quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Produção de petróleo no Brasil bate recorde histórico em novembro

A produção petróleo no Brasil bateu o recorde histórico em novembro. Foram produzidos cerca de 2,188 milhões barris por dia (MMbbl/d), acima dos 2,180 MMbbl/d do antigo recorde, registrado em dezembro de 2010, informou a Agência Nacional do Petróleo (ANP) nesta terça-feira. A produção foi 4,8% maior que a registrada em novembro de 2010 e teve alta de 4% ante o mês imediatamente anterior.

A produção de gás natural foi a segunda maior da história, com cerca de 68 milhões de metros cúbicos por dia (MMm³/d) em novembro, um aumento de 2,5% ante o mesmo mês de 2010. Já na comparação com o outubro, a produção de gás foi 2,4% maior. Já a produção no Pré-sal em novembro foi 17,5% maior em relação a outubro.

Dentre toda a produção, cerca de 91,1% foram extraídos pela Petrobras. Dentre os 20 maiores campos produtores de petróleo, apenas três são operados por empresas estrangeiras. Além disso, em torno de 91,7% da produção de petróleo e 75,8% da produção de gás foram produzidos em campos marítimos no País, informou a ANP.Do Terra

Porto do Rio Grande bate novo recorde em movimentação

O Porto do Rio Grande registrou um novo recorde de movimentação no período entre janeiro e novembro de 2011. O volume total de cargas movimentadas atingiu 28 milhões de toneladas, superando em 9,46% o mesmo período no ano anterior.
Porto do Rio Grande bate novo recorde em movimentação
O Porto do Rio Grande registrou um novo recorde de movimentação no período entre janeiro e novembro de 2011.
O Porto do Rio Grande registrou um novo recorde de movimentação no período entre janeiro e novembro de 2011. O volume total de cargas movimentadas atingiu 28 milhões de toneladas, superando em 9,46% o mesmo período no ano anterior (25.939.770 toneladas). A exportação de mercadorias representou 57,53% do total movimentado, o equivalente a 16.335.309 toneladas e um aumento de 23,65% em relação a 2010.

Na movimentação por segmento de carga, o maior percentual é o de granel sólido com 18.411.360 toneladas. Em relação à carga geral e ao segmento granel líquido foram movimentadas 6.557.388 toneladas e 3.425.734 toneladas, respectivamente.

No porto gaúcho, as principais mercadorias exportadas nesse período foram a soja em grão, o farelo de soja, o trigo, o arroz e o cavaco de madeira. A soja em grão foi a mercadoria com o maior número movimentado (5.787.725), com variação de 24,85% em relação ao mesmo período no ano de 2010. Porém, a mercadoria que apresentou o maior percentual de crescimento foi o arroz, com variação de 275,79% em relação ao ano anterior. O trigo também destaca-se com uma variação de 189,86%. Entre os principais destinos das exportações estão China, Espanha, Holanda, Japão e Algéria.

Já a importação representou 20,80% da movimentação no período de janeiro a novembro de 2011, somando 5.904.853 de toneladas. Entre as principais mercadorias importadas estão a uréia, com incremento de 12,14%, o cloreto de potássio granulado (9,98%), o fosfato cálcio natural (41,89%), o ácido sulfúrico (4,65%) e fosfato monoamônico granulado (24,87%). Entre as importações, as mercadorias têm como principais países de origem Marrocos, Argentina, Lituânia, China e Estados Unidos.

Com a performance positiva da economia gaúcha e brasileira, o Porto do Rio Grande espera fechar o balanço do ano de 2011 com uma movimentação de 30,5 milhões de toneladas.

Assessoria de Comunicação Social da SUPRG
Nota do Blog:
O País e o Estado do RS vivem um momento de crescimento, apesar da crise econômica internacional, tudo isso fruto do projeto democrático popular que começou com o Governo Lula e continua com o Governo Dilma e aqui no Estado vive o primeiro ano de Governo Tarso. Esse ano é de eleições e a cidade de Rio Grande precisa mudar p/ que o crescimento fruto investimentos estaduais e federais se espalhe para todos os rio-grandinos.
Do Blog do Prof. Julio Sosa

A real questão de Belo Monte: ter ou não ter

Por Nivalde J. de Castro e Guilherme de A. Dantas e André da Silva Leite

As questões ambientais vêm preocupando a sociedade brasileira. Quando o Ministério das Minas e Energia (MME) toma a decisão de construir a 3ª maior usina hidrelétrica do mundo, Belo Monte, é natural o surgimento de críticas sobre sua viabilidade ambiental e econômica. Por se tratar de uma obra estratégica, que afetará o bem estar futuro de milhões de brasileiros, a discussão deve se pautar em análises técnicas, econômicas e jurídicas, evitando uma avaliação sem a necessária racionalidade. A análise deve partir de três premissas básicas: 1) o Brasil precisa de energia elétrica em volumes crescentes para sustentar seu crescimento; 2) qualquer nova usina elétrica impacta o meio ambiente; e 3) os recursos energéticos são escassos e nem todos são renováveis.

O Brasil é a 6ª maior economia do mundo e apresenta perspectivas macroeconômicas muito positivas. Nessa trajetória de crescimento, a sociedade quer melhorar os padrões sociais e econômicos e superar as graves desigualdades existentes. Para tanto, será preciso aumentar a produção industrial e a oferta de serviços, exigindo, obrigatoriamente, maior consumo e geração de energia elétrica.

O Brasil tem uma matriz elétrica com 87% de energias renováveis, enquanto que a média mundial é de 19%. Essa posição do Brasil está assentada em 956 usinas hidrelétricas construídas ao longo do século XX que geram energia limpa e sustentável. Manter a matriz elétrica renovável será, cada vez mais, um diferencial internacional competitivo, econômico e ambiental. É com esse objetivo que a política energética do MME vem priorizando o aproveitamento do 3º maior potencial hídrico do mundo, de 160 mil MW, abaixo somente da Rússia e da China. A construção de Belo Monte faz parte dessa estratégia de manter a matriz elétrica brasileira entre as mais sustentáveis e competitivas do planeta.

A crítica central à Belo Monte é quanto aos impactos ambientais e sociais, e que seria possível atender a demanda elétrica de 6 mil MW/ano somente com energia eólica, biomassa e solar, deixando de usar o imenso potencial hídrico.

Todas as grandes hidrelétricas em construção, como Santo Antônio, Jirau, Teles Pires e mesmo Belo Monte, estão respeitando a Constituição de 1988 e a legislação ambiental. Nem poderia ser diferente, porque o Brasil é hoje uma democracia consolidada: quem se sente prejudicado ou entende que algo fora da Lei está sendo construído, recorre à Justiça, que, nesses casos, tem julgado e dado o nihil obstat para essas obras. A legislação obriga que esses empreendimentos apliquem mais de 10% do custo total das obras em ações que mitiguem os impactos na flora, fauna e invistam nos sistemas de saúde, educação, saneamento etc., buscando melhorar a qualidade de vida das populações de índios, ribeirinhos e citadinos afetados pelas usinas. Com essas ações, a legislação busca manter o equilíbrio ecológico, melhorar a qualidade de vida das populações afetadas usando recursos das receitas da venda de energia elétrica e, ao mesmo tempo, garante o aumento da oferta de eletricidade que o Brasil precisa para o seu desenvolvimento. Trata-se de uma legislação inteligente e eficiente que não foi usada no passado por falta de consciência social ambiental.

Particularmente em um aspecto a legislação ambiental brasileira é muito rigorosa. Trata-se da área inundada pela represa da usina, por representar uma perda irreversível no uso do solo. A solução tem sido a construção das usinas de fio d’água, com reservatórios mínimos, onde a eletricidade é gerada pela força do fluxo e volume das águas. Como resultante, estão sendo construídas usinas no Brasil com a menor relação entre capacidade instalada e área alagada.

Sobre o uso de outras fontes de energia renovável, uma primeira questão é que a hidreletricidade é a fonte mais barata do mundo. As novas usinas em construção irão vender energia a R$ 80 por MW em contratos de 30 anos, garantindo às gerações futuras eletricidade barata, limpa e sustentável. Os países desenvolvidos usaram ao máximo seu potencial hídrico, como é o caso da França, tendo que recorrer à energia nuclear, fonte que responde por 80% da eletricidade total produzida naquele país, mas com custo bem superior à hidreletricidade e risco ambiental não desprezível como o acidente de Fukushima mostrou.

O MME adota política de exploração de fontes renováveis, buscando criar sinergia operacional, mas priorizando a fonte em que temos mais experiência, maior abundância e menor custo: a hidreletricidade. São realizados leilões de energia eólica, estimulando a competição, fazendo os preços caírem de R$ 270 para R$ 100 por MW. A biomassa do bagaço da cana de açúcar tem um potencial estimado de 17 mil MW para 2020, equivalente à Binacional Itaipu. Leilões têm sido realizados sendo contratadas a R$ 150 por MW. A energia solar é ainda muito cara por não ter uma rota tecnológica consolidada e escala produtiva para ser competitiva. Em breve, o custo da energia solar deve cair, como ocorreu com a energia eólica, quando então serão realizados leilões de energia solar no Brasil.

Para garantir a segurança do suprimento de eletricidade frente a períodos de hidrologia crítica, como já ocorrido no passado, é necessário investir, marginalmente, em usinas termelétricas. O Brasil conta com grandes reservas de gás natural do pré-sal. Além disso, o gás natural é o menos poluidor entre todas as fontes derivadas do petróleo. Dessa forma, não se trata de excluir fontes de energia da matriz elétrica, mas somar as fontes e buscar uma complementaridade mais eficiente do ponto de vista elétrico, ambiental e econômico.

Diferentemente do resto do mundo, o Brasil é totalmente autossuficiente em recursos energéticos. Toda a energia elétrica que consumimos hoje e precisaremos para as próximas décadas está dentro de nossas fronteiras. Temos completa e absoluta segurança energética. Nesse sentido, o setor elétrico brasileiro apresenta um cenário de desenvolvimento muito promissor, onde cada fonte, em especial a hidreletricidade, contribuirá de forma direta para o almejado desenvolvimento econômico e social brasileiro.

Nivalde J. de Castro é professor da UFRJ e coordenador do Gesel – Grupo de Estudos do Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

Guilherme de A. Dantas é doutorando do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ e pesquisador-sênior do Gesel-UFRJ.

André Luis da Silva Leite é professor da UFFS (Campus Chapecó) e pesquisador-sênior do Gesel-UFRJ.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Renato Casagrande quer mudanças na lei Kandir em 2012

Joaquim Silvério dos Reis, FHC e Aécio Neves


"Obra prima" do pensamento tucano colonizado, a Lei Kandir incentiva a exportação de matérias primas, em vez de produtos industrializados, quando isentou os produtos primários de ICMS na exportação.

Vá lá que quando o Brasil estava quebrado, era tarde demais, e não tinha escolha. Tinha que exportar qualquer coisa de qualquer jeito. O próprio FHC no fim de seu mandato, após acumular sucessivos déficits na balança comercial, disse que o momento era de "exportar ou morrer".

O problema é que a lei Kandir foi feita em 1996, e o Brasil ainda tinha escolha. Mas FHC fez a escolha errada: preferiu manter o populismo cambial do Plano Real para comprar a reeleição, quebrando o Brasil.

Para piorar, a lei foi um presentão doado na privataria da Vale (confira aqui).

Agora a situação do Brasil é outra, e o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), já vem conversando com governadores para articular mudanças na Lei Kandir, que desonera os grandes exportadores de matéria prima do recolhimento de ICMS para o Estado.

Os estados do Pará e Minas Gerais, são outros grandes perdedores de receita. E são governados por tucanos, inclusive na época em que a lei foi aprovada, com a traição de Eduardo Azeredo e Aécio Neves a seu próprio povo. (com informações do Século Diário)

Leia também:
- Balança comercial tem superávit de US$ 30 bi... É hora de rever a lei Kandir
Aécio e tucanos mineiros receberam R$ 7,25 milhões da Vale e do Bradesco, de Roger Agnelli.
Vale envolvida em corrupção tucana no governo Aécio: grilagem de terras públicas com jazidas de ferro
- Aécio Neves repete Joaquim Silvério dos Reis, ao defender a derrama da Vale nos royalties de Minas.
No Blog da Helena

Petrobrás abate Urubologia

Saiu no Tijolaço do infalível Fernando Brito:

Os urubus queimam a língua
Indústria de petróleo tem, além da tecnologia e do conhecimento geológico, uma dose grande de perseverança e convicção. Quem desiste no primeiro problema, pode ser outra coisa, mas não petroleiro.

Dia 13 de dezembro, a revista Exame, do Grupo Abril, numa matéria intitulada “O que deu errado para a Petrobras em 2011″, onde “o mercado” reclamava da Petrobras – eles, como Roger Agnelli com o ferro da Vale, querem pressa, a qualquer preço -, um trecho chamava a atenção:

“Acostumada a lidar com termos como pós-sal e pré-sal, a Petrobras precisa também de um pouco de sal grosso. Segundo os especialistas, até o azar rondou a estatal neste ano. O caso é o do Campo de Golfinho, no litoral do Espírito Santo.

Uma das boas apostas da Petrobras para 2011, Golfinho não rendeu o que se esperava – atualmente, ele produz mais água do que petróleo. Por volta de outubro, o campo produzia cerca de 26.000 barris diários, menos de 10% dos 300.000 estimados.”

Bem, ontem a Petrobras anunciou que ali mesmo, em Golfinho, encontrou novos depósitos de petróleo de excelente qualidade,  e gás, em ótimas condições de aproveitamento, porque próximo à costa (74km) e a um navio-plataforma já operando na área. O campo é concessão integral da Petrobras e, por isso, mais rentável que os partilhados com outras empresas.

O “fracasso” de Golfinho já havia sido tema de uma  reportagem na Folha, com o mesmo tom derrotista.

A história do petróleo, aqui, é a dessa luta sem fim contra os “isso não vai dar certo”, desde os tempos em que teimavam que aqui não havia petróleo. Só uma empresa disposta a acreditar e insistir, como a Petrobras, pode localizar e realizar todo o nosso potencial. E isso quer dizer risco, o mesmo risco que as multis nunca querem encarar, como aconteceu na era dos “contratos de risco” de Ernesto Geisel, o primeiro a tentar abrir o petróleo brasileiro para as petroleiras do exterior.
A própósito: como tem dados promissores, a Petrobras continuará furando após essa acumulação, localizada a cerca de 4600 m de profundidade. Vai aprofundar a prospecção por mais 1,5 mil metros. A região é o extremo Norte da camada de pré-sal e o trecho em que ela mais se aproxima da costa.

Do PHA

Reservas internacionais batem recorde de US$ 352 bi

O Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira (2) que as reservas internacionais brasileiras encerraram o ano passado com o volume recorde de US$ 352,012 bilhões, ou US$ 63,437 bilhões a mais que os US$ 288,585 bilhões registrados no final de 2010.


Houve, portanto, um crescimento de 21,98% em 2011, como decorrência, em grande parte, das compras feitas pelo BC no mercado à vista de câmbio para conter a desvalorização da moeda norte-americana --notadamente no primeiro semestre do ano, quando a forte entrada de dólares no mercado interno levou o banco a fazer intervenções quase diárias. Isso apesar da adoção de medidas para dificultar a especulação financeira de investidores estrangeiros, como o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas negociações de curto e médio prazos, bem como nos empréstimos tomados por brasileiros lá fora.

Mesmo assim, o dólar atingiu cotação mínima de R$ 1,54 em 2011, no dia 26 de julho, fazendo com que o governo baixasse, no mesmo dia, a Medida Provisória 539, que autorizava o Conselho Monetário Nacional (CMN) a estabelecer condições específicas.
Dentre elas, a cobrança de até 25% do valor da operação com títulos ou valores mobiliários que envolva derivativos de outros ativos financeiros.

Além do maior custo financeiro nas aplicações externas, o movimento especulativo com dólar começou a perder força depois que o BC inverteu, no final de agosto, o processo de política monetária.
A taxa básica de juros (Selic), em alta nos sete primeiros meses do ano, caiu, então, de 12,5% para 12% ao ano. A redução da Selic, reprisada nas duas reuniões seguintes do Comitê de Política Monetária (Copom), fez com que a taxa básica de juros encerrasse o ano em 11%.
A mudança na política monetária e as medidas de encarecimento das operações externas fizeram com que a cotação do dólar começasse a se recuperar, e em outubro o BC abandonou as intervenções diárias no mercado de câmbio.
Agência Brasil
Do Vermelho

Classe C: Casas Bahia elogia. Folha diz que é miragem

Redação Conversa Afiada

A Folha (*) publicou na página 3 artigo do dono e fundador das Casas Bahia, aquela que inventou o “quanto quer pagar ?”:

… após décadas de maturação política e econômica, com marchas e contramarchas, golpes e contragolpes, desencadeamos o círculo virtuoso do desenvolvimento sustentável: em ação surge uma vibrante classe média, cada vez mais numerosa, girando a roda da produção e dos serviços.

Para atender a essa extraordinária nova demanda de consumo em massa, nosso mercado interno cresce a cada ano e, assim, cria mais trabalho, renda e dignidade para a população. De quebra, também acaba protegendo o país da grave crise que vem paralisando algumas das principais economias globais.

Assim como aconteceu na formação de grandes potências mundiais -e os Estados Unidos são sempre a melhor referência histórica de uma formidável democracia alicerçada sobre uma enorme classe média-, o palco socioeconômico brasileiro cresceu e amadureceu. O que se vê hoje são os novos rostos brasileiros ocupando papéis de protagonistas na vida do país. São pessoas que passaram a deter capacidade financeira para comprar do carro zero ao computador, da casa nova ao pacote de viagens.

Sem precisar entrar na questão do que veio antes, “o ovo ou a galinha”, não resta dúvida de que as linhas de crédito oferecidas pelas grandes redes varejistas possibilitaram à massa da população o acesso a bens de consumo antes restritos apenas às elites.

Ao impulsionar esse novo consumo, o comércio popular alavancou a produção industrial e desencadeou esse círculo virtuoso que está gerando uma sociedade mais dinâmica, consciente de seus direitos e deveres e, sobretudo, mais justa.

MICHAEL KLEIN é presidente do conselho de administração da Globex, holding que abriga as marcas Casas Bahia e Ponto Frio.

Na mesma pagina, ao lado, a Folha demonstra que a Classe C é uma dessas miragens criadas pelo marqueteiro que, aqui, atende pelo nome de Nunca Dantes:

Classe C

Vinicius Mota, em “Futuro com classe” (pág. A2, ontem), elenca os motes que tivemos que suportar nos últimos anos, como a queda do muro de Berlim, da União Soviética (que visa dar a sensação do fim do comunismo) etc., dentre os quais o mais recente seria “o potencial transformador da classe C”, vaticinado pelo economista Samuel Pessoa.

De fato, são motes sem conteúdo, expressões vazias, como as do presidenciável Aécio Neves na mesma edição (“Retrato do Brasil”), de que o país cresceu, o desemprego caiu etc., para ele um paradoxo diante do retrato que vê de nosso nanismo social e econômico. Cresceu em quê e onde? À luz do sol vegetamos, por obra e graça da natureza. Por ação institucional, somos como caranguejos fadados a morrer na praia.

PEDRO UBIRATAN MACHADO DE CAMPOS, sociólogo (Campinas, SP)

Navalha
O PiG (**) vai morrer antes de descobrir onde fica a Classe C.
Os tucanos de São Paulo, expressão eleitoral do PiG (**), desconfiam que a Classe C fique entre a Primeira e a Executiva.

Paulo Henrique Amorim



(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Miriam Leitão previu saldo de US$ 3 bi na balança comercial, mas foi 10 vezes maior

Há um ano atrás, em 9 de dezembro de 2010, madame Miriam Leitão previu US$ 3 bilhões de saldo na balança comercial para 2011.

Fechadas as contas deste ano, o valor foi R$ 29,8 bilhões, ou seja, 10 vezes mais do que previu a maior "especialista" em economia da TV Globo.

Vai chutar torto e fora assim, lá onde o vento faz a curva.
http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2010/12/09/impasses-do-bc-348065.asp

É por essas e por outras, que a TV Globo e seu jornalão deveriam assumir de vez o tipo de "jornalismo" que praticam.


Que tal madame Leitão passar a aparecer no "Bom dia, Brasil" com roupa de cigana e com uma bola de  cristal na frente? Seria mais realista e daria mais credibilidade.

O William Bonner poderia usar um nariz de pinóquio. Assim todo mundo entenderia o espírito da coisa e ninguém levaria a sério quando ele quisesse dizer que uma bolinha de papel era uma fita crepe gigante de 5kg.

"Bill" Waack poderia narrar no seu idioma oficial (o inglês) e aparecer legendas em português no telejornal.
Do Blog da Helena
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A balança comercial brasileira registrou, em 2011, superávit de US$ 29,79 bilhões, o maior nos últimos quatro anos. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações e as importações brasileiras cresceram em 2011, batendo recordes para o acumulado do ano, o que levou ao aumento de 47,8% do superávit comercial.
As vendas somaram US$ 256 bilhões, um aumento de 26,8% em relação a 2010. Os números divulgados hoje (2) pelo MDIC revelam que as exportações brasileiras atingiram a marca histórica de US$ 1 bilhão por dia útil. Já as importações alcançaram US$ 226 bilhões, ou seja, 24,5% a mais do que o registrado no ano passado.
“O Brasil nunca exportou e importou tanto. Tivemos um saldo comercial robusto, contribuindo para as contas externas do país”, disse a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Lacerda Prazeres sobre “o dinamismo do comércio exterior brasileiro”.
Leia Mais>>> no Blog do Planalto

domingo, 1 de janeiro de 2012

‘NYT’ cita Dilma e Manuela para destacar mulheres na política

Domingo 1, janeiro 2012
Deputada federal pelo Rio Grande do Sul, Manuela D’Avila (PCdoB) foi destaque no jornal americano The New York Times. Em entrevista publicada ontem, a edição online do periódico abordou o crescimento do papel das mulheres na política brasileira, especialmente após a eleição de Dilma Rousseff, a primeira mulher a ocupar a Presidência da República.
O jornal cita que Manuela vai disputar a prefeitura da capital gaúcha em 2012, assim como pelo menos outras 46 mulheres em 26 Estados – número considerado um recorde de candidatas no histórico de eleições no País. De acordo com a publicação, isso se deve em grande parte à popularidade da presidente, que embora tenha presenciado a queda de diversos ministros após denúncias de corrupção, mantém elevado índice de aprovação.
“Ela tem uma atitude diferente, mostra que é uma mulher de coragem”, disse a cientista política Maria do Socorro Sousa Braga, da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). “Isso está ajudando as mulheres a ir em busca do que elas querem, a se tornarem autônomas, gostarem da disputa”, afirmou a especialista. No final do primeiro ano de governo, Dilma alcançou uma aprovação de 72% dos brasileiros.
Com a eleição de Dilma, vimos a confiança dos eleitores nas mulheres”, afirmou Manuela D’Avila. “Com a decisão de Dilma de levar tantas mulheres para o seu governo, ela mostra mais uma vez que nós temos capacidade de governar”, aponta a parlamentar.
A publicação aponta ainda que a presidente, chamada de uma “ex-rebelde marxista”, não tem a mesma popularidade de seu antecessor, Presidente Lula , mas que seu foco no trabalho está conseguindo passar a imagem da eficiência para a população. De acordo com o jornal, esse apoio popular pode ajudar candidatas como Manuela D’Avila a conseguir sucesso nas urnas. “Há grande incentivo por parte do governo Dilma de estimular a participação das mulheres nas eleições”, disse Braga.
O jornal cita que o número de prefeitas no Brasil passou de 317 em 2000 para 405 em 2004 e para 504 em 2008, mas isso corresponde a apenas 9% do total. Se comparado com outros países, o Brasil ainda precisa avançar muito na participação feminina na polícia, diz o The New York Times.
Por

Crise sistêmica global - EUA: Um país insolvente e ingovernável

O GEAP é um grupo de estudos da conjuntura voltado à análise da situação política e econômica do mundo e, anualmente, divulga previsões para os próximos quatro anos. O estudo divulgado este ano antecipa as crescentes dificuldades econômicas, políticas e sociais que serão enfrentadas pelos EUA

Por GEAB (Global Europe Anticipation Bulletin) 1 de Janeiro de 2012 - 10h00

Como anunciado nos GEAB anteriores, nossa equipe apresenta neste nº 60 suas antecipações sobre a evolução dos Estados Unidos para o período 2012-1016. Este país, epicentro da crise sistémica global e pilar do sistema internacional desde 1945, vai atravessar um período particularmente trágico da sua história no decurso destes cinco anos. Já insolvente, irá tornar-se ingovernável – provocando para os norte-americanos e aqueles que dependem dos Estados Unidos choques econômicos, financeiros, monetários, geopolíticos e sociais violentos e destruidores. Se os Estados Unidos de hoje já são bem diferentes da "hiperpotência" de 2006, ano de publicação dos primeiros GEAB que anunciavam a crise sistêmica global e o fim do poderio estadunidense, as mudanças que antecipamos para o período 2012-2016 são ainda mais importantes e vão transformar radicalmente o país, seu sistema institucional, seu tecido social e seu peso económico e financeiro.

Paralelamente, como a cada mês de dezembro, avaliamos nossas antecipações para o ano decorrido. Este exercício muito raramente praticado pelos especialistas e pela imprensa (1) é um instrumento que permite tanto aos assinantes (2) como aos nossos investigadores verificar que o nosso trabalho mantém um forte valor acrescentado e que está em ligação direta com a realidade. Neste ano o nosso desempenho melhorou ligeiramente e o LEAP/E2020 atingiu um resultado de 82% de êxito nas suas antecipações para 2011.

Pormenorizamos igualmente nossas recomendações referentes às divisas, ao ouro, às bolsas e às consequências da marginalização do Reino Unido no seio da União Europeia (UE) (3) sobre a libra, o ouro e a dívida britânica e apresentamos alguns conselhos quanto às evoluções do sistema institucional americano (4) .

Neste comunicado público optamos por apresentar um extrato da nossa antecipação sobre a evolução dos Estados Unidos para o período 2012-2016.

Antes de abordar o caso americano, queremos comentar a situação europeia (5)
.
A espiral econômica infernal dos EUA: recessão/depressão/inflação (extrato)

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