver um assunto da empreiteira. A nota também afirma: “Empresas de construção civil que atuam no setor público, como a Delta, precisam zelar e velar pelo recebimento pontual e em dia dos compromissos assumidos a fim de não ocorrer solução de descontinuidade nas obras”. A empresa diz ainda que o ex-presidente Carlos Pacheco nunca teve relação comercial com Cachoeira e que a empresa tem prestado esclarecimentos necessários aos órgãos instituídos.

Perillo também preferiu não prestar esclarecimentos a ÉPOCA. Não respondeu às perguntas sobre eventuais conversas para discutir pagamentos da Delta e sobre a relação desses pagamentos com a venda da casa. Em nota, limitou-se a dizer que “prestou, por meses a fio, todos os esclarecimentos solicitados pela imprensa, pela sociedade e pela CPI”. Perillo criticou ainda o deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI do Cachoeira. Disse que o deputado quer transformar a CPI numa “comissão de investigação do governador Marconi Perillo”. Diz ainda a nota: “No exaustivo crivo a que foi submetido, nenhum fato se encontrou que possa desabonar sua biografia (de Marconi Perillo) de cidadão ou de homem público. Ao contrário, a Receita Federal, por exemplo, emitiu nota técnica na qual atesta que o patrimônio do governador é compatível com seus rendimentos. Portanto, o governador Marconi Perillo informa que, considerando já devidamente esclarecidos os assuntos de fato relevantes, não se pronunciará mais a respeito de questões atinentes a sua vida privada, reservando essa providência, como é natural, unicamente para os assuntos relacionados a suas atividades como governador do Estado”.

Perillo depôs na CPI do Cachoeira há um mês, quando começavam a se acumular evidências de que ele mantinha relações com a empreiteira Delta e com Cachoeira. Na ocasião, foi claro: “O senhor Carlos Cachoeira não teve a menor participação na venda da casa. (A venda da casa) foi feita de forma transparente ao atual empresário Walter Paulo. (...) Os valores(da venda da casa) foram de acordo com o mercado”. Até agora, desconfiava-se que as três afirmações não eram verdadeiras. Agora, com o relatório da PF, sabe-se que são falsas: Cachoeira participou da compra da casa, a operação aconteceu na sombra e o valor da venda foi superior ao de mercado.

Perillo também disse à CPI: “De forma desavisada ou maldosa, vejo, aqui ou acolá, afirmações de que o senhor Carlos Augusto, o Cachoeira, teria influência em meu governo”. Os diálogos interceptados pela PF e a cronologia do pagamento das faturas à Delta revelam que Cachoeira tinha, sim, influência. Outra frase de Perillo: “Falaram (nos diálogos até então divulgados) sobre seus planos (da turma de Cachoeira), mas nada se concretizou. Nada! Reafirmo: nada se concretizou”. Aqui, mais uma vez, as cobranças da Delta ao amigo de Perillo, os cheques compensados nas contas de Perillo e o consequente pagamento das faturas da Delta apontam o contrário. Por fim, Perillo bradou na CPI: “Não tem propina no meu Estado”. É uma afirmação ousada. Os delegados da Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, ao que parece, discordam.

POR QUE CACHOEIRA TINHA QUE IR À SP DO CERRA

Publicado em 15/07/2012 PHA


O que poderia ele querer com São Paulo, essa praça cobiçada ?

Em 2008, o tucano governador Perillo – o que já era – legalizou o jogo em Goiás e concedeu a exploração de loterias ao amigo do peito da Veja, o Carlinhos Cachoeira.

O Secretário de Segurança, por notável coincidência, Demóstenes Torres, passou a reprimir com implacável tenacidade o jogo ilegal em Goiás.

Especialmente uma mafia espanhola que controlava os caça níqueis.

A Polícia de Goiás parecia a Scotland Yard, sob Demóstenes – nessa breve fase.

Aí, o Supremo considerou o jogo ilegal.

E, numa súbita mudança de política de Segurança, o tucano Governador e o que, depois, seria o Catão do Cerrado passaram a dar cobertura ao jogo ilegal (do amigo do Policarpo, o Carlinhos).

A Polícia de Goiás se tornou uma espécie de segurança privativa das casas de jogos do Carlinhos.

Era impressionante: ele sabia, antes, quando ia haver batida nas casas dele.

Uma coincidência notável !

Aí, chegou a Goiás uma família do Espírito Santo, que queria competir com Carlinhos.

Carlinhos, o amigo do Policarpo, fez um “gran acuerdo” com os forasteiros: eu te cobro pelo direito de explorar em torno de Valparaiso, perto de Brasília, e te cobro pela segurança para operar lá.

Ganhava duas vezes e não brigava.

Um jenio que só a Veja àquela altura podia reconhecer !

O jogo começou a gerar uma receita descomunal.

Era preciso ampliar os negócios.

Ele comprou a Vitapan, no polo de genéricos de Anápolis, em Goiás, criado por iniciativa de Padim Pade Cerra, quando “o era maior ministro da Saúde que esse país já teve”.

A Vitapan limpa o dinheiro do jogo.

É na Vitapan que ele se encontra com o Policarpo, como demonstrou o Ernani de Paula, naquela reportagem da TV Record que melou o mensalão.

O dinheiro jorrava.

Carlinhos resolve ir para o ramo da construção civil.

Onde rola muito dinheiro vivo, sem precisar de banco.

Cria um arco de empresas que servem à construção civil.

Corrompe agentes públicos que contratam obras de construção civil.

Ganha concorrências.

E em 2005 cruza com a Delta em Goiás.

Para corromper, informar-se e ter certeza de que vai ganhar concorrências, ele monta uma rede de arapongas.

Eles tem também a função de construir biografias de amigos e destruir biografias de inimigos.

Investe primeiro na chamada imprensa de Goiás.

E depois dá o pulo Federal: mete a mão na Veja.

A Veja passa a ser seu instrumento principal para detonar governos e fazer negócios.

É claro, como diz o Senador Fernando Collor que a Veja sabia que tratava com o crime organizado, e dele era cúmplice e instrumento.

Jairo e o Dadá, os que montaram os trampos para detonar o PT – na cena da corrupção dos Correios, no hotel Nahoum – passam a trabalhar para a Veja, a mando do Carlinhos.

E para salvar da forca a cabeça do Daniel Dantas, com o grampo sem áudio entre o Gilmar Dantas (*) e o Catão do Cerrado – aquele que disse ao Carlinhos a frase histórica “o Gilmar mandou subir”.

(E o Gilmar Dantas tomou o que chamou de “decisão técnica”.)

Há algum tempo, Carlinhos percebeu que tinha que entrar no negócio de jogos virtuais – o futuro do jogo clandestino.

Foi aí que ele cruzou com o Valdomiro Diniz e a Gtech, que deu início à queda do José Dirceu.

(Queda programada, filmada e a serviço da Veja.)

Para expandir o negócio do jogo na internet, Carlinhos se associa ao argentino Roberto Coppola, que opera no Uruguai, na Inglaterra e em Curaçau.

Nessa operação virtual, além do domínio da tecnologia do futuro dos cassinos, Carlinhos poderia, também, estar de olho nos mecanismos de lavagem de dinheiro.

Ele criou a Brazil Bingo.

Como divulgar a existência de um cassino na internet, a sua Brazil Bingo ?

Por coincidência, o jornal Correio Braziliense fez uma reportagem republicana para detonar a roubalheira dos bingos.

E aparece ali, com todas as letras, pela primeira vez, a Brazil Bingo, devidamente citada, com o respectivo endereço na internet.

Incrível coincidência.

Nasceu ali a Brazil Bingo, o Carlinhos 2.0.

Será o Carlinhos um mestre da Comunicação, uma espécie de Robert(o) Civita que não fala inglês ?

E se ele quisesse mencionar a Brazil Bingo na Veja ?

E se ele desse ao Policarpo as imagens do Dirceu no Hotel Nahoum ?

Seria uma boa troca: eu te dou o Hotel Nahoum e você me divulga a Brazil Bingo.

Não seria um encontro triunfal de coincidências ?

O que é que o Carlinhos queria com o governador (?) Padim Pade Cerra e o brindeiro Gurgel não deixou saber ?

O sócio da Delta em Goiás e dono da Brazil Bingo ?

O que poderia ele querer com São Paulo, essa praça cobiçada ?

Aí, é preciso ir, de novo, à Conceição Lemes e, além de Paulo Preto, tentar desvendar quais são as republicanas atividades de Delson Amadeu Junior e o impoluto Paulo Preto.

Sabe-se que, hoje, Delson tem uma empresa de Consultoria em Sorocaba.

Sem esquecer do Heraldo Puccini, o homem da Delta em São Paulo.

Por que a Delta seria criminosa em Goiás e virtuosa em São Paulo ?  

Que milagre teria sido esse ?

E não esquecer do Pagot, que disse à revista IstoÉ que o Cerra ficava com a parte do leão das obras de engenharia em São Paulo.

O Pagot está de corpo inteiro no Robanel dos Tunganos e na marginal (sic) do Cerra e do rio Tietê.

Todo escândalo (que deu chabu) que os tucanos montaram no Distrito Federal foi por causa de 1 contrato da Delta.

Em São Paulo do Cerra  do Paulo Preto a Delta assinou 26 contratos.

26 !

Clique aqui para ler “roteiro para Cerra ir à CPI”.

Cabe reproduzir trecho do post do Viomundo, com as perguntas de deputados da Assembleia de São Paulo:

DEPUTADOS PEDEM AO MP QUE APURE INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES

A essa altura algumas perguntas são inevitáveis:

1. Considerando que o senador Demóstenes Torres é sócio oculto da Delta e apoiou José Serra em 2010, será que dinheiro da Nova Marginal do Tietê irrigou a campanha do tucano à presidência?

2. Entre os R$ 4 milhões que teriam sido arrecadados por Paulo Preto e não entregues ao PSDB, haveria alguma contribuição da Delta?

3. Paulo Preto ou Delson Amador teve algum contato direto com Cachoeira?

Na sexta-feira 27, parlamentares paulistas protocolaram representação no Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP) para que investigue indícios de irregularidades, ilegalidades e improbidades nos contratos formalizados pela Dersa com empresas e consórcios, entre os quais o Consórcio Nova Tietê, capitaneado pela Delta.

(…)


Até quando Cerra será inimputável ?

Com que diploma ele pretende se candidatar a presidente ?

Não é à toa que os mervais pigais querem fechar a CPI.


Paulo Henrique Amorim
(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste  em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…”

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Em nome do tucanato, Álvaro Dias avalisa o golpe e quer barrar Caracas no Mercosul

O novo governo paraguaio pode ficar tranqüilo: o senador Álvaro Dias garantiu ao presidente Franco o apoio incondicional do PSDB à nova ordem estabelecida em Assunção. Com essa solidariedade, o chefe de governo do país vizinho está apto a reverter a situação de repúdio continental, vencer a parada no Mercosul e roncar grosso – como, aliás, está começando a fazer – contra o Brasil, a Argentina e o Uruguai”.Escreveu Mauro Santayana em seu site....
 
E Álvaro Dias, apoiado pelo PSDB,ganhou o título de embaixador dos golpistas
 
O senador brasileiro Álvaro Dias (PSDB-PR) reuniu-se ontem como presidente do Paraguai, Federico Franco, criticando a decisão do governo Dilma Rousseff de "isolar" o país vizinho. Dias afirmou ainda que o PSDB analisará a possibilidade de entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a entrada da Venezuela no Mercosul.
 
A decisão final do partido será anunciada na terça-feira.
 
O Congresso paraguaio não aprovou a entrada de Caracas no bloco, mas, como Assunção está suspensa do Mercosul, os outros três membros entenderam que era possível incorporar a Venezuela.
 
Também ontem, o presidente da comissão da Defesa da Câmara de Deputados do Paraguai, José López Chávez, anunciou que manteve conversas com generais dos EUA para negociar a instalação de uma base militar no Chaco

terça-feira, 3 de julho de 2012

Alvaro Dias foi ao Paraguai fazer intercâmbio golpista

 
http://goo.gl/dKUxD
Um golpista apoiando outro e trocando experiências sobre golpes. Assim foi a visita do senador tucano Álvaro Dias (PSDB-PR) à Cidade del Leste, no Paraguai, onde trocou figurinhas com o presidenciável Zacarías Irún, do partido golpista Colorado (espécie de demotucanos de lá).


O tucano deu apoio explícito aos golpistas, declarando achar "normal" o golpe parlamentar do impeachment relâmpago realizado em 36 horas, sem sequer dar tempo de preparar a defesa, nem dar oportunidade da população tomar conhecimento do processo político desta importância, uma vez que afeta não só o presidente deposto, mas todos os eleitores paraguaios por ele representados.

Presunçoso, o tucano disse que "exigirá" do governo Dilma que retroceda na decisão de suspender o Paraguai do Mercosul. Aproveitou para dar entrevista ao jornal ABC Color do PIG paraguaio.


Leia também:
- Tucanos viram ídolos dos golpistas de extrema-direita paraguaios
- Paraguai: Dessa vez a crise é nossa; os yankees apenas assistem de camarote

domingo, 10 de junho de 2012

"Lista de Furnas": quem e quanto

Por Antônio Mello, em seu blog:

Depois que um laudo do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal atestou a autenticidade da lista de Furnas, que mostrava quem recebeu e quanto dinheiro desviado da empresa nas eleições de 2002, os partidos de oposição aos governos populares Lula-Dilma entraram em polvorosa, especialmente o PSDB, que levou quase 70% da bolada, como mostra o gráfico a seguir.

O desespero do PSDB com Perillo

Por Altamiro Borges

Saiu ontem no blog de Gerson Camorotti, no portal G1:

*****

Perillo deixa PSDB em alerta máximo

A cúpula do PSDB está em alerta máximo com a situação do governador de Goiás, Marconi Perillo. Nos bastidores, integrantes do comando tucano falam abertamente que já não acreditam mais nas explicações de Perillo. Mas reconhecem que, neste momento, o PSDB não tem o que fazer.


Essa constatação cresceu principalmente com as várias versões para a venda da casa do próprio Perillo. Foi nesta casa – vendida no ano passado – que o bicheiro Carlinhos Cachoeira foi preso pela Polícia Federal no último dia 29 de fevereiro.

O discurso oficial do PSDB será o de dizer que confia em Perillo. Mas se em algum momento ele não conseguir mais explicar as várias contradições, o PSDB já tem um argumento pronto: o de que o partido foi surpreendido pelos acontecimentos.

****
O desgaste eleitoral dos tucanos
Gerson Camarotti, que também é colunista da Globo News, tem bom trânsito no ninho tucano. O seu relato confirma que bateu o desespero na cúpula do PSDB, que teme pelo desgaste da legenda nas eleições deste ano. E, pelo jeito, a coisa só tende a piorar para o governador de Goiás. Segundo o jornalista, "Perillo tem dito que em relação ao seu governo, não aparecerá nada de comprometedor. Mas ele já teria admitido internamente que não tinha segurança em relação à condução da sua campanha".
Há fortes indícios do uso de caixa dois na eleição do tucano em 2010. O repórter Luis Carlos Bordoni, que comandou campanha de rádio de Perillo, já afirmou que recebeu parte do pagamento de empresas ligadas ao grupo de Carlinhos Cachoeira. O mafioso também teria financiado outras campanhas em Goiás - como a do ex-demo Demóstenes Torres, o "mosqueteiro da ética" da revista Veja. Com isso, o crime organizado passou a dominar o estado. Há até quem ironize que Marconi Perillo seria o vice do governador Cachoeira!
Governador escapará da Justiça?
"Para parlamentares do PSDB que estão acompanhando de perto esse episódio envolvendo Perillo na CPI, a aposta é de que ele sairá muito fragilizado do episódio... Tucanos ouvidos pelo blog reconhecem que Perillo tem condições – até o momento – de escapar na Justiça. Mas já consideram a situação política dele extremamente delicada, principalmente no plano nacional", conclui Camarotti.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

PSDB já pensa em encerrar a CPI

O PSDB fez um balanço dos primeiros trabalhos da CPI criada para investigar os elos do bicheiro Carlinhos Cachoeira e chegou à conclusão de que, até agora, o partido é o maior prejudicado. E para proteger o governador de Goiás, Marconi Perillo, os tucanos vão abrir mão da investigação. Em vez de trabalhar para aprovar requerimentos de convocações de integrantes e de envolvidos com a quadrilha de Cachoeira, os correligionários de Perillo apostam no aprofundamento de dados do inquérito, dando ênfase ao envolvimento da Delta Construções em âmbito nacional e na influência do bicheiro em órgãos do governo federal.
 
Na manhã de ontem, 11 tucanos - quatro senadores e sete deputados - se encontraram às 7h30 no cafezinho do Senado para combinar estratégia de condução do depoimento de comparsas de Cachoeira na CPI e de participação na sessão administrativa de votação de requerimentos para evitar a convocação de Perillo. A conversa secreta foi municiada por um envelope repleto de documentos elaborados pela assessoria parlamentar da Câmara com informações que pudessem ampliar para o plano nacional as questões direcionadas aos comparsas de Cachoeira que atuavam em Goiás.
 
No encontro, os parlamentares chegaram a um consenso de que os depoimentos de integrantes da quadrilha tendem a fragilizar mais a situação de Perillo do que de outros envolvidos. Citaram o exemplo do ex-vereador Wladimir Garcez. Apesar de o ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia ter sido flagrado fazendo lobby para empresas farmacêuticas de Cachoeira, é a história do suposto pagamento da casa do governador com cheques da Delta, informação dada por Garcez, que prevalece no noticiário
 
Ao Jornal Correio Braziliense, um dos parlamentares que participou da reunião de ontem afirmou que o objetivo do partido agora é "começar a fechar o cerco pelos depoimentos". Se for para aprovar requerimento de depoente que possa provocar mais problemas a Perillo, os tucanos não têm interesse. O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), um dos que madrugaram ontem no Senado para a reunião, contou que os tucanos se encontraram para combinar perguntas para o depoimento do ex-vereador, do araponga Idalberto Matias, o Dadá, e Jairo Martins.
 
Sem votação
 
Na sessão de ontem, o único tucano que defendeu abertura de sessão administrativa para votar requerimento de convocação dos governadores foi o deputado Fernando Francischini (PR). A bancada do PT também não se arriscou em aprovar nenhum requerimento e o fim da sessão foi esvaziado, deixando para a próxima terça-feira decisão sobre a participação dos governadores na comissão.

Diálogos apontam esquema Cachoeira abastecendo TV Globo

No dia 10/08/2011 às 19:39hs, o araponga Dadá, do esquema Cachoeira, teve um telefonema interceptado pela Polícia Federal, durante as investigações da Operação Monte Carlo.

Do outro lado da linha, uma pessoa identificada como "Doni" no relatório, agradecia uma informação passada por Dadá, e confirmava que o "Jornal Nacional" iria falar sobre o grampo:


Cerca de 15 minutos depois, Dadá ligou para o ex-diretor da Delta Construções, Cláudio Abreu, dizendo que "o grampo" iria sair na Globo.


Logo mais, naquela noite, entrava no ar a edição do Jornal Nacional, mostrando o grampo:

http://goo.gl/ARvs3
Após o fim do telejornal, Dadá liga novamente para Doni às 21:56hs, e comentam sobre o diálogo acima:


Como no relatório só tem o resumo dos diálogos, falta a transcrição completa para elucidar mais detalhes. Mas já tem informação suficiente para indicar que o esquema Cachoeira, através do araponga Dadá, abasteceu o Jornal Nacional com grampos sigilosos da Polícia Federal.

Uma das funções de Dadá, dentro do esquema Cachoeira, era obter informações sobre operações policiais, segundo o inquérito.

Quem é Doni?

Não há nenhum DONI identificado na redação do Jornal Nacional, mas talvez o diretor de jornalismo no DF, Mariano BONI, pudesse ajudar a esclarecer quem é.

domingo, 15 de abril de 2012

GOIÁS: 6 mil vão às ruas pedir saída de governador Marconi Perillo do PSDB


Por Juriti do Cerrado
Para quem acompanha o JN, está tudo ok no governo de GO, o que não é verdade.

Fora Marconi: Cerca de 6 mil jovens coloriram as ruas de Goiânia

No S.O.S Voz, por Cláudio Bertode

Manifestantes pedem a saída de Marconi Perillo

Cachoeira transborda pros lados de Aécio Neves e Anastasia


Cachoeira transborda pros lados de Aécio Neves e Anastasia

No dia 5 de abril, nosso blog já noticiou em primeira mão: "E agora Anastasia e Aécio? Cachoeira explora caça-níqueis em Uberlândia-MG"

Hoje, com 10 dias de atraso, o jornalão "O Estado de Minas" publicou:
Acusado de corrupção, bicheiro Carlinhos Cachoeira já comandou seis empresas em Minas

...Cachoeira... montou empresas no estado em diversas áreas de atuação, há mais de duas décadas, em Uberlândia, no Triângulo mineiro, e em Araxá, no Alto Paranaíba, além de Belo Horizonte. O bicheiro... já esteve à frente de seis empresas no estado, mas atualmente toca apenas uma delas, a filial da Bet Capital, instalada em Araxá, onde aparece como representante legal . Essa empresa abocanhou um contrato milionário com a prefeitura, já encerrado, mas ainda sob investigação do Ministério Público Estadual por suspeita de superfaturamento na prestação dos serviços. 
...Em um diálogo, em julho do ano passado, Lenine Araújo de Souza, sócio da empresa Capital, em Araxá, conversa com um parente de Cachoeira sobre uma comissão de 30% paga a donos de caças-niquéis e um sistema de gerenciamento dos jogos que estava sendo implantado em Uberlândia.
... Em outra interceptação, ... Dadá, araponga de Cachoeira, conversa com uma pessoa identificada apenas como professor sobre o esquema de jogos na capital mineira. Na conversa, o “professor” diz a Dadá que vai viajar a Belo Horizonte para se encontrar com uns políticos, “gente forte da área lá” para resolver uma pendência.

domingo, 18 de março de 2012

O Povo Fala - Caos no metrô de São Paulo

Democracia interna? Pra quê??

Alckmin declara voto em Serra e mata prévias

Alckmin declara voto em Serra e mata prévias Foto: Divulgação

Governador estufa o peito para abrir seu voto; secretário José Aníbal já aceita composição com o ex-governador; apenas Ricardo Trípoli ainda parece acreditar em disputa legítima

17 de Março de 2012 às 17:55
247 – Desse jeito, para que prévias? Maior eleitor do PSDB em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin declarou neste sábado 17, em São José do Rio Pardo, que votará em José Serra para prefeito de São Paulo. “Como filiado do PSDB, militante e liderança do partido, meu voto vai ser para o José Serra", afirmou o governador.
A declaração já vai sendo interpretada como uma ducha gelada sobre as prévias do partido, marcadas para o dia 25 deste mês, após adiamentos em razão de determinações de Serra. Já saíram da disputa os pré-candidatos Andrea Matarazzo e Bruno Covas, mas o secretário de Energia, José Aníbal, e o deputado Ricardo Trípoli continuam em campanha. 247 apurou que Aníbal, depois de ter seu discurso de oposição a Serra censurado por Alckmin, está pronto para aderir a Serra. Ele realizou na semana passada uma reunião com mais de 50 integrantes de seu grupo político. A conclusão foi a de que é melhor tentar uma composição do que bater de frente. O problema é que Serra não parece interessado em um acordo.
Trípoli, por seu lado, sustenta o discurso de ter sido o pré-candidato que mais trabalhou pela realização das prévias. Ele não demonstra aceitar um recuo. A declaração de Alckmin pró-Serra, no entanto, pode deixa-lo sem discurso. Neste caso, em lugar de prévias o que pode ocorrer no PSDB é uma aclamação a Serra, o que manteria a unidade do partido. Caso as prévias ocorram, o receio é o de que, apesar de favorito para ganhá-las, Serra alcance um resultado em que transpareça a divisão entre os tucanos, sem alcançar maioria expressiva. O apoio declarado por Alckmin é mais um movimento para evitar que essa divisão transpareça.

Candidato a prefeito de SP, Serra faz campanha presidencial no Acre


Serra desembarca em jatinho no Acre.
De quem é o jatinho?
Da filha Verônica Serra? Do genro? Do Ricardo Sérgio de Oliveira? Do Gregório Preciado? Do Vladimir Rioli?
De uma empresa offshore no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas?
José Serra-2014 (PSDB/SP) subiu no salto alto e não se preocupa nem em disfarçar que usa sua candidatura a prefeito de São Paulo como mero degrau para candidatar-se a presidente em 2014.

Há oito dias das prévias do PSDB, em pleno sábado, o tucano esnoba os diretórios zonais do PSDB paulistanos que escolherão o candidato do partido no outro domingo (dia 25). Ele abandonou a paulicéia e voou para o Acre, em disputa de espaço nacional com seu adversário Aécio Neves.

A desculpa de Serra foi "agradecer os votos que obteve em 2010" (proporcionalmente, foi o estado em que ele foi mais votado). Ainda por cima, o tucano se mostra um político desastrado e oportunista: só "lembrou" de agradecer com um ano e meio de atraso, na hora em que a conveniência política manda.

Receoso de derrota, Alckmin declara voto em Serra nas prévias

O fato de Serra ser considerado como um "remédio amargo a ser engolido" para o PSDB ter chances, e a falta de apetite dele pela prefeitura, preocupa o governador Alckmin (PSDB), receoso de uma surpresa nas prévias.

Para conter os adversários de Serra, Alckmin declarou publicamente seu apoio:

"O governo do Estado não tem candidato, deve servir a todos, suprapartidariamente. Mas, como filiado, militante e liderança do PSDB, vou votar no José Serra", disse Alckmin em uma inauguração oficial do governo paulista no interior.

Só lembrando: o Ministério Público Eleitoral não vai multar Alckmin por campanha antecipada e, ainda por cima, durante uma inauguração oficial?

sábado, 17 de março de 2012

Por que tanto ódio da dupla Kassab/Serra contra catadores pobres, impedindo seu ganha pão?


Por traz de cada morador "de rua" existe um prefeito corrupto, omisso ou incompetente.

http://issuu.com/catadoresmncr/docs/205_o_trecheiro_fev_marc_2012_internet?mode=embed&layout=http%3A//skin.issuu.com/v/light/layout.xml 
Por que tanta perseguição da dupla Kassab/Serra contra os pobres catadores, a ponto de impedir seu ganha pão, reservando o material reciclável apenas para empresários "tubarões", autorizadas pela prefeitura?

Se cada prefeito pegasse um pequeno percentual do que gasta com multinacionais e empreiteiras de coleta de lixo, e destinasse a verba para cooperativas de catadores, faria uma revolução social para erradicar boa parte da chamada "população em situação de rua", gerando trabalho com renda digna para estes trabalhadores, além de cortar pela raiz boa parte do problema que leva ao surgimento de cracolândias.

Assim como foi o Bolsa Família para o governo federal, é o tipo de política pública óbvia, relativamente simples de fazer e barata para prefeitura, pois basicamente depende de remanejar verbas de "tubarões" para "bagrinhos".

Só rabo preso com máfias do lixo e grandes financiadores de campanha, ou muita incompetência, pode explicar o porque de prefeitos não fazerem isso.

No caso da prefeitura de São Paulo, cujo projeto de poder tucano é a continuidade revezada entre José Serra (PSDB) e Kassab (PDS), chega a haver um situação de escárnio, a ponto de proibir comerciantes de doarem material reciclável para catadores, sob pena de multa de R$ 11 mil reais.

Proporcionar trabalho e renda digna para estes trabalhadores não melhora apenas a vida deles, melhora a qualidade de vida de toda a cidade, reduzindo drasticamente a pobreza urbana e a população que dorme sob marquises, dando condições de renda a trabalhadores, hoje marginalizados, para ter moradia e reestruturarem suas vidas.

População "de rua"  tem jeito. Lula ensinou o caminho, mas Kassab/Serra retrocedem.



Desde que tomou posse em 2003, o presidente Lula sempre participou da ceia de Natal dos catadores de recicláveis em São Paulo. No último natal como presidente, em 2010, Lula levou junto Dilma, já eleita presidenta, que prometeu continuar participando da cerimônia.

No natal de 2011, a presidenta Dilma passou pela prova dos nove de que continua o legado de Lula: ela fez questão de participar da cerimônia (Lula só não foi porque estava em tratamento, mas mandou seu abraço através de Dilma).

O gesto, além de elevar a auto-estima de todos, sempre visou organizar esses trabalhadores em cooperativas e estimular políticas públicas que deem a importância e o valor econômico que o trabalho deles tem de fato.

Pois o presidente Lula não fez só discursos e festejos. Ele e Dilma fizeram:
- abriram crédito no BNDES para as cooperativas de catadores (confira aqui, aqui e aqui);
- criou o Coleta Seletiva Solidária;
- bancou o estudo “Análise do Custo de Geração de Postos de Trabalho na Economia Urbana para o Segmento dos Catadores de Materiais Recicláveis”.
- o implementou a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prioriza os catadores;
- e outras ações.

Mas quem é responsável pela coleta do lixo nas cidades são as prefeituras, e se o prefeito boicota a lei e as cooperativas em favor da máfias do lixo, a coisa não anda.

Lula e Dilma abriu o caminho e deu os instrumentos, agora é preciso que os prefeitos façam a sua parte.

A atitude de Kassab é um enorme retrocesso. Em vez de colocar fiscais para multar, deveria colocar funcionários da prefeitura para montar um sistema de coleta com a participação dos catadores. Simples assim.

Mande para olho da rua prefeito corrupto ou incompetente com a população "de rua"

Teremos eleições municipais este ano, e é hora de mandar para olho da rua esses prefeitos que boicotam o trabalho dos catadores, pois isso deprecia não só os trabalhadores da reciclagem, mas também a própria qualidade de vida nas cidades ao não erradicarem a probreza, mantendo a população em situação de rua marginalizadas em vez de incluí-las, tendo a faca e queijo na mão para resolver o problema.

Não tem desculpa. Ou são corruptos, ou omissos, ou incompetentes, ou as três coisas ao mesmo tempo. Em nenhum caso merecem o voto.

Leia também:

- Já pensou encontrar R$ 8,5 bilhões jogados no lixo?

- Catadores de papel se despedem de Lula e agradecem por vida melhor. Lula chora.

- Nunca antes neste país dois presidentes da República almoçaram com catadores e população de rua.