Mostrando postagens com marcador psd em ação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador psd em ação. Mostrar todas as postagens

sábado, 17 de março de 2012

Por que tanto ódio da dupla Kassab/Serra contra catadores pobres, impedindo seu ganha pão?


Por traz de cada morador "de rua" existe um prefeito corrupto, omisso ou incompetente.

http://issuu.com/catadoresmncr/docs/205_o_trecheiro_fev_marc_2012_internet?mode=embed&layout=http%3A//skin.issuu.com/v/light/layout.xml 
Por que tanta perseguição da dupla Kassab/Serra contra os pobres catadores, a ponto de impedir seu ganha pão, reservando o material reciclável apenas para empresários "tubarões", autorizadas pela prefeitura?

Se cada prefeito pegasse um pequeno percentual do que gasta com multinacionais e empreiteiras de coleta de lixo, e destinasse a verba para cooperativas de catadores, faria uma revolução social para erradicar boa parte da chamada "população em situação de rua", gerando trabalho com renda digna para estes trabalhadores, além de cortar pela raiz boa parte do problema que leva ao surgimento de cracolândias.

Assim como foi o Bolsa Família para o governo federal, é o tipo de política pública óbvia, relativamente simples de fazer e barata para prefeitura, pois basicamente depende de remanejar verbas de "tubarões" para "bagrinhos".

Só rabo preso com máfias do lixo e grandes financiadores de campanha, ou muita incompetência, pode explicar o porque de prefeitos não fazerem isso.

No caso da prefeitura de São Paulo, cujo projeto de poder tucano é a continuidade revezada entre José Serra (PSDB) e Kassab (PDS), chega a haver um situação de escárnio, a ponto de proibir comerciantes de doarem material reciclável para catadores, sob pena de multa de R$ 11 mil reais.

Proporcionar trabalho e renda digna para estes trabalhadores não melhora apenas a vida deles, melhora a qualidade de vida de toda a cidade, reduzindo drasticamente a pobreza urbana e a população que dorme sob marquises, dando condições de renda a trabalhadores, hoje marginalizados, para ter moradia e reestruturarem suas vidas.

População "de rua"  tem jeito. Lula ensinou o caminho, mas Kassab/Serra retrocedem.



Desde que tomou posse em 2003, o presidente Lula sempre participou da ceia de Natal dos catadores de recicláveis em São Paulo. No último natal como presidente, em 2010, Lula levou junto Dilma, já eleita presidenta, que prometeu continuar participando da cerimônia.

No natal de 2011, a presidenta Dilma passou pela prova dos nove de que continua o legado de Lula: ela fez questão de participar da cerimônia (Lula só não foi porque estava em tratamento, mas mandou seu abraço através de Dilma).

O gesto, além de elevar a auto-estima de todos, sempre visou organizar esses trabalhadores em cooperativas e estimular políticas públicas que deem a importância e o valor econômico que o trabalho deles tem de fato.

Pois o presidente Lula não fez só discursos e festejos. Ele e Dilma fizeram:
- abriram crédito no BNDES para as cooperativas de catadores (confira aqui, aqui e aqui);
- criou o Coleta Seletiva Solidária;
- bancou o estudo “Análise do Custo de Geração de Postos de Trabalho na Economia Urbana para o Segmento dos Catadores de Materiais Recicláveis”.
- o implementou a lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prioriza os catadores;
- e outras ações.

Mas quem é responsável pela coleta do lixo nas cidades são as prefeituras, e se o prefeito boicota a lei e as cooperativas em favor da máfias do lixo, a coisa não anda.

Lula e Dilma abriu o caminho e deu os instrumentos, agora é preciso que os prefeitos façam a sua parte.

A atitude de Kassab é um enorme retrocesso. Em vez de colocar fiscais para multar, deveria colocar funcionários da prefeitura para montar um sistema de coleta com a participação dos catadores. Simples assim.

Mande para olho da rua prefeito corrupto ou incompetente com a população "de rua"

Teremos eleições municipais este ano, e é hora de mandar para olho da rua esses prefeitos que boicotam o trabalho dos catadores, pois isso deprecia não só os trabalhadores da reciclagem, mas também a própria qualidade de vida nas cidades ao não erradicarem a probreza, mantendo a população em situação de rua marginalizadas em vez de incluí-las, tendo a faca e queijo na mão para resolver o problema.

Não tem desculpa. Ou são corruptos, ou omissos, ou incompetentes, ou as três coisas ao mesmo tempo. Em nenhum caso merecem o voto.

Leia também:

- Já pensou encontrar R$ 8,5 bilhões jogados no lixo?

- Catadores de papel se despedem de Lula e agradecem por vida melhor. Lula chora.

- Nunca antes neste país dois presidentes da República almoçaram com catadores e população de rua.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Soninha Francine fumou bagulho estragado

Soninha chama moradores do Pinheirinho de criminosos 

Tales Faria - Poder Online

Pré-candidata do PPS a prefeita de São Paulo, a ex-vereadora Soninha Francine afirmou em seu perfil no twitter que os moradores do Pinheirinho são criminosos:

- Esses são criminosos se aproveitando da situação, não apenas pessoas comuns lutando por suas terras.

A mensagem, em inglês, foi em resposta a um post de um de seus seguidores, que publicou uma imagem da ação com a seguinte legenda:

- Imagem de pessoas defendendo suas terras com escudos de barris cortados, bastões improvisados ​​e capacetes.

Soninha tem 64 mil seguidores no twitter.

Pinheirinho: da emoção do repórter à voz de Maierovitch


Do JR News, com Heródoto Barbeiro

Repórter se emociona ao entrevistar as famílias expulsas do Pinheirinho (SP)

O jurista Walter Maierovitch conversa com Heródoto Barbeiro e Andrea Beron sobre a reintegração de posse no Pinheirinho em São José dos Campos (SP).

LEIA TAMBÉM: União faz levantamentos para desabrigados do Pinheirinho

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O PT acomodado e o cresciment​o da direita fascistóid​e

O que o PT espera para reagir à fascistização em SP?
Tudo que havia a ser dito sobre a fascistização em curso no estado de São Paulo, balão de ensaio e ponta de lança do golpismo em escala nacional, eu já disse no recente artigo Terrorismo na USP: tentaram mandar o Sintusp pelos ares.

Os versos de Brecht caem como uma luva nesta situação:

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando

Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Celso Lungaretti é jornalista, escritor e autor do livro Náufrago da Utopia.
RECLAME!!!
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da RepúblicaSetor Comercial Sul - B, Quadra 9, Lote C, Edificio Parque Cidade Corporate, Torre "A", 10º andar,
Brasília, Distrito Federal, Brasil
CEP: 70308-200
E-mail: direitoshumanos@sdh.gov.br

sábado, 21 de janeiro de 2012

Incêndio na favela do Moinho: o que a imprensa não disse


Em 22 de dezembro de 2011 um incêndio matou pelo menos uma pessoa e deixou 380 famílias desabrigadas na favela do Moinho, localizada no centro da cidade de São Paulo. Cerca de um ano antes, a comunidade havia conseguido o Usocapião do terreno em uma ação contra a Prefeitura que queria despejar as pessoas do local. Neste mês, o Ministério Público anunciou a abertura de inquérito civil para apurar ilegalidades cometidas pela Prefeitura que também fracassou na implosão de um prédio na região.

Para moradores, a especulação imobiliária é o principal motivação do inúmeros "acidentes" que na região.



Há quase 30 anos, a ocupação da Empresa Moinho Santa Cruz deflagrava o surgimento de uma das maiores favelas no dilacerado coração da mais cosmopolita e desigual cidade da América do Sul. A comunidade, formada originalmente por catadores de materiais recicláveis, reunia ali admirável demonstração de respeito e preservação ao meio ambiente na cinzenta São Paulo, gerando empregos, renda e possibilitando a dezenas de famílias, que hoje somam-se quase 800, uma oportunidade de vida, ainda que severamente modesta.

Modesto cotidiano que sofreu substancial e negativa mudança na manhã de 22 de dezembro de 2011, quando labaredas e chamas reduziram concretos, madeiras, móveis, pertences, histórias e vidas a um cenário de destruição, desespero, desamparo e incertezas.

O incêndio ocorrido no antigo prédio da empresa e adjacências da comunidade, espremida abaixo do viaduto Orlando Murgel, suscita uma série de perguntas sem respostas, abrindo diálogo para um debate que envolve interesses econômicos, especulação imobiliária, política de higienização, descumprimento de leis e, sobretudo, desrespeito à dignidade de homens, mulheres e crianças ali presentes.

A versão dos moradores, testemunha ocular das quase 2 mil pessoas dali, expõe a postura de uma gestão política voltada aos privilégios do setor imobiliário, cujo um dos principais interesses está na revitalização da região Central de São Paulo, a exemplo da “Operação Urbana Lapa-Brás”.



O projeto enfatiza a concretização das diretrizes do Plano Diretor, que propõe a ocupação da orla ferroviária entre os bairros da zona oeste da cidade e região Central. “As regiões próximas às linhas ferroviárias estiveram por décadas esquecidas, excluídas dos interesses políticos e deixadas à margem das condições básicas para a sobrevivência. Há décadas foi ocupada por trabalhadores e famílias que ali construíram suas vidas e conquistaram seu direito à moradia. Hoje, essas pessoas se tornaram vítimas de um jogo de interesses onde o que menos importa é a condição de seu futuro”, explica o secretário parlamentar da Câmara dos Deputados, Leonardo Pinho.

Do outro lado da linha do trem

A acusação dos moradores assume verossímil relevância quando desencontros de informações e uma atípica rapidez no processo de aprovação orçamentária para a implosão do Moinho Santa Cruz são levados ao debate público.

Realizado surpreendentemente durante a semana entre o Natal e Ano Novo, o projeto de derrubada da antiga empresa exigia, segundo informações cedidas pela própria prefeitura, cerca de R$ 3,5 milhões, pagos às empresas Desmontec, que detonou os explosivos, e Fremix, responsável por transformar os detritos em brita. Ao todo, 800 kg de explosivos foram usados em 2,2 mil furos feitos em 260 pilares do térreo e do primeiro andar.

Por outro lado, segundo declaração cedida ao site G1, o diretor técnico da empresa Desmontec, Wesley Bartoli, revela que foram utilizadas somente 400kg de explosivo na implosão – metade do que fora anunciado oficialmente.

O resultado, no entanto, revelou-se frustrado, atingindo apenas dois dos seis andares do antigo Moinho Central, no bairro de Campos Elísios. O restante da estrutura encontra-se praticamente intacta, conforme acompanhou a reportagem de Catraca Livre na tarde da última quarta-feira, 4 de janeiro de 2012.



Entre a linha de trem e os barracos de madeira, o controverso episódio de 22 dezembro destaca a atuação de personagens como Milton Sales, um dos mais importantes porta-vozes da cultura hip-hop no Brasil e responsável pela articulação do movimento desde a década de 80. “Este episódio revela apenas a face de um Estado que massacra e oprime a população pobre, em nome de politicagem e interesses econômicos”, analisa Sales.

Considerado uma das principais lideranças da comunidade, Sales destaca a importância da luta pela permanência no local, garantido pelo benefício da Lei do Usucapião, que se configura na posse e uso de um bem imóvel , durante um determinado período, dando o direito a essa pessoa de pedir ao Estado, através do Poder Judiciário, que usou a terra para o seu sustento ou moradia, como se dono fosse, garantindo o título de propriedade do imóvel. “A luta é o direito estabelecido pela constituição, que deve ser respeitado”, reforça.

E para que as ilusões e vidas de milhares não se reduzam a pó, a luta dos moradores continua ,porque como já diria o mestre Cartola, “O Mundo é um Moinho”.

A luta pela permanência da Favela do Moinho conta com o apoio do Movimento Hip Hop Revolucionário, da Rede de Saúde Mental e Economia Solidária e do Movimento Sem Teto do Centro (MSTC). O vídeo abaixo reúne depoimentos de moradores presentes no incidente de 22 de dezembro, ecoando a versão de vozes ainda não ouvidas.

Fonte: Catraca Livre