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sábado, 11 de fevereiro de 2012

PMs da Bahia são presos por suspeita de chacinar moradores de rua, durante a greve

 


Dois PM's (policiais militares), Donato Ribeiro Lima, 47 anos, e Willen Carvalho Bahia, 34, foram presos, suspeitos de participação na chacina de 5 moradores de rua, no dia 3, durante a greve da polícia .

Os soldados Samuel Oliveira Meneses, conhecido como “Marrom”, e Jair Alexandre dos Santos também já possuem mandados de prisão, expedidos pela Justiça, e são procurados pelas Polícias Civil e Federal.

Além da autoria dos assassinatos, a investigação quer esclarecer se a chacina foi relacionada à greve, para causar pânico, ou se teve como mandantes comerciantes da região incomodados, aproveitando-se da greve.

Na casa de Donato, apontado como líder do grupo, foi apreendido uma amplo arsenal de armas e munições, placas frias de automóveis e diversos celulares.

Na casa do soldado Samuel também foram apreendidos uma pistola calibre 32, com carregador, munições, balanças de precisão, pinças de vários tamanhos e celulares.

Nos dois endereços também foram apreendidos computadores, pen-drives, câmeras, DVD's, e outros meios de armazenamento de informações, para perícia. (Com informações do G1).

Movimento grevista diminui e ruas voltam a encher em Salvador.

A assembléia dos policiais mantiveram a greve, mas o comando da Polícia Militar registra a volta ao trabalho de parte dos policiais, depois dos últimos acontecimentos e da decisão de cortar o ponto e abrir processo disciplinar para quem não voltar ao trabalho.

Bares e Restaurantes de Salvador voltaram a registrar movimento na sexta-feira.

Greve na Bahia: PMs são acusados de matar moradores de rua


Por Assis Ribeiro
Polícia investiga se PMs mataram moradores de rua para criar pânico durante greve
Outra possibilidade investigada é de que eles agissem sob orientação e comando de comerciantes de diversos bairros
O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Arthur Gallas, disse nesta sexta-feira (10) que investiga a possibilidade do assassinato de cinco moradores de rua na Boca do Rio estar relacionado à greve parcial de policiais militares. O objetivo da chacina seria gerar pânico na cidade.

Outra possibilidade investigada pela polícia é de que os quatro soldados acusados pelo crime agissem sob orientação e comando de comerciantes de diversos bairros.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Gravação revela que PMs grevistas da BA teriam planejado vandalismo

08/02/2012 21h09 - Atualizado em 08/02/2012 22h34

Jornal Nacional teve acesso a gravações feitas com autorização da Justiça.
Áudio mostra articulações para que a paralisação se estenda ao RJ e a SP.

Do G1, com informações do Jornal Nacional
Conversas gravadas entre os chefes dos PMs grevistas na Bahia mostram acertos para realização de ações de vandalismo na cidade. As gravações mostram também articulações para que a paralisação se estenda ao Rio de Janeiro, a São Paulo e outros estados. Os PMs envolvidos negam participação em ações violentas.
O Jornal Nacional teve acesso a gravações feitas com autorização da Justiça de conversas de líderes dos movimentos grevistas da Bahia e do Rio de Janeiro.
No primeiro trecho, o presidente de uma associação que reúne bombeiros e policiais baianos, Marco Prisco, combina uma ação de vandalismo com um de seus liderados. Prisco nega ter participado de atos de violência.
Leia abaixo um dos trechos de conversa:
- Prisco: Alô, oi. Desce toda a tropa pra cá meu amigo. Caesg e você. Desce todo mundo para Salvador, meu irmão... Tou lhe pedindo pelo Amor de Deus, desce todo mundo para cá...
- David Salomão: Agora?
- Prisco: Agora, agora. Embarque...
-
David Salomão: Eu vou queimar viatura... Eu vou queimar duas carretas agora na Rio/Bahia que não vai dar tempo...
- Prisco: fecha a BR aí meu irmão. Fecha a BR.

Em outra gravação, quem aparece falando é o cabo bombeiro do Rio de Janeiro, Benevuto Daciolo. Ele já foi candidato a deputado estadual no Rio e foi um dos líderes do movimento grevista da corporação no ano passado.
Daciolo conversa com um homem a quem ele classifica de "importantíssimo" a respeito de uma possível votação da PEC 300, a emenda constitucional que garantiria um piso salarial único para bombeiros e policiais de todo o Brasil. Nesta conversa fica claro que o objetivo é estender a greve de policiais e bombeiros a Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados com o objetivo de prejudicar o carnaval.
Dacilolo: Pergunta ao senhor que é pessoa importantíssima a respeito da nossa PEC...pergunto: qual é a verdadeira possibilidade de nós conseguirmos passarmos em segundo turno na semana que vem? Não sei se o senhor sabe. Eu estou com uma assembleia Geral amanhã no Rio de Janeiro, com a abertura de uma greve geral no Rio também, com probabilidade de não ter carnaval nem na Bahia nem no Rio esse ano. E São Paulo acho que está para dar uma resposta agora e os outros estados também. Nós acreditamos que, se tivesse uma resposta do governo, assinalando numa possibilidade de votação no segundo turno da PEC, acalmaria muito, muito o que está acontecendo na Federação.
Em outro trecho, o cabo Daciolo, que estava em Salvador, ouve de uma mulher uma recomendação para que tente influenciar o movimento dos grevistas baianos a não fechar um acordo com o governo. Segundo esta mulher, isto enfraqueceria uma possível greve no Rio.

Mulher: Daciolo, Daciolo, presta atenção. Está errado fechar a negociação antes da greve do Rio...
Daciolo: Tudo bem, tudo bem... sabe o que vou fazer agora??? Ligue para ele que eu vou embora daqui, não vou ficar mais aqui.
Mulher: Eles não querendo que você avalize um acordo antes da greve do Rio. Depois da greve do Rio, muda tudo. Sabe como você vai ajudar eles? Voltando para o Rio, garantindo aqui. O governo vai fazer uma propostinha rebaixada para vocês, vai melhorar um pouquinho esse negócio que eles colocaram. E acho...se vocês garantirem a greve aqui, a mobilização aqui, vocês vão ajudar eles a liberar o Prisco, a ter uma negociação...

Outro lado
Ouvido pela equipe do Jornal Nacional por telefone, o cabo Daciolo disse não se recordar da conversa gravada e alegou estar participando de um movimento pacífico na Bahia.
Rio de JaneiroO governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse que as gravações comprovam que o movimento tem como objetivo gerar insegurança na população e provocar distúrbios que ameaçam a lei e a ordem. Para o governador, essas pessoas não representam o sentimento da maioria dos profissionais de segurança do estado.
arte greve pm-ba vale (Foto: Editoria de arte/G1)

Rendidos, PMs deixam a Assembleia em Salvador

 
Rendidos, PMs deixam a Assembleia em Salvador 
Foto: RAUL SPINASSÈ/AG NCIA A TARDE/AERAUL SPINASSÈ/AGÊNCIA ESTADO

Saída foi anunciada ainda na madrugada por Rogério Andrade, advogado da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares. Líderes do movimento vão se entregar, após plano de vandalismo ser revelado. Desocupação, no entanto, não significa o fim da greve

09 de Fevereiro de 2012 às 07:25
247, com Agência Brasil – Policiais militares grevistas começaram a deixar o prédio da Assembleia Legislativa, em Salvador, pouco depois das 6h desta quinta-feira (9), quando a ocupação do local completava dez dias. A saída foi anunciada ainda na madrugada pelo advogado Rogério Andrade, que representa a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares.
Dois líderes do movimento que tiveram a prisão decretada pela Justiça, Marco Prisco e Antônio Paulo Angelini, foram presos e pediram para sair pelos fundos do prédio. O pedido foi aceito pela Polícia do Exército e pela Polícia Federal, que fizeram a prisão, e os dois foram levados de helicóptero para uma unidade da Polícia do Exército em Salvador.
A saída dos manifestantes que estavam na Assembleia ocorria de forma organizada no começo da manhã. Primeiro, um grupo de mulheres deixou o prédio. As forças de segurança colocaram ônibus à disposição do grupo. A maioria deixou a região usando os próprios carros e motos. Os veículos são revistados pela Polícia Federal.
Segundo o advogado, as gravações reveladas pelo Jornal Nacional, em que PMs grevistas da Bahia teriam planejado vandalismo, influenciou na decisão de deter Marco Prisco, mas que a decisão vinha sendo amadurecida. Prisco é acusado de formação de quadrilha, roubo de patrimônio público e incitação ao crime.
Outros dois policiais já foram presos: o sargento Elias Alves de Santana, presidente da Associação dos Profissionais de Polícia e Bombeiros (Aspol), detido na terça-feira (7), e o PM Alvin dos Santos Silva, lotado na Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (Coppa), preso no domingo (5).
Desocupação
De acordo com Rogério Andrade, a desocupação não significa o fim da greve. Durante toda a madrugada desta quinta-feira, foi tensa a movimentação no Centro Administrativo da Bahia (CAB), local onde funciona a Assembleia. Ainda antes do amanhecer, cinco homens deixaram a sede do órgão estadual e foram liberados porque não havia mandados de prisão contra eles. Eles passaram por uma revista e tiveram a saída permitida. A liberação deles foi mais um indício de que a entrega total dos grevistas estava próxima. Os soldados do Exército se mantiveram estrategicamente posicionados para atuar em caso de necessidade.
As tropas foram reforçadas no CAB nesta quarta-feira (8), de acordo com informações do Exército. O número de homens no local passou de 1.038 para 1.400 no período da tarde, sendo 1.200 membros do Exército, 50 da Força Nacional e 150 PMs.
Segundo o tenente-coronel Cunha, responsável pela comunicação do Exército, a ampliação da segurança no local visa manter a tranquilidade no CAB. "Nós fizemos uma análise no final do dia de ontem e decidimos fazer o reforço para aumentar a segurança. Não consideramos as manifestações tumulto", destaca Cunha.
Os acessos ao CAB, onde fica a Assembleia Legislativa do estado sob ocupação de PMs grevistas, foram fechados no início da tarde desta quarta-feira pelas tropas das Forças Armadas que fazem o policiamento na região. De acordo com o tenente-coronel Cunha, o bloqueio foi uma decisão do comando da operação e a justificativa da ação não será informada por enquanto. Os manifestantes avaliam que a medida é para enfraquecer o movimento.(Com informações do G1)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Gravações na Bahia provam: são insurretos

Redação Conversa Afiada

Justiça autorizou as gravações. O STJ concordará ?


O jornal nacional teve acesso a gravações que demonstram o carater insurrecional de uma parte dos PMs da Bahia.

Comprovou a articulação para levar o motim ao Rio e a São Paulo.

(Caos que a Folha tentou insuflar, desde a manhã desta quarta-feira, como se só ela soubesse)

Cabe relevar a posição serena do Governador Jacques Wagner, da Bahia.

Para evitar um Carandiru, uma Cracolândia ou um Pinheirinho (a Nova Canudos do general Arthur Alckmin Oscar), eventos registrados na Paulicéia Desvairada, Wagner mantém a cabeça fria.

Para esgotar os limites da negociação.

E vencer os insurretos com as armas do Interresse Público.

Nem todos PMs da Bahia são insurretos.

Nem todos são baderneiros.

A Bahia – e, portanto, seu maravilhoso Carnaval – serão preservados.

E os insurretos irão em devidamente em cana.

Os outros, com bom senso, receberão aumento.

As gravações do jn retiraram qualquer traço de legitimidade ao motim.

Clique aqui para ler o que o Santayana falou sobre o motim de PMs na Bahia.

Em tempo: no G1, numa desastrada tentativa de aliviar a formidável derrota que sofreu no STF,  com a consagração do CNJ, o ministro (?) Marco Aurelio (Collor de ) Melo sentenciou que a greve na Bahia é ilegal. É um jenio. Ninguém tinha percebido isso, antes. E que a questão – greve de policial militar – certamente iria ao Supremo, que consideraria a greve inconstitucional. Como se sabe, o Ministro (?) (Collor de) Melo não entende muito de Constituição. Em mais de 70% das questões constitucionais que teve de votar, ele perdeu. Ou seja, o Ministro é bom mesmo de aparecer no PiG (*). Não perde uma chance. O Ministro (?) (Collor de) Melo tem outra interessante caracteristica: ele antecipa os votos dos outros ministros do STF. Será que ele tem procuração da Ministra Weber ?

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Um perfil de Marcos Prisco: Um perfil interessante:

Por dida
Marco Prisco, o líder da greve
de PM's na Bahia é filiado ao PSDB
Da Folha
"PERFIL
O homem que jogou a Bahia de Jaques Wagner na atual crise de segurança despontou no sindicalismo com a bênção e o apoio material do PT, partido do governador.
Soldado expulso por indisciplina, o líder da greve da PM baiana, Marco Prisco, 42, fez sua estreia política ao comandar a tomada do Corpo de Bombeiros, onde trabalhava, durante a paralisação dos policiais realizada em 2001.

Naquele ano, policiais e bombeiros enfrentaram o então governador César Borges (à época no PFL), membro do grupo liderado por Antonio Carlos Magalhães (1927-2007).
A tomada do quartel em Salvador foi uma manobra digna de um exército de Brancaleone: 64 bombeiros combinaram a ação, mas, na hora da tomada, apenas Prisco e três colegas apareceram.
Mesmo assim, deu certo. Outros 1.300 bombeiros do quartel aderiram ao movimento. Na oposição ao carlismo, o partido de Jaques Wagner apoiou a paralisação policial de duas semanas.
Prisco foi expulso da corporação em janeiro de 2002 e mergulhou de vez no sindicalismo. Em 2003, ingressou no PC do B e, nos últimos quatro anos, milita no PSOL.
Fundada em 2009, a Aspra (Associação dos Policiais e Bombeiros da Bahia) tinha 2.286 filiados (7% da PM baiana) na terça, quando a greve começou. Segundo Prisco, ganhou mais 1.700 associados nos últimos quatro dias.”
Do Blog do Nassif
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Cardozo promete cadeia para os policiais baianos

Cardozo promete cadeia para os policiais baianos 
Foto: CLAUDIONOR JUNIOR/AGÊNCIA ESTADO

Ministro da Justiça diz que policiais envolvidos na onda de saques e assassinatos em Salvador serão enquadrados em crimes federais e mandados para presídios de segurança máxima; greve é "inaceitável", diz o ministro

04 de Fevereiro de 2012 às 16:44
Agência Brasil - Ao visitar a Bahia hoje (4), no quarto dia da paralisação da Polícia Militar (PM), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que, por solicitação do governo do estado, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) já reservou vagas em presídios federais para encaminhar, se necessário, policiais que tenham cometido algum tipo de crime durante o movimento grevista. Cardozo se reuniu com o governador da Bahia, Jaques Wagner, e disse que todas as ocorrências criminosas serão tratadas como crimes federais.
"Todos os crimes cometidos nesse período são qualificados como crimes federais e serão tratados como tais. Seremos muito firmes no cumprimento do nosso dever", disse Cardozo em entrevista na Base Aérea de Salvador.
O ministro viajou à Bahia acompanhado do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi, e da secretária nacional da Segurança Pública (Senasp), Regina Miki. Cardozo considerou “inaceitável” a forma como os policiais estão conduzindo a greve. "O Estado de Direito não permite o abuso do próprio direito. Isso [a greve], da forma como está sendo tratado, é inaceitável."
Pelo menos 12 mandados de prisão já foram expedidos contra militares grevistas. Hoje, o governador Jaques Wagner descartou a possibilidade de concessão de anistia militar para todos os envolvidos no movimento grevista, uma reivindicação feita pelo conjunto das associações que representam PMs na Bahia.
“Sou um democrata convicto e a única regra que faz a democracia funcionar é o respeito à lei”, disse o governador, que fez questão de ressaltar que não se trata de uma ato de “arrogância ou de intolerância” do governo. “Se alguém depreda ônibus, depreda o carro da polícia, se alguém sai na rua atirando para cima, isso tudo é crime”.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia estima que um terço da Polícia Militar do estado esteja parada. O efetivo conta com 31 mil policiais.