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sábado, 21 de janeiro de 2012

Privataria tucana 2.0 deve acertar em cheio Rui Falcão

Privataria tucana 2.0 vai abrir crise no PT 
Foto: Divulgação

Nova edição do livro de Amaury Ribeiro Júnior, que lidera listas de mais vendidos, dará ênfase a uma guerra interna que atingiu o coração da campanha de Dilma à presidência; o alvo é Rui Falcão, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores

21 de Janeiro de 2012 às 09:32
247 – Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, o jornalista Rui Falcão sofreu uma pequena humilhação na semana que passou. Soube pela imprensa que o cientista Marco Antônio Raupp seria o novo ministro da Ciência e Tecnologia, na cota do PT, sem sequer ter sido consultado pela presidente Dilma Rousseff a respeito da mudança. Falcão estava de plantão em Brasília, esperando por uma audiência no Palácio do Planalto, e voltou a São Paulo frustrado.
A aparente descortesia, para quem conhece o núcleo duro do governo Dilma, tem origem na campanha presidencial de 2010. Atribui-se a Falcão o vazamento de informações estratégicas da casa no Lago Sul onde estava montado o quartel-general da tropa de Dilma. Manipuladas pela revista Veja, tais informações deram origem a uma reportagem devastadora. Nela, dizia-se que, naquela mansão, produziam-se dossiês com dados fiscais de parentes de José Serra. O episódio atingiu em cheio o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, que foi indiciado pela Polícia Federal, embora sempre tenha sustentado a versão de que as informações em seu poder seriam usadas num futuro livro sobre as privatizações.
Além de Amaury, o livro atingiu a estrutura de comunicação da campanha, tirando de cena o jornalista Luiz Lanzetta e também a equipe montada pelo atual ministro Fernando Pimentel. Com isso, a ala paulista do PT, liderada por Rui Falcão e Antônio Palocci ocupou o espaço, mas o episódio deixou feridas que ainda não estão cicatrizadas.
Agora, depois de ter vendido 120 mil exemplares, Amaury prepara a vingança. Nas próximas reimpressões, que serão feitas pela Geração Editorial, ele incluirá novos documentos e detalhará mais o episódio que culminou com seu indiciamento. Rui Falcão será acusado de ter alimentado o fogo amigo no PT e vazado informações para a revista Veja. Um episódio que Dilma, aparentemente, ainda não perdoou.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Debate lança “A Privataria Tucana” no Paraná

Com antecedência, para todo mundo poder divulgar e se planejar: dia 19, uma quinta-feira, Amaury Ribeiro Júnior lança o seu “A Privataria Tucana” no Paraná. E, como desde o início aconteceu, com o suporte da blogosfera. Organizado pelos blogueiros Cleverson Lima, Sergio Bertoni, Walter Koscianski, Mario Cândido e Ivo Pugnaloni, através do site coletivo ParanaBlogs, ele vai acontecer no auditório do Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba, cujo endereço está aí no cartaz que a gente reproduz no post.
Quem puder  divulgar para os amigos paranaenses e colocar nos seus sites estará prestando um serviço ao Brasil.
A imagem é ampliável, basta clicar nela,  para poder ser impressa por quem quiser divulgar.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Veronica Serra: explicações que não explicam

Do Blog Tijolaço, Postado por Fernando Brito
Criada 20 dias antes por um escritório de advocacia, a Decidir.Com foi assumida por Veronica Serra: "Era uma empresa real, com funcionários, faturamento, clientes e potencial de expansão." E deu zero de lucro?
A filha do senhor José Serra divulgou, 20 dias depois do lançamento de “A Privataria Tucana”, uma nota onde, mesmo não anunciando que vá processar Amaury Ribeiro Jr, diz-se vítima de “insinuações e acusações totalmente falsas”  e apresenta uma série de uma “explicações”.
Vários blogs já apontaram que não é verdadeira a afirmação de Verônica Serra ao dizer que “nunca fui ré em processo nem indiciada pela Polícia Federal; fui, isto sim, vítima dos crimes de pessoas hoje indiciadas”, porque  está, sim, indiciada pelo caso da quebra de sigilo bancário praticada pela sua empresa Decidir.com, da qual era vice-presidente. Nesta ação, são réus o jornalista da Folha que publicou os dados e James Rubio Jr. , presidente da Decidir.com. O processo (0000370-36.2003.4.03.6181) está em curso na 3ª Vara Criminal Federal.
D. Verônica, claro, como toda pessoa, conta a seu favor com a presunção da inocência.
Mas comparemos o que ela diz aos fatos. Primeiro, a dama:
2. No período entre setembro de 1998 e março de 2001, trabalhei em um fundo chamado IRR (International Real Returns) e atuava como sua representante no Brasil. Minha atuação no IRR restringia-se à de representante do Fundo em seus investimentos. Em nenhum momento fui sua sócia ou acionista. Há provas.
3. Esse fundo, de forma absolutamente regular e dentro de seu escopo de atuação, realizou um investimento na empresa de tecnologia Decidir. Como consequência desse investimento, o IRR passou a deter uma participação minoritária na empresa.
4. A Decidir era uma empresa “ponto.com”, provedora de três serviços: (I) checagem de crédito; (II) verificação de identidade e (III) processamento de assinaturas eletrônicas. A empresa foi fundada na Argentina, tinha sede em Buenos Aires, onde, aliás, se encontrava sua área de desenvolvimento e tecnologia. No fim da década de 90, passou a operar no Brasil, no Chile e no México, criando também uma subsidiária em Miami, com a intenção de operar no mercado norte-americano.
5. Era uma empresa real, com funcionários, faturamento, clientes e potencial de expansão. Ao contrário do que afirmam detratores levianos, sem provar nada, a Decidir não era uma empresa de fachada para operar negócios escusos. Todas e quaisquer transações relacionadas aos aportes de investimento eram registradas nos órgãos competentes.
Bem, por partes:
Primeiro, a International Real Returns não era uma empresa registrada no Brasil. Embora tenha sido apresentada, em 2001, na reportagem sobre seu casamento publicada pela Istoé como “sócia-presidente dos investimentos latino-americanos da International Real Returns (IRR), empresa de administração de ativos com US$ 600 milhões de capital europeu” a empresa não aparece como cotista de nenhuma outra nos arquivos da Junta Comercial de São Paulo.
A Decidir.Com brasileira não existia. Foi criada um mês antes da chegada de Verônica Serra  pelo advogado José Camargo Óbice, em seu escritório da Rua da Consolação e com capital de apenas R$100 e o nome de Belleville Participações S/A. Vinte dias depois é que virou Decidir Brasil S/A e, em mais 40 dias, elevou seu capital para R$ 5 milhões, ou  R$ 13 milhões, hoje, com a correção do IGP-M.
“Era uma empresa real, com funcionários, faturamento, clientes e potencial de expansão”, afirma D. Verônica. Deve ser mesmo, porque logo depois de sua saída, em março do ano seguinte, dobrou o seu capital social, embora o lucro no ano anterior, 2000, tenha sido zero, conforme está registrado no Diário Oficial, na ata da assembleia realizada em julho que aprovaa não distribuição de dividendos obrigatórios aos acionistas referentes ao exercício social encerrado em 31/12/2000, tendo-se em vista a inexistência de lucros apurados no período, conforme as demonstrações financeiras da Sociedade”.
A CPI vai ajudar D. Veronica a mostrar como tudo é um negócio simples, claro, onde o dinheiro não aparece do nada e desaparece para o nada.

Biondi: O papel fundamental da mídia no pré-privataria

por Luiz Carlos Azenha
Para entender os crimes já desvendados cometidos durante a privatização no Brasil — sem contar os que ainda serão desvendados, durante a CPI das Propinas da Privataria Tucana, ou CPI das PPT — é importante ler o combo.
O combo:

O livro seminal de Aloysio Biondi já é difundido em PDF, pela Fundação Perseu Abramo.  Tem o volume dois, aqui.
Vamos reproduzir a íntegra, para permitir comentários dos internautas.
Na segunda parte, Biondi cita pela primeira vez, sem entrar em detalhes, o papel fundamental que a mídia desempenhou em “preparar” a opinião pública para a privataria.
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Serra, Aécio e a guerra da imprensa, desde sempre.

Do blog de Luis Nassif:
Por trás da guerra entre tucanos mineiros (aecistas) e paulistas (serristas), havia também entre 2009 e 2010 uma luta entre jornais engajados.

O Estado de São Paulo e a Folha de S. Paulo não economizaram esforços para detonar toda e qualquer possibilidade de o então governador mineiro, Aécio Neves, ser o candidato tucano à Presidência.

Fato consumado, Aécio fora, o jornal mineiro não silenciou, quando a imprensa paulista, depois dos ataques ao correligionário, encabeçou campanha para tornar o ex-governador de Minas, meio à força, o vice da chapa.
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Listas De nomes: CPI da Privataria

Lista dos Deputados Federais que assinaram o requerimento para instalação de CPI da Privataria, Aqui>>
Lista dos Deputados Federais do PT que NÃO assinaram a Lista, Aqui>>

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Entrevista com Amaury Ribeiro, autor do livro que revela esquema de propina em privatizações do governo FHC

Um esquema de propina na época das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso virou livro. Lançado com 15 mil cópias, A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., já está esgotado nas livrarias do país.
Segundo o autor, um dos principais beneficiários do esquema teria sido o tucano José Serra e familiares dele. Amaury diz também que Serra montou um esquema para espionar o então governador mineiro Aécio Neves, que estava crescendo junto às bases do PSDB.
Para Amaury, o livro não foi bem recebido na imprensa por fazer muitas críticas sobre o comportamento da mídia nas eleições. Ainda de acordo com ele, Serra tentou negociar com o dono da editora para tentar barrar o livro.

- Ele nunca quis que o livro viesse à tona e ficava desequilibrado quando citavam meu nome. Assista à entrevista no Jornal da Record News:
             

sábado, 10 de dezembro de 2011

A reportagem de Amaury é um processo penal.

West Bay, Tortola, Ilhas Virgens:o esconderijo dos
privatas brasileiros no Caribe.
... é uma fantástica coleção de provas. Os registros, transferências de dinheiro, as operações, a entrada de dinheiro com capitalizações fajutas de empresas, o tráfico de influência, a gestão temerária, a advocacia administrativa, a corrupção estão retratadas, em inglês e português, nos seus mínimos detalhes, no que deve ter sido uma longa e penosa missão de reportagem.
Reportagem? Não, “os livros” de Amaury não são  uma reportagem.
Deveriam ser olhados como a instrução de um processo criminal.
É a ísso que o Ministério Público está desafiado.
Amaury Ribeiro já “instruiu os autos”.
É com os senhores, senhores promotores.
LEIA MAIS>>A reportagem de Amaury é um processo penal.
No Blog do Brizola Neto
Leia também: Chega às livrarias ‘A Privataria tucana’, de Amaury Ribeiro Jr.
AQUI: Entrevista com Amaury Ribeiro Jr: Quem é o Dr. Escuta? e o cap. 8 do livro.