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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Prêmio a FHC é para ex-esquerdistas

blicado em 13/07/2012
Dos escombros desse desastre de proporções ferroviárias irrompe falação do tucano em defesa das ‘reformas’.


O Conversa Afiada reproduz artigo da Carta Maior:

FHC ouviu o galo cantar; achou que era um tucano


Fernando Henrique Cardoso recebeu um prêmio da Biblioteca do Congresso dos EUA, cuja primeira edição agraciou a tradição dos intelectuais arrependidos da esquerda. O polonês Leszek Kolakowski inaugurou a fila do ‘Pluge’ em 2003 depois de concluir uma baldeação do marxismo ortodoxo à rejeição radical da obra de Marx, classificada por ele como a ‘maior ilusão do século XX”. No caso de FHC, o prêmio de U$ 1 milhão brindou os desdobramentos políticos de suas reflexões sobre a dependência. No entender dos curadores, elas teriam demonstrado como os países periféricos ‘podem fazer escolhas inteligentes e estratégicas’ (leia-se dentro dos marcos dos livres mercados) mesmo estando em desvantagens em relação às nações industrializadas”.

O tucano não decepcionou. Na entrevista após embolsar o galardão falou grosso. E acusou Lula de ser responsável pelas agruras atuais da indústria nativa (perda de competitividade e de peso no PIB), ao interromper as reformas liberalizantes. Isso mesmo, aquelas das quais seu governo foi um instrumento e cuja correspondência no plano internacional, como se verifica, legou-nos um mundo de fastígio e virtudes sociais. O diagnóstico do sociólogo, como se sabe, vem ancorado em atilada visão macroeconômica.

Graças a ela, o Brasil frequentou o guichê do FMI por três vezes em seus oito anos de mandato.Mais recentemente, em 29 de setembro de 2011, quando o governo Dilma reduziu a Selic pela primeira vez e começou a armar o país contra a segunda avalanche da crise vinda da Europa, FH advertiu no jornal Valor: “A decisão (de cortar os juros) se mostra precipitada diante das previsões de queda do crescimento e mais inflação”.

A fina sintonia com o lobby dos bancos, jornalistas e rentistas –que anunciavam o dilúvio após a queda da Selic, de estratosféricos 12,5% para 12%, contra zero nos EUA-, não se confirmou. As previsões do ‘mercado’ de uma inflação em alta (6,52% então), esfarelaram-se ante o peso descomunal do agravamento do quadro externo. Nesta 4ª feira, depois de um novo corte de 0,5 ponto na Selic, que atingiu um recorde de baixa de 8%, contra um pico histórico de 44,5% em março de 1999, no segundo mandato do sociólogo, ninguém mais se lembrava das doutas advertências feitas por ele em 2011.

O mundo literalmente despenca sob o peso descomunal de uma quase depressão, que avança pelo quinto ano sem perspectivas de solução nos marcos do capitalismo desregrado (leia o texto obrigatório de François Chesnais nesta pág).Os capitais em fuga para a segurança inundam os cofres do Banco Central Europeu e do Tesouro americano, mas também do alemão, que pagam uma taxa de juro inferior à inflação. Ou seja, os ricos preferem pagar para guardar o dinheiro em títulos públicos confiáveis do que investir na produção. O nome disso é colapso sistêmico.

Mais de 17,5 milhões de empregos foram dizimados na Europa; Espanha, Grécia, Portugal, Irlanda caíram sob intervenção da banca para salvar ela própria; Obama chapinha num lodaçal de liquidez que não consegue reerguer a maior economia da terra; a China já sente a retração do comércio mundial que irradia efeitos contracionistas também no Brasil e demais fronteiras da América Latina.

Dos escombros desse desastre de proporções ferroviárias irrompe falação do tucano em defesa das ‘reformas’. Sejamos francos, FH ouviu o galo cantar; achou que era um tucano áulico. A industrialização brasileira vive, de fato, uma compressão decorrente de desequilíbrios internos e externos. O fôlego industrial do país hoje é 5% inferior ao que existia no pré-crise de 2008. Quem acha que a perda é miúda deve ser informado que a corrosão ocorre justamente nos setores de ponta, aqueles que dão o comando aos demais segmentos da economia e da produção. A regressão decorre, em grande parte, da não retificação do substrato neoliberal trazido do ciclo tucano, a saber: privatizações que desguarneceram a capacidade do Estado investir na infraestrutura, indispensável à ampliação da competitividade sistêmica; liberdade de capitais; juros escorchantes; câmbio valorizado e miséria aniquiladora da demanda interna.

O governo Lula optou por atacar com maior contundência dois flancos desse modelo de inserção internacional dependente, construído pelo PSDB: o mercado de massa asfixiado pela fome de emprego, de comida, crédito e salário mínimo e o torniquete financeiro externo, feito de dívida alta e reservas baixas. Poderia ter ido além, afrontando o lobby rentista associado ao câmbio destrutivo? Tecnicamente, deveria. A resposta técnica descuida ‘apenas’ de um dado: a relação de forças permitiria atacar todas as frentes ao mesmo tempo?

Mal ou bem, as escolhas históricas de Lula deram ao seu segundo governo, e ao primeiro de Dilma, uma base de apoio social ampliada que hoje possibilita aprofundar o descolamento em relação à agenda neoliberal, evocada na nostálgica entrevista de FHC.

Nesse espaço dilatado pela política há uma discussão à espera de seus personagens; ela é sobremaneira urgente.

Até que ponto é possível blindar o país do vagalhão em curso apenas com doses de soro creditício e recuos graduais da Selic, como tem sido feito? Ou ainda: se o investimento privado não comparece para dar impulso sustentável a essa engrenagem, qual deve ser o espaço do Estado na resistência contracíclica à recessão?

Não se trata de menosprezar a importância dos mercados, sobretudo do mercado de capitais, mas as insuficiências da lógica privada ficaram evidentes na recente queda de braços entre o governo e a banca em torno dos spreads . A pendência só se inclinou a favor da redução do custo do dinheiro quando o governo decidiu politizar o tema e acionou uma poderosa alavanca indutora: os bancos estatais, que normatizaram o significado do interesse nacional nesse momemto. O mesmo ocorreu em 2008. Antes da crise, os bancos públicos eram responsáveis por 30% do crédito oferecido; hoje, por 40%. O crédito dos bancos públicos cresceu do equivalente a 15,5% do PIB para 22,5%. Sem eles, o lubrificante básico da atividade econômica, o crédito, minguaria como acontece na Europa agora.

Lição correlata vem da área do petróleo. O mundo estrebucha, mas a Petrobrás reafirmou investimentos de US$ 236, 5 bilhões até 2015 — US$ 142 bilhões em exploração e produção, o que significa uma fabulosa injeção de demanda por máquinas, serviços e equipamentos. Por que a Petrobrás é capaz de fazer, enquanto outras instancias do governo patinam? Levantamentos do Ipea mostram que dos R$ 13,661 bi destinados este ano à construção de rodovias, por exemplo, apenas R$ 2,543 bilhões (18,6%) foram gastos até maio.

Uma das respostas é que a existência da Petrobrás preservou a capacidade de planejamento do país no setor petrolífero; preservou e ampliou seus quadros de alto nível, expandiu o torque de sua engenharia, formou e massificou sua mão de obra; induziu e disseminou uma estratégica cadeia de fornecedores; criou e motivou a implantação de centros de pesquisa de ponta na área. Enfim, fez tudo o que foi suprimido ou interditado no interior do Estado brasileiro nos anos 90, e que um deslocado FHC reivindicou como ‘trunfo’ desperdiçado por Lula. O resultado desse ‘trunfo’ é a brutal dificuldade enfrentada agora para destravar investimentos imprescindíveis em infraestrutura, mesmo quando não existe restrição orçamentária. Os ditos ‘mercados’ não dão conta do recado; o Estado foi programado para não fazer.

Se quiser de fato ir além de soluços de consumo nos próximos anos, o Brasil talvez tenha que perder o medo de discutir um tema interditado pela ideologia do Estado mínimo nos anos 90: a criação de novas empresas públicas, estatais que possam nuclear setores estratégicos e fazer o mesmo que os bancos públicos e a Petrobrás fazem hoje em suas áreas de referência — colocar o mercado para trabalhar pelo país.

A título de ilustração, vale a pena ler reportagem recente do jornal Valor (abaixo). Ela mostra como até os batalhões de engenharia do Exército, livres do desmonte do ciclo tucano, e à margem das licitações feitas para não funcionar, conseguem entregar obras antes do prazo, em situações em que a livre iniciativa fracassa ou se torna onerosa. Roosevelt na Depressão dos anos 30, nos EUA, fez coisas que deixaram os capitalistas e a mídia de cabelos em pé. Foi acusado de comunista e odiado pelos endinheirados. Mas tinha o apoio dos sindicatos e o voto das ruas; salvou a economia do país. A lição daqueles dias vale para o governo Dilma, mas também convida os sindicatos e a CUT a irem além das reivindicações salariais. A ver.

Exército agora faz até projetos de aeroporto
Valor Econômico – 12/07/2012

Tocando 34 obras pelo Brasil, 25 delas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Exército passa agora a atuar também fazendo projetos de engenharia. Em agosto, serão entregues à Infraero os planos que podem destravar a expansão de três aeroportos, em Goiânia, Vitória e Porto Alegre. O Exército já trabalha na terraplenagem do aeroporto de Guarulhos e na construção da pista de São Gonçalo do Amarante (RN)

A presença do Exército na ampliação do sistema aeroportuário está ganhando uma nova dimensão. Além de trabalhar em obras estratégicas de grandes aeroportos, como a terraplenagem de Guarulhos (SP) e a construção da pista de São Gonçalo do Amarante (RN), a divisão militar de engenharia começa a assumir outro tipo de trabalho. Em agosto, chegam às mãos da Infraero os projetos de engenharia que podem destravar a expansão de três aeroportos: Goiânia (GO), Vitória (ES) e Porto Alegre (RS).

O lançamento de um plano de aviação regional, que espera a aprovação da presidente Dilma Rousseff, abre espaço ainda para uma tarefa adicional para o Exército. Ao liberar recursos para expandir o número de aeroportos atendidos por voos regulares de companhias aéreas – das atuais 130 para 200 localidades -, o governo não quer esbarrar na falta de competência técnica. Por isso, pretende colocar o Instituto Militar de Engenharia (IME) à disposição de Estados e prefeituras para a elaboração de projetos que permitam aos aeroportos regionais receber recursos da União.

O que motiva o governo a fortalecer a parceria com os militares são os resultados obtidos até agora na maior porta de entrada e saída do país. A terraplenagem do futuro terminal 3 de Guarulhos, com previsão inicial de entrega em dezembro de 2013, foi antecipada em 15 meses e deverá ser concluída em setembro deste ano. Com isso, a nova concessionária do aeroporto – formada pela Invepar e pela operadora sul-africana ACSA – fica com o caminho aberto para erguer um terminal com capacidade para 12 milhões de passageiros/ano, até a Copa do Mundo de 2014.

Tão impressionante quanto o ganho de tempo foi a redução nos valores. A obra, que inicialmente foi orçada em R$ 417 milhões pela Infraero, já obteve uma economia de R$ 130 milhões e deverá terminar com queda de 25% em relação ao custo original. Cerca de 150 militares trabalham na administração das obras de Guarulhos, que são executadas por três empreiteiras subcontratadas pelo Exército.

Concluídos esses empreendimentos, o contingente será imediatamente realocado para outras frentes de trabalho, com o objetivo de acelerar outras obras assumidas pelos militares. “Antigamente, não tínhamos esse conhecimento técnico sobre o setor aeroportuário, trabalhávamos apenas em campos de pouso e pistas na Amazônia. Hoje, temos essa capacitação e a tendência é que entremos em novos projetos, à medida que formos chamados”, disse ao Valor o chefe do Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército, general Joaquim Maia Brandão.

O aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN), concedido ao grupo Inframérica – uma aliança da brasileira Engevix com a argentina Corporación América – e que começará a funcionar em 2014, será uma das frentes a ganhar reforço. A iniciativa privada ficou encarregada de construir o terminal de passageiros e coube ao Exército entregar o sistema de pista e pátio de aeronaves, com prazo até o fim do ano que vem.

Para acelerar as obras, dois novos grupos estão sendo deslocados. Primeiro, o batalhão que concluiu um dos lotes da transposição do rio São Francisco, em Cabrobó (PE). Depois, o que vem trabalhando na BR-101, no Rio Grande do Norte.

O general Brandão diz que o Exército ainda não alterou o prazo de entrega de São Gonçalo (dezembro de 2013), mas admite a possibilidade de antecipação do cronograma “dependendo das condições meteorológicas”. A pista de pouso e decolagem já foi concluída. Falta ainda avançar nos serviços de drenagem, sinalização e balizamento.

As equipes chefiadas por Brandão também estão trabalhando na reforma da pista do aeroporto de Rio Branco (AC), fechada uma vez a cada 15 dias, para as obras de recuperação. Mas é na área de elaboração de projetos básicos e executivos de engenharia que podem surgir novidades nas próximas semanas.

Em agosto, o Exército entregará os projetos executivos para a ampliação da infraestrutura de pistas e pátios de aeronaves em Goiânia e em Vitória.

Com isso, a expectativa da Infraero é retomar obras completamente paradas há cinco anos. Em 2007, após o Tribunal de Contas da União (TCU) ter encontrado indícios de irregularidades nos contratos da estatal com as empreiteiras vencedoras das licitações, as obras dos dois aeroportos foram interrompidas.

O general admite que hoje o Exército trabalha à beira do limite, mas a conclusão dos três projetos para a estatal pode abrir espaço para outras parcerias nos aeroportos. Com um contingente de 15 mil homens em obras de infraestrutura pelo país, o Exército procurar deslocar militares, em vez de aumentar o efetivo. “Assumir novos projetos é uma decisão que depende de convite da Infraero”, diz Brandão.

O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, deixa o caminho aberto para continuar usando os serviços dos militares. “Quando eles terminarem o que estão fazendo, ficamos de conversar. Não abro mão da parceria que temos com o Exército. Ela tem sido exitosa em todos os sentidos”, diz.

Até agora, o Exército teve três tipos de participação nas obras da Infraero: gestor de contratos com empreiteiras, executor de obras e projetista. Entre as modalidades, diz Vale, a tendência é intensificar os trabalhos de administração – como ocorre em Guarulhos – e de execução dos empreendimentos, caso de São Gonçalo do Amarante. Hoje há uma lista de obras públicas à espera da “empreiteira” militar.

sábado, 24 de março de 2012

Folha vai julgar o mensalão.

    Publicado em 24/03/2012
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A palavra “mensalão”, como se sabe, é o login para o PiG (*)  abrir a página do Golpe contra Lula e, agora, contra Dilma.

O “mensalão” do PiG (*) não se refere à Privataria Tucana, nem ao “mensalão” de Minas, a Mãe de todos os Mensalões, que se inaugurou com o presidente do PSDB, Eduardo Azeredo, e iniciou a parceria de Daniel Dantas com Marcos Valerio, no famoso “valerioduto”.

De onde vinha o dinheiro do Marcos Valério ?

A CVM sabe.

Nada disso interessa ao PiG (*).

Nem à Folha (**), portanto.

Foi o Franklin Martins quem definou o PiG (*) muito bem: o PiG (*) é independente do Governo e dependente do Daniel Dantas.

Hoje, a Folha (**) avoca a si o julgamento do mensalão (o do PT).

Na página 2, colonista (***) “investigativo”, um especialista em Gregorio Marín Preciado, fixa 15 de maio como a data limite para o Supremo.

O Supremo tem que botar sebo nas canelas, julgar o mensalado (do PT) até 15 de maio, se não, se não, babau.

Não dá tempo de dar o Golpe e eleger o Cerra prefeito de São Paulo.

É que depois de 15 de maio fica tudo para 2013.

Numa página interna, a Folha decide considerar impedido o Ministro Toffoli, porque ele namora advogada que, no passado, defendeu um dos réus do mensalão.

A Folha (**) dedica boa parte de seu tempo a elocubrar sobre a natureza do namoro do Ministro Toffoli: será noivado, casamento consensual, namorico de beira-do-portão, “juntar os trapos”, com quem fica o Neruda que eu te dei ?  – uma questão fundamental !

Há muito tempo, a Folha resolveu fazer um cerco, por exemplo, ao Ministro Lewandowiski, revisor do processo.

Tem que ler tudo rapidinho, para dar tempo de pegar a eleição do Cerra, este ano !

Desde o julgamento do CNJ, que a Folha (*) passou a tratar o Lewandowiski como aluno relapso, que não faz o dever de casa.

E a Folha se transforma em bedel implacável.

Daqui a pouco a Folha (*) vai descobrir que a Ministra Weber  não dá gorgeta à cabeleireira, em Porto Alegre.

Se namorar ex-advogada de réu desse “impedimento”, Gilmar Dantas (*) e o Ministro Macabu não poderiam julgar ações de crimes do colarinho branco.

Gilmar Dantas, porque a mulher trabalha com Sergio Bermudes.

E Macabu, porque o filho trabalha com Bermudes.

E Bermudes – o segundo advogado mais poderoso do Brasil; o primeiro é o Marcio Thomaz Bastos – foi um dos mais conspícuos advogados de Dantas.

O amigo navegante deve ter percebido que a Folha decidiu, ela própria, julgar o mensalado (do PT), diante do obstáculo que Lula e Dilma criaram.

Lula indicou Toffoli e Lewandowski.

E Dilma, Weber.

E, segundo os critérios isentos e imaculados da Folha, os tres, por definição são inconfiáveis.

Tudo isso, amigo navegante, para eleger o Cerra, aquele do “em time que está perdendo não se mexe

Clique aqui para ler “As camionetes da Folha e  ‘papai não sabia’

Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**)Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é (http://www.conversaafiada.com.br/antigo/?p=23300),  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta  costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse  pessoal aí.

sábado, 17 de março de 2012

Lula a Dilma: enfrente os chantagistas !


    Publicado em 17/03/2012
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Lula recebeu a visita de Eduardo Braga, do PMDB do Amazonas, precisamente adversário politico de Alfredo Nascimento, senador pelo Amazonas que foi devidamente defenestrado do Ministério dos Transportes.

Segundo o Estadão, Lula teria dito a Braga:

“O momento é de transformação. O País vive uma nova realidade economica e social, por isso é fundamental a renovação e a instituição de novos métodos e práticas políticas.”

Braga disse também:

“Aconselho-me com Lula há mais de dez anos e ele me disse que o Brasil de hoje não é mais o de 2002 e que vale a pena fazer uma frente pela transformação.”

Ou seja, como sabe a Patricia Poeta, notável jornalista da TV Globo, me dá um dá cá que te dou um toma lá.

Clique aqui para ler “Chantagear a Dilma é tiro no pé

Nessa “nova consciência”, como diz o Braga, só falta implodir o PiG (*).

O PiG (*) fica no pigódromo – segundo expressão do Leandro Fortes – do Congresso para dar repercussão às entrevistas coletivas em off (só no Brasil !) dos Gigantes da Ética do PMDB !

A crise, disse o passarinho ao ansioso blogueiro, é do e no PMDB, que começa a perceber que o toma lá dá cá foi para o brejo.

Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Folha (*) não engole o sucesso do Conversa Afiada


Saiu na Folha (despeitada):

Mídia

Blog de Amorim recebe R$ 40 mil mensais da Caixa
DE BRASÍLIA – A Caixa Econômica Federal paga, desde março de 2011, R$ 40 mil mensais ao blog “Conversa Afiada”, do jornalista Paulo Henrique Amorim, para veiculação de publicidade da estatal. O contrato deve se estender até dezembro deste ano. No total, o blog vai receber R$ 833 mil.


(…)

A Caixa afirmou à Folha que investiu R$ 14,6 milhões na internet no ano passado, sendo apenas R$ 155,5 mil em blogs, mas disse que não considera o “Conversa Afiada” um blog, e sim um site.

De acordo com o banco público, os veículos patrocinados são avaliados pela sua agência de publicidade. A Caixa disse também, sem citar a fonte, que o blog de Amorim teria 7 milhões de acessos por mês.

A Folha telefonou para o advogado de Amorim e enviou e-mail para o jornalista ontem, mas não obteve resposta.

Navalha
Sorry, periferia.
O Conversa Afiada, modestamente, é um sucesso comercial.
Ganha dinheiro para pagar os advogados e ir à ópera em Nova York, assistir a um magnífico Don Giovanni.
Este ansioso blogueiro vai poupar o amigo navegante da lista de anunciantes – entre empresas estatais, como Caixa – e privadas.
O Conversa Afiada tem este defeito: é altamente lucrativo (o que a Folha não pode dizer com a mesma ênfase).
O Conversa Afiada entrega a mercadoria.
No caso específico do cliente Caixa, todo mês, o Conversa Afiada entrega “carta de bonificação” – ou seja, entrega mais audiência que o cliente comprou.
E, num gesto comercial raro, não cobra mais pela veiculação, porque acredita que essa “bonificação” aumente a fidelização dos clientes.
A Caixa é um cliente antigo do C Af.
E o C Af se orgulha de tê-la como cliente, ela que é um dos maiores anunciante do país, e um dos mais profissionais.
Caixa não é a única a se beneficiar de uma entrega superior à compra.
Na verdade, isso aconteceu, nos últimos anos, à maioria esmagadora dos clientes.
(Não sabemos se a Folha pode dizer o mesmo…)
Aliás, como acontece na publicidade na internet, o cliente só paga pelas impressões efetivamente realizadas.
Ou seja, se ele compra cem impressões e o veículo só entrega 99, ele só paga 99.
Este é um dos motivos pelos quais a publicidade na internet só faz aumentar.
E a dos jornais …
Amigo navegante: se você tiver a infeliz ideia de anunciar na Folha: você tem certeza de que ela vai “entregar” o volume de exemplares e a leitura que ela vendeu ?
A Caixa não rasga dinheiro.
É uma instituição séria, que compra mídia através de três agências profissionais diferentes, que não rasgam o dinheiro do cliente – estatal ou privado.
As agências da Caixa compram de acordo com a audiência e relevância da mídia.
A Caixa anuncia na Globo, na Record e em outras redes de tevê.
Na Folha, no UOL, no Estadão e até na Veja.
Na internet, tem o bom senso de anunciar no Nassif.
Os clientes privados – e são a maioria dos clientes do Conversa Afiada – também não rasgam dinheiro.
Anunciar no Conversa Afiada é um excelente negócio – e o Conversa Afiada se orgulha de ser uma mídia que entrega a mercadoria.
E dá bonificação.
O Conversa Afiada não precisa que o governador Padim Pade Cerra compre assinaturas ou espaços para sobreviver.
Na verdade, o que se pode dizer é que, diante da “entrega” do Conversa Afiada, a Caixa – e os outros anunciantes – fazem excelente negócio.
Bem que a diretora-executiva Geórgia Pinheiro, tentou, na renovação deste ano, aumentar o valor dispendido pela Caixa no C Af, diante das sucessivas “cartas de bonificação”.
Mas, a Caixa foi irredutível.
É do jogo.
E, aqui, o cliente tem (quase) sempre razão.
Na eleição de 2010, a procuradora Doutora Sandra Cureau também quis saber quem anunciava no Conversa Afiada e por quanto.
A Justiça não lhe ofereceu esse direito.
É uma mania – e olha que nós não temos mania de perseguição.
Quem quiser ter um blog lucrativo, pode procurar a Geórgia.
Ela ajudará a montar um blog lucrativo.
Essa sugestão se estende aos múltiplos blogs (deficitários) pendurados no UOL, da empresa Folha.
Por que a Folha não pergunta à Globo quanto a Caixa veicula na Globo ?
A Globo dirá o mesmo que o Conversa Afiada: sorry, periferia !
Clique aqui para ler “TV Folha é a Piauí do Otavinho. Teve 1 ponto de IBOPE. A mesma audiência do Conversa Afiada, com toda aquela publicidade !”.



Em tempo: a respeito deste post, recebemos o seguinte comentário do amigo navegante João Grillo:

A ILUSTRAÇÃO DESSE POST É DE MINHA AUTORIA E VOCÊ PODERÁ ENCONTRAR CENTENAS DESSAS AQUI:
jenipaponews.blogspot.com


Em tempo2: o comércio através da internet vai bombar em 2012. Vai chegar à bagatela de R$ 23 bilhões, Chora, Otavinho, chora!

Comércio eletrônico deve faturar R$ 23,4 bilhões em 2012
Informações foram divulgadas nesta terça-feira e indicam crescimento de 25% neste ano em relação a 2011

As vendas por meio da internet no País devem crescer, em termos nominais, 25% este ano em relação a 2011, segundo projeção divulgada há pouco pela e-bit, empresa especializada em informações de comércio eletrônico.

A expectativa da e-bit é de que o faturamento do comércio eletrônico some R$ 23,4 bilhões este ano. Apenas para o primeiro semestre, o setor deve faturar R$ 10,4 bilhões.

Em 2011, segundo o e-bit, as vendas online cresceram 26%, para um total de R$ 18,7 bilhões. O tíquete médio das compras foi de R$ 350,00.


(…)

Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

Do Blog CONVERSA AFIADA.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

“Na contramão do mundo”

Saiu no Globo, pág. 27:

Desemprego de jovens cai à metade no Brasil (de 2003 a 2011, ou seja, no Governo do Nunca Dantes, detalhe que o Globo omite – PHA), enquanto na Europa beira 50%. Os mais novos aumentam a escolaridade.”

Fabiana Ribeiro

RIO – A cena clássica que se imagina quando uma pessoa vai procurar emprego — olhar os classificados, esperar por entrevistas — não condiz com a história de Leandro Justin. “Não fiz nem currículo”, conta o professor de inglês de 21 anos. E foi contratado há algumas semanas pela primeira empresa em que bateu à porta em busca de trabalho, numa escola de idiomas.

Leandro faz parte de uma juventude brasileira que, desde 2003, viu o desemprego cair praticamente à metade. Em 2011, a taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos, nas seis principais regiões metropolitanas do país, fechou em 13,4% — ainda elevada, mas bem distante dos 23,4% vistos em 2003. Cenário que contrasta com o que se nota nos países desenvolvidos, onde a crise atormenta os jovens europeus com taxas de desemprego próximas a 50%.

— Quem procura encontra trabalho. Pode não dar muito para escolher. Mas minha opção foi levar dinheiro para casa. Estou satisfeito — disse Leandro, professor do Brasas.

A percepção de Leandro se observa em números da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Segundo Cimar Azeredo, gerente da PME, o nível de ocupação dos jovens de 18 e 24 anos cresceu 11,7% nos últimos oito anos — acima da dos adultos, que aumentou 8,9%. De um lado, o bom momento da economia brasileira nos anos recentes tornou mais dinâmico o mercado de trabalho, e esse movimento favoreceu os mais novos também. Por outro, os jovens fizeram a sua parte e aumentaram a escolaridade. Dados da Pnad de 2009, indicam que mais da metade desses jovens cursa ou possui nível médio.

— A mão de obra brasileira está mais qualificada e, por isso, parte em busca de ocupações que exigem mais formação. Não é à toa que serviços domésticos ficaram mais caros justamente por falta de gente. Hoje, funções que surgiam por falta de oportunidade, como emprego doméstico, já não são mais a primeira opção do jovem que sai da escola. Isso é uma mudança na estrutura do mercado de trabalho e o jovem, certamente, é um dos protagonistas desse processo — apontou Azeredo, acrescentando que falta a esse jovem políticas de inserção no mundo do trabalho. — O pesadelo de terminar uma faculdade, e ficar sem trabalho, ainda existe.



Navalha
E a Folha (*) ainda diz que que o FHC é o pai biológico da classe C.
Esse PiG (**) diz qualquer coisa para encher o balão de oxigênio na câmara mortuária dos tucanos de São Paulo (que não passariam de Pinheirinho, na via Dutra, não fosse o PiG (**))
Amigo navegante, e o Renato Machado, hein ?
Aquele, aquele do Bom (?) Dia Brasil, que entende de vinho !
Ele foi para a Inglaterra no mesmo dia em que o Brasil passou à frente da Inglaterra.
No bairro dele em Londres, o único de emprego fixo, carteira assinada, deve ser ele.
O Carnaval lá deve estar animadíssimo !
Você pode deixar a Província, mas a Província não deixa você !
Paulo Henrique Amorim
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Trabalho escravo na Av. Paulista. Viva a Chuíça (*) !


Nada mais parecido com a Chuíça (*) do que a Av. Paulista !

Do amigo navigante Murilo:

Em plena Avenida Paulista!

Trabalhadores de obra da Racional na região da Avenida Paulista são resgatados


Grupo de 11 maranhenses foi libertado. Sem receber salários e com dívidas com empreiteiro, eles tiveram a liberdade cerceada, segundo auditores fiscais


Por Bianca Pyl


Um grupo de 11 maranhenses que trabalhavam como pedreiros e serventes para a construtora Racional Engenharia na ampliação do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na região da Avenida Paulista, em São Paulo (SP), foi libertado de condições análogas às de escravidão em ação realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O flagrante foi feito com base em denúncia de um trabalhador que teve seu salário retido por dois meses. Os representantes da Racional alegam que os empregados eram terceirizados e que a direção desconhecia as irregularidades encontradas.



Obra de ampliação do Hospital (Divulgação)

Os operários tiveram a liberdade restringida, de acordo com Luís Alexandre Faria, coordenador do Grupo de Combate ao Trabalho Escravo Urbano da Superintendência do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP), devido à retenção de salários e às dívidas contraídas com o empreiteiro da obra. Sem receber, eles acabaram sem poder regressar aos municípios de origem, em Santa Quitéria (MA) e Tutóia (MA).


Dos 11, quatro foram aliciados no Maranhão e já chegaram a São Paulo endividados. Os demais trabalhavam em outra obra na capital. Eles foram encaminhados para um alojamento em Itaquera, na Zona Leste da capital, onde, sem dinheiro, passaram a viver em condições precárias. Os operários utilizavam espumas de colchão como papel higiênico. De acordo com auditores fiscais do trabalho, eles não tinham dinheiro sequer para comprar cartões telefônicos e entrar em contato com familiares ou mesmo para se locomover dentro da cidade.


A operação foi finalizada em 10 de fevereiro, quando a Racional recebeu os 28 autos de infração pelas irregularidades encontradas. Deu-se o prazo de alguns dias para que a empresa pudesse se posicionar antes da divulgação do caso por parte da Repórter Brasil. Os trabalhadores retornaram ao Maranhão em 23 de janeiro, após receberem as verbas rescisórias e guias para sacar o Seguro Desemprego do Trabalhador Resgatado.


A obra de ampliação do Hospital Oswaldo Cruz conta com cerca de 280 trabalhadores. No local, ocorreu um acidente fatal em novembro de 2011: um operário morreu ao cair de um andaime da altura de oito andares. A Racional é uma das maiores empresas do ramo no Brasil e, em São Paulo (SP), foi responsável pela construção de shoppings como o Morumbi e o Pátio Higienópolis, de fábricas, hotéis, empresas e obras viárias, entre outras edificações de grande porte.



Detalhe de beliche improvisada (Foto: MTE)

Ônibus clandestino

Segundo as autoridades, os quatro trabalhadores que foram aliciados no Maranhão em novembro do ano passado e os sete outros que já estavam na cidade passaram a trabalhar para Clemilton Oliveira, empreiteiro que foi empregado da Racional por 32 dias e constituiu pessoa jurídica para prestar serviços à construtora. A empresa criada foi nomeada Genecy da Silva Leite ME, nome de sua esposa. O grupo começou a trabalhar na obra em 29 de novembro do ano passado. Procurado pela reportagem, Clemilton não foi localizado.


A Racional alega que é culpa do empreiteiro a situação em que os trabalhadores foram encontrados. Para Luís Alexandre Faria, da SRTE/SP, porém, não há dúvidas quanto à responsabilidade da construtora. pois a empresa Genecy não tem sequer sede e foi registrada no endereço residencial de Clemilton, ex-funcionário da Racional.


“O poder de gestão e direção dos trabalhos era exercido efetivamente pela Racional. A existência da Genecy no mundo empresarial não passa de ficção. Seus trabalhadores e o encarregado e pseudo-empresário Clemilton são completamente dependentes economicamente de seu contratante único e exclusivo: a Racional”, aponta o relatório do MTE.


Os trabalhadores aliciados no Maranhão já chegaram a São Paulo devendo a Clemilton. Um deles declarou que o empreiteiro depositou R$ 250 para compra de passagem e que o valor seria descontado posteriormente. As vítimas viajaram três dias e duas noites, de 25 a 28 de novembro, em um ônibus clandestino e pegaram dinheiro emprestado com parentes para alimentação na estrada. Ao ser questionada sobre a Certidão Declaratória de Transporte de Trabalhador (CDTT), documento que deve ser emitido no local de origem e que é considerado um instrumento importante para o combate ao tráfico de pessoas, os representantes da Racional alegaram que “a Genecy não declarou que trabalhadores tinham origem em outro Estado”.


“A falta de dinheiro para voltar a seu Estado de origem e o constrangimento de retornar à família sem os salários prometidos completam o quadro de coerção moral a que eram submetidos, com clara restrição a seu direito fundamental de ir e vir”, destaca o relatório de fiscalização.



Único banheiro disponível para todos (Foto:MTE)

Condições precárias

O alojamento no bairro de Itaquera, na Zona Leste da cidade, estava em condições precárias. Os empregados dormiam em camas improvisadas; por conta da falta de espaço, elas eram empilhadas formando beliches “totalmente inseguros”, de acordo com Luís Alexandre.


Dentro do alojamento, havia ainda instalações elétricas irregulares e um botijão de gás. O grupo dividia dois copos para beber água e os onze trabalhadores se revezavam para utilizar o único banheiro do local. Além disso, o empregador não disponibilizou papel higiênico, roupas de cama ou mesmo itens como sabonete e pasta de dente.


De 6 de dezembro, data do início da fiscalização, até a conclusão, foram feitas cinco inspeções no alojamento e na obra. Em 11 de janeiro, a Racional foi comunicada pelo MTE sobre as irregularidades encontradas no local em que os trabalhadores estavam abrigados. A empresa limitou-se a rescindir o contrato com a empreiteira Genecy. “Questionados sobre a quitação dos valores devidos aos trabalhadores, e à sua atual situação quanto a alojamento e alimentação, os representantes da Racional nada souberam informar, apenas apresentando à Auditoria os comprovantes de pagamento de R$ 435 a cada trabalhador desligado da obra”, frisa o relatório.


A Racional nega que tenha abandonado os trabalhadores após rescindir o contrato. “A Genecy quebrou o contrato ao não cumprir as suas obrigaçöes, inclusive a de não declarar a existência de alojamento. Ao tomar conhecimento do fato, a Racional atuou para garantir que a Genecy garantisse os direitos das pessoas envolvidas, o que efetivamente ocorreu”, sustentou a empresa, em nota encaminhada à Repórter Brasil.


A construtora alega ainda que exige de seus fornecedores que declarem quando há alojamento para que suas condições sejam avaliadas por uma auditoria externa. “Trata-se de compromisso social. Infelizmente, numa cidade como São Paulo, grande e descentralizada, nem sempre é possível investigar se as declarações dos fornecedores são verdadeiras ou não. Especialmente quando o fornecedor omite a informação. É importante esclarecer que o citado alojamento ficava em Itaquera, enquanto a obra ocorre nas mediações da Avenida Paulista. Seja como for, manteremos nossa postura de sempre atuar para que tais vulnerabilidades sejam mitigadas. A Racional reavalia sistematicamente todos os seus processos para que eles sigam em melhoria continua”.


Jornada irregular

Os operários resgatados relataram ainda aos auditores fiscais que trabalharam em feriados e em madrugadas no canteiro de obras, sem receber qualquer adicional ou mesmo folgas por isso. O serviço aos domingos também era frequente. A fiscalização diz que a Racional não fez qualquer tipo de registro de jornada e anotação de repousos. A empresa alega que a responsabilidade de controle dos horários era da empreiteira.


No dia 19 de janeiro, os auditores decidiram interditar o local em que o grupo ficava hospedado. Representantes da Racional se negaram a receber o Termo de Embargo, segundo o MTE. Os trabalhadores foram levados no mesmo dia para um hotel.


Os procuradores Luiz Fabre e Natasha Rebello Cabral, da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região (PRT-2), receberam o relatório da fiscalização e informaram à reportagem que devem se reunir com a empresa em breve para propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para buscar indenização po dano moral coletivo e também para prevenir que a situação volte a ocorrer. Caso a empresa se recuse, será ajuizada uma ação civil pública.


Em tempo: A construtora Racional enviou uma nota à imprensa:

Nota à imprensa

Sobre as matérias veiculadas na imprensa a respeito da fiscalização conduzida pelo Ministério do Trabalho, a Racional Engenharia esclarece que:

A realização de uma obra conta com a participação de diversos fornecedores conforme a sua fase de execução.

A situação exposta pela Fiscalização do Trabalho fere as normas de conduta e ética praticadas pela Racional, que incluem a exigência de declaração de seus fornecedores sobre a existência de trabalhadores mantidos em alojamento para a realização de auditoria externa.

Era de total desconhecimento da Racional que o fornecedor mantinha trabalhadores na situação mencionada pela imprensa e pela fiscalização do Trabalho, pois a Genecy omitiu que mantinha alojamento. Infelizmente, numa cidade como São Paulo, grande e descentralizada, a omissão de existência de alojamento, tal como ocorreu no caso, não é facilmente identificada, sobretudo considerando que a fornecedora esteve na obra por pouco mais de um mês.

Informada pelo órgão competente em 11 de janeiro de 2012, a Racional cuidou para que fossem pagas todas as verbas trabalhistas, garantido o bem estar dos trabalhadores e o retorno dos mesmos às suas cidades de origem.

A Racional informa, ainda, que compareceu à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/SP), em 10 de fevereiro de 2012, e recebeu o relatório da fiscalização, documento que está sendo devidamente analisado. Independentemente, a Racional atua sistematicamente por meio de seus processos para que casos como o da Genecy não mais ocorram.

A Racional, reconhecida no mercado e com mais de 40 anos, participou de diversas obras de relevância no Brasil e reafirma seu compromisso com a sociedade.

(*) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico  como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

PMs: jn e Folha boicotam a segurança nacional

Redação Conversa Afiada

RedaçãoConversa Afiada
    Publicado em 11/02/2012
Manchete do Globo deste sábado:

“Rio indicia 270, prende 140 e tem sexta-feira tranquila.”

O Cordão do Bola Preta saiu, como sempre.

Neste fim de semana se realizam mais de 30 bailes pela cidade.

Fotos na primeira página mostram patrulha da Policia no Arpoador, salva-vidas na praia e viaturas policiais na UPP do Morro Dona Marta.

Nunca houve greve no Rio.

Na Bahia, por algumas horas, em algumas regiões, assustadas com as operações de “acerto de contas“ de marginais e milicianos.

Existe uma distância colossal entre convocar uma greve e realizá-la.

Lula, por exemplo, pode dar uma aula sobre isso.

Os grandes vencedores contra a insurreição foram Sergio Cabral, no Rio – uma atuação exemplar -, Jacques Wagner, na Bahia – sereno, inflexível, diante de uma liderança grevista especialmente belicosa e arruaceira – e, sobretudo, ganhou a Presidenta.

Dilma Rousseff foi firme, desde o primeiro momento.

Desde quando, na Transnordestina, avisou que não ia anistiar ninguém.

Para quem quer conhecer melhor esse lado do temperamento da Presidenta, convém ler o excelente livro do Ricardo Amaral, “A vida quer é coragem

Para ver que ela não muda de lado..
Quem muda de lado é a elite de São Paulo: Cerra, o Farol de Alexandria e o Kassab.
_______________________

Uma palavrinha sobre o PiG e o Ministério Público Federal
Se o Ministerio Publico Federal, sob a liderança de brindeiro Gurgel, não fosse o que é – inoperante na defesa do cidadão -, processava o PiG (*).
Especialmente o jornal nacional sob a batuta do Ai Kamel.
O noticiário da Globo incitou e conclamou à greve.
A Folha (**), também, para uma audiência minuscula e decrescente.
O manual do jornalismo responsável não convoca greve de servidor em área essencial ao atendimento do publico.
Não conclama, não dá apoio, não incita.
Não diz ”cai na área que eu dou pênalti”.
O PiG já criou uma epidemia de dengue e febre amarela.
O PiG já instalou um “caosaéreo”, ao dar legitimidade ao motim dos controladores de vôo.
Foi o PiG quem fez o “caosaéeo”.
Como foi o PiG quem, agora, jogou carne vermelha na jaula dos leões: os criminosos da Bahia e do Rio – devidamente assessorados pelo PSOL.
A intenção de fazer greve se materializa com o apoio irrestrito do PiG.
Ora, dir-se-á: o jornal nacional foi quem divulgou as fitas que incriminavam os insurretos da Bahia e do Rio.
Sim, as fitas foram autorizadas pela Justiça – como as da Satiagraha, da Castelo de Areia e do Juiz Garzón – e distribuídas ao veiculo, provisoriamente, mais bem equipado para desmontar o motim.
Pode-se dizer que foi Jacques Wagner quem usou o jornal nacional.
E, não, o contrário.
Por que ?
Porque o Bernardo não faz uma Ley de Medios.
Porque aquelas fitas eram para ser exibidas em rede nacional, para todas as emissoras, todos os públicos, e várias vezes, em todos os horários, houvesse o Bernardo feito o que prometeu aos blogueiros sujos, no ano passado: uma Ley de Meios.
O Bernardo não faz o que deve.
E o brindeiro Gurgel também não.
Porque, para se proteger, o brindeiro Gurgel e muita gente por aí afora, em Brasilia, invoca a liberdade de imprensa.
Ah, se eles dissessem isso na Inglaterra ou nos Estados Unidos.
Usar uma estacão de tevê, particular, monopolista, usar um bem público – o espectro eletromagnético – para difundir greve em serviço público !
Ah, liberdade de imprensa !
Ousaria o brindeiro Gurgel perguntar à Globo se houve estupro no BBB ?
Ousaria o brindeiro Gurgel invocar a “segurança nacional” para indiciar o Otavinho e o Ali Kamel ? – ou o Roberto Marinho, que como se sabe, pode estar vivo ?
(Clique aqui para ler Roberto Marinho vai demitir a Urubologa)
Agora, com o aparente fim do regime militar – que continua intocado, pelas mãos do STF – não se pode mais falar em “segurança nacional”, ou em “interesse nacional”.
É feio.
Pois, o que a Globo do Ali Kamel e o a Folha do Otavinho fizeram foi boicotar, minar a segurança nacional: incitaram e conclamaram à greve em serviço publico essencial, em diversas capitais do pais.
Fosse o Brasil uma democracia …
Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é (http://www.conversaafiada.com.br/antigo/?p=23300),  porque o dono é o que é; nos anos militares, a  Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Metrô, a obra prima da Chuíça (*)

    Publicado em 09/02/2012
Como Jacques Wagner desmontou a insurreição da PM baiana e o Carnaval vai rolar no circuito Barra-Olinda, hoje, o Bom (?) Dia Brasil entendeu por bem destacar imagens da reação dos passageiros diante de uma avaria em composição de subúrbio do Rio.
Cenas que acontecem toda semana em São Paulo, mas que o Ali Kamel prefere deixar em rede local.
No Rio, não !
Vai para a rede nacional, com entonação melodramática.
Quem manda o Governador e o prefeito serem da base do Governo Dilma ?
Pau neles !

E o metrô de São Paulo, essa obra-prima tucana, essa jenial construção da Chuíça (*) ?

Vejam o que saiu no Blog do Nassif:
O Princípio de Exclusão no metrô de São Paulo

Por Alberto Porem Jr.

Em 1925 Wolfgang Pauli formulou o Princípio de Exclusão que diz: “Dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo.”

O princípio de exclusão de Pauli é um dos mais importantes princípios da Física.

Mas quando se aplica ao metrô de São Paulo, deve ser visto com calma. Os que não concordam dêem uma olhada na foto abaixo tirada às 18:00hs  na Sé, sentido Zona Leste.

(*) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico  como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.