quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Folha de SP perde 6% dos leitores em 5 meses. 18 mil exemplares por dia deixaram de circular.


http://www1.folha.uol.com.br/institucional/circulacao.shtml

Será culpa da crise grega?

Os tucanos sempre colocavam culpa nas crises internacionais por seus fracassos.

O Brasil cresceu perto de 3% no ano passado, mas a circulação do Jornal Folha de São Paulo encolheu 5,9%, ou seja, o jornal está produzindo 18 mil exemplares a menos por dia.

No primeiro semestre de 2011, o jornalão ostentava números de uma recuperação diante do primeiro semestre do ano interior. Anunciava uma média diária de 305.522 exemplares.

Cinco meses depois, a média diária em novembro de 2011 caiu para 287.497 exemplares.

Os números ainda não refletem o efeito da perda de credibilidade em dezembro, quando o jornal tentou esconder do noticiário o livro reportagem "A Privataria Tucana".

Em tempo: é interessante acompanhar o Diário Oficial de São Paulo, para saber se o governador Geraldo Alckmin (PSDB/SP) não fará um "reforço" nas assinaturas em massa para repartições públicas.

Quem nasceu para ser Aécio nunca será Brizola

Aécio Neves (PSDB/MG) escreveu um artigo na Folha de São Paulo, na segunda-feira, sobre a tragédia das chuvas, onde pergunta a certa altura:
A pergunta que precisa ser feita a todo governante não é "por que não resolveu tudo antes?", mas, sim, se fez, no seu tempo, tudo o que estava ao seu alcance. 
O objetivo do demo-tucano era atacar o governo federal, tirando a responsabilidade dele e de seu pupilo Anastasia (PSDB/MG) pelos alagões em Minas.

Mas a melhor resposta à pergunta dele aparece nas fotos abaixo:
Prioridades de Aécio:
R$ 1,5 bi em Centro Administrativo. O gabinete do Palácio do Governador tem o tamanho de 5 quadras de volei e heliponto.
Perto dali, o abandono: Mangabeiras sofre com deslizamentos, e Brumadinho debaixo d'água.

Aécio foi um governador medíocre de Minas.

Atribuía como sua grande obra um tal de "choque de gestão". A velha imprensa local cobria de elogios falando das maravilhas do "choque de gestão". 

O povo não consegue ver que "maravilha" é essa que a velha imprensa tanto propagandeia. Com o "choque

Kassab e Alckmin temem perder votos com o 'efeito Cracolândia'

No dia 04, a manchete estampada em todos os jornais de maior circulação no Brasil era "Governo (de São Paulo) quer acabar com cracolândia pela estratégia de 'dor e sofrimento'. "

Baseados na estratégia de "dor e sofrimento" de usuários de crack, pela primeira vez Prefeitura e Estado definiram medidas para tentar esvaziar a cracolândia, que resiste no centro desde os anos 1990. O Plano de Ação Integrada Centro Legal entrou em prática anteontem na região e não tem data para acabar."

No dia 05, Polícia usa balas de borracha na cracolândia, no centro de SP. A operação para dispersar os viciados em crack  utilizou viaturas da Força Tática, carros do Batalhão da região e contou com apoio da Cavalaria e da Guarda Civil Municipal.


Ou seja, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab(ex-DEM e atual PSD), e o governador do estado paulista, Geraldo Alckmin (PSDB) legalizaram  a tortura em São Paulo...

É claro que a questão do Crack precisa ser tratada com políticas sociais e de saúde pública e não repressão do usuário na base do porretede polícia, como sempre foi feito pelo PSDB em São Paulo.Muito menos fazendo limpeza étnica....

Dia 07/01, a manchete do jornal O Estado de São Paulo "Alckmin e Kassab não sabiam de ação da Cracolândia" Extatos quarto dia da operação, e depois de críticos acusaram a ação de ser meramente “higienista”, pela falta de políticas sociais e de saúde associadas, e alegam que a operação apenas deixa o problema menos visível – ou mais disperso, já que os usuários de crack estão se movendo para outros pontos nas proximidades.

Alckmin e Kassab não sabiam de ação da Cracolândia? Oi? Estão achando que somos burros? Ou seria os jornais limpando a barra do tucano e demo?

No final da tarde de ontem, o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual, proibiu a PM de dar mais informações à imprensa sobre a operação. Agora, a comunicação será feita apenas pela Secretaria de Estado da Justiça.

Que essa turminha do DEM e do PSDB gostam políticas higienistas, não há  dúvidas.Eu acho que muita gente ja deve ter assistido este filme!. Veja se confere com as idéias dos Demostucanos: Alckmin e Kassab, deveriam deixar crescer um bigodinho, identico ao do Charles Chaplin. Após isso, em referendo, cria uma "Inteligentzia" denominada SS.Em seguida, Alda Marco Antonio, cria campos de exterminio. Cria uma "Polizei" com nome de GESTAPO. O governador de São Paulo inventa o gás laranja. O PSDB/DEM, e pelo visto PSD, ficam a missão de encontrar um demente de sobrenome Mengele.

Você Lembra?


Cachimbo de crack vira brinquedo na mão do então candidato Kassab

Durante uma visita à região conhecida como cracolândia, em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) acendeu um isqueiro junto a um cachimbo de crack apreendido por policiais.Kassab é aliado de José Serra.

A cracolândia existe há pelo menos 15 anos. Mesmo depois da urbanização da região do Bairro da Luz, conhecida como Cracolândia, ainda é comum ver cenas chocantes de tráfico e uso de drogas no local.


Kassab e Alckmin  tentaram exportar usuários de crack

O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, discutiram em novembro de 2011, a ideia de enviar frequentadores da cracolândia de volta a suas cidades de origem. Localizados pelo censo de moradores de rua eles seriam encaminhados às prefeituras dos municípios em que nasceram para receber assistência.

Os paulistanos deveriam também,   mandar  Geraldo Alckmin de volta  para Pindamonhangaba,  sua  cidade de origem ?

Segundo a colunista Mônica Bergamo da Folha, a vice-prefeita Alda Marco Antonio, disse: "Há um princípio de que cada comunidade tem que ser responsável por seu produto social. São Paulo é uma cidade acolhedora neste sentido, recebe a todos. Mas, para eles, o melhor é ficar perto de suas origens e de seus familiares.Ela e Alckmin conversaram sobre a ideia.

A Secretaria de Direitos Humanos, ligada à Presidência da República, disse estar preocupada com a atuação policial na cracolândia. "Tomamos conhecimento pela imprensa, pela Defensoria Pública de São Paulo e por movimentos sociais de ações policiais que são absolutamente afrontantes", afirmou Ramaís de Castro Silveira, secretário-executivo.

Silveira disse ter recebido denúncias e imagens de PMs agredindo pessoas. "Não estamos tratando essas pessoas como doentes, mas como criminosos e, pior, com violência, tortura, privação de liberdade, sem ordem judicial."

A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de SP, que coordena as ações do Estado na operação, disse que pediu o material das denúncias para averiguação, mas que recebeu um vídeo de 2007 e não recebeu as denúncias descritas por Silveira.

A secretaria estadual diz que são inaceitáveis as atitudes descritas e que a iniciativa na cracolândia reúne, sim, a saúde e a assistência social. Segundo a pasta, integrantes da Defensoria negaram a existência das denúncias.

Silveira, de Brasília, afirmou que o "alerta vermelho" foi dado não pelo vídeo, mas por denúncias da pastoral, de movimentos de rua e da defensoria paulista, que seriam requeridas formalmente pela secretaria federal.

Ele disse que a pasta vai apurar as denúncias com mais profundidade e procurar os governos estadual e municipal ainda neste final se semana. No dia 04, a manchete estampada em todos os jornais de maior circulação no Brasil era "Governo (de São Paulo) quer acabar com cracolândia pela estratégia de 'dor e sofrimento'. "

PSDB não gosta e nunca gostou de pobre

Em 20 anos de governo no Estado de São Paulo, o PSDB não foi capaz de acabar com a Cracolândia, um dos cartões postais dessa vergonha que é o consumo e venda de Crack nas ruas do centro da Capital Paulista.

É claro que a questão do Crack precisa ser tratada com políticas sociais e de saúde pública e não repressão do usuário na base do porretede polícia, como sempre foi feito pelo PSDB em São Paulo.Muito menos fazendo limpeza étnica.

Também é evidente que se o PSDB não conseguiu acabar com o Crack em uma parte do Centro de São Paulo, com certeza não irá conseguir combater o crack no Brasil. Como eles costumas dizer em campanha eleitoral

A solução para o combate ao Crack depende tanto do papel das polícias como do apoio das famílias aos usuários dessa droga.

E claro, da implementação de políticas públicas articuladas que promovam condições dignas de tratamento para os dependentes químicos e repreessão ao tráfico de drogas....Um programa social seria eficiente, mas nenhuma empreiteira lucraria, né?

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

"A minha teoria é que o brasileiro médio não dá a mínima para a ética, muito menos na política. Afinal, estamos no país do jeitinho."

Tá aí uma coisa que deveríamos discutir, Jamildo: ética, ética jornalística. O brasileiro médio não se preocupar com a ética tem um certo fundo de verdade. Mas o mais grave, Jamildo, é que alguns veículos de comunicação e alguns jornalistas parecem agir como o "brasileiro médio": jogam a ética jornalística - "partidarizando-a" ao sabor de seus interesses escusos - na lata do lixo. O "calendário antiético" de certos grupos midiáticos está repleto de eventos. Vejamos, apenas, alguns:

  1. Rede Globo manipula eleição [aqui];
  2. TJ paulista condena revista Veja no caso escola Base [aqui];
  3. Repórter do JC (Recife) consegue, de forma fraudulenta, liberar tema da redação antes do horário permitido [aqui];
  4. Flagrantes preparados do Jornal Hoje levantam sérias questões éticas [aqui].
    Então, Jamildo, falar da ética do "brasileiro médio" parece não ser "relevante" quando alguns veículos de comunicação desestimulam o exercício da ética em qualquer instância da vida em sociedade.

    É ético, jornalisticamente falando, represar a veiculação de uma matéria ou uma nota sequer sobre o lançamento do livro de Amaury Ribeiro Jr., como o seu blog fez? Se o que nA Privataria Tucana está escrito, não for verdade, não é a imprensa que tem que dar o parecer, mas a justiça. À imprensa cabe divulgar o fato e informar, com imparcialidade, a população.

    Fazer a "triagem" de certos fatos para beneficiar determinados grupos políticos, parece-me não ser um comportamento ético. Ou será?!?! Nem sei mais...

    Continuo ou não? [Vou pensar...]
[1] Blog do Jamildo [aqui].
[2] Íntegra do artigo [aqui].
[3] Editorial do JC, aqui.
[4] A Privataria Tucana no Blog do Jamildo [aqui].
[5] FHC é humilhado por Bill Clinton [aqui]
[6] O DEM e a cota para negros [aqui]

Viva Petrolina!

Análise perfeita.


Houve tempo em que a imprensa era uma instituição vinculada à cultura do esclarecimento. Hoje é o contrário. Quanto mais eu estudo os imbróglios midiáticos envolvendo o ministério da Integração Nacional, mais eu fico estupefato com o volume de desinformação disseminado.


O Ministério da Integração Nacional foi criado em 2001, pelo governo Fernando Henrique Cardoso, e tem uma história intimamente ligada ao Nordeste. A eles são vinculadas as principais autarquias e estatais da região: a Sudene, a Dnocs e a Codevasf. Na verdade, ele foi criado para compensar, em parte ao menos, a traumática extinção da Sudene no apagar das luzes do governo FHC, depois ressuscitada no início da gestão Lula. A Integração cuida ainda das obras de transposição do São Francisco, o maior empreendimento de engenharia da história do Nordeste.

Desde sua criação, todos os seus titulares são políticos nordestinos.

A concentração de recursos em áreas nordestinas é algo normal para o Ministério da Integração Nacional, já que é lá que suas autarquias atuam e onde está instalada a maior parte da sua infra-estrutura física e humana.


A razão conceitual desse “privilégio” gozado pelo Nordeste se dá porque falamos da região que apresenta os maiores índices de pobreza e subdesenvolvimento econômico. E uma verdadeira “integração nacional” só poderia acontecer a partir da redução das desigualdades regionais.

Esse é o primeiro ponto.


O segundo ponto que devemos analisar é se os titulares privilegiam as suas bases eleitorais. Bem, eu imagino que isso deva acontecer, mas não interpreto a coisa da forma mesquinha como faz a mídia, que mais uma vez procura criminalizar a política.


Fernando Bezerra só é ministro hoje por causa de sua força política, ou seja, por causa de seus votos. Então ele tem uma dívida de gratidão com sua base eleitoral. Isso é um fato. O mínimo que se espera é que o ministro tenha o máximo de boa vontade em relação aos projetos que visam minimizar o sofrimento da população que votou nele. Isso não é falta de ética. É humano. É política.


Entretanto, não temos nenhum privilégio escandaloso aqui, visto que o Ministério da Integração Nacional tem direcionado verbas para todas as unidades da federação. Lembro, pela milésima vez, que a pasta destinou R$ 300 milhões para o Rio em 2011, dentro de um dos programas ligados a questão de desastres; e a mídia quis crucificar o ministro porque direcionou, no mesmo ano, R$ 25 milhões para Pernambuco…

O que a imprensa descobriu é que, num dos muitos programas tocados pelo ministério, a maioria das verbas foi consumida para execução de duas obras de barragem em Pernambuco. Em junho de 2010, aconteceram trágicas enchentes no estado, que matou muita gente, desabrigou centenas de milhares de pessoas, e afetou severamente uma região já frágil economicamente. Houve, naturalmente, uma grande mobilização política, e foram encaminhados e aprovados projetos para viabilizar obras que evitariam problemas similares no futuro. O Ministério da Integração Nacional usou, então, 25 dos 28 milhões de um de seus programas temáticos, para patrocinar parte dos trabalhos. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, entrou com o resto da verba.


No início de 2011, houve uma tragédia climática no Rio de Janeiro ainda maior. Novamente, houve grande mobilização política. O ministério da Integração Nacional alocou, então, R$ 300 milhões, de outro programa. Outros ministérios entraram em ação. A Caixa aumentou os recursos do programa Minha Casa Minha Vida para a região. Alguém verificou se o diretor da Caixa que fez isso é fluminense? Se o fosse, estaria privilegiando o Rio?


Como vem acontecendo em “crises políticas” similares, a imprensa mobiliza seus exércitos para fuçar tudo que envolve o ministro. Aí descobriu-se que seu irmão é diretor da Codevasf, uma das estatais ligadas ao Ministério. Outro escândalo. Acontece que o irmão do ministro, Clementino Coelho, está na diretoria da empresa desde o governo Lula, e sua nomeação para a presidência seguiu um procedimento interno legal, por ser o diretor mais antigo.


Eu sou contra o nepotismo, e me incomoda ver, orbitando ao redor de um mesmo ministério, mais de um membro da família. Mas esse tipo de coisa acontece, sobretudo no Nordeste, onde ainda vigora a tradição de famílias inteiras dedicando-se a carreira política. Não é ilegal. Se as coisas seguem os trâmites corretos, não tem nada demais. Grandes homens públicos, como Joaquim Nabuco, só entraram na política porque pertenciam a clãs enraizados na direção do Estado brasileiro. A direita de hoje, aliás, é o maior exemplo de nepotismo político. Rodrigo Maia, ACM Neto, Covas Neto, estão por aí para provar isso. Mas esse é um nepotismo lícito, do ponto-de-vista constitucional, político ou moral. Se o cara é desonesto ou incompetente, tanto faz se é filhinho-de-papai ou não.

Daí temos mais um problema. O filho do ministro é o deputado Fernando Coelho Filho, que já está em sua segunda legislatura. Trata-se de uma dessas infelizes coincidências, que são negativas (?) para o país, mas às vezes benéficas para a região natal do clã, se seus membros pertencem àquela espécie de políticos que não esquece as suas origens.

Engraçado, durante toda a minha vida, eu ouvi as pessoas amaldiçoarem os políticos porque eles “esqueciam” suas promessas depois de eleitos. Agora condenam porque eles as cumprem. Ou seja, o fato da família Coelho se empenhar em aprovar obras que ajudam a minimizar a seca de sua região se torna um escândalo.

Eu pesquisei o sistema Siga, do Senado Federal, para checar se o Ministério de Integração Nacional realmente beneficiou o filho do titular. Li também a nota do Ministério. Hoje em dia é terrivelmente difícil se informar corretamente.


O deputado Coelho Filho explicou que apresenta emendas ao orçamento da Integração Nacional desde o exercício de 2009: “antes, portanto, da entrada do pai no ministério”, o que ocorreu em janeiro de 2011. E que, “nas gestões anteriores, teve melhor execução de emendas”. Alguém foi conferir a afirmação do garoto? Eu fui. Voltei ao Siga e vi que, em 2010, quando seu pai não era ministro, ele teve 100% de um total de R$ 5,2 milhões aprovados, relativos a uma emenda destinada igualmente ao Codevasf.


É preciso contextualizar e esclarecer. Cada deputado federal tem permissão para encaminhar emendas aos ministérios no valor total de R$ 13 milhões. Tirante essa restrição do valor máximo, eles tem liberdade para escolher o destino dos recursos. É uma regra democrática e constitucional que valoriza o mandato parlamentar. Os deputados do Nordeste costumam encaminhar boa parte desses valores ao ministério de Integração Nacional, por causa da já supra-dita relação desta pasta com a região. Os R$ 9 milhões encaminhados pelo pernambucano Coelho Filho ao ministério presidido por seu pai, portanto, estão dentro da normalidade. Deputados que encaminharam emendas de valor menor à Integração, fizeram-no porque decidiram trabalhar com outras pastas, não porque foram discriminados. No total, todo mundo tem seus R$ 13 milhões aprovados, embora o pagamento final desses recursos muitas vezes demore até mais de 2 anos para ser efetivado.

Mesmo assim, o relatório Siga mostra que inúmeros outros parlamentares tiveram emendas de valor maior aprovado pelo Ministério. A Folha diz que “sete parlamentares tinha emendas em valor maior do que o apresentado por ele. Contudo nenhum teve liberações acima da registrada para o filho do ministro”. Bem, eu também examinei o Siga, e descobri, por exemplo, que o deputado Givaldo Carimbão, do PSB de Alagoas, teve uma emenda aprovada no valor de R$ 9,1 milhões em 2011, para um projeto orçado em R$ 13,6 milhões, dos quais exatamente R$ 10,24 milhões foram empenhados pelo ministério da Integração.

A velha mídia e a síndrome do amor bandido





 
Dias atrás li a Dora Kramer se queixando no Twitter de que as acusações contra Fernando Bezerra não tinham eco na oposição porque muitos tucanos sonham com a candidatura do governador pernambucano Eduardo Campos.

A consequência era previsível. Hoje o Estadão ataca Campos, chamando-o de coronel por ter sido presumivelmente responsável pela indicação de parentes para cargos no Estado. A matéria acusa Campos de atropelar a Constituição e tem como fonte exclusiva Jarbas Vasconcellos, o magoadíssimo Jarbas, que compara Campos a um ditador implacável. O repórter admite dificuldades em localizar outros oposicionistas dispostos a criticar um governador que tem recordes de aprovação e admiradores até na oposição, além do meio privado – Jorge Gerdau é fã incondicional da capacidade administrativa de Campos.

 
Agora, a Eliane Cantanhede informando que o PT não tem candidato para as eleições de 2018. Poderia olhar mais longe e afirmar que nem para 2022. E, talvez, nem para 2026.

 
Trata Campos como um “trator”, por eleger a mãe para o TCU. Não dá exemplos dos atos de tratoragem. As de Serra consistem em dossiês e alimentar a imprensa para ataques à reputação. Ou alguém hoje em dia tem dúvida de que a suposta história do Aécio batendo na namorada não saiu dos esquemas de disseminação de injúrias de Serra? Mas a relativização de ações graves dos aliados, assim como a dramatização de ações menores dos “inimigos” (qualquer um que ameace o espaço do aliado), faz parte dessa perda de rumo atual da mídia.

 
O curioso é que as “acusações” saem simultaneamente na reportagem e nas colunas. Nem se espera mais a publicação para “repercutir”.

 
“Acusa” Campos de estar com um pé em cada canoa, sem se dar conta de que nesse exato momento – sob os olhos gerais – está sendo moldado um novo desenho político, um rearranjo geral e irrestrito da situação e da oposição. As placas tectônicas da política se movimentam como nunca o fizeram desde a redemocratização. Há um novo desenho sendo construído, com alguns atores iniciais relevantes, mas ainda naquela fase pré-modelagem em que alianças são testadas, lideranças postas à prova, novos discursos sendo gestados.

Enfim, um quadro riquíssimo, exigindo analistas argutos, capazes de vislumbrar em que rios esses afluentes irão desembocar, quem serão os novos atores principais, quais as potencialidades e vulnerabilidades de cada um, quais as alianças possíveis.

 
Mas Eliane só consegue enxergar pessoas com um “pé em cada barco”, a parte mais visível e óbvia de um cenário em transformação.

O jogo anterior já acabou, mas não se dão conta. O político José Serra acabou. E quanto mais tempo demorarem para admitir, mais estarão asfixiando uma nova oposição e fortalecendo o governo que pretendem combater.

 
A blindagem de José Serra acabou. Em qualquer nova campanha, haverá levantamentos sobre sua vida pública, dos precatórios de Montoro, às importações de equipamentos médicos daquele período, aos sanguessugas da Saúde e às operações atuais. E, depois do livro de Amaury Ribeiro Jr, todos seus pecados – que não são poucos – ganharão nova leitura. Saiam do aquário e conversem, não com adversários, mas com antigos admiradores de Serra, no campo intelectual e/ou empresarial.

Às vezes esse comportamento de parte da mídia me lembra muito a síndrome do “amor bandido” – entendido como a atração trazida pelo sujeito, não necessariamente bandido, mas sem limites.

 
Por Sanzio
Eliane Cantanhede escreve em sua coluna de hoje na Folha que o PT não tem candidato à eleição presidencial de 2018. É isso mesmo, não é piada. Essa moça já tem idade suficiente para evitar constrangimentos a si própria, como fez com relativa frequência nos últimos anos, que já lhe renderam o título de Miss Febre Amarela e Musa das Massas Cheirosas. Talvez fosse o caso de fazermos uma vaquinha para mandá-la ao oculista:
 
“Quanto a Eduardo Campos, que passou o trator para eleger a própria mãe ministra do TCU: ele dança conforme a música. Está com um pé no governo Dilma, mas ensaia passos com Aécio e com Kassab. Ou seja, está em todas. Ou quase todas.

Os planos do governador passam mais pelo PSDB de Aécio e o PSD de Kassab do que pelo PMDB e pelo PT. Um tem a Vice-Presidência hoje, mas nunca se sabe o dia de amanhã. O outro tem Dilma para concorrer à reeleição, mas não parece, a olho nu, ter ninguém no horizonte para 2018. E a estratégia de Campos, que de bobo não tem nada, inclui a Vice em 2014 e a disputa pelo Planalto em 2018.”
 
Por Fernando Curi

Nunca deixar de ver com outros olhos

Há algum tempo, para me se sentir informado do que ocorria no Brasil e fora dele, eu assistia os telejornais da Rede Globo de Televisão. Isso tem um lado bom e um ruim. O bom é que assistia, não assisto mais. E o ruim é que era a Globo! A aparência de bons meninos que os jornalistas globais têm nos leva quase que inevitavelmente, a acreditar que tudo que eles falam é a mais pura das verdades.Por José Jonathas.
O fato de ser uma das maiores empresas no ramo das telecomunicações, a maior do país e a quinta do mundo, também ajuda a dar uma sensação de credibilidade. Isso é verdade.
No entanto, nos esquecemos, ou não sabemos, que por trás há um império, relações de poder, relações que mesmo que não ilegais mas imorais, antiéticas, sujas. E é o que ocorre com grande parte das empresas de telecomunicação no país, propriedade de políticos. Além da Globo, da família Marinho, o grupo Folha, da família Frias, e a Veja, da família Civita, também merecem serem citadas. Apesar de não serem propriedade de políticos, estão dentro dessas relações sujas, e muito fortemente ligadas à vida política nacional. A regulação da mídia seria uma saída. Mas, claro, o PIG (Partido da Imprensa Golpista, como diria o jornalista Paulo Henrique Amorim), se debate contra essa regulação e usa de seu poder para passar à população que a lei de regulação da mídia é uma tentativa de censurar a imprensa, quando, na verdade, não passa de medo aos podres que podem ser levantados com tal regulação.

O ponto mais forte desta problemática foi a “censura” da grande imprensa ao livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr, “A Privataria Tucana”. A revista Veja, por exemplo, não o coloca na lista dos mais vendidos. Só o título, pra quem entende um pouquinho de política, é bem sugestivo (tucano é o símbolo do PSDB, o mesmo de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Aécio Neves...). Agora imaginem o porquê da mídia censurar (ao estilo ditadura) um livro. Por que? Resposta fácil. Os interesses em comum, as relações de poder. E como diria o próprio jornalista Amaury Ribeiro, “se a CPI for aberta, vou avisar que o que está no livro é pequeno. Vai chegar à sociedade a forma como a editora de uma grande revista e veículos de comunicação tiveram dívidas perdoadas depois da privatização”. Em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, Amaury explica alguns pontos do livro.
Relações de poder, de interesses, como todos devem saber, não se constroem da noite para o dia. Elas vão sendo construídas ao longo do tempo. No caso Brasil, essas relações foram, sem dúvidas, construídas e fortalecidas durante um dos períodos mais negros de nossa história, a ditadura militar. A Folha, por exemplo, deixa explícito seu apoio ao golpe militar em 1964, início da ditadura. E ainda, que grande parte da imprensa fez o mesmo (corto um dedo da mão se a anistia concedida aos militares ao final da ditadura não foi apoiada e muito desejada pela imprensa nacional).
Com o fim desta época trágica, a imprensa passou a escolher seus presidenciáveis. O primeiro foi Fernando Collor de Mello, em 1989. Hoje, um dos chefões da Globo à época, José Bonifácio Sobrinho, o Boni, em entrevista ao repórter Geneton de Moraes, da mesma emissora, confessa que o último debate foi manipulado em favor do candidato boa pinta, classista, em detrimento de um metalúrgico barbudo e “mal-tratado” pela vida de trabalhador, de discurso forte, um “anarquista”. Anos antes das eleições de 2010, a Globo já tinha seu escolhido, Aécio Neves, talvez por sua semelhança fácil com um animal da fauna brasileira, o tucano. Esse interesse foi capaz de distorcer a matéria publicada no jornal francês “Le Monde”, comentando apenas a parte que elogiava o tucano. Não falou, no entanto, da forte censura imposta à imprensa de Minas Gerais, estado onde Aécio era governador.
Outro ato de censura interessante foi o da emissora goiana TBC. O jornalista Paulo Beringhs foi impedido de realizar o debate com o candidato ao governo do estado Marconi Perilo, do PSDB, pelo fato de Iris Rezende, do PMDB, ter se recusado a participar do programa. Rezende tem “boas” relações com o dono da TBC, Jorcelino Braga.
Essas manipulações não se restringem ao nível nacional. Porque, claro, as isnurgencias ao redor do mundo podem ser tomadas como exemplo. Um ótimo exemplo foram as recentes revoltas no mundo árabe. Cuba, outro exemplo, é tratada por todos como um sistema ditatorial, sob as mãos do “cruel” Fidel Castro. Mas, em um mundo onde 146 milhões de crianças passam fome, que tal um país que não tenha absolutamente nenhuma criança nesse estado? Esse país é Cuba. Que tal a mídia mostrar a opinião (na verdade mais que uma opinião, um fato), de Stéphane Hessel, “os bancos estão contra a democracia”? Hessel é o autor do pequenino livro de 32 páginas “Indignem-se”, lançado em 2010. Participou da resistência contra os nazistas durante a II Guerra Mundial, e é um dos responsáveis pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Que tal a mídia mostrar o que de fato está por trás da crise econômica mundial e de como os países estão “sanando” o problema? De como um dos maiores bancos do mundo, o Goldman Sachs, tem seus tentáculos em todos os países em crise? Fatos são fatos, e eles nos são escondidos por interesses escusos à ao bem estar da população.

 
Encerro essa matéria lembrando uma entrevista de um sociólogo, no canal Globo News. Nesta entrevista, os repórteres, insistentemente por sinal, tentar marginalizar os protestos ocorridos na Inglaterra, por melhores condições de vida. O entrevistado, Silvio Caccia Bava, rebate todas as acusações dos jornalistas, e deixam claro que os insurgentes não são, de modo algum, marginais. Eles estão sendo, na verdade, marginalizados.

 
Mestrando em Ecologia e Recursos Naturais

Universidade Federal do Ceará

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Alunos filmam agressão policial na USP




O verdadeiro motivo da PM na USP é finalmente documentado...PM, ao cumprir as designações antidemocráticas do reitor João Grandino Rodas, agride aluno arbitrariamente.

PM afasta sargento agressor, no episódio da USP


Do Brasil Atual

             Polícia admite "destempero" de agressor de rapaz na USP e sargento é afastado


Publicado em 09/01/2012, 18:40
Última atualização às 19:47
São Paulo – A Polícia Militar paulista anunciou o afastamento temporário do sargento André Luiz Ferreira, responsável pela agressão de um jovem no campus principal da Universidade de São Paulo. Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (9) na internet, o policial agride um jovem por duvidar que seja aluno da instituição.
entrevista coletiva convocada para a tarde desta segunda, Wellington Venezian, comandante da PM na zona oeste da capital paulista, classificou como “destempero emocional” o momento em que o sargento saca a arma do coldre, dá empurrões e ofende o jovem. Ele lembrou ainda que ser ou não estudante não faz qualquer diferença, já que a Cidade Universitária é um espaço público e que pode ser frequentado por quem desejar.
O afastamento vale enquanto durar o tempo da sindicância, que, segundo Venezian, costuma levar em torno de 60 dias, mas neste caso pode ser mais rápida pela existência de um vídeo que comprova o excesso. Neste período, os alunos que assistiram à cena serão ouvidos, e ficará afastado também o soldado Rafael Ribeiro Fazolin, que participou da operação que visava à desocupação do espaço utilizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), que o reitor João Grandino Rodas pretende reformar para dar outra destinação.
Sobre o fato de o policial militar ter apontado uma arma em direção ao estudante, o coronel afirmou não ser uma prática da PM em situações como a que ocorreu na USP, nesta manhã.  "É uma atitude que não é o padrão da  Polícia Militar de São Paulo. O que ocorreu foi um desequilíbrio emocional do sargento", afirma Venezian.
O coronel afirmou que manterá os nove policiais que fazem atualmente a ronda na USP, sendo que os dois afastados serão substituidos por novos PMs.
Questionado por jornalistas se o fato poderia macular a relação da PM com os estudantes da USP, que se opõem à presença policial, o coronel considerou que o caso desta manhã não foi considerado um retrocesso, pois "foram tomadas todas as atitudes necessárias para solucionar o caso", pontuou.

Dilma avisa ao PiG: Bezerra fica

A Presidenta  Dilma mandou convocar uma entrevista no Palácio do Planalto com a presença dos ministros ligados à questão do “caosaquático”: Gleisi Hoffman, da Casa Civil, Aloizio Mercadante, da Ciência, Alexandre Padilha, da Saúde, e Fernando Bezerra Coelho, da Integração, que a Globo resolveu demitir.

Bezerra anunciou medidas acertadas com a Presidenta, o que inclui a aplicação de R$ 400 milhões em obras de emergência.

Mercadante tratou de radares e pluviômetros.

Tudo muito importante, mas secundário.

O objetivo da reunião foi fortalecer Bezerra.

Mostrar que ele faz parte de um Governo mobilizado para enfrentar o problema.

Que a Globo e o PiG batam em outra freguesia.

O Fernando fica.

O poder de governar o Governo está provisoriamente suspenso.

Em tempo extraído do G1: A presidente da República, Dilma Rousseff, determinou nesta segunda-feira (9) a criação de uma Força Nacional de Apoio Técnico de Emergência, grupo interministerial que atuará na prevenção de desastres naturais e reconstrução de municípios atingidos.

O anúncio foi feito nesta segunda pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, após reunião com a presidente e mais outros sete ministros ligados à área de infraestrutura e atendimento à população.


Paulo Henrique Amorim

A Presidenta  Dilma mandou convocar uma entrevista no Palácio do Planalto com a presença dos ministros ligados à questão do “caosaquático”: Gleisi Hoffman, da Casa Civil, Aloizio Mercadante, da Ciência, Alexandre Padilha, da Saúde, e Fernando Bezerra Coelho, da Integração, que a Globo resolveu demitir.

Bezerra anunciou medidas acertadas com a Presidenta, o que inclui a aplicação de R$ 400 milhões em obras de emergência.

Mercadante tratou de radares e pluviômetros.

Tudo muito importante, mas secundário.

O objetivo da reunião foi fortalecer Bezerra.

Mostrar que ele faz parte de um Governo mobilizado para enfrentar o problema.

Que a Globo e o PiG batam em outra freguesia.

O Fernando fica.

O poder de governar o Governo está provisoriamente suspenso.

Em tempo extraído do G1: A presidente da República, Dilma Rousseff, determinou nesta segunda-feira (9) a criação de uma Força Nacional de Apoio Técnico de Emergência, grupo interministerial que atuará na prevenção de desastres naturais e reconstrução de municípios atingidos.

O anúncio foi feito nesta segunda pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, após reunião com a presidente e mais outros sete ministros ligados à área de infraestrutura e atendimento à população.

Paulo Henrique Amorim

domingo, 8 de janeiro de 2012

O analista de Ulan Bator e a mídia anti-Brasil

Perplexidade mongol 
Marcos Coimbra 

Vamos imaginar que um cientista político da Mongólia resolvesse fazer uma análise da situação política do Brasil em 2011, país que mal conhecia quando se propôs essa inusitada empreitada. Vamos imaginar que entende o português, pelo menos o suficiente para acompanhar o que a imprensa brasileira publicou sobre o assunto nos últimos meses.

Ao avançar na pesquisa, sua primeira reação seria de perplexidade. De um lado, pela diferença entre o que leu em nossos grandes jornais (e viu no noticiário dos principais -veículos de comunicação de massa) e o que compreendeu dos sentimentos da população, a partir das pesquisas de opinião disponíveis. De outro, pela discrepância entre o que diz a imprensa nativa e a internacional a respeito do Brasil.

A segunda seria de incredulidade. Se o que afirmam os analistas de nossos veículos de informação for verdade, como explicar que o governo tenha aprovação popular tão expressiva e que a avaliação externa seja quase unanimemente positiva? É possível que as fontes que consultam – normalmente vinculadas aos partidos de oposição – sejam as únicas que estão certas. Mas não é provável.

Nosso analista mongol ficaria desconfiado. O Brasil que viu nesses jornais é incoerente com aquele que esperaria, como cientista político, ao tomar conhecimento de alguns fatos básicos sobre o País.

Temos no poder um partido que venceu três eleições seguidas (cuja lisura não foi questionada por ninguém), em todas apresentando, com a clareza possível nesses casos, uma proposta de governo. E que cumpriu, no fundamental, o que havia prometido: manter algumas coisas, inovar em outras.

Nem Lula nem Dilma inventaram políticas de última hora, sacaram mágicas da algibeira (como havia acontecido há não muito tempo). Não praticaram uma política de terra arrasada para com seus antecessores ou hostilizaram governadores e prefeitos de outros partidos.

Montaram alianças governativas amplas, tentando preservar o núcleo estratégico da administração, mas admitindo que era necessário, nas condições institucionais vigentes, ceder espaço aos aliados. Excessos, quando constatados, foram punidos (às vezes, de forma mais branda que o recomendado). Não foram eles que criaram o modelo.

É um país onde o governo tem ampla maioria no Congresso e a faz funcionar nos momentos decisivos. (Não escaparia ao mongol que, na última votação relevante do ano, no Senado, a respeito da “desvinculação das receitas da União”, a chamada DRU, o governo venceu pelo placar de 52 a 13. Em sua opinião abalizada, isso seria uma legítima “maioria operativa”.)

Estabilidade institucional, democracia em funcionamento, governo bem avaliado, avanços na solução de problemas sociais crônicos, uma das economias mais protegidas da crise internacional (e que continua a crescer apoiada em forças autóctones). Com tudo isso, qual é o “grande problema” do Brasil? Por que é tão difícil às nossas oposições – na política e na mídia – entender a razão de não termos “indignados”?

Podemos olhar o que aconteceu em 2011 de duas maneiras: pensando no que é chamado, em inglês, big picture – procurando identificar as coisas realmente importantes – ou prestando atenção no vaivém do cotidiano. Que também é relevante, mas de maneira diferente.

As “crises no ministério”, as “denúncias de irregularidades”, as “desavenças na base do governo”, os “atrasos nas obras do PAC”, os “aeroportos lotados”, tudo isso existe, é preocupante e exige remédios. Mas não muda o “quadro geral”, a “visão do conjunto”.

Na política (como sabe o mongol), é preciso ganhar eleições. Quem não consegue pode acreditar que as suas são as melhores ideias do mundo, considerar-se o mais preparado, o mais ético, o mais predestinado, mas não conseguirá mostrá-lo (a menos que seja dispensado de vencê-las, chegando ao poder por outras vias).

Para o PT, as perspectivas melhoraram, com o sucesso de Dilma. É claro que é cedo e que apenas o primeiro ano transcorreu. Mas o partido já pode raciocinar com duas opções de candidatura para 2014. Ambas, se tudo permanecer como está, terão chances reais de vitória. A escolha será política e não pragmática.

Enquanto isso, indefinidas sobre o que querem dizer ao País, divididas em correntes inconciliáveis, sem nomes nacionais (fora os desgastados), o cenário não é bom para as oposições.

Ao concluir seu relatório, nosso amigo mongol chegaria à conclusão de que, a tomar por 2011, o quadro geral da política brasileira aponta, objetivamente, para um longo período de hegemonia do “lulopetismo” (para desconsolo de alguns).
Leia mais em: O Esquerdopata