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domingo, 15 de julho de 2012

POR QUE CACHOEIRA TINHA QUE IR À SP DO CERRA

Publicado em 15/07/2012 PHA


O que poderia ele querer com São Paulo, essa praça cobiçada ?

Em 2008, o tucano governador Perillo – o que já era – legalizou o jogo em Goiás e concedeu a exploração de loterias ao amigo do peito da Veja, o Carlinhos Cachoeira.

O Secretário de Segurança, por notável coincidência, Demóstenes Torres, passou a reprimir com implacável tenacidade o jogo ilegal em Goiás.

Especialmente uma mafia espanhola que controlava os caça níqueis.

A Polícia de Goiás parecia a Scotland Yard, sob Demóstenes – nessa breve fase.

Aí, o Supremo considerou o jogo ilegal.

E, numa súbita mudança de política de Segurança, o tucano Governador e o que, depois, seria o Catão do Cerrado passaram a dar cobertura ao jogo ilegal (do amigo do Policarpo, o Carlinhos).

A Polícia de Goiás se tornou uma espécie de segurança privativa das casas de jogos do Carlinhos.

Era impressionante: ele sabia, antes, quando ia haver batida nas casas dele.

Uma coincidência notável !

Aí, chegou a Goiás uma família do Espírito Santo, que queria competir com Carlinhos.

Carlinhos, o amigo do Policarpo, fez um “gran acuerdo” com os forasteiros: eu te cobro pelo direito de explorar em torno de Valparaiso, perto de Brasília, e te cobro pela segurança para operar lá.

Ganhava duas vezes e não brigava.

Um jenio que só a Veja àquela altura podia reconhecer !

O jogo começou a gerar uma receita descomunal.

Era preciso ampliar os negócios.

Ele comprou a Vitapan, no polo de genéricos de Anápolis, em Goiás, criado por iniciativa de Padim Pade Cerra, quando “o era maior ministro da Saúde que esse país já teve”.

A Vitapan limpa o dinheiro do jogo.

É na Vitapan que ele se encontra com o Policarpo, como demonstrou o Ernani de Paula, naquela reportagem da TV Record que melou o mensalão.

O dinheiro jorrava.

Carlinhos resolve ir para o ramo da construção civil.

Onde rola muito dinheiro vivo, sem precisar de banco.

Cria um arco de empresas que servem à construção civil.

Corrompe agentes públicos que contratam obras de construção civil.

Ganha concorrências.

E em 2005 cruza com a Delta em Goiás.

Para corromper, informar-se e ter certeza de que vai ganhar concorrências, ele monta uma rede de arapongas.

Eles tem também a função de construir biografias de amigos e destruir biografias de inimigos.

Investe primeiro na chamada imprensa de Goiás.

E depois dá o pulo Federal: mete a mão na Veja.

A Veja passa a ser seu instrumento principal para detonar governos e fazer negócios.

É claro, como diz o Senador Fernando Collor que a Veja sabia que tratava com o crime organizado, e dele era cúmplice e instrumento.

Jairo e o Dadá, os que montaram os trampos para detonar o PT – na cena da corrupção dos Correios, no hotel Nahoum – passam a trabalhar para a Veja, a mando do Carlinhos.

E para salvar da forca a cabeça do Daniel Dantas, com o grampo sem áudio entre o Gilmar Dantas (*) e o Catão do Cerrado – aquele que disse ao Carlinhos a frase histórica “o Gilmar mandou subir”.

(E o Gilmar Dantas tomou o que chamou de “decisão técnica”.)

Há algum tempo, Carlinhos percebeu que tinha que entrar no negócio de jogos virtuais – o futuro do jogo clandestino.

Foi aí que ele cruzou com o Valdomiro Diniz e a Gtech, que deu início à queda do José Dirceu.

(Queda programada, filmada e a serviço da Veja.)

Para expandir o negócio do jogo na internet, Carlinhos se associa ao argentino Roberto Coppola, que opera no Uruguai, na Inglaterra e em Curaçau.

Nessa operação virtual, além do domínio da tecnologia do futuro dos cassinos, Carlinhos poderia, também, estar de olho nos mecanismos de lavagem de dinheiro.

Ele criou a Brazil Bingo.

Como divulgar a existência de um cassino na internet, a sua Brazil Bingo ?

Por coincidência, o jornal Correio Braziliense fez uma reportagem republicana para detonar a roubalheira dos bingos.

E aparece ali, com todas as letras, pela primeira vez, a Brazil Bingo, devidamente citada, com o respectivo endereço na internet.

Incrível coincidência.

Nasceu ali a Brazil Bingo, o Carlinhos 2.0.

Será o Carlinhos um mestre da Comunicação, uma espécie de Robert(o) Civita que não fala inglês ?

E se ele quisesse mencionar a Brazil Bingo na Veja ?

E se ele desse ao Policarpo as imagens do Dirceu no Hotel Nahoum ?

Seria uma boa troca: eu te dou o Hotel Nahoum e você me divulga a Brazil Bingo.

Não seria um encontro triunfal de coincidências ?

O que é que o Carlinhos queria com o governador (?) Padim Pade Cerra e o brindeiro Gurgel não deixou saber ?

O sócio da Delta em Goiás e dono da Brazil Bingo ?

O que poderia ele querer com São Paulo, essa praça cobiçada ?

Aí, é preciso ir, de novo, à Conceição Lemes e, além de Paulo Preto, tentar desvendar quais são as republicanas atividades de Delson Amadeu Junior e o impoluto Paulo Preto.

Sabe-se que, hoje, Delson tem uma empresa de Consultoria em Sorocaba.

Sem esquecer do Heraldo Puccini, o homem da Delta em São Paulo.

Por que a Delta seria criminosa em Goiás e virtuosa em São Paulo ?  

Que milagre teria sido esse ?

E não esquecer do Pagot, que disse à revista IstoÉ que o Cerra ficava com a parte do leão das obras de engenharia em São Paulo.

O Pagot está de corpo inteiro no Robanel dos Tunganos e na marginal (sic) do Cerra e do rio Tietê.

Todo escândalo (que deu chabu) que os tucanos montaram no Distrito Federal foi por causa de 1 contrato da Delta.

Em São Paulo do Cerra  do Paulo Preto a Delta assinou 26 contratos.

26 !

Clique aqui para ler “roteiro para Cerra ir à CPI”.

Cabe reproduzir trecho do post do Viomundo, com as perguntas de deputados da Assembleia de São Paulo:

DEPUTADOS PEDEM AO MP QUE APURE INDÍCIOS DE IRREGULARIDADES

A essa altura algumas perguntas são inevitáveis:

1. Considerando que o senador Demóstenes Torres é sócio oculto da Delta e apoiou José Serra em 2010, será que dinheiro da Nova Marginal do Tietê irrigou a campanha do tucano à presidência?

2. Entre os R$ 4 milhões que teriam sido arrecadados por Paulo Preto e não entregues ao PSDB, haveria alguma contribuição da Delta?

3. Paulo Preto ou Delson Amador teve algum contato direto com Cachoeira?

Na sexta-feira 27, parlamentares paulistas protocolaram representação no Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP) para que investigue indícios de irregularidades, ilegalidades e improbidades nos contratos formalizados pela Dersa com empresas e consórcios, entre os quais o Consórcio Nova Tietê, capitaneado pela Delta.

(…)


Até quando Cerra será inimputável ?

Com que diploma ele pretende se candidatar a presidente ?

Não é à toa que os mervais pigais querem fechar a CPI.


Paulo Henrique Amorim
(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste  em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…”

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Polícia apreende arquivos e cofre em casa e empresa de ex-assessor de Serra/Kassab

A polícia fez nesta quinta-feira (14) uma operação de busca e apreensão na casa e nos escritórios de Hussain Aref Saab, que foi, por sete anos, o responsável da Prefeitura de São Paulo pela aprovação de empreendimentos imobiliários. Ele é acusado de receber propina para liberar imóveis irregulares na cidade, segundo revelou a Folha.
Na busca na residência e na empresa SB4 patrimonial, foram apreendidos arquivos digitais e um cofre, mas o conteúdo deles ainda não foi revelado. Para o advogado de Aref Saab, Augusto de Arruda Botelho, trata-se de ”uma busca midiática e despropositada", pois seu cliente está à disposição para depoimentos e entrega de qualquer documento.
 
Além da BGE, empresa do grupo Brookfield, outras empresas também estão sendo investigadas por pagamento de propina para liberação de imóveis, disse nesta quinta-feira (14) o promotor Sylvio Antonio Marques. Segundo ele, seis testemuhas, incluindo ex-funcionários da Brookfield, denunciaram o esquema ao Ministério Público nos últimos 15 dias. O promotor, no entanto, não quis revelar o nome das testemunhas nem o nome das empresas supostamente envolvidas no esquema.
 
O esquema começou a ser descoberto a partir de denúncias da Folha de S.Paulo no início de maio. O jornal revelou, no início de maio, que Hussain Aref Saab adquiriu mais de 106 imóveis nos poucos mais de sete anos em que esteve no cargo, durante as gestões de Gilberto Kassab (PSD) e José Serra (PSDB), e, desde então, Saab vem sendo alvo de denúncias.
Saab foi afastado no mês passado, após abertura de investigação da Corregedoria Geral do Município.
A mais recente, revelada nesta quinta pela Folha, foi feita pela ex-diretora financeira da BGE, empresa do grupo Brookfield, Daniela Gonzalez. Ela diz que a multinacional pagou, entre 2008 e 2010, R$ 1,6 milhão em propinas a Aref e ao vereador Aurélio Miguel (PR) para liberar obras irregulares nos shoppings Higienópolis e Paulista, em São Paulo.
 
Segundo Daniela, Aref recebeu suborno dos dois shoppings em vários momentos. Em um deles, no valor de R$ 133 mil, teria facilitado a liberação de obra no Higienópolis, apesar de o local não cumprir exigências legais.
 
Já Aurélio Miguel, segundo ela, intermediou na CET, onde tem influência política, as obras de ampliação do Pátio Paulista, mesmo sem o empreendimento ter cumprido exigências do órgão.
 
Aurélio Miguel e Aref negam as acusações. A Brookfield, em nota, diz que não compactua com atos ilícitos.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), afirmou na manhã desta quinta-feira que pediu que o secretário dos Transportes, Marcelo Cardinale Branco, apure a denúncia.
 
Mais cobranças de propina
 
Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (14), integrantes do Ministério Público informaram que pelo menos seis novas testemunhas procuraram o órgão nos últimos 15 dias para denunciar a cobrança de propina para liberação de imóveis pelo departamento coordenado por Hussain Aref Saab na Prefeitura de São Paulo.
 
Uma das testemunhas, ex-funcionária do departamento, mas cujo nome é mantido em sigilo, teria dito ao MP que de cada 30 pessoas que iam ao departamento, três reclamavam da exigência de propina.

Entenda o caso

Além da denúncia de compra de mais de 100 imóveis, o que seria incompatível com sua renda, pesam ainda outras suspeitas sobre Hussain Aref Saab.
Com renda mensal declarada de R$ 20 mil, entre rendimentos de aluguéis e salário bruto na prefeitura de R$ 9.400 (incluindo uma aposentadoria), Hussain Aref Saab, 67, acumulou, de 2005 até este ano, patrimônio superior a R$ 50 milhões. São pelo men­­­os 118 imóveis incluindo 24 vagas de garagem extras.
Outra suspeita é que Saab subfaturasse os imóveis. A Folha de S.Paulo revelou em maio que o então diretor comprou, em 2008, por R$ 242 mil, um apartamento que três anos antes havia sido comprado por R$ 1,2 milhão. O imóvel comprado por R$ 242 mil era do empresário David Carlos Antonio, que na época tinha um processo de anistia encalhado na prefeitura havia cinco anos. Quatro meses depois da negociação, o processo, parado desde 2003, passou a tramitar e, um ano depois, o alvará foi concedido pelo departamento chefiado por Aref.
 
Outra denúncia dá conta de que o ex-diretor também comprou imóveis subfaturados para ele e para seus filhos no governo Marta Suplicy (PT). Pelo menos três apartamentos foram comprados pela família abaixo do valor de mercado entre 2003 e 2004, período no qual Aref era diretor na Secretaria de Planejamento da gestão petista.
Em maio, também surgiram denúncias de que Saab pediria propina. O empresário Oscar Maroni, dono do Bahamas, disse que o ex-diretor pediu R$ 170 mil de propina para regularizar um hotel em Moema.Folha

domingo, 18 de março de 2012

Candidato a prefeito de SP, Serra faz campanha presidencial no Acre


Serra desembarca em jatinho no Acre.
De quem é o jatinho?
Da filha Verônica Serra? Do genro? Do Ricardo Sérgio de Oliveira? Do Gregório Preciado? Do Vladimir Rioli?
De uma empresa offshore no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas?
José Serra-2014 (PSDB/SP) subiu no salto alto e não se preocupa nem em disfarçar que usa sua candidatura a prefeito de São Paulo como mero degrau para candidatar-se a presidente em 2014.

Há oito dias das prévias do PSDB, em pleno sábado, o tucano esnoba os diretórios zonais do PSDB paulistanos que escolherão o candidato do partido no outro domingo (dia 25). Ele abandonou a paulicéia e voou para o Acre, em disputa de espaço nacional com seu adversário Aécio Neves.

A desculpa de Serra foi "agradecer os votos que obteve em 2010" (proporcionalmente, foi o estado em que ele foi mais votado). Ainda por cima, o tucano se mostra um político desastrado e oportunista: só "lembrou" de agradecer com um ano e meio de atraso, na hora em que a conveniência política manda.

Receoso de derrota, Alckmin declara voto em Serra nas prévias

O fato de Serra ser considerado como um "remédio amargo a ser engolido" para o PSDB ter chances, e a falta de apetite dele pela prefeitura, preocupa o governador Alckmin (PSDB), receoso de uma surpresa nas prévias.

Para conter os adversários de Serra, Alckmin declarou publicamente seu apoio:

"O governo do Estado não tem candidato, deve servir a todos, suprapartidariamente. Mas, como filiado, militante e liderança do PSDB, vou votar no José Serra", disse Alckmin em uma inauguração oficial do governo paulista no interior.

Só lembrando: o Ministério Público Eleitoral não vai multar Alckmin por campanha antecipada e, ainda por cima, durante uma inauguração oficial?

sábado, 3 de março de 2012

.........ele ama a Geografia, Matemática e Ciências....um "jênio"

Serra não sabe nem o nome do Brasil


Mais vídeos como esse? Canal do Blog do Mello

Leia mais em: O Esquerdopata
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Qualquer semelhança ...........

O segredo do poder de José Serra

Por Maria Inês Nassif, no sítio Carta Maior:

José Serra chegou tarde na disputa pela legenda do PSDB à prefeitura paulistana: antes de declarar suas intenções, foram sete meses de disputa interna entre os quatro pré-candidatos tucanos (José Anibal, Bruno Covas, Ricardo Tripoli e Andrea Matarazzo), que percorreram os 48 diretórios zonais da capital e fizeram debates regulares com filiados do partido. Mesmo que vença a disputa com os candidatos que sobraram – Bruno Covas e Andrea Matarazzo abriram mão de suas candidaturas em favor de Serra –, o ex-prefeito terá de lidar com bases políticas que, pela tradição tucana pós-Covas, estavam alijadas até agora das decisões partidárias, e pela primeira vez na última década foram chamadas a debater e decidir uma candidatura.

Os relatos dos efeitos da disputa interna sobre uma base até então desmotivada são unânimes em apontar que as prévias foram um sopro de vida num partido altamente hierarquizado e sem vida interna fora dos seus quadros institucionais. Da participação da militância, tucanos levaram também a informação de que há um desconforto explícito com o distanciamento de Serra. O cacique tucano esteve no centro da política tucana paulista praticamente por toda a última década , mas trabalhou em isolamento completo em relação ao partido. À sua volta, formou-se um partido paralelo, o dos “serristas”, que sempre se sobrepôs e manobrou as decisões do PSDB.

O primeiro vice-presidente municipal, João Câmara, um dos que se revoltaram com as manobras feitas pelo grupo serrista na reunião da Executiva, segunda-feira, que conseguiram o adiamento da consulta, do dia 4 para o dia 25 de março, acha que Serra é a personificação do mal no partido: “O Serra historicamente é sinônimo de desagregação do PSDB nacional, estadual e municipal”, vocifera. Outro integrante do partido acha que, pior do que Serra, são os serristas. O método do grupo mantém o partido em crise permanente, para dentro, e para fora expressa “posições elitistas, antipáticas e arrogantes”, às quais atribui a rejeição enorme atingida pelo tucano nas últimas pesquisas de intenção de voto.

Serra aceitou participar das prévias porque não existia mais caminho de volta. Em outros tempos e outras circunstâncias, teria conseguido manobrar internamente para que os quatro pré-candidatos renunciassem em seu favor. E, se as mesmas bases que no processo de escolha interna reclamam da marginalização de uma militância histórica, ligada à formação do partido, consagrarem o ex-prefeito como candidato, seguramente o PT terá uma enorme contribuição nessa decisão.

No imaginário tucano, a ação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa é uma estratégia de “aniquilamento” do PSDB nacional que, se abatido em seu último reduto, São Paulo, estaria condenado ao fogo do inferno. A ameaça de que o PT use uma eventual vitória na disputa pela prefeitura da capital paulista para destruir a hegemonia tucana no Estado torna Serra, o político com mais recall do partido, uma alternativa. Numa situação de ameaça extrema, a tendência do partido, provavelmente, será a de não correr o risco de lançar um nome novo na praça, mas apostar num candidato conhecido, e torcer para que os recursos de marketing político sejam eficientes para vencer a rejeição dos eleitores.

Ainda assim, o fato de o grupo de Serra ter passado como um trator sobre uma Executiva que praticamente já tinha acordado o adiamento das prévias marcadas para o dia 4 por uma semana, obrigando-a a engolir um adiamento de pouco mais de um mês (de 4 para 25) pode ser o sinal de que o ex-prefeito não está tão seguro de que possa nadar de braçada nas prévias, sem tempo suficiente para reverter simpatias já conquistadas pelos candidatos José Anibal e Ricardo Tripoli, mesmo contando com o apoio de Bruno Covas e Andrea Matarazzo, que se retiraram da disputa. E também que o grupo do ex-prefeito sabe que não conseguirá esvaziar o processo de escolha, o que o beneficiaria.

Segundo pesquisa feita internamente pelo partido, com uma amostra de 773 dos 19.500 filiados, 89% têm a intenção de votar. Nessas eleições, se vencer as prévias, Serra estará obrigado a sorrir e cumprimentar eleitores potenciais em dose dupla: primeiro, dentro do seu partido; depois, nas ruas da maior cidade da América Latina.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Serra tem a unidade do ódio

A tucanagem paulistana não está em pé de guerra, como algumas notícias de jornal poderiam fazer crer. Gemidos, ranger de dentes, mas logo estarão convivendo com o inevitável, do qual quiseram escapar.
Serra, candidato, será a solução natural da direita.
Não há, entre seus quadros, alguém que a traduza tanto o ódio, o despeito, o inconformismo com o que a elite vê a “gentalha”  que passou a ser importante no Brasil.
O que a candidatura Serra tem a oferecer a São Paulo, além disso? Um ano e alguns meses de “gestão” até que ele vá, como um fantasma que arrasta as correntes de sua maldição, candidatar-se a Presidente, outra vez. Aliás, um curto tempo em que estará mais ocupado em sabotar Aécio do que com a cidade?
Serra só pode oferecer o ódio e por isso sua cabia tentar evitar sua candidatura.
O ódio nunca é revolucionário, embora a raiva estar presente nas revoluções e às revoluções seja um desafio contê-la. Mas o ódio tem um nível de premeditação e egoísmo que só o reacionário alcança, porque quer impedir e não aceitar.
Qualquer candidato de esquerda, tem de conceder, transigir, abranger, incluir para representar a São Paulo cosmopolita e  polibrasileira.
Tem de ser o avanço, o sim.
Serra tem de ser o candidato do passado, do “não”.
Serra, e nenhum outro, pode expressar isso tão plenamente.
Ele é o mal em estado puro e vai arrastar, na sua partida, “almas”  que em torno dele gravitaram e que não lhe podem escapar, vencendo ou perdendo. Estão, as forças de direita, todas com eles, mas muitas delas loucas por escapar-lhe.
Porque Serra é  um vórtice, não uma fonte; um inverno, não uma primavera. Um destruidor, não um construtor.
Ao contrário de Lula, alguém consegue imaginar Serra estendendo a mão a um adversário? Construindo um caminho comum com alguém, uma nova alternativa?
Serra será o candidato dos que odeiam. Um candidato da carranca, do rancor, da tristeza, da treva.
Contra o qual a alegria e luz podem ser , se o compreendermos e  fugirmos do sectarismo, podem ser invencíveis.
Postado por Fernando Brito

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Namoro de Kassab com o PT faz Serra voltar atrás

Namoro de Kassab com o PT faz Serra voltar atrás 
Foto: ABIO RODRIGUES-POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL_ERNESTO RODRIGUES/AGÊNCIA ESTADO

Ex-governador negocia com Geraldo Alckmin condições para entrar na eleição à prefeitura de São Paulo pelo PSDB e assim evitar a união do PSD com Fernando Haddad. Entre as imposições feitas, quer o empenho pessoal do governador para conquistar novos aliados que garantam o suporte de sua postulação

14 de Fevereiro de 2012 às 06:53
247 - O ex-governador José Serra parece ter mudado de ideia e já negocia com o governador Geraldo Alckmin condições para se candidatar a prefeito de São Paulo pelo PSDB.
Segundo a Folha, o ex-presidenciável tucano pediu que o governador mobilize sua tropa para "aparar as arestas" internas com os quatro pré-candidatos inscritos para a prévia do partido, Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal e Ricardo Trípoli, marcada para 4 de março. Quer, ainda, garantia de que o governador atuará para costurar um consistente arco de alianças que dê suporte à sua postulação. O deputado Paulinho da Força, presidente do PDT paulista e que tem se apresentado como pré-candidato, passou a não descartar apoio ao PSDB no primeiro turno. O PSB também negocia com os tucanos, a partir da promessa de apoio do PSDB ao seu candidato em Campinas, Jonas Donizette.
Tucanos que acompanham as negociações acreditam que a aproximação entre o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o PT foi determinante para que o ex-governador passasse a avaliar a candidatura.
A saída do PSD da órbita dos tucanos seria um revés importante para as pretensões que Serra ainda alimenta para a eleição presidencial de 2014. A eventual reviravolta no PSDB paralisaria as negociações entre Kassab e o pré-candidato do PT, Fernando Haddad.
O prefeito tem reiterado que não teria como não apoiar Serra, de quem herdou a prefeitura, caso ele se candidatasse. Mesmo assim, acha difícil isso acontecer. “Não existe essa hipótese porque definição tardia sempre é definição derrotada, então não tem sentido”, disse o prefeito ao ser questionado sobre a possibilidade de Serra resolver se candidatar na última hora. “E ele tem dito que não é candidato. Seria até um desrespeito trabalhar com essa alternativa. Cabe a ele essa questão”, afirmou. (Com informações da Folha)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Serra chama Aécio de "balão meio murcho"


Por Cláudio Freire
E por falar em ações tucanas, vejam mais esta do Serra, colocada sem nenhum destaque no UOL:2
Do Congresso em Foco
José Serra vê Aécio como "balão com pouco gás"
Segundo dirigente tucano, ex-governador paulista aposta que senador mineiro não vai emplacar como contraponto de Dilma e que, em determinado momento, o PSDB voltará a apelar a ele como alternativa presidencial para 2014
POR RUDOLFO LAGO | 09/02/2012 07:00
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A maquiagem da Cracolândia

O pau de arara da dupla Kassab-Alckmin na Cracolândia
Em seu blog no Terra Magazine
É inacreditável. Em tempos de Tribunal Penal Internacional e de luta sem fronteiras por respeito aos direitos humanos e contra a tortura, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o governador do estado paulista, Geraldo Alckmin, adotam, na conhecida Cracolândia, violência contra dependentes de crack. A dupla de governantes acaba de oficializar a tortura.
Na quarta-feira (4), por determinação do prefeito da cidade de São Paulo e do governador do Estado, iniciou-se o denominado “Plano de Ação Integrada Centro Legal”. Esse plano, consoante anunciado, terá duração indeterminada.
O plano, como explicou o coordenador de políticas de drogas da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania, Luiz Alberto Chaves de Oliveira, consiste em obrigar os dependentes que vivem na Cracolândia a buscar ajuda, “pela dor e sofrimento” decorrentes da abstinência, junto às autoridades sanitárias ou redes de saúde.
Ao tempo do DOI-CODI, a tortura, como regra mestra, foi largamente empregada. A regra era torturar, física ou psicologicamente, para obter o resultado esperado.
Nos campos nazistas, a fome e o abandono levavam à morte. Auxiliavam na vazão, pois, eram insuficientes em número os fornos crematórios.
A tortura indireta posta em prática pela dupla Kassab-Alckmin tem o mesmo fundamento dos campos de concentração nazista. E a tortura imperava no DOI-CODI, de triste memória.
Em nenhum país civilizado emprega-se essa estratégia desumana a dependentes. Ao contrário, investe-se no convencimento ao tratamento e até nas salas seguras para uso de drogas.
As federações do comércio e da indústria da Alemanha apoiam os programas de narcossalas com 1 milhão de euros. E ninguém esquece a lição do professor Uwe Kemmesies, da Universidade de Frankfurt: “Podemos reconhecer que a oferta de salas seguras para o consumo de drogas melhorou a expectativa e a qualidade de vida de muitos toxicodependentes que não desejam ou não conseguem abandonar as substâncias”:
http://maierovitch.blog.terra.com.br/2011/12/12/novo-perfil-no-ministerio-publico-do-tribunal-penal-internacional-nao-agrada-defensores-de-direitos-humanos/
Desde os anos 90, a cidade convive com a Cracolândia e os governos são incapazes de adotar políticas adequadas. Nem as delegacias especializadas, tipo Denarc (delegacia de narcóticos), nem a polícia militar identificaram, até hoje, a origem do crack que é ofertado. Agora, numa ação policialesca, busca-se o cerco ao usuário para se chegar ao vendedor da droga. Vendedor que, evidentemente, não é o operador da rede de abastecimento de crack para as cracolândias brasileiras.
Uma questão sócio-sanitária, de saúde pública, não pode mais ser enfrentada com soluções torturantes, como pretendem Alckmin-Kassab.
Pano Rápido. Aguarda-se que a ministra responsável pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário,  tome medidas adequadas para suspender as torturas em São Paulo e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel,  inicie apurações criminais. E espera-se que a nova procuradora junto ao Tribunal Penal Internacional, Fatou Bensouda, natural de Gâmbia (África Ocidental), levante o que acontece na Cracolândia e enquadre as irresponsabilidades e desumanidades.
Wálter Fanganiello Maierovitch
_________________________
No Blog da Cidadania por Eduardo Guimaraes
Dois fatores fizeram os governos Alckmin e Kassab desencadearem uma operação policial na Cracolândia paulistana que não passa de vigarice político-eleitoral: as eleições municipais e – segundo informações da Folha de São Paulo – o medo de que programa do governo federal previsto para começar em breve rotule prefeito e governador como “inoperantes”.
Segundo a surpreendente reportagem do diário chapa-branca paulista que há anos acoberta o descalabro administrativo na capital e no Estado de São Paulo, “O alvo de preocupação da prefeitura e do governo estadual é o lançamento do programa federal Consultório de Rua”, que terá “Transporte de equipes de saúde em vans, com a marca do governo Dilma”.
É assustador o nível de delinqüência intelectual do governador e do prefeito. É inacreditável como essa operação fajuta não gerou nenhuma reação à altura, seja da Justiça, seja do Ministério Público, seja da imprensa. Mesmo a reportagem da Folha que denuncia as razões de essa operação ter sido desencadeada de afogadilho é discreta e suave, quando deveria ser dura e largamente difundida.
O que Alckmin e Kassab estão fazendo é apenas maquiar o problema. Mandaram a truculenta Polícia Militar expulsar os zumbis da Cracolândia sem se importarem com o destino deles, o que já faz com que se dirijam aos bairros no entorno dos Campos Elíseos.
A irresponsabilidade do prefeito e do governador de São Paulo é assustadora porque grande parte desses viciados está em crise de abstinência de crack, o que, como se sabe, torna o indivíduo violento e desesperado, podendo levá-lo a cometer qualquer ato criminoso para conseguir dinheiro para comprar a droga.
A maioria dos infelizes paulistanos – uma massaroca social incapaz de votar com o cérebro por estar acostumada a usar os pés  – está achando o máximo essa farsa que esses dois políticos caras-de-pau montaram. E continuará iludida, porque até que as urnas sejam fechadas, neste ano, a polícia tratará de impedir que se formem cracolândias pela cidade.
Devido à diáspora dos viciados e traficantes da Cracolândia original, a capital paulista, a esta altura, está infestada por centenas e centenas de pessoas desesperadas pela crise de abstinência, prontas a cometer qualquer atrocidade para conseguir meio$ de comprar a droga mortal.
Como bem estão dizendo os viciados que estão sendo expulsos, eles não têm para onde ir. E as autoridades estaduais e municipais reconhecem isso ao atribuírem “fases” ao processo que desencadearam, sendo que a primeira delas teria o objetivo de “sufocar” consumidores e desarticular o tráfico e só a segunda fase é que teria atendimento de saúde e social aos viciados.
Farsa, vigarice. É fácil expulsar os viciados. Difícil seria recolhê-los a centros de saúde e reabilitação que nem sequer existem. O importante, agora – para esses políticos sem-vergonhas –, é tirar a Cracolândia das vistas do eleitor e tratar de impedir que os viciados se reagrupem – pelo menos até as eleições. Depois volta tudo ao que era.
E se alguém pensa que o eleitor paulistano tem discernimento para perceber que só agora o governo do Estado – responsável primeiro pela Segurança Pública – e a prefeitura – segunda maior responsável – agiram, e ainda de forma inadequada, engana-se. Com ajuda da imprensa chapa-branca local, enganar esta cidade é o que há de mais fácil.

sábado, 10 de dezembro de 2011

A reportagem de Amaury é um processo penal.

West Bay, Tortola, Ilhas Virgens:o esconderijo dos
privatas brasileiros no Caribe.
... é uma fantástica coleção de provas. Os registros, transferências de dinheiro, as operações, a entrada de dinheiro com capitalizações fajutas de empresas, o tráfico de influência, a gestão temerária, a advocacia administrativa, a corrupção estão retratadas, em inglês e português, nos seus mínimos detalhes, no que deve ter sido uma longa e penosa missão de reportagem.
Reportagem? Não, “os livros” de Amaury não são  uma reportagem.
Deveriam ser olhados como a instrução de um processo criminal.
É a ísso que o Ministério Público está desafiado.
Amaury Ribeiro já “instruiu os autos”.
É com os senhores, senhores promotores.
LEIA MAIS>>A reportagem de Amaury é um processo penal.
No Blog do Brizola Neto
Leia também: Chega às livrarias ‘A Privataria tucana’, de Amaury Ribeiro Jr.
AQUI: Entrevista com Amaury Ribeiro Jr: Quem é o Dr. Escuta? e o cap. 8 do livro.

A petição do MPF contra Serra e Preciado

Você vê isso na mídia tradicional? O que é
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A petição do MPF contra Serra e Preciado


De Odorico Nilo
AÇÃO CAUTELAR 
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA PROMOVIDA PELO MPF (MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL) CONTRA 18 ACUSADOS ENTRE ELES O TESOUREIRO (ARRECADADOR) DAS CAMPANHAS DE SERRA E FHC EM ELEIÇÕES ANTERIORES, PRIMO, AMIGOS, SÓCIOS E EMPRESAS DE JOSÉ SERRA.
4a. VARA FEDERAL DE BRASÍLIA
PROCESSO NÚMERO: 2002.34.00.029731-6
PODE SER CONSULTADO NO SITE OFICIAL DA JUSTIÇA FEDERAL DE BRASÍLIA:
Tape o nariz e http://processual.trf1.jus.br/consultaProcessual/processo.php?secao=DF&proc=200234000297316
ABAIXO EXTRATOS DA PETIÇÃO INICIAL (são mais de 200 páginas) DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL - 1a. PARTE:
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