terça-feira, 30 de outubro de 2012
247 30/10/2012 as 20:30h
Mídia e PSDB afundam por acharem que o eleitor é retardado
Por entender que a aliança entre o PSDB e a grande mídia é danosa ao país, talvez não devesse escrever este texto. Afinal, aqui será explicado por que essa aliança vem colhendo fracassos eleitorais cada vez mais retumbantes e essa explicação poderia salvar esse grupo político do haraquiri continuado que pratica cotidianamente.
Todavia, conto com a proverbial arrogância dessa gente para impedi-la de sequer refletir sobre o que direi. Afinal, foi só dizer que José Serra não deveria usar o “kit-gay” que ele mergulhou de cabeça em uma das “estratégias” políticas mais desastradas de que se tem notícia, a qual só perde para a bolinha de papel de 2010.
Vamos ao trabalho, pois. Ao fim da tarde de domingo, certo sadismo me fez sintonizar a televisão na Globo News e/ou na Band, de forma a assistir as coberturas que as emissoras faziam da reta final da eleição em São Paulo. Dirão, assim, que não sou sádico, mas masoquista.
Enganam-se. Cometi esse ato para ver as caras dos pistoleiros do PIG diante do fato de que Fernando Haddad dera uma sova eleitoral em José Serra. E não me decepcionei. Estavam mais do que abatidos, estavam desorientados. Sobretudo na Globo News. Literalmente não sabiam o que dizer, por mais que tentassem afetar naturalidade.
A cena de desorientação e abatimento daqueles jornalistas era tão ridícula que comecei a pôr mensagens no Facebook e no Twitter convocando pessoas a assistirem àquele espetáculo patético. Não tardou e as redes se incendiaram e posts sobre a Globo News começaram a aparecer na blogosfera.
Sobretudo porque a emissora levou para a bancada que pretendia analisar os resultados das eleições o indefectível Merval Pereira, Renata Lo Prete (Folha de São Paulo), Cristiana Lobo e Gerson Camarotti (Globo News).
Lobo era a mais desorientada, ainda que não fosse a única. Chegou a dizer que Lula conseguiu eleger Haddad “por sorte”. Mas o ponto alto foi quando todos eles concordaram que o mensalão tinha, sim, afetado a imagem do PT. Eis que um deles – não me lembro qual –, em um lampejo de lucidez, lembra que “não afetou eleitoralmente, mas afetou”.
Eu ria e falava sozinho. Perguntei à televisão: “Mas se o mensalão não afetou eleitoralmente o PT, afetou como? Entre quem? Em Higienópolis? Entre quem odeia o PT?”.
É piada, não?
O fato é que, como Cristiana Lobo estivesse catatônica, dizendo coisas cada vez mais sem sentido – tão sem sentido que Merval, justo ele, lançava-lhe olhares de incredulidade – e aquilo já me provocava vergonha alheia, decidi espiar a Band. Aí é que a coisa ficou mesmo divertida.
Quem falava era o senador paranaense Álvaro Dias. Se eu contar o que ele disse, se você não assistiu ao programa não irá acreditar. Para ele, o povo fez do PT o partido mais votado em 2012 porque “não ligou o nome à pessoa”. Ou seja: o povo votou no PT em todo país sem saber que estava votando no PT (?!).
Você não acredita? Então assista, abaixo, a declaração do tucano – e não se preocupe que o vídeo só tem pouco mais de um minuto. Continuo em seguida.
Se você pensa que foi só, enganou-se. O que veio em seguida foi ainda pior. Um dos jornalistas da Band disse, como se estivesse falando do clima, que o mensalão não foi suficientemente explorado…
Não é difícil entender, portanto, a razão pela qual o PT, sob esse bombardeio midiático e partidário incessante do julgamento do mensalão, disparou na preferência popular.
Quem pode ser tão retardado a ponto de assistir a 20 minutos ininterruptos de Jornal Nacional apresentando os “melhores momentos do julgamento do mensalão” sem perceber que aquilo visava a eleição que ocorreria menos de uma semana depois?
Quem pode ser tão desmemoriado a ponto de não se lembrar mais, após tão pouco tempo, das previsões de que Lula havia chegado ao seu ocaso e de que Haddad não tinha chance?
Quem pode ser tão cretino a ponto de achar normal que o procurador-geral da República, um ministro do Supremo e uma horda de jornalistas de Globo, Folha, Veja e Estadão torçam todos, juntinhos, para que um julgamento interfira em eleições?
Não resta dúvida de que julgam que este é um país de retardados independentemente de classe social e grau de instrução. Dessa maneira, insultam o brasileiro eleição após eleição. Dizem uma coisa aqui, eles mesmos – ou os fatos – desdizem logo ali e acham que ninguém nota. Por isso é que ninguém mais lhes dá bola.
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psdb em ação
NOTÍCIA FOI PLANTADA PARA GERAR FATO NEGATIVO CONTRA O PT ÀS VÉSPERAS DA ELEIÇÃO.
A capa do Jornal O Globo de sábado dia 27/10/2012 - véspera da eleição - dá bem uma amostra do que é a nossa imprensa.
E ESTAMOS DIANTE DE UM FATO MUITO GRAVE
- Se o PGR pediu a apreensão dos Passaportes, qual a razão da notícia
não ser confirmada pela assessoria da PGR ou pela assessoria do Relator
da Ação Penal 470. Como um fato desses, o anunciado pedido, circula na
imprensa com tal estardalhaço e não é oficialmente comunicado ao
Presidente do STF, que diz não saber de ABSOLUTAMENTE NADA ??!! - sERÁ
QUE O RELATOR JÁ "SENTOU NA CADEIRA DE PRESIDENTE" ?
Que motivos teria o PGR para fazer tal
pedido agora, exatamente na última quarta-feira como noticiou o jornal O
Globo, se nada de diferente aconteceu ? A conclusão do julgamento
quanto ao estabelecimento de culpas se deu na semana retrasada e o
estabelecimento das penas dos Réus encontra-se em fase inicial, muito
longe de se saber quem vai mesmo cumprir pena de prisão em que regime.
Não posso crer que o PGR Roberto Gurgel esteja a fazer dobradinha de
factóides com o PIG.
Se não houve pedido algum, e nesse caso
não existem PROTOCOLOS DE ENTREGA / RECEBIMENTO, trata-se de UMA
MENTIRA, MANCHETE FORJADA, ação bandida de quem divulgou e irresponsável
de quem publicou, num misto de calhordice com incompetência.
Convém o Ministro Ayres Britto dar um
telefonema para a Alemanha, e perguntar ao Ministro Joaquim Barbosa que
"estória é essa ?". Depois, de forma oficial, divulgar o que de fato
aconteceu, pois só assim saberemos a verdade. Infelizmente na nossa
imprensa não podemos acreditar.
<>
Ayres Britto diz que não recebeu pedido para reter passaportes de réus do mensalão
29/10/2012Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro
Carlos Ayres Britto, disse hoje (29) que não recebeu pedido para
recolher passaportes de réus da Ação Penal 470, o processo do mensalão.
Apesar de a informação estar circulando na imprensa há alguns dias,
nenhuma confirmação oficial foi dada até agora.
“A presidência do Supremo não recebeu”, disse Britto, ao chegar no
Superior Tribunal de Justiça (STJ) para o seminário sobre o estudo
Justiça em Números. O presidente não negou, no entanto, que o documento
possa estar com o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa.
Alguns veículos de imprensa informaram, sem citar fontes, que o
documento pedindo a retenção de passaportes foi encaminhado ao STF pela
Procuradoria-Geral da República (PGR) para prevenir fugas de réus já
condenados. A PGR também não confirma a veracidade da informação.
O gabinete do ministro Joaquim Barbosa não comenta se está com o
documento ou mesmo se há decisão sobre o assunto. O ministro viajou para
a Alemanha no último fim de semana para dar prosseguimento a um
tratamento na coluna. Ele retornará no dia 3 de novembro. A próxima
sessão do STF para julgamento da Ação Penal 470 está marcada para o dia 7
de novembro.
Mídia derrotada mais uma vez pelo PT de Lula
Do Blog do Kotscho - Publicado em 29/10/12 às 12h25
Ricardo Kotscho
Perderam para Lula em 2002.Perderam para Lula em 2006.
Perderam para Lula e Dilma em 2010.
Perderam para Lula e Haddad em 2012.
A aliança contra Lula e o PT montada pelos barões da mídia reunidos no Instituto Millenium sofreu no domingo mais uma severa derrota.
Eles simplesmente não aceitam até hoje que tenham perdido o poder em 2002, quando assumiu um presidente da República fora do seu controle, que não os consultava mais sobre a nomeação do ministro da Fazenda, nem os convidava para saraus no Alvorada.
Pouco importa que nestes dez anos tenha melhorado a vida da grande maioria dos brasileiros de todos os níveis sociais, inclusive a dos empresários da mídia, resgatando milhões de brasileiros da pobreza e da miséria, e dando início a um processo de distribuição de renda que mudou a cara do País.
Lula e o PT continuam representando para eles o inimigo a ser abatido. Pensaram que o grande momento tinha chegado este ano quando o julgamento do mensalão foi marcado, como eles queriam, para coincidir com o processo eleitoral.
Uma enxurada de capas de jornais e revistas com quilômetros de textos criminalizando o PT e latifúndios de espaço sobre o julgamento nos principais telejornais nos últimos três meses, todas as armas foram colocadas à disposição da oposição para o cerco final ao ex-presidente, mas a bala de prata deu chabu.
Na noite de domingo, quando foram anunciados os resultados, a decepção deve ter sido grande nos salões da confraria do Millenium, como dava para notar na indisfarçada expressão de derrota dos seus principais porta-vozes, buscando explicações para o que aconteceu.
Passada a régua nos números, apesar de todos os ataques da grande aliança formada pela mídia com os setores mais conservadores da sociedade brasileira, o PT de Lula e Dilma saiu das urnas maior do que entrou, como o grande vencedor desta eleição.
"PT — O maior vencedor" é o título do quadro publicado pela Folha ao lado dos mapas das Eleições em todo o País. Segundo o jornal, o PT "foi o campeão em dois dos mais importantes critérios. Além de ter sido o mais votado no 1º turno (17,3 milhões), é o que irá governar para o maior número de eleitores".
De fato, com os resultados do segundo turno, o PT irá governar cidades com 37,1 milhões de habitantes, onde vive 20% do eleitorado do País. Com cidades habitadas por 30,6 milhões, o segundo colocado foi o PMDB, principal partido da base aliada.
"Em relação aos resultados das eleições de 2008, o total de eleitores governados por prefeitos petistas crescerá 29% em 2013, quando os eleitos ontem e no primeiro turno deverão assumir", contabiliza Ricardo Mendonça no mesmo jornal.
Do outro lado, aconteceu exatamente o contrário: "Já os partidos que fazem oposição ao governo Dilma Rousseff saem da eleição menores do que entraram. Na comparação com 2008, PSDB, DEM e PPS, os três principais oposicionistas, terão 309 prefeituras a menos. Puxados para baixo principalmente pelo DEM, irão governar para 10,5 milhões de eleitores a menos".
Curiosa foi a manchete encontrada pelo jornal "O Globo" para esconder a vitória do PT: "Partidos ficam sem hegemonia nas capitais". E daí? Quando, em tempos recentes, algum partido teve hegemonia nas capitais? Só me lembro da Arena, nos tempos da ditadura militar, que o jornal apoiou e defendeu, quando não havia eleições diretas.
O que eles estarão preparando agora para 2014? Sem José Serra, que perdeu de novo para um candidato do PT que nunca havia disputado uma eleição, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, eleito com 55,57% dos votos, terão que encontrar primeiro um novo candidato.
Ao bater de frente pela segunda vez seguida num "poste do Lula", o tucano preferido da mídia corre agora o risco de perder também a carteira de motorista.
.
Do Blog ContrapontoPIG.
PT conquista 7 das 10 maiores cidades da Grande São Paulo
O PT conquistou sete das 10 cidades com maior eleitorado da região
metropolitana de São Paulo e aumentou seu domínio na mesma região em
comparação à última eleição, quando elegeu seis prefeitos nesses
municípios.
Com a vitória do petista Fernando Haddad em São Paulo, e de Carlos Grana
em Santo André, o partido conquista duas prefeituras que estavam sob
domínio de outras legendas, o PSD, em São Paulo e o PTB, em Santo André e
passa a comandar agora a maior cidade do Brasil e uma das maiores do
Estado.
Em outras cinco cidades sobre seu domínio, o partido conseguiu manter-se
no governo. Em Guarulhos, segundo maior colégio eleitoral do Estado,
Sebastião Almeida se reelegeu com 60% dos votos, e derrotou, no segundo
turno, Carlos Roberto (PSDB).
Em São Bernardo do Campo, casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva e terceiro maior colégio eleitoral do Estado, Luiz Marinho se
reelegeu logo no primeiro turno. Ligado a Lula, o petista é um dos
cotados a disputar o governo de São Paulo, em 2014 e fortalece seu nome
com o desempenho desta eleição.
Em Osasco, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manter a cassação da
candidatura de Celso Giglio (PSDB), que foi o mais votado no primeiro
turno, o petista Jorge Lapas, venceu a eleição e mantém a cidade sob o
comando da legenda, assumindo o posto no lugar de Emídio de Souza (PT).
Em Mauá, Donisete Braga assume o executivo da cidade no lugar de Oswaldo
Dias (PT), que venceu a eleição de 2008 e reassumiu o comando do PT na
cidade. Em Carapicuíba, Sergio Ribeiro (PT) conseguiu sua reeleição já
no primeiro turno, com 67,68% dos votos, e também mantém a cidade sob o
controle petista.
Além dessas sete cidades, o PT também passará a administrar outros dois
municípios da Grande São Paulo, região que abrange um total de 39
cidades. O partido também controlará, a partir de janeiro de 2013, as
cidades de Embu, com Chico Brito, e Franco da Rocha, com Kiko.

O Partido dos trabalhadores e as Eleições 2012
O SARAIVA
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Eleições 2012: PT conquista 635 prefeituras em todo o País
Partido aumentou 14% o número de cidades governadas em relação à eleição de 2008
A Secretaria Nacional de Organização divulgou o balanço dos resultados do PT nas eleições municipais de 2012.
O PT conquistou 635 prefeituras
nos dois turnos da votação e manteve o seu crescimento constante. De
acordo com o levantamento, em comparação às eleições de 2008 o Partido
ampliou em 14% o número de prefeituras.
(gráfico 1)
O PT recebeu 17.264.643 votos para prefeito, que é a maior votação de um partido nas eleições deste ano.
Entre as
cidades com mais de 150 mil eleitores, o PT venceu em 21 cidades, sendo
quatro capitais (São Paulo, Goiânia, João Pessoa e Rio Branco). Nestas
21 cidades estão hoje 16,1 milhões de eleitores.
De acordo com a
SORG, o Partido manteve a sua força nos grandes centros e aumenta a sua
capacidade ao eleger mais prefeitos e prefeitas nos pequenos e médios
municípios. Foram eleitos 264 prefeituras em cidades de 10 a 50 mil
eleitores e 298 em cidades de até 10 mil eleitores.
(gráfico 2)
Acesse aqui para ver o resumo completo elaborado pela Secretaria Nacional de Organização após o segundo turno.
*Via Portal do PT/RS http://portal.ptrs.org.br
PSDB é assim: para os amigos, tudo; para os adversários políticos, a força da lei
Enquanto em São Paulo o candidato derrotado
à prefeitura de São Paulo, José Serra (PSDB), faz discurso sobre a
ética de seu partido e usa “mensalão” em seus discursos para atacar a
oposição, em Goiás, seu colega e correligionário tenta escapar de mais
uma investigação.
Na segunda feira (29), o site do STF
informou que o governador de Goiás, Marconi Perillo, impetrou Mandado de
Segurança (MS 31689), junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), com
pedido de liminar para que ele não seja convocado ou obrigado a
comparecer perante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que
investiga as atividades de Carlos Augusto Ramos, o bicheiro conhecido
por Carlinhos Cachoeira. Leia a matéria completa aqui
Também do Blog Os Amigos do Presidente Lula.
Haddad começou bem, arregaçando as mangas
De manhã cedo na segunda-feira voou para Brasília e encontrou-se com a presidenta Dilma para agradecer o apoio e estabelecer uma rotina de trabalho, com uma equipe de interlocução com o governo federal para trazer investimentos federais que existem e estão à espera de projetos. Haddad disse também que outro tema acertado com a Presidenta foi tratar da renegociação dos termos da dívida municipal, mas foi discreto ao não aprofundar sobre o assunto que, aparentemente, já estava em estudos no governo federal, diante da nova conjuntura da queda dos juros.
O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, já declarou ser favorável em alterar o indexador da dívida dos estados e municípios do IGP-DI para a Selic, que tem taxas menores. "As negociações com São Paulo são complexas porque a dívida lá é maior", afirmou.
As medidas em estudo beneficiarão todos os municípios brasileiros em situação semelhante.
Ainda na segunda-feira, Haddad visitou o presidente Lula em seu instituto, para agradecer o apoio. Lula disse que saiu de cena no dia da vitória, porque a estrela da festa era o Haddad. Ao discursar para militantes na festa da vitória na Avenida Paulista na noite de domingo, Haddad brincou dizendo que era "um poste do Lula".
Na manhã de terça-feira, Haddad encontrou-se com o governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Haddad disse querer ir além de manter as parcerias existentes entre a prefeitura e o estado. Pretende explorar novas oportunidades. "Depois da eleição é hora de somar esforços para realizar os desejos expressos durante o período eleitoral. Colocaremos o interesse público sempre acima de qualquer outro interesse", afirmou.
Um dos primeiros assuntos tratados foi reunir esforços municipais, estaduais e federais para zerar o déficit de creches em São Paulo. O governo federal tem recursos para 170 creches, o governo estadual tem um programa e tem terrenos, e a prefeitura precisa fazer a sua parte reunindo todos estes recursos.
Alckmin recebeu o prefeito eleito com um largo sorriso, parecendo até aliviado com a vitória de Haddad em vez de Serra, e disse: "Há uma importante sinergia entre estado e município e quem ganha é a população. Sugeri para quando tivemos as equipes prontas, detalharmos as propostas de saúde, educação, transporte, segurança, saneamento, macro drenagem e os outros temas. Desejei um ótimo trabalho e vamos estar juntos em beneficio da população", afirmou o governador.
Sete segredos e uma pergunta que a grande imprensa esconde
É possível colher informações úteis na grande imprensa e aproveitar
ideias esclarecedoras que são apresentadas por alguns analistas. Mas,
são exceções. Além de não praticarem o jornalismo objetivo e
investigativo, no geral, a grande imprensa e os “grandes especialistas”
fazem das tripas coração para ocultar do público fatos e ideias que não
lhes convém divulgar.
1. Numa conversa de “alto nível” nas emissoras de TV, ninguém
quer ser um desmancha prazer. Afirmar que a eleição presidencial de
2014 está decidida seria o mesmo que falar um palavrão na frente da
garotada. No entanto, é óbvio que a presidenta Dilma Roussef, que já
era franca favorita, saiu da campanha eleitoral mais favorita ainda,
posto que os três principais partidos da base governista – PT, PMDB e
PSB – governam agora, nos municípios, 65 milhões de eleitores, contra
minguados 25 milhões dos dois principais partidos de oposição (PSDB e
DEM).
2. Silêncio! Falar ou escrever que a oposição se escondeu como
um bichinho acuado seria o mesmo que soltar o diabo no meio da
procissão. No entanto, é óbvio que a oposição não pôde se apresentar
como tal. Nenhum candidato ou partido oposicionista (?) ousou falar
contra o governo Dilma. Esconderam-se, ao contrário dos candidatos e
partidos da situação que faziam questão de ostentar sua posição
política pró-governo. Não queriam cair em desgraça. Falaram, quando
muito, contra o partido da presidenta, agitando com o Mensalão, num
tipo de discurso que explora o que há de mais atrasado na cultura
política nacional que é a posição antipartido em geral. José Serra
repetiu o tempo todo, como se fosse um achado literário, a vulgar
expressão “a turma do PT” para se referir ao partido do governo. Ora, em
2014, será a própria chefia do executivo federal que estará em
disputa. O que é que a oposição dirá ao eleitorado? Vai remendar a
bandeira rota do mensalão? Vai se apresentar como continuadora do
Governo Dilma? Nesse caso, apenas reforçarão a tendência da grande
maioria do eleitorado em votar na reeleição da presidenta.
3. Falar que a agitação em torno do Mensalão e a exploração da
homofobia evidenciam a inviabilidade eleitoral do programa político
real da oposição, nem pensar! Seria atrapalhar a democracia que exige a
“alternância no poder” – sempre que o poder não agrada a grande
imprensa, claro. No entanto, se o PSDB confinou-se no discurso
moralista contra a corrupção e na exploração do preconceito homofóbico é
porque o seu programa real, que é um programa neoliberal ortodoxo,
está em crise em toda América Latina e cada vez mais desmoralizado na
Europa. Onde encontrar o programa real, e não o programa retórico, do
PSDB?
Nas manifestações dos seus cardeais, deputados, economistas e
intelectuais no dia-a-dia da luta política e, no mais das vezes,
voltadas para um público restrito. Os tucanos vituperam contra a
recuperação do salário mínimo – ameaçaria a previdência e a estabilidade
da moeda, contra os programas de transferência de renda – o Bolsa
Família não teria “porta de saída”…, contra as quotas sociais e raciais –
ameaçariam o justo critério meritocrático e a unidade nacional…,
contra o “protecionismo” para a produção industrial local – criaria
cartórios…, contra a redução dos juros – esse desatino que nos afasta do
famigerado centro da meta de inflação, a política de investimentos do
BNDES etc. etc. Convenhamos que essas belas ideias, se reunidas num só
pacote e apresentadas ao grande público, são a senha certa para o
fiasco eleitoral. Melhor mesmo ficar na agitação contra a corrupção –
dos outros partidos, é claro…
4. E Aécio Neves, a estrela ascendente do estagnado PSDB?
Pegaria mal chamar atenção para o fato de que as “suas grandes
vitórias” nas eleições municipais consistiram em eleger candidatos a
prefeito pertencentes a um partido da base governista – o PSB – e não
candidatos oposicionistas do próprio PSDB? Aécio foi a Campinas fazer
comício para o candidato vitorioso Jonas Donizette, mas a propaganda
desse último fazia questão de ostentar sua condição de apoiador da
presidenta Dilma e de manter distância do partido de Aécio. Donizete
entoava nas rádios campineiras jingles enaltecendo o governo e a figura
da presidenta Dilma, nada de elogio ao tucanato. Essa foi uma das
“vitórias” que Aécio organizou para a “oposição”!
5. Falar que a maioria definiu o voto politicamente seria
cometer o pecado mortal de valorizar a vitória dos candidatos odiados
pela grande imprensa e pelos “grandes especialistas”. No entanto, se a
população votou em nomes desconhecidos, como o de Fernando Haddad em
São Paulo, não seria, justamente, porque usou como critério para
definir o voto o campo político que esse nome, até então desconhecido,
representava? Carisma de Lula? Mas, além de ninguém saber ao certo o
que poderia significar “carisma”, a grande imprensa e os “grandes
especialistas” sempre disseram que carisma não se transfere… E o
“conceito” de “poste”? Vale lembrar que a expressão foi muito usada na
época da ditadura militar para indicar o seguinte: a maioria sufraga os
nomes, conhecidos ou não, que se declarem contra a ditadura, isto é, o
voto em “poste”, como foi dito da candidatura senatorial vitoriosa de
Orestes Quércia em 1974, era – corretamente – avaliado como um voto
politizado, e não como voto personalista. Mudaram-se os tempos,
mudaram-se os interesses, mudaram-se, sem pejo, os conceitos.
6. Seria falta de modos perguntar, numa mesa redonda de um canal
qualquer de TV, quantas vezes a antiga UDN, à qual o PSDB se parece
cada vez mais, derrotou o varguismo agitando a bandeira da luta contra a
corrupção? José Serra, depois de obter 78% dos votos nos Jardins, o
bairro onde reside a alta burguesia paulistana, e míseros 16% no
proletário bairro de Parelheiros, terá, a exemplo do candidato
presidencial udenista, o Brigadeiro Eduardo Gomes, a franqueza e a
resignação para desdenhar os votos dos “marmiteiros”?
7. Nas mesas redondas, quadradas e retangulares montadas pelas
emissoras de TV, não se diz nada que extrapole a alternativa PT/PSDB;
mas, esperar uma discussão sobre a possibilidade de acumulação de
forças de um programa político popular, alternativo ao programa do
governo atual, seria iludir-se quanto à natureza de classe da grande
imprensa e dos “grandes especialistas”.
8. Onde se pode ler, ver e ouvir mais bobagens, abobrinhas e
ideias repletas de segundas intenções? Nos jornalismo político, no
jornalismo econômico, no cultural ou na imprensa esportiva?
Armando Boito Júnior é professor do Departamento de Ciência Política – Unicamp
No Escrevinhador
Um balanço das eleições municipais
Emir Sader
As eleições municipais foram sobre determinadas pelas eleições de São
Paulo. Em primeiro lugar porque é o centro dos dois partidos mais
importantes do Brasil nas últimas duas décadas. Em segundo, pelo peso
que a cidade tem no conjunto do país – pelo seu peso econômico, por ser
sede de dois dos 3 maiores jornais da velha mídia. Esse caráter
emblemático foi reforçado porque o candidato opositor ao governo federal
foi o mesmo candidato à presidência derrotado há dos anos, enquanto o
candidato do bloco do governo federal foi indicado pelo Lula, que se
empenhou prioritariamente na sua eleição. E pelo fato de que São Paulo
era o epicentro do bloco da direita, que se estendia ao Paraná, Santa
Catarina e aos estados do roteiro da soja, no centro oeste do Brasil
As eleições municipais tiveram claros vencedores e derrotados. O maior
vencedor foi o governo federal, que ampliou o numero de prefeituras
conquistadas pelos partidos que o apoiam, mas principalmente conquistou
cidades importantes como São Paulo e Curitiba, arrebatadas ao eixo
central da oposição. Ao mesmo tempo que a oposição seguiu sua tendência a
se enfraquecer a cada eleição, ao longo de toda a ultima década,
perdendo desta vez especialmente a capital paulista, mas também a
paranaense e em toda a região Sul, Sudeste e Centro Oeste, em que os
tucanos não conseguiram eleger nenhum prefeito nas capitais.
No plano nacional, avança claramente a base aliada, com dois dos seus
partidos fortalecendo-se: PT e PSB e enfraquecendo-se relativamente o
PMDB. Houve uma certa fragmentação no interior da base aliada e mesmo no
bloco opositor, mas nada que mude a tendência, que se consolida ao
longo da década, da hegemonia do bloco governamental, apontando a que
nas eleições de 2014 Dilma apareça como a franca favorita,
A eleição de São Paulo se dá na contramão da tendência que se havia
consolidado nas eleições presidenciais de 2006 e 2010, em que o
Nordeste, de bastião da direita, se havia tornado bastião da esquerda,
pelo voto popular dos maiores beneficiários das politicas sociais que
caracterizam o governo federal desde 2003. Por outro lado, se havia
deslocado o bastião da direita para os estados mais ricos do sul, do
sudeste e do centro-oeste, com São Paulo – onde os tucanos tinham a
prefeitura e o governo do Estado – como eixo fundamental desse bloco
opositor.
A derrota em São Paulo, a nova derrota do seu ex-candidato duas vezes à
presidência e a incapacidade de eleger sequer um prefeito em toda essa
região, demonstra como a direita se enfraquece também onde concentrava
seu maior apoio.
Por outro lado, somando erros do PT e campanhas com forte apoio de
governos estaduais que detem, aliados do governo derrotaram o PT em
várias cidades importantes entre elas Belo Horizonte, Recife, Salvador e
Fortaleza, como as mais significativas. Somente em um caso – Salvador –
essa derrota se deu para a direita. Revela erros – em alguns casos
gravíssimos do PT, como Salvador e Recife – do PT e limitações da ação
de Lula e de Dilma para compensar esses erros. Um grande chamado de
atenção sobre fraquezas do PT, sem que afete em nada a projeção
eleitoral presidencial para 2014.
A derrota em São Paulo é um golpe duro para os tucanos, que sempre
contavam com um caudal grande de votos paulistas para ter chances de
compensar os votos do nordeste dos candidatos do PT e agora se veem
enfraquecidos em toda a região onde antes triunfavam. Eventuais
candidatos presidenciais como Aécio – quase obrigado a se candidatar,
embora com chances muito pequenas de um protagonismo importantes, quanto
mais ainda de vencer – ou Eduardo Campos – sem possibilidades de se
projetar como líder nacional foram dos marcos do bloco do governo, que
já tem Dilma como candidata para 2014 -, são objeto de especulações
jornalísticas, à falta de outro tema, mas tem reduzidas possibilidades
eleitorais.
O julgamento do processo no STF contra o PT foi um dos temas centrais de
Serra e revelou sua escassa influência eleitoral diante da imensidade
dos problemas das cidades brasileiras e do interesse restrito da
população, apesar da velha mídia tentar fazer dele o tema central do
Brasil. Nas urnas, o povo demonstrou que sua transcendência é muito
restrita a setores opositores e à opinião publica fabricada pelos
setores monopolistas da velha mídia. Os implicados no julgamento ao
basicamente dirigentes paulistas do PT, mas a eleição em São Paulo
demonstrou como o julgamento e a influência da velha mídia continuam a
ser decrescentes.
Outros temas podem ser analisados a partir do resultado eleitoral, mas
eles não alteram em nada fundamental o transcurso da politica
brasileira, que segue centrada em torno da resistência do governo aos
efeitos recessivos da crise capitalista internacional, para elevar os
índices de crescimento da econômica e seguir expandindo as políticas
sociais.
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Eleições,
Emir Sader
Do Blog O Esquerdopata.
Um balanço das eleições municipais
Emir Sader
As eleições municipais foram sobre determinadas pelas eleições de São
Paulo. Em primeiro lugar porque é o centro dos dois partidos mais
importantes do Brasil nas últimas duas décadas. Em segundo, pelo peso
que a cidade tem no conjunto do país – pelo seu peso econômico, por ser
sede de dois dos 3 maiores jornais da velha mídia. Esse caráter
emblemático foi reforçado porque o candidato opositor ao governo federal
foi o mesmo candidato à presidência derrotado há dos anos, enquanto o
candidato do bloco do governo federal foi indicado pelo Lula, que se
empenhou prioritariamente na sua eleição. E pelo fato de que São Paulo
era o epicentro do bloco da direita, que se estendia ao Paraná, Santa
Catarina e aos estados do roteiro da soja, no centro oeste do Brasil
As eleições municipais tiveram claros vencedores e derrotados. O maior
vencedor foi o governo federal, que ampliou o numero de prefeituras
conquistadas pelos partidos que o apoiam, mas principalmente conquistou
cidades importantes como São Paulo e Curitiba, arrebatadas ao eixo
central da oposição. Ao mesmo tempo que a oposição seguiu sua tendência a
se enfraquecer a cada eleição, ao longo de toda a ultima década,
perdendo desta vez especialmente a capital paulista, mas também a
paranaense e em toda a região Sul, Sudeste e Centro Oeste, em que os
tucanos não conseguiram eleger nenhum prefeito nas capitais.
No plano nacional, avança claramente a base aliada, com dois dos seus
partidos fortalecendo-se: PT e PSB e enfraquecendo-se relativamente o
PMDB. Houve uma certa fragmentação no interior da base aliada e mesmo no
bloco opositor, mas nada que mude a tendência, que se consolida ao
longo da década, da hegemonia do bloco governamental, apontando a que
nas eleições de 2014 Dilma apareça como a franca favorita,
A eleição de São Paulo se dá na contramão da tendência que se havia
consolidado nas eleições presidenciais de 2006 e 2010, em que o
Nordeste, de bastião da direita, se havia tornado bastião da esquerda,
pelo voto popular dos maiores beneficiários das politicas sociais que
caracterizam o governo federal desde 2003. Por outro lado, se havia
deslocado o bastião da direita para os estados mais ricos do sul, do
sudeste e do centro-oeste, com São Paulo – onde os tucanos tinham a
prefeitura e o governo do Estado – como eixo fundamental desse bloco
opositor.
A derrota em São Paulo, a nova derrota do seu ex-candidato duas vezes à
presidência e a incapacidade de eleger sequer um prefeito em toda essa
região, demonstra como a direita se enfraquece também onde concentrava
seu maior apoio.
Por outro lado, somando erros do PT e campanhas com forte apoio de
governos estaduais que detem, aliados do governo derrotaram o PT em
várias cidades importantes entre elas Belo Horizonte, Recife, Salvador e
Fortaleza, como as mais significativas. Somente em um caso – Salvador –
essa derrota se deu para a direita. Revela erros – em alguns casos
gravíssimos do PT, como Salvador e Recife – do PT e limitações da ação
de Lula e de Dilma para compensar esses erros. Um grande chamado de
atenção sobre fraquezas do PT, sem que afete em nada a projeção
eleitoral presidencial para 2014.
A derrota em São Paulo é um golpe duro para os tucanos, que sempre
contavam com um caudal grande de votos paulistas para ter chances de
compensar os votos do nordeste dos candidatos do PT e agora se veem
enfraquecidos em toda a região onde antes triunfavam. Eventuais
candidatos presidenciais como Aécio – quase obrigado a se candidatar,
embora com chances muito pequenas de um protagonismo importantes, quanto
mais ainda de vencer – ou Eduardo Campos – sem possibilidades de se
projetar como líder nacional foram dos marcos do bloco do governo, que
já tem Dilma como candidata para 2014 -, são objeto de especulações
jornalísticas, à falta de outro tema, mas tem reduzidas possibilidades
eleitorais.
O julgamento do processo no STF contra o PT foi um dos temas centrais de
Serra e revelou sua escassa influência eleitoral diante da imensidade
dos problemas das cidades brasileiras e do interesse restrito da
população, apesar da velha mídia tentar fazer dele o tema central do
Brasil. Nas urnas, o povo demonstrou que sua transcendência é muito
restrita a setores opositores e à opinião publica fabricada pelos
setores monopolistas da velha mídia. Os implicados no julgamento ao
basicamente dirigentes paulistas do PT, mas a eleição em São Paulo
demonstrou como o julgamento e a influência da velha mídia continuam a
ser decrescentes.
Outros temas podem ser analisados a partir do resultado eleitoral, mas
eles não alteram em nada fundamental o transcurso da politica
brasileira, que segue centrada em torno da resistência do governo aos
efeitos recessivos da crise capitalista internacional, para elevar os
índices de crescimento da econômica e seguir expandindo as políticas
sociais.
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