quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

iG publica suposta notícia: Supostamente monstros



Supostamente monstros, supostamente vis


A rede de televisão CNN divulgou o vídeo em que, segundo a Associated Press “supostos membros do corpo de fuzileiros navais americanos uniformizados supostamente urinam sobre cadáveres de militantes do grupo radical Taleban”.
Supostamente talibãs, devemos supor, com tanto suposto que se coloca diante do evidente.
O comando dos fuzileiros navais diz que está investigando e – pasmem – limita-se a dizer que isso não condiz com os “valores das Forças Armadas dos EUA”.
Que valores esperam de pessoas que são mandadas matar outras do outro lado do planeta, que jamais lhes fizeram coisa alguma? Nem mesmo no Afeganistão estava Osama Bin Ladem, mas no aliado Paquistão!
É essa a civilização ocidental que lá foi para tirar os “bárbaros fanáticos” da vida primitiva com aviões, mísseis, lasers, escudos, radares, quase invulneráveis?
Haverá uma indignação mundial, em poucas horas.
Porque já é criminoso que se produzam cadáveres. Profaná-los, é mais que isso, é monstruoso.
E agora não há George Bush a quem atribuir isso.
Barbárie é uma palavra por demais gentil para definir isto.
Monstruosidade é o nome, e nada suposto, disso.
E pensar que um soldado dos Estados Unidos, Bradley Manning, está sendo condenado por deixar vazar as provas dos atos criminosos do exército americano no Afeganistão e no Iraque.

O declínio da Folha de São Paulo

Li num desses blogs sujos que há por ai que a Folha de S. Paulo perdeu, em cinco meses, 6% dos seus leitores.O jornalão paulista não tem que reclamar nada, pois foi ele mesmo quem deu causa a esse declínio.Se a Folha seguisse à risca o seu Manual de Redação nada disso teria acontecido, ao contrário, a vendagem dos jornais aumentariam. Diz o Manual de Redação da Folha de S. Paulo:"não há jornalismo crítico nem independente em jornais editados por empresas que dependem direta ou indiretamente de governo, grupo econômico ou partido político".Pois bem. Não é isso que se vê na Folha.Até a Ponte Espraiada sabe que a Folha passou vários anos a soldo do governo Serra, quer via propaganda, quer via assinatura do jornalão.O resultado é que Folha blindou o governo Serra de forma vergonhosa.E continua blindando, mesmo com Zé Bolinha de Papel longe do Poder.A omissão da existência do livro A Privataria Tucana é um exemplo eloquente de que Folha ainda tem gratidão por José Serra.Folha passou 15 dias sem tocar no assunto e quando tocou foi para criticar o conteúdo do livro e desqualificar o seu autor.Ninguém viu Fernando Rodrigues, Kennedy Alencar, Jânio de Freitas, Clóvis Rossi, Eliane Tucanhede, Josias de Souza, esse é o mais ridículo de todos, isto porque assim que CartaCapital publicou a matéria sobre o mencionado livro ele deu férias a o blog que é hospedado no Uol, escreverem um só parágrafo a respeito do livro bombástico de Amaury Jr. O Grupo Folha é tão parcial que demorou dias para informar que a CPI da Privataria estava sendo articulada n Câmara dos Deputados.O resultado de tudo isso só podia dar no declinio da Folha.

Qual é o preço do silêncio da mídia?


Por que a Veja esconde a Privataria Tucana?


Serra, quando governador, pagou R$ 34 milhões à editora da revista VEJA com dinheiro público



- por Correio do Brasil e Altamiro Borges, no blog Pragmatismo Político

O jornalista Altamiro Borges realizou minuciosa pesquisa junto aos editais publicados no Diário Oficial do Estado de São Paulo e divulgou o resultado, nesta terça-feira, após descobrir indícios de um autêntico “mensalão” pago pelo tucanato ao Grupo Abril. A liberação dos recursos ficou gravada no histórico do Diário Oficial do Estado:

■ DO (Diário Oficial do Estado de São Paulo) de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara ‘inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola’.

■ DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.



■ DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008.



■ DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.



■ DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.



■ DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.



■ DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.



■ DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.



■ DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.

 

■ DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades – Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.
Negócio milionário
Somente com as aquisições de quatro publicações “pedagógicas” e mais as assinaturas de Veja, o governo tucano de José Serra transferiu, dos cofres públicos para as contas do Grupo Civita, R$ 34.704.472,52 ao longo de um ano. O Ministério Público Estadual já acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.
A compra das assinaturas representa cerca de 25% da tiragem declarada da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do empresário Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao Grupo Abril. O tucano Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do Guia do Estudante, outra publicação do grupo.

Santayana: Só falta o Millenium adotar Getúlio Vargas

Teotônio Vilela e as  privatizações
por Mauro Santayana, no Jornal do Brasil
As circunstâncias políticas levaram o governador Teotônio Vilela Filho a inscrever-se no PSDB — assim como muitos outros de seus companheiros de geração. Quando o fizeram, o partido surgia como uma grande esperança de centro-esquerda, animada, ainda, de proclamada intenção de saneamento dos costumes políticos. Provavelmente, se seu pai não tivesse morrido antes, ele, durante o governo do senhor Fernando Henrique Cardoso, teria mudado de legenda.
O intrépido e arroubado patriota que foi Teotônio Vilela pai teria identificado, nos paulistas que, desde então, controlam o partido, os entreguistas que, na herança de Collor, desmantelaram o Estado e venderam, a preços simbólicos, os bens nacionais estratégicos aos empresários privados, muitos deles estrangeiros, e teria aconselhado o filho a deixar aquele grupo.
O PSDB — e, com muito mais inquietação, a ala paulista do partido — se assusta com a hipótese de que a abertura do contencioso das privatizações, a partir das revelações do livro de Amaury Ribeiro Júnior, venha a trazer a punição dos responsáveis, e trata de defender-se. Seus dirigentes não parecem muito preocupados com as vicissitudes de José Serra, que não defendem claramente, mas, sim, com a provável devassa de uma Comissão Parlamentar de Inquérito  —  uma vez que conseguiram fosse frustrada a primeira investigação.
O partido se vale, agora, do Instituto Teotônio Vilela, para defender a entrega do patrimônio público,  e isso constrange os que conheceram de perto o grande alagoano e o seu entranhado patriotismo. Ele, se não estivesse morto, iria exigir que retirassem seu nome da instituição, que nada tem a ver com as suas ideias e a sua luta. Mas ele não é o único morto que teria queixas nesse sentido.
Como sabemos, os “democratas” deram o nome de Tancredo ao seu instituto de estudos, quando o grande mineiro sempre se pôs contra as oligarquias e sempre se opôs à ditadura. Só falta, agora, o Instituto Millenium adotar o nome de Vargas.
A “Carta da Conjuntura”, do PSDB,  datada de dezembro último, não se limita a cantar loas a Fernando Collor e a Fernando Henrique. Em  redação ambígua, dá a entender que coube a Itamar iniciar o processo de privatização da Vale do Rio Doce, consumada em 1997.
Vejamos como está redigido o trecho:
“A transferência paulatina de empresas públicas para o capital privado tornou-se política de governo a partir da gestão Fernando Collor, por meio da implantação do Programa Nacional de Desestatização. Dezoito foram vendidas em sua curta passagem pelo Planalto. O presidente Itamar Franco não retrocedeu e manteve a marcha, privatizando mais 15 companhias. Nesta época, os principais alvos foram as siderúrgicas, como a CSN, a Usiminas e a Cosipa, e as mineradoras, como a então Companhia Vale do Rio Doce (hoje apenas Vale). A Embraer também entrou na lista, no finzinho de 1994”.
Ora, é público e notório, para quem viveu aquele tempo  —  não tão remoto assim  —  que Itamar reagiu com patriótica indignação contra a privatização da Vale do Rio Doce. Reuniu, em 1997,  vários nomes do nacionalismo brasileiro em seu escritório de Juiz de Fora, quando foi redigido  —  e com minha participação pessoal  —  um Manifesto contra a medida. Mais ainda: Itamar impediu, como governador de Minas, a privatização da Cemig e de Furnas, como todos se recordam.
Os defensores da privatização usam argumentos que não resistem a um exame combinado da ética com a lógica e a tecnologia. Eles se referem à privatização da telefonia como “a jóia da coroa das privatizações”. A telefonia era, sim, a joia da coroa do interesse estratégico nacional. E se referem ao aumento e barateamento das linhas telefônicas e dos celulares. A universalização da telefonia e seu custo relativamente baixo, hoje, se devem ao desenvolvimento tecnológico.
Com o aproveitamento maior do espectro das faixas de rádio-frequência, a miniaturização dos componentes dos aparelhos portáteis e as fibras óticas — para cuja adequação à telefonia nacional foi decisivo o trabalho desenvolvido pelos técnicos brasileiros da CPT da Telebrás.  Se assim não fosse, os nômades da Mongólia não estariam usando celulares, nem os usariam os camponeses do vasto interior da China, como tampouco os habitantes da savana africana. Como ocorreu no mundo inteiro, o desenvolvimento técnico teria, sim, universalizado o seu uso no Brasil, com a privatização e, principalmente, sem ela.
Ao ler o texto, lembrei-me dos muitos encontros que tive com Teotônio Vilela, nos seus últimos meses de vida, em São Paulo, no Rio e em Belo Horizonte. Ele lutava com bravura contra o câncer e contra a irresponsabilidade das elites nacionais. A memória daquele homem em que a enfermidade não reduzia a rijeza moral nem o amor ao Brasil — o Brasil dos vaqueiros e dos jangadeiros do Nordeste, dos homens do campo e dos trabalhadores do ABC —  me confrange, ao ver seu nome batizando uma instituição capaz de divulgar documentos como esse.
É necessário, sim, rever todo o processo de privatizações, não só em seus aspectos éticos e contábeis, mas também em sua relação com o sentimento nacionalista de nosso povo. Os arautos da entrega alegam, no caso da Vale do Rio Doce, que a empresa tem hoje mais lucros e recolhe mais impostos do que  no passado, mas se esquecem de que isso se faz na voraz exploração de nossas jazidas, que jamais serão recuperadas, e sem que haja compensação justa aos municípios e estados produtores.
E há mais: foi o dinheiro brasileiro que financiou a privatização das telefônicas e vem financiando as empresas “compradoras”, como se vê nos repetidos empréstimos do BNDES para sua expansão e fusões, como no caso da Telefônica de Espanha.
Enfim, os “pensadores” do PSDB acham que os brasileiros são parvos.
PS do Viomundo: Curiosamente, os tucanos são mestres em se apropriar 100% de invenções alheias (FHC-real, Serra-genéricos), mestres em cavar espaço para aparecer com realizações alheias (Bolsa Família, revolução do consumo no Brasil) e mestres em se escandalizar com práticas das quais se utilizam de forma corriqueira (espionagem, caixa dois de campanha).
Leia também:


Lançamento do Privataria em Curitiba dá início à caravana do Amaury
No Viomundo do Azenha

A Privataria Tucana” em debate no Rio

Assim como fez com o lançamento no Paraná, a gente divulga aqui o lançamento do “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr, aqui no Rio de Janeiro. Será na terça-feira, na Livraria da Travessa, no Leblon (o endereço está no convite que estendo a todos).
Agradeço o convite generoso do Luiz Fernando Emediato para o evento e acho que vai ser útil a gente não apenas debater os fatos como, sobretudo, os caminhos qwue temos a seguir para que, ainda que tardiamente, jogar mais luz sobre este período em que, como nos versos do Chico, “a pátria-mãe era subtraída em tenebrosas transações”
Porque, lamentavelmente os fatos o provam, sem ativismo isso não acontecerá. As respostas que as denúncias têm são o silêncio da mídia e, vez por outra, a desfaçatez tucana.
Como a que Mauro Santayana aponta, hoje, no Conversa Afiada, quando tentam empurrar para cima do falecido Itamar Franco a privatização da Vale, mesmo depois da entrevista gravada de FHC em que ele diz que nem mesmo ele foi o seu artífice, mas José Serra.
Ou a que faz Serra, hoje, no Estadão, afirmando que, entre outras coisas, é o alto preço da energia um dos maiores fatores de perda de competitividade. Que cara-de-pau, porque foi ele próprio, como ministro do Planejamento do primeiro governo FHC quem pilotou o processo de aumento de tarifas que precedeu e sucedeu a privatização das empresas de eletricidade.
Quem quiser saber mais sobre isso, acesse o estudo do BNDES intitulado “Por Que as Tarifas Foram para os Céus?”, onde se mostra a perversidade em que resultou o poder das empresas privatizadas de obterem reajustes de acordo com os custos que elas mesmas engendravam, e que só a muito custo será possível reverter com a renovação das concessões elétricas pelo princípio da modicidade tarifária, que já está fazendo as distribuidoras privadas ameaçarem com o sucateamento de suas redes.

Briga PT X PSB: factóide da Folha?

Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

A Folha diz que “PSB ataca PT e flerta com tucanos“. A matéria não mostra, contudo, nenhum político do PSB atacando o PT. O artigo inicia com a afirmação de que o PSB está em crise com o governo. Ora, as relações entre partidos diferentes sempre será dialética e pontuada de divergências pontuais: não fosse assim, não seriam partidos diferentes. Falar em crise, porém, é equivocado. Parece mais expressar um desejo do jornal (ou dos tucanos, o que é a mesma coisa).


Na matéria, fala-se ainda que o PSB tem planos para “reforçar laços com a oposição”, e publica um gráfico onde a cor azul indica “PSB e PSDB juntos”.



Analisem o gráfico com atenção. Não há nenhuma região do país em que o PSB apóie um nome do PSDB na cabeça de chapa. Nem em São Paulo, onde o PSDB é mais forte. Não há sinais, portanto, de que haja qualquer movimento efetivo, por parte do PSB para “reforçar” laços com a oposição. As relações do PSB com tucanos em alguns estados, por sua vez, já são antigas. Não há novidade, não indicam nenhum movimento do PSB em direção à oposição, são alianças que já existiam e que devem permanecer porque as conjunturas regionais continuam iguais.

Curiosidade: viram que Arthur Virgílio deve concorrer a vereador por Manaus?

Quanto às declarações de Eduardo Campos, de que haveria ação de petistas nos bastidores para desestabilizar o ministro Fernando Bezerra, são informações sem aspas, ou seja, um genuíno telefone sem fio. Alguém disse que o governador disse. Uma autêntica intriga com vistas a produzir atrito entre os dois principais partidos de esquerda no país. Eu até acredito que o governador tenha dito isso, mas o importante é que, em público, Campos sempre reafirma a sua aliança com o PT, inclusive nas últimas semanas, quando a imprensa vislumbrou a chance de arrancar dele alguma declaração antipetista, sobretudo depois que os aloprados Mercadante (ministro de Ciência e Tecnologia) e André Vargas (secretário de Comunicação do PT) repercutiram factóides midiáticos contra Bezerra.

Ora, falar mal do PT é o esporte preferido nacional, inclusive entre os próprios petistas. É normal. É saudável. Mas não se pode confundir essa diversão com qualquer movimento concreto, por parte do PSB, de sair da base aliada.

O factóide, no entanto, também interessa ao PSB, porque permite que ele dê um susto no PT sem precisar, efetivamente, afastar-se do partido. Em última instância, pode culpar a imprensa.

E interessa, sobretudo, ao PSDB, porque a este interessa a divisão da base aliada.

E aí voltamos ao xadrez político de 2014. Em matéria de ontem, a Folha dizia que, “por Aécio, o PSDB evita ataques a Bezerra”, onde consta uma informação que vários colunistas políticos tem repetido nos últimos tempos. Merval Pereira falou disso semana passada:

"Não por acaso, Aécio não quer se indispor com Campos, de quem é amigo e a quem tentará atrair para uma eventual dobradinha na próxima campanha presidencial".

Este é o sonho impossível do PSDB e de Aécio Neves. Mais impossível do que sonho. Eduardo Campos jamais comporá uma chapa com um tucano na cabeça. E Aécio jamais aceitaria ser vice de Campos. De maneira que se trata simplesmente de um factóide sem muito sentido, uma dessas lendas que os jornais vão empurrando com a barriga, até que a realidade os obriguem a revelar sua inconsistência. Algo assim como a reforma ministerial.

Depois de meses e meses falando que Dilma faria uma grande reforma no ministério, Dora Kramer, em sua coluna de hoje no Estadão, conclui que Dilma não vai mudar nada. Ou antes, deve mudar somente três ministérios, sendo que um dos novos nomes apenas mudará de pasta. A Educação deve ficar com Mercadante, atual titular de Ciência e Tecnologia. Os outros dois ministérios que devem receber titulares novos são: Ciência e Tecnologia e Trabalho. Para o primeiro, ainda há disputa. Quanto ao segundo, o PDT deve permanecer à frente (ao contrário do que a imprensa ventilou por meses), e o deputado federal Brizola Neto é um dos favoritos para assumir o cargo.

Efeito Privataria Tucana: PSDB mente e 'acusa' Itamar pela venda da Vale

O PSDB mentiu até para sua própria "militância", e acusou o ex-presidente Itamar Franco pela privataria da Vale.

Itamar Franco deve esta sacudindo no túmulo, pois ele se opôs a esta privataria, com declarações públicas da época. Itamar é responsável pela privatização da CSN, mas não da Vale.

A mentira se deu em texto do Instituto Teotônio Vilela (órgão de formação política do PSDB), para orientar a "militância" tucana a reagir ao livro "A Privataria Tucana".

Mas o texto é um desastre em mentiras e falsificações históricas, onde passa a impressão de que FHC tem vergonha de ter privatizado a Vale, e tenta jogar na conta de Itamar.


http://www.itv.org.br/arquivos/upload/Brasil%20Real_90_privatizacao.pdf

Observe a picaretagem do texto.

Nem o fato de citar o venda da Vale em 1997 (quando FHC já era presidente) atenua, pois joga a privatização da mineradora numa inventada "primeira fase" da qual a Vale faria parte no mesmo lote da CSN.

No texto envergonhado para enganar tucanos desavisados, FHC só entra na privataria das Teles.

O leitor tucano teimoso deste texto poderia perguntar: Ahhh... mas então o governo Itamar já havia planejado a privataria da Vale, e apenas foi concluída no governo do FHC? Também não é verdade.

Só em junho de 1995, no governo FHC, a mineradora foi incluída na lista da privataria, conforme prova o decreto abaixo, assinado por FHC e Serra:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D1510.htm

Com 2 anos de atraso Alckmin adere ao 'Minha Casa, Minha Vida'. Polícia Federal de plantão para impedir roubalheira no CDHU.

Programa Minha Casa, Minha Vida - 04
12 de janeiro de 2011 - Depois de dois anos de boicote, Alckmin finalmente adere ao programa federal do interesse da população paulista.

No fim de 2010, Lula, em Salvador (BA), já comemorava 1 milhão de moradias contratadas junto a Caixa, apesar do boicote tucano.

Alckmin e José Serra (PSDB/SP) passaram a campanha de 2010 combatendo o programa "Minha Casa, Minha Vida", com desdém.

Geraldo Alckmin (PSDB/SP) foi eleito governador de São Paulo e passou 2011 sem aderir ao programa. Até o presidente Hugo Chavez, copiou o programa lá na Venezuela, antes de Alckmin aderir em São Paulo.

Depois de passar quase dois anos sabotando em terras paulistas o programa "Minha Casa, Minha Vida", o governo estadual tucano desistiu de apostar no fracasso do programa, e aderiu a ele.

A presidenta Dilma Rousseff foi a  São Paulo hoje para a cerimônia de assinatura do termo de adesão ao programa Minha Casa, Minha Vida pelo governador Geraldo Alckmin.

O resultado prático para o povo paulista do fim do boicote demo-tucano é o compromisso para a construção de 97 mil moradias, num primeiro lote.

Isso já poderia ter sido feito há dois anos atrás, e estas famílias já poderiam estar habitando novos lares, se não fosse a ranhetice politiqueira de José Serra no ano de 2010 e de Geraldo Alckmin em 2011. Outro lote de 100 mil casas poderiam estar em curso.

Depois a TV Globo e o Estadão encomendam à ONG Contas Abertas uma estatística para inventar uma justificativa que transforme incompetência do governador tucano em "transferência de verbas federais para outros estados". 

Ora, como liberar verbas se os governos estaduais boicotam por motivos politiqueiros, prejudicando a própria população?

Todo cuidado é pouco com a corrupção tucana no CDHU 

Convênios como este são necessários para o povo, mas a Caixa Econômica Federal precisa fiscalizar em cima a Secretaria de Habitação de São Paulo e a Polícia Federal precisa ficar de plantão, para não haver roubalheira e para não deixar que o governo paulista escolha terrenos para a população pobre em áreas de risco de enchentes, deixando os bons terrenos públicos melhor localizados para a especulação imobiliária privada.

O órgão do governo paulista responsável pela habitação (CDHU) tem sido alvo de escândalos de corrupção recorrentes nos últimos anos.

"Faxina" na CDHU foi varrida para debaixo do tapete

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Quando estoura um escândalo, Alckmin diz que vai apurar no noticiário. Depois a coisa é abafada, e ninguém mais ouve falar da apuração, com a cumplicidade da velha imprensa paulista. Alckmin boicotou o programa por dois anos.

Entre 2005 e 2006, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) já havia apontado irregularidades em mais de 300 processos licitatórios da CDHU. O Ministério Público de São Paulo denunciou esquema envolvendo políticos, empresários, advogados e funcionários da CDHU. Foram presas 17 pessoas acusadas de participar de supostas fraudes.

Em 2002, o ex-gerente da CDHU no Vale do Paraíba, João Maroun Bouéri Neto, afirmou que funcionários da CDHU cobravam propina das construtoras que participaram do Chamamento Empresarial, um programa de construção de casas populares, em Jacareí, Taubaté e Queluz.

Os deputados estaduais da oposição tentaram investigar estes escândalos. O rolo compressor do governo tucano mandou abafar e varrer a sujeira para debaixo do tapete.

Em 2011, o secretário estadual de Habitação, Silvio Torres (PSDB/SP), e o presidente da companhia, Antonio Carlos Amaral Filho (PP/SP), entraram em conflito pelo comando da comissão de licitações do órgão (será por que, hein?).

Amaral Filho foi indicado por Paulo Maluf, no bojo das articulações de Alckmin para unir José Serra e Maluf no mesmo palanque, nas eleições para prefeito da capital paulista em 2012.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Defensoria relata 32 denúncias contra PM em ação na cracolândia

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo recebeu 32 denúncias de ações irregulares da chamada Operação Sufoco da Polícia Militar (PM), na região da Luz, centro de São Paulo, para retirada de usuários de craque. O dado foi divulgado pelo defensor Carlos Weis, durante reunião das Comissões de Direitos Humanos da Câmara de S. Paulo e da Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), presidida pelo vereador Jamil Murad (PCdoB).
As denúncias foram feitas no posto volante da Defensoria, órgão independente, instalado na região da Luz da Defensoria, por usuários de drogas, moradores de ruas e dos prédios, que testemunharam do alto violações de direitos humanos moradores dos prédios e guardas municipais.
"Estamos distribuindo material aos moradores de rua quais são seus direitos e dando assistência jurídica gratuita, garantida pela constituição. Não se pode enquadrar alguém só por ser suspeito de ser suspeito, por exemplo", declarou Weis, referindo-se ao fato de que nenhum grande traficante foi preso na operação.

O vereador Jamil Murad, abriu a atividade, lembrando que a abordagem aos usuários de droga vai contra não somente ao que é mais indicado atualmente pela medicina moderna, de uma aproximação mais pacífica, mais humana, de sensibilização do usuário, que é uma pessoa doente, que precisa de tratamento, mais também fere os princípios de respeito e direitos humanos.

“Estamos aqui para discutir uma proposta mais adequada para a solução do centro de São Paulo do que a que está sendo colocada em prática que é absolutamente inadequada”, afirmou Jamil Murad, durante a abertura da atividade. Para ele, que é médico há 44 anos, trata-se de uma questão de saúde pública e não de polícia.

Em seguida, o presidente da Câmara, vereador Police Neto, propôs a mudança do local da reunião para uma sala maior, por conta da quantidade de pessoas que compareceram, aproximadamente 300. O que acabou ocorrendo.

Há vagas para tratamento?

O deputado Adriano Diogo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp, que compos a mesa de discussão, reforçou sobre a necessidade de uma mudança na abordagem e alertou para a quantidade de vagas existentes para o tratamento de dependência química na cidade. Segundo material divulgado na grande imprensa, nesta quarta-feira (11), o município só teria 27 vagas para tratamento de dependentes químicos. O único serviço de Atenção Integral ao Dependente,no Hospital Heliópolis, tem 80 vagas, e que, em janeiro, 25 estavam disponíveis, ontem (10) eram 19. Outras quatro instituições têm 25 vagas disponíveis.

“Não tenho visto com bons olhos a maneira como isso está sendo conduzido. Tenho acompanhado na Assembleia as ações e as respostas sobre a operação. Não tem nada que justifique essa ação tresloucada, fora de padrão, a impressão que eu tenho, é que eles tentaram implantar na Santa Efigência, que eu me nego a chamar de cracolândia, uma UPP (Unidade Pacificadora de Polícia). Uma atitude teatral, muito nos moldes daquelas ações televisivas de grande repercussão na mídia, que são as ocupações dos morros no Rio de Janeiro”, declarou o deputado Adriano Diogo.

Ele ironizou o fato de que o primeiro escalão não estaria sabendo da operação, realizada desde o dia 3 de janeiro pela PM, e responsabilizou os governos municipal, estadual e federal. Por isso, para ele, a socidade civil precisa se manifestar.

“Não tem porta-voz (a PM). Imagine você, meu irmão Jamil Murad, estava saindo da Assembleia, e a Polícia Militar da Assembleia ligou para ver se eu participaria desta reunião e saber qual seria a nossa posição. Cadê o comando da Polícia Militar, onde está a área de direitos humanos da PM, cadê o secretário da segurança pública? Estamos diante de uma ausência de estado, de poder público e para concluir vou dizer ninguém conduziu bem. O ministério da Saúde politizou de maneira errada, de uma forma eleitoral rebaixada e os órgãos estaduais e municipais entraram na orquestração”, disparou Diogo.

Jamil lembrou que a Comissão da Câmara vem discutindo o assunto em reuniões e seminários e citou a participação de autoridades como juízes, desembargadores e também vereadores, que estão visitando a região há alguns meses para contribuir na busca de soluções. “Estive voluntariamente em um atendimento, durante um sábado, onde tinha assistente sociais, setor da saúde, da segurança, da sociedade civil, do judiciário, promotor, juiz, o próprio Malheiros (desembargador Malheiros) estava lá “.

O vereador do PCdoB elencou os pilares mais importantes para o atendimento aos usuários: assistência social, saúde e judiciário. Este, para obrigar o poder público a cumprir ações e medidas para atender à população. “Hoje (11), estive na região e constatei a presença ostensiva da Polícia na região. Ora, eles afirmam que a operação é para capturar traficante. Mas, como já havia declado Ariel (de Castro Alves, vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da OAB, também presente): para pegar traficante a ação é de inteligência, de investigação e não dessa forma”.

O padre Júlio Lancelotti, defensor dos moradores de rua, que integrou a mesa, fez críticas sobre a o nome batizado da operação, Sufoco. “Sufoca a esperança. Uma pessoa acuada ataca. Tenho estado com eles (usuários de crack) diariamente e percebo que, ao contrário do que afirmam autoridades, eles têm sim discernimento. Eles não são sem noção. Por mais que eles esteja entorpecidos, nós estamos mais. Tratá-los com crueldade é a nossa falência”, declarou Lancelotti.
Ele e um grupo de católicos têm distribuído panfletos orientando os usuários e moradores de ruas sobre seus direitos.

Também estiveram presentes representantes do Conselho de Defesa da Pessoa Humana, da Secretaria Estadual de Saúde e da Associação Juízes da Democracia, Movimento nacional da População de Rua, entre outras entidades.

Ao final, o presidente da Câmara, o vereador Police Neto, declarou que a Casa vai cobrar das entidades e órgãos de governo que  se prontificaram a contibuir para a situação dos usuários.   

Outro lado


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), proibiu pela manhã o uso de balas de borracha e bombas de efeito moral pelos policiais militares que atuam na Ação Integrada Centro Legal, como foi rebatizada a ação na região conhecida como Cracolândia. Na terça (10), o governo dobrou o número de policiais que atuam na região.

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) minimizou o fato de a operação policial deflagrada na Cracolândia não ter aguardado a inauguração de um equipamento da administração municipal na Rua Prates, que deve encaminhar dependentes a um acompanhamento especializado. Para ele, “são coisas distintas: uma coisa são os equipamentos de saúde, sociais, que são responsáveis pelo tratamento das pessoas no campo da saúde. Outra questão é a ação da polícia”.

De São Paulo
Deborah Moreira

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Agro bate recorde e exporta US$ 94,6 bi

Rosana Hessel

As exportações do agronegócio brasileiro em 2011 somaram US$ 94,6 bilhões, o melhor desempenho já registrado desde o início da contabilização dos dados, em 1997, pelo Ministério da Agricultura. As vendas externas do setor foram 24% superiores ao desempenho de 2010, que registrou um resultado de US$ 76,4 bilhões. Para este ano, a expectativa da pasta é de que os embarques de produtos agrícolas avancem pelo menos 5,7% e ultrapassem a casa dos US$ 100 bilhões.

“A média de crescimento no valor acumulado com vendas externas nos últimos 10 anos ficou em torno de 10%, então, é bastante aceitável alcançarmos a meta prevista”, afirmou, ontem, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro. A União Europeia continuou como o maior comprador da agroindústria nacional, superando até a China, principal destino das exportações brasileiras — no ano passado, o gigante asiático recebeu 16,5% de todos os embarques que tiveram o Brasil como origem.

Em 2011, a UE importou US$ 16,5 bilhões de produtos agrícolas brasileiros, registrando aumento de 50% sobre os US$ 11 bilhões computados um ano antes. Os principais itens importados pelos europeus foram café (US$ 4,29 bilhões), farelo de soja (US$ 4,01 bilhões) e carnes (US$ 2,48 bilhões). Depois da Europa, a China, os Estados Unidos, a Rússia e o Japão também se destacaram como destino das exportações brasileiras.

EncarecimentoOs produtos que mais contribuíram para o crescimento nas vendas externas do setor agrícola foram os do complexo da soja (grão, farelo e óleo), seguidos pelos do setor sucroalcooleiro, as carnes, os produtos florestais e o café. Juntos, eles somaram US$ 74,3 bilhões e foram responsáveis por 78,6% dos embarques para o exterior. Devido ao encarecimento de 30,3% no preço médio da soja, as exportações do produto avançaram 47,8% na comparação com o ano passado, de
US$ 11 bilhões para US$ 16,3 bilhões.

As vendas do setor de carnes no exterior também avançaram 14,7%, passando de US$ 13,6 bilhões para US$ 15,6 bilhões, mesmo com a queda de 0,4% nos embarques para a Rússia por conta do embargo a vários frigoríficos brasileiros desde junho de 2011. O ministro da Agricultura aguarda, para os próximos dias, um relatório detalhado sobre a missão de técnicos russos realizada no Brasil em novembro. Na próxima semana, Ribeiro deverá se reunir, em Berlim, com autoridades russas para tentar suspender as barreiras ao produto brasileiro.

Já as importações de produtos agropecuários avançaram 28% no ano passado e somaram US$ 17,1 bilhões. Com isso, o superavit na balança comercial do agronegócio de 2011 ficou em US$ 77,5 bilhões, um saldo quase três vezes superior ao acumulado pelo total da balança comercial, de US$ 29,8 bilhões.


Carne suína brasileira nos EUA
O Ministério da Agricultura informou ontem que poderá, pela primeira vez na história, exportar carne suína in natura para os Estados Unidos, a maior economia do planeta. Os frigoríficos e matadouros de Santa Catarina tiveram o reconhecimento do Departamento de Agricultura dos EUA para a exportação do produto refrigerado. Os embarques terão início assim que o órgão brasileiro habilitar os estabelecimentos, o que deverá ocorrer ainda nesta semana. Inicialmente, seis empresas receberão autorização para exportar, informou o ministério. Os norte-americanos também ampliaram a autorização para a exportação de carne suína cozida e processada de outros estados brasileiros livres de aftosa e com vacinação, desde que a industrialização ocorra em locais com habilitação do governo.