segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Jorge Viana: Prioridade do PT passa de inclusão a qualidade dos serviços públicos

publicado em 29 de outubro de 2012 às 18:32
Vitória em SP amplia coesão e cacife de Lula no PT
Valor Econômico em 29/10/12
Por Caio Junqueira | De São Paulo
O prefeito eleito ontem por São Paulo, Fernando Haddad, subscreveu em 2005 uma espécie de manifesto intitulado Mensagem ao Partido. A elaboração do texto foi liderada pelo então presidente do PT, Tarso Genro, e propunha a refundação da legenda na sequência da crise do mensalão. Uma clara oposição ao grupo que ficou conhecido como Campo Majoritário, cujos principais protagonistas -José Dirceu à frente- estampavam à época as páginas dos jornais em meio às denúncias do mensalão. O manifesto também inaugurou uma nova corrente partidária considerada mais à esquerda na sigla.
Desde então, Haddad passou a ser considerado como integrante da “Mensagem” e nunca questionou essa avaliação.
Até que no início deste ano, em uma reunião da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), o novo nome do antigo Campo Majoritário, ele passou por uma espécie de sabatina. O ponto alto ocorreu quando o deputado federal Ricardo Berzoini (SP) disse que era importante ele se posicionar sobre sua tendência interna e garantir que em caso de vitória não iria favorecer nenhuma das muitas correntes que compõem e disputam o poder interno da sigla. “Minha tendência é o PT”, respondeu.
Ali, foram selados dois rumos para o partido que o resultado de ontem nas urnas em São Paulo irá reforçar. A diminuição dos embates internos petistas que tanto caracterizaram o PT ao longo dos seus 32 anos de história e a condução do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma posição de influência como nunca antes exerceu sobre a legenda. Tanto que, relatam petistas, o que mais se ouve hoje nas conversas sobre tudo referente ao partido e ao governo é: “Já falou com o Lula?”.
Por essa razão, o debate das eleições internas no segundo semestre de 2013 se coloca hoje com ares de consenso: será eleito quem Lula indicar. Afinal, ele elegeu dois técnicos desconhecidos — Dilma Rousseff e Haddad — para os cargos mais importantes em disputa, respectivamente, em 2010 e em 2012.
Assim, é certo que o PT se curvará a ele em 2013. “É o Lula que vai decidir a próxima eleição interna. O fato de ele ter ganho a presidência duas vezes, eleito a Dilma e depois o Haddad enfraqueceu todas as tendências. Esse palco de tendências vai ficar diluído”, disse o deputado Cândido Vaccarezza (PT), da CNB.
“As correntes ficaram muito parecidas. A definição dos postos estratégicos no partido passa por um acordo com o Lula”, disse o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), e integrante da PT de Lutas e de Massas. “Há um cenário de unidade. Lula tem faro político”, disse o deputado Paulo Teixeira (SP), da “Mensagem”.
A questão controversa é que, a despeito da idolatria a Lula, ninguém no partido concorda com a tese de que o PT, enquanto Lula existir, será partido de um homem só, moldado no caciquismo político. Os petistas prontamente rebatem a ideia, sob o argumento de que o que ali ocorre é que Lula, por ser quem é, consegue arregimentar um maior número de apoiadores para suas ideias que precisam estar em conexão com o pensamento médio da legenda.
No caso da eleição interna de 2013, a dúvida é se haverá uma consistente maioria do partido para avalizar a tese central de Lula já referendada por Dilma de que a aliança preferencial da campanha de 2014 é ao centro, com o PMDB, e não à esquerda, com o PSB. Ou, sob outra ótica, se os descontentes com a opção já feita pelos dois principais nomes do PT terão coragem e força suficiente para levar adiante a polêmica e a insatisfação com essa opção.
Tendo por base essa dicotomia, nomes começam a circular no partido. O atual presidente do PT, Rui Falcão (SP), é apontado como o que saiu na frente. “Rui é favorito. Dirigiu a eleição pensando o país, foi o presidente que mais percorreu os municípios neste ano, tratou a todos de maneira igual, independentemente de correntes internas, fez o jogo todo combinado com Lula e, na maioria dos Estados, tem quem articula para ele”, afirmou o vice-líder do governo e vice-presidente do PT, deputado José Guimarães (CE).
Em outra frente, circula o nome do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (RS), que deixa o cargo em fevereiro. Ele garante que isso não está em debate ainda, mas que a lembrança de seu nome é “natural”. “Deixo o cargo em fevereiro, serei um quadro “solto”, não há disputa eleitoral em 2013 e o fato de ter passado pela presidência da Câmara me dá uma condição nacional. Mas, ao mesmo tempo, não gostaria de participar de uma disputa, preferiria trabalhar por um acordo”, declarou.
A lógica pensada por seu grupo na bancada é reproduzir no partido as mesmas condições que o levaram a ser eleito presidente da Câmara: o apoio de integrantes de todos os Estados e de todas as correntes políticas internas do PT — o que também mostra como elas perderam a força de outrora — como forma de contestar o poderio do grupo paulista da CNB mais ligado às antigas lideranças partidárias que saem combalidas do julgamento do mensalão.
Além disso, há uma diferença crucial deste grupo em relação ao que se articula em torno de Rui: o sentimento de que a aliança de 2014 deve ser feita à esquerda. Em outras palavras: deve privilegiar o PSB e não o PMDB.
Mesmo pensamento do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, de quem Maia se aproximou nos últimos meses. “Alianças devem caminhar da esquerda para o centro. Não se trata de preferência a um ou outro partido, mas como fazer uma aliança mais equilibrada com o PMDB fortalecendo os nossos princípios. Se não fica mais difícil implementá-los no futuro”, afirmou Genro.
Para ele, essa ideia se baseia no fato de que a oposição, hoje enfraquecida, em algum momento vai se rearticular e propor uma alternativa à direita. E se o PT rumar por esse caminho em 2014, em um futuro próximo não terá mais condições de se diferenciar da oposição.
Ocorre que a preferência pelo PMDB, além de ser efetivada em Brasília, em fevereiro, com o apoio do Palácio do Planalto às candidaturas de Renan Calheiros (AL) a presidente do Senado e a Henrique Eduardo Alves (RN) a presidente da Câmara, também a partir de janeiro começará a ser configurada no governo Haddad.
Embora ninguém acredite que ele vá jogar o prestígio obtido nas urnas para entrar no jogo partidário — ao contrário de Marta Suplicy, que constituiu um grupo político no seu entorno –, é certo que o molde político que seu governo tomar, orientado por Lula, apontará tendências futuras no PT. São Paulo será o principal laboratório petista de políticas públicas para a nova classe média constituída no país nos últimos anos, egressa da pobreza e que anseia por serviços públicos de qualidade.
Durante a campanha, esse setor foi seduzido pelo candidato Celso Russomano (PRB) a ponto de quase tirar o petista do segundo turno. O governo federal tenta, mas ainda patina no olhar específico para esse eleitorado.
“A vitória do Haddad deve inaugurar um novo modelo petista de governar. Antes a prioridade era a inclusão, agora é a qualidade do serviço público”, disse o senador Jorge Viana (PT-AC).
Além disso, trata-se de um nome formado não na primeira geração petista, que fundou o PT. “A eleição do Haddad repercute nas ideias do PT. Vai haver um debate sobre as ideias do partido a partir de um novo patamar que são essas mudanças na economia e na sociedade”, disse o secretário-geral do PT, Elói Pietá.
PS do Viomundo: Políticas públicas sem higienismo, com a ajuda da USP, foi o que escrevi aqui. Vladimir Safatle observou, aqui, que os limites do lulismo haviam sido atingidos; que só a oferta de serviços públicos gratuitos de qualidade, especialmente na saúde e educação, permitiriam um avanço da chamada nova classe média para um novo patamar.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Antonio Machado: Os jovens com “propensão ao crime” de Serra

publicado em 24 de outubro de 2012 às 12:43

por Antonio Machado

Ao responder uma pergunta sobre violência nas escolas, o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, afirmou ter uma parceria com a Fundação Casa, a antiga Febem, para identificar jovens que tenham “propensão ao crime” e fazer com eles um “trabalho preventivo” de “monitoramento”.
A declaração, feita à Rádio CBN na última terça-feira, logo repercutiu nas redes sociais, mas foi abafada em seguida pelas críticas ao jogo “Angry Haddad”, lançado pela campanha tucana.

Herr Serra diz que vai identificar nas escolas a criança que tem POTENCIAL para ser bandido ou drogado


Leia mais em: O Esquerdopata Under Creative Commons License: Attribution

Como até o momento o candidato não detalhou a proposta, vamos nos ater ao que foi dito, literalmente: “Temos um programa feito com a Fundação Casa, a antiga Febem, para atuar nos jovens que estão dentro das escolas, que ainda não entraram para o mundo do crime, mas podem ter propensão para isso. Então nós vamos fazer com eles um trabalho preventivo, que é identificar quem tem um potencial para ir para o crime, para ir para a droga, e fazer um trabalho de monitoramento”.
Em primeiro lugar, não é boa ideia, em nenhuma hipótese, aproximar a antiga Febem das escolas. Serra evidentemente não propôs prender alunos por mau comportamento.
Porém, a Fundação Casa é uma instituição supostamente preparada para atuar em casos de extrema gravidade, inclusive com medidas de internação (privação de liberdade), mediante a determinação judicial.
Mas não é esse o ponto mais grave da declaração. Serra não fala em jovens que tenham cometido atos criminosos, mas que teriam “propensão” ao crime.
Segundo o dicionário Houaiss, propensão significa “capacidade inata para (algo); inclinação, vocação, pendor.” Inato, de acordo com a mesma fonte, é aquilo “que pertence ao ser desde o seu nascimento; inerente, natural, congênito”.
Pela declaração de Serra, podemos entender que o candidato do PSDB acredita que determinados jovens, estudantes de escolas públicas, tenham tendência natural à criminalidade.
Por não estar relacionada às experiências, esse “potencial”, para ele, não poderia ser combatido apenas com medidas educativas – como as que propôs seu adversário Fernando Haddad na mesma ocasião –, mas com “monitoramento”.
Superada a questão da “propensão” criminosa, base de algumas das maiores atrocidades do século XIX, nos cabe imaginar quais seriam os critérios utilizados pelo Estado para identificar esses jovens. Certamente não seriam frenológicos ou genéticos, como a estarrecedora declaração nos faz imaginar.
Porém, qualquer critério que se proponha a identificar criminosos em potencial é necessariamente preconceituoso e autoritário. Dentro da escola, essa intenção assume uma proporção absurdamente perversa.
Não é o caso de entrar na discussão sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente ou das práticas da Fundação Casa. O que espero sinceramente é que esse tipo de proposta não esteja realmente no programa de governo do candidato tucano – se é que esse programa existe –, e que Serra volte atrás, reconhecendo que disse uma das maiores bobagens de toda a campanha. Depois, espero que esse tipo de “solução” seja cada vez mais rejeitada pela sociedade, e que os próximos debates eleitorais se deem em mais alto nível.
Leia também:
Comparato: Pretos, pobres, prostitutas e petistas
Dalmo Dallari critica vazamento de votos e diz que mídia cobre STF “como se fosse um comício”
Rubens Casara: “Risco da tentação populista é produzir decisões casuísticas”
Gurgel pede arquivamento de denúncia contra deputado que recebeu de Cachoeira
Luiz Flávio Gomes: “Um mesmo ministro do Supremo investigar e julgar é do tempo da Inquisição”
Paulo Moreira Leite: Denunciar golpe imaginário é recurso “quando se pretende promover ruptura”
Marcos Coimbra: STF invade atribuições dos demais Poderes

Debate SBT/Uol: Haddad X Serra

 



No debate Haddad x José Serra no SBT/Uol, ficou claro pelas perguntas que José Serra escolheu fazer, que ele jogou a toalha e desistiu de vencer estas eleições. Perguntou e respondeu procurando apenas melhorar sua imagem, já com vistas em 2014.

Antes de mais nada, Haddad venceu o debate por ser mais consistente e assertivo. Serra perdeu porque fugiu das perguntas várias vezes. Porém, ninguém chegou a cometer algum erro fatal capaz de mudar intenções de votos, e é improvável que o debate mude o quadro das pesquisas que dão vitória para Haddad com uma diferença de 13 a 15 pontos, dependendo do instituto.

Nas vezes em que Haddad teve oportunidade de escolher a pergunta, os temas foram de peso, ora sintonizados com as maiores preocupações dos paulistanos, ora pegando os pontos fracos que Serra procura fugir:

- Responsabilidade de Serra como ex-governador na escalada da violência;
- Taxa de inspeção veicular e pedágios nas rodovias dentro da área urbana;
- Enchentes
- Moradia

Quando José Serra pode escolher a pergunta, ele procurou temas mais amenos, que, embora importantes, estão abaixo na lista de preocupações que os paulistanos consideram serem as mais urgentes entre todas. Serra perguntou sobre:

- parques da cidade (relacionados ao meio-ambiente);
- políticas culturais (Serra escorregou ao pedir para Haddad não citar a "questão social" na resposta, pois apenas reafirmou a imagem tucana de não ter sensibilidade social);
- perguntou sobre políticas para pessoas com necessidades especiais (portadores de deficiência);
- ciclovias;

Como se vê, José Serra fugiu de um debate mais duro, que seria uma tentativa final de ir para o tudo ou nada. O tudo seria uma improvável virada, e o nada seria o risco de ter menos votos do que no primeiro turno, por exemplo.

Ao escolher temas amenos, Serra jogou a toalha nestas eleições, e desistiu de tentar vencer. Quer apenas sair com a imagem um pouco mais positiva do que tem agora, procurando temas mais simpáticos e menos pesados.

Serra aposta que terá um recall alto nas pesquisas presidenciais durante o ano de 2013 e início de 2014, mantendo-se na frente de Aécio como o principal nome da oposição, o nome mais lembrado pelo eleitor nas pesquisas.

Aécio pode desistir de concorrer à presidência em 2014 se achar que não tem chances de vencer Dilma e, ao mesmo tempo, sentir um risco alto de perder o governo de Minas para o PT ou PMDB. Ou pode desistir se for abatido por fatos novos do "mensalão" tucano, da lista de furnas, da rádio Arco-Iris, ou de algum outro escândalo entre as dezenas que os tucanos mineiros varrem para debaixo do tapete. Pode até ser abatido por um simples bafômetro, dado seus hábitos. Neste caso, se a oposição não tiver candidato nenhum, pode aceitar Serra como uma espécie de anti-candidato (para alegria geral da blogosfera em 2014). Provavelmente, pelo comportamento de Serra no debate, ele já está se preparando para esse cenário.

Voltando ao debate SBT/Uol, quando os temas foram determinados pelos internautas, por sorteio, e os candidatos não puderam escolher o assunto, coube a Haddad perguntar sobre:

- combate a corrupção;
- trânsito (engarrafamentos e transporte público lotado);

Coube a Serra perguntar sobre:

- saúde (os internautas reclamam da demora nos exames e consultas);
- Crack e cracolândia;

Nas respostas, houve troca de farpas de todos os lados. Haddad encaixou bons argumentos, cobrando falhas da gestão Kassab e do próprio Serra, falta de comprometimento de Serra com novas propostas, a intervenção desastrada na cracolândia, a proposta de vender 25% dos leitos dos hospitais públicos para a iniciativa privada.

Serra também distribuiu farpas, mas à medida em que o debate se encaminhava para o fim, procurou atacar menos, e tentar ser mais propositivo, fugindo das perguntas, para falar do que queria, como promessas de bolsa no ensino técnico, e de um factóide lançado de última hora: um "upgrade" no bilhete único. Certamente porque perdeu o debate do bilhete único mensal, ao qual parou de fazer críticas.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Stanley Burburinho: As mentiras e falcatruas da família Serra


O justiceiro Stanley Burburinho, que ninguém sabe quem é, publicou em suas páginas do Twitter e Facebook uma série de mentiras e falcatruas do eterno candidato derrotado José Serra e de seus amigos demotucanos privatistas. Elas estão todas documentadas. E aí Joaquim, tem jeito ou tá difícil?
● Aqui está a imagem do relatório da Operação Satiagraha da Polícia Federal com o grampo em que o megaespetaculador trambiqueiro Naji Nahas fala que Serra passou informações privilegiadas – http://t.co/FSkb6hCk
● USA Securities and Exchange Commission: Filha do Serra é dona de 10% do site Mercado Livre – http://t.co/RmBMBB37
● Cartas marcadas no Metrô de Serra – http://migre.me/b1hg8
● Serra assinou carta afirmando que PSDB não venderia Banespa e vendeu – http://migre.me/1TdKO
● Serra diz que é economista. Não é. Está sendo processado por falsidade ideológica – http://is.gd/tKeBX3
● Serra votou contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas – http://migre.me/b1huk
● Serra votou contra mais garantias de estabilidade no emprego ao trabalhador – http://migre.me/b1hFs
● Serra negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário – http://is.gd/6po1pJ
● Serra negou seu voto pelo aviso prévio proporcional – http://is.gd/6po1pJ
● Serra negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical – http://is.gd/6po1pJ
● Serra negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio – http://is.gd/6po1pJ
● Serra negou seu voto pela garantia do salário mínimo real – http://is.gd/6po1pJ
● Serra votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo – http://is.gd/6po1pJ
● Quem foi quem na Constituinte – Dados obtidos no Diap: Lula, nota: 10; Serra, nota: 3,5 – http://is.gd/6po1pJ
● Serra diz q foi o criador do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Mentira! O criador do FAT foi Jorge Uequed – http://migre.me/b1haV
● Serra disse que criou o programa de combate à AIDS. Mentira! O criador do programa foi Adib Jatene – http://is.gd/4HylaE
● Serra disse que criou o seguro-desemprego. Mentira! O seguro foi criado pelo então presidente José Sarney – http://is.gd/YkuVrs
● Serra diz que ajudou a criar o Plano Real. Mentira! Itamar Franco disse que Serra criticou o Plano Real desde o início – http://is.gd/rbi2GD
● Filha de Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos no governo FHC – http://is.gd/ilvACr
● Adib Jatene diz de forma polida que FHC e Serra não têm palavra – http://t.co/W7QPSvq8
● Filha de Serra foi sócia da irmã de Daniel Dantas em empresa em Miami (EUA) – http://is.gd/9u3jTS
● Em 2004, Serra prometeu que, caso fosse eleito prefeito de São Paulo, cumpriria o mandato até o fim. Não cumpriu! – http://is.gd/mDpHpt
● Serra disse que criaria o Ministério da Segurança. Contudo, os delegados de São Paulo recebem a menor remuneração do País – http://is.gd/Ll8cPT
● Serra culpou os nordestinos pela péssima avaliação do ensino em São Paulo e manda bater em professores – http://youtu.be/2bhZC1LggUk
● Serra persegue jornalistas – http://is.gd/cjTtZC e manda tirar sites do ar – http://is.gd/UbDvtY
● Serra censura e manda recolher a Folha Bancária – http://wp.me/p2vU7H-1lN
Do blog Limpinho e cheiroso

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Como FHC e Serra venderam o Brasil

Veja aqui o que o Partido da Imprensa Golpista (PIG- Partido da Imprensa Golpista) não mostra!

Do Sintonia Fina - 12/09/2012

O Sr. José Serra do PSDB, tocava o programa de privatização e era o responsável pela vendas das estatais brasileiras, quando foi ministro do planejamento do governo FHC.
Confira na matéria abaixo, da revista Veja de 03/05/1995, o que o Ministro Serra disse: “Estamos fazendo todo o possível para privatizar em alta velocidade”.


Assim, conforme mostra as fotos abaixo, Serra bateu o martelo em leilões de privatização. A cada batida de martelo, bilhões do patrimônio público nacional eram retirados da mão do povo brasileiro e entregues a investidores privados. Um crime de lesapátria.


Nesta foto, José Serra aparece batendo o martelo durante o leilão
da companhia de eletricidade, a ESCELSA, em 1995.

Nesta foto, José Serra bate o martelo e vende a
companhia de eletricidade LIGHT. (Revista Veja do dia 29/05/1996)

Nesta foto, José Serra comemora a venda da LIGHT.



Data: Revista Veja do dia 03/05/1995
Na matéria acima, a revista narra o que disse FHC para Serra: "É preciso dizer sempre em todo
lugar que esse governo não retarda privatização, não é contra NENHUMA PRIVATIZAÇÃO, e vai vender tudo o que der para vender".
Data: Revista Veja do dia 07/02/1996
Na matéria acima, a revista mostra que o José Serra garante a privatização da Vale do Rio Doce: “A descoberta dessa mina não altera em nada o processo de privatização. Só o preço, que poderá ser maior.”
4 Olhe o vídeo em que o FHC afirma que o Serra foi o que mais
lutou a favor da privatização da Vale:
http://www.youtube.com/watch?v=grbeuBaY9Kk

OBS: Como sabemos, a Vale do Rio Doce foi vendida por $ 3,2bilhões de Dólares. Esse valor corresponde ao lucro da empresa em apenas um semestre. Hoje, seu valor no mercado é de $ 196
bilhões de Dólares, ou seja, entregaram de graça um patrimônio público. Quem fez isso não pode ser a favor do Brasil.
Relação de empresas estatais brasileiras, privatizadas (entregues) pelo do governo neoliberal de FHC e José Serra, junto com governos estaduais da época, principalmente o do ex-governador
Geraldo Alckmin:
- AES SUL (CEEE Distribuição) - vendida para a empresa americana AES;
- BANDEIRANTE Energia - vendida para o grupo Português EDP;
- CELPE - vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
- CEMAR - vendida ao grupo americano Ulem Mannagement Company;
- CESP TIETE - vendida para a empresa americana DUKE;
- CETEEP - vendida para a empresa estatal Colombiana ISA;
- COELBA - vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
- CONGÁS - vendida ao grupo britânico British Gas/Shell;
- COSERN - vendida ao grupo espanhol Iberdrola;
- CPFL - vendida para o grupo brasileiro VBC;
- ELEKTRO - vendida para a empresa americana ENRON;
- ELETROPAULO - vendida para a empresa americana AES;
- ESCELSA - vendida ao grupo português GTD Participações, juntamente com o consorcio de Bancos Iven S.A.
- GERASUL - vendida para empresa Belga Tractebel;
- LIGHT- vendida ao grupo francês e americano EDF/AES;
- RGE - vendida para o grupo brasileiro VBC;
- BAMERINDUS - vendido ao grupo britânico HSBC;
- BANCO BANESPA - vendido ao grupo espanhol Santander;
- BANCO MERIDIONAL - vendido para o Banco Bozano;
- BANCO REAL - vendido ao grupo ABN-AMRO, hoje sob o controle do grupo Santander;
- BEA (Banco do Amazonas S.A.) - vendido ao Bradesco;
- BEG (Banco de Goiás) - vendido ao Itaú;
- CARAIBA - Mineração Caraíba Ltda
- CIA. VALE do RIO DOCE; 5
- PQU (Petroquímica União S.A);
- Empresas de Telecomunicação do grupo TELEBRAS:
EMBRATEL, TELESP, TELEMIG, TELERG, TELEPAR,
TELEGOIÁS, TELEMS, TELEMAT, TELEST, TELEBAHIA,
TELERGIPE, TELECEARÁ, TELEPARÁ, TELPA, TELPE, TELERN,
TELMA, TELERON, TELEAMAPÁ TELAMAZON, TELEPISA,
TELEACRE, TELAIMA, TELEBRASÍLIA, TELASA.
A maioria vendida a grupos internacionais: espanhol, italiano, mexicano e, algumas a um grupo brasileiro.
O que foi exposto ilustra claramente qual é a política econômica a ser adotada, caso José Serra seja presidente. Uma política de venda do patrimônio público, sem nenhum pudor.
Se Serra for o próximo presidente poderá bater o martelo para vender o que restou de nossas empresas: Petrobras, BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Furnas, Chesf, Eletronorte, Eletrosul, dentre outras. Ele só precisa de mais quatro anos de governo para concluir o serviço que começou com o governo FHC.
José Serra é o candidato da aliança partidária: PSDB, DEM e PPS.

As privatizações comprovam que eles são os entreguistas do Brasil.


Sintonia Fina
"Fale mal das minhas atitudes quando as suas forem um bom exemplo a ser seguido."

domingo, 9 de setembro de 2012

FHC: Aécio Neves não tem comportamento de um presidenciável


Aécio parece que não gostou muito do que disse FHC
Aécio parece que não gostou muito do que disse FHC
(Copiado e colado do blog Histórias para Boi Acordar)
O blog de Josias de Souza na Folha de S. Paulo informa que FHC tem dedicado severas críticas à Aécio Neves em suas conversas privadas.
O jornalista diz que “na opinião de FHC, o comportamento de Aécio é incompatível com o desejo dele de ser candidato à Presidência da República”. FHC lamenta que Aécio Neves não participe da discussão sobre os temas mais relevantes do país e que não dialogue com os brasileiros.
O fato é que Aécio Neves não se apresenta para o debate simplesmente porque não tem competência para isso. Seu blábláblá é simplesmente eleitoreiro e só se sustenta com o forte aparato de marketing e de censura.
Só não vê quem realmente não quer: enquanto era governador, os gastos do estado com publicidade aumentaram 451% (isso mesmo, 451%, leia o post“choque de gestão” ou de marketing?); os casos de censura e controle da mídia ficaram nacionalmente conhecidos (veja aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui,aqui e aqui entre muitos outros)
Como senador e sem parte do controle da propaganda e das notícias que a cada dia revelam o estrago que seu governo fez em MG (se informe em outros posts deste e de outros blogs como andam os serviços públicos, as finanças e as maracutaias da Minas Gerais real), só resta a Aécio Neves contar com a sua própria competência, mas ela é quase nula.
Os mineiros já estão descobrindo isso: leia o post aécio neves se diz “preparado” para ser candidato à presidente, mas os mineiros discordam
Os paulistas também: leia o post coluna de aécio neves na folha de s. paulo revela aos paulistas a mediocridade do senador mineiro
A decepção de FHC só veio à tona agora, mas ela já era perceptível entre os correligionários de Aécio : leia o post bye, bye aécio: PSDB está de olho em eduardo campos para 2014
Mas a maior decepção deve ser mesmo dos eleitores de Aécio Neves: reconhecer que apostaram seu voto numa imagem vazia, construída a custa da liberdade de imprensa e do investimento de bilhões de reais em propaganda não deve ser nada fácil.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Cartilha para acompanhar o mensalão

Publicado em 02/08/2012

Este documento tem o objetivo de desmontar ponto-a-ponto, com base nos fatos e nos autos, as principais acusações contra o PT


O Conversa Afiada reproduz cartilha da CUT-RJ:

Mensalão – Verdades e Mentiras

Em junho de 2005, o então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) acusou o PT
de “pagar mesada” a mais de 100 deputados da base aliada para que estes
votassem a favor do governo no Congresso Nacional.
Segundo ele, a “compra de votos” era feita com dinheiro público. Jefferson
batizou o suposto esquema de “mensalão” e disse que o “cabeça” era o então
ministro Chefe da Casa Civil, José Dirceu.
Sete anos se passaram.
As denúncias de Jefferson jamais foram comprovadas. Nem ele, nem as três
CPIs que trataram do assunto, nem o Ministério Público, nem a Polícia Federal,
nem as dezenas de investigações paralelas da imprensa e dos órgãos de
fiscalização conseguiram reunir elementos que sustentassem as acusações.
O chamado processo do “mensalão”, ação penal que corre no STF sob o nº
470, tem quase 50 mil páginas e mais de 600 depoimentos. Nessa extensa
peça processual, só uma pessoa sustenta que o esquema teria existido: o
próprio Roberto Jefferson. E mesmo Jefferson, em suas alegações ao STF,
lança dúvidas a respeito, ao afirmar que seu partido (PTB), que também era da
base aliada, recebeu recursos oriundos de acordos eleitorais.
A ficção político-midiática de Jefferson, por outro lado, tem fortes aliados na
imprensa. A grande maioria dos articulistas da mídia tradicional está
cegamente convencida de que o PT comprou votos de deputados com dinheiro
público, sob o comando de José Dirceu.
Co-autora da tese acusatória, a mídia montou um tribunal paralelo. Denunciou,
julgou e condenou. Ao STF, na opinião dessa mídia, cabe apenas o papel
secundário de decidir o tamanho das penas – e agir rapidamente para que elas
não prescrevam!
Repetem o mantra todos os dias. Com isso, exercem forte pressão sobre a
opinião pública. Pressão que agora se volta também contra os magistrados do
Supremo, às vésperas do julgamento.
Recentes acontecimentos da política nacional, que levaram à criação da CPI
do Cahoeira, talvez joguem um pouco de luz sobre essa obsessiva fixação –
que começa a assumir ares de desespero.
Este documento tem o objetivo de desmontar ponto-a-ponto, com base nos
fatos e nos autos, as principais acusações contra o PT, o governo Lula e o exministro
José Dirceu no chamado “caso mensalão”.


1. O PT pagou mesadas a deputados para que votassem a favor de
projetos do governo no Congresso.

Os fatos
O PT ajudou partidos aliados a financiar suas campanhas nos estados,
relativas às eleições de 2002 e 2004. Em alguns casos, conforme asumido
publicamente em entrevistas e depoimentos, a ajuda não foi declarada à
Justiça Eleitoral. Nunca houve pagamentos mensais.
Não ficou demonstrada ligação entre as datas dos depósitos bancários e as
votações na Câmara. Pelo contrário: existem datas em que os saques
coincidem com derrrotas do governo em votações importantes. Dados da
Câmara mostram, por exemplo, que em 2004, após elevados repasses, caiu o
apoio ao governo nas votações.
O Ministério Público, nas alegações finais enviadas ao STF, sustenta que
houve “compra de votos”. Porém, diante da fragilidade da própria denúncia,
não consegue ir além de afirmações vagas e imprecisas. Diz que “alguns”
parlamentares, em “algumas votações”, votaram com o governo em datas
próximas de “alguns” saques.
O que de fato existe no processo são testemunhas que provam que nunca
houve compra de votos.


2. O “esquema” envolveu dinheiro público

Os fatos
As transferências para que aliados quitassem dívidas de campanha, que a
mídia chama de “mensalão”, não envolveram dinheiro público. O dinheiro veio
de empréstimos feitos junto aos bancos privados Rural e BMG.
Por absoluta inconsistência, a acusação de desvio de dinheiro público contra
oas principais nomes do processo, entre eles José Dirceu, já foi rejeitada por
unanimidade dos 11 juízes do STF, em agosto de 2007.


3. José Dirceu, o “Todo-Poderoso”, era o “chefe da quadrilha do
mensalão”.

Os fatos
José Dirceu é um importante quadro político do PT e teve papel de destaque
no governo federal. Ele era presidente do partido em 2002, quando coordenou
a campanha vitoriosa de Lula. Depois, afastou-se da direção do PT e assumiu
a Casa Civil.
José Dirceu não “mandava” no PT ou no governo. Dizer isso é desconhecer
funcionamento do PT e as características do sistema político brasileiro –
submetidos, nos dois casos, às regras da democracia, aos limites institucionais,
às construções políticas e à vontade soberana do povo brasileiro, tudo sob
vigilância de uma imprensa livre.
Não existe no processo uma única prova que dê suporte à acusação de que
José Dirceu integrava e comandava uma quadrilha.
Dirceu teve todos os seus sigilos quebrados (fiscal, telefônico e bancário), foi
investigado como poucas pessoas no Brasil, e não se descobriu qualquer fato
que pudesse lançar suspeita sobre sua conduta pessoal e política nesse caso.


6. A cassação de José Dirceu, na Câmara dos Deputados, é a prova de
que o mensalão existiu e de que ele, Dirceu, estava envolvido

Os fatos
O relatório produzido contra José Dirceu no Conselho de Ética da Câmara, que
serviu de base para a cassação de seu mandato parlamentar, é na verdade
uma mera peça de retórica, vazia do ponto de vista do processo legal e repleta
de falhas e lacunas.
A fragilidade é tanta que seu autor, o deputado Júlio Delgado, sequer foi
incluído entre as testemunhas de acusação no processo que corre no STF.
A cassação de José Dirceu foi política e se deu em meio ao clima de caça às
bruxas instalado pela mídia contra todos os que se opunham às suas teses e
aos seus desejos – sendo o principal deles atingir Dirceu na expectativa de que
isso desestabilizaria o governo Lula.
O mais absurdo é que, antes de ter cassado Dirceu por supostamente “chefiar
o mensalão”, a mesma Câmara cassou Roberto Jefferson por este não ter
conseguido provar a existência do “mensalão”…


7. No governo, José Dirceu beneficiou o BMG na implantação do
programa de crédito consignado. Também atuou para livrar o banco dos
órgãos de controle e fiscalização.

Os fatos
Essa acusação é uma das âncoras do processo de formação de quadrilha.
Para a oposição, a mídia e o Ministério Público, essa trata-se da principal
“evidência” de que houve “desvio de dinheiro público” e de que José Dirceu
estava no comando “do esquema”.
Ocorre que nada disso foi comprovado. O TCU, instituição independe,
investigou a denúncia e concluiu que não houve qualquer benefício ao BMG.
Da mesma maneira, ficou provado que o banco jamais deixou de ser
fiscalizado pelos órgãos de controle do sistema financeiro – que também são
independentes.
De tão absurdas e infundadas, o próprio Ministério Público abandonou estas
imputações em suas alegações finais.


8. José Dirceu manteve vários contatos com Marcos Valério, apontado
como “operador do mensalão”

Os fatos
Zero é o número de testemunhas, documentos, dados bancários ou telefônicos
que a acusação produziu para sustentar o imaginado vínculo entre Marcos
Valério e José Dirceu.
Todos os episódios apontados como suspeitos pelo Ministério Público foram
profundamente debatidos na ação penal, e todas as testemunhas ouvidas em
Juízo provaram a inexistência de qualquer espécie de relação entre ambos.


9. O “mensalão” foi o “maior esquema de corrupção da História do
Brasil”.

Os fatos
Diante dos fatos e das investigações, essa tese desmorona.
Mas ela sobrevive nas manchetes e no discurso oposicionista, com o objetivo
de criminalizar o PT e o governo Lula – ou de desviar a atenção da opinião
pública quando eles próprios são pegos em transações obscuras.
Os que usam essa estratégia são os mesmos que silenciaram diante das
revelações do livro “A Privataria Tucana”, lançado no final do ano passado, e
que agora omitem ou minimizam as relações criminosas de setores da
imprensa com o contraventor Carlos Cachoeira.


10. O governo Lula foi “leniente” com a corrupção

Os fatos
Nunca se combateu tanto a corrupção quanto nos governos do PT (Lula e
Dilma). Somente no governo Lula, a Polícia Federal fez mais de mil operações,
com 14 mil presos, sendo 1.700 servidores públicos – além de empresários,
juízes, policiais e políticos, inclusive do PT.
O governo Lula também fortaleceu os órgãos de controle e de fiscalização,
além de dar total independência ao Ministério Público Federal.
A título de comparação, no governo tucano a PF fez apenas 28 operações e o
Procrador-Geral da República era mais conhecido por “Engavetador-Geral”.


11. Se o STF aceitou a denúncia contra os “mensaleiros”, é porque as
acusações são consistentes.

Os fatos
Com forte pressão da mídia sobre a opinião pública, o STF decidiu receber a
denúncia e abrir o processso. No dizer de um dos seus ministros, os juízes
votaram “com a faca no pescoço”.
Mas recebimento não é sinônimo de condenação ou pré-condenação. Pelo
contrário. A abertura do processo serve para que as investigações sejam
aprofundadas e para que os acusados possam se defender.
A Constituição Brasileira garante que nenhum cidadão será condenado sem
provas e que todos terão um processo justo e com efetivo direito de defesa.
A partir do momento em que o STF aceitou a denúncia, caberia ao Ministério
Público apresentar os elementos que comprovassem suas acuações iniciais.
Mas isso não aconteceu.
O que se vê nas alegações finais do Ministério Público é um verdadeiro
conjunto vazio. Nenhuma prova foi produzida contra Dirceu. Ao contrário, foi
construído um acervo probatório que atesta a sua inocência.


12. O PT quer usar a CPI do Cachoeira para “abafar” ou “adiar” o
julgamento.

Os fatos
Investigações recentes da Polícia Federal evidenciam, entre outros fatos
graves, que a quadrilha de Carlos Cachoeira aliou-se a veículos de imprensa –
principalmente a Revista Veja – para produzir denúncias contra o governo do
PT e favorecer os interesses do bicheiro. Isso pode vir à tona na CPI. É disso
que parte da mídia tem medo. É esse medo que a faz produzir teorias como
essa.
O PT não quer nem tem poder para abafar ou adiar o julgamento. Ao contrário,
esta será a oportunidade decisiva para que se restaure a verdade.
No que se refere a José Dirceu, ele já deixou claro – em entrevistas,
declarações e textos – que confia na Justiça brasileira e quer ser julgado o
mais rápido possível.
A data do julgamento depende somente dos ministros do Supremo, que
precisam cumprir os procedimentos e prazos legais, bem como cuidar das
demais demandas do Tribunal.
Atualmente, o processo está na fase de revisão. Concluída esta etapa, estará
pronto para ser colocado em pauta.


13: A imprensa não faz nada além de noticiar, investigar e zelar pela ética
na política.

Os fatos
A grande imprensa no Brasil tomou partido. Quando se trata do PT e seus
aliados, ela não só investiga e noticia, como julga e também condena –
independentemente dos fatos.
Hoje, sabe-se que parte importante dessa imprensa aliou-se ao esquema
criminoso do bicheiro Carlinhos Cachoeira para produzir várias denúncias
contra os governos Lula e Dilma, entra elas a que deu origem ao chamado
“mensalão”.
Nas duas últimas eleições presidenciais, essa imprensa trabalhou ativamente
para eleger o candidato da oposição – produzindo farsas como o famoso
ataque da bolinha de papel.
Agora tenta manipular a opinião pública e pressionar o STF para ver
“comprovada” a tese do mensalão, da qual ela se tornou a principal porta-voz.
Mas os fatos a desmentem. E a verdade prevalecerá.